19 de mar de 2013

Sobe para 16 o número de mortos em Petrópolis; 560 estão em abrigos

Número de ocorrências registradas pela Defesa Civil chega a 368.
Prefeitura da cidade montou 18 pontos de abrigo.

Andreia Constâncio Do G1 Região Serrana
Subiu para 16 o número de mortos e para 18 o de feridos em decorrência da chuva em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Petrópolis informou por volta das 18h30 desta segunda-feira (18). A contabilidade anterior, divulgada às 10h pelo secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, dava conta de 13 mortos.
O número de ocorrências registradas pela Defesa Civil subiu para 368. Os rios Piabanha e Quitandinha também continuam em alerta máximo, sob risco de transbordamento em alguns pontos do Centro Histórico. Já o número de pessoas alojadas nos 18 pontos de apoio soma 560 ou cerca de 140 famílias. O índice pluviométrico do bairro Quitandinha, o mais atingido, chegou a 428 milímetros nas últimas 24 horas, quase que o dobro do esperado para o mês inteiro.
Fernando Lima Gilfer (Foto: Arquivo pessoal)Fernando Fernandes, técnico da Defesa Civil
que morreu soterrado  (Foto: Arquivo pessoal)
Dois técnicos da Defesa Civil estão entre as vítimas. Eles trabalhavam no resgate de desaparecidos na Vila São Joaquim, próximo à Rua Espirito Santo, no bairro Quitandinha, e acabaram soterrados. São eles: Fernando Fernandes de Lima, 44 anos, era especialista na área e já foi subcoordenador de Defesa Civil;  e Paulo Roberto Filgueiras, 37 anos, técnico em enfermagem também especialista em resgates, presidente do grupo de voluntários Anjos da Serra.  Ambos possuíam vários cursos de especialização em Defesa Civil e já prestaram serviço como voluntários. “Eles representam uma multidão de pessoas que entregam suas vidas ao resgate de vítimas, eram líderes em suas tarefas. Sofremos por cada vida que se perdeu hoje”, lamentou o secretário chefe da Defesa Civil, tenente coronel Rafael Simão.
O prefeito Rubens Bomtempo decretou três dias de luto oficial no município, além da suspensão das aulas da rede municipal de educação pelo mesmo prazo. Bomtempo garantiu, no entanto, que essa é uma emergência e que as aulas serão repostas em momento oportuno, sem prejuízos para o calendário escolar.
Noventa e uma pessoas, entre voluntários e funcionários da Defesa Civil, estão pelas ruas auxiliando nas vistorias das ocorrências. Além disso, cerca de 250 bombeiros do Estado estão na cidade. O prefeito também determinou, desde a madrugada desta segunda-feira (18), a criação de uma força tarefa com a contratação de mais 500 pessoas para uma frente emergencial de trabalho.
Deslizamento de terra em bairro de Petrópolis (Foto: Isabela Marinho/G1)Deslizamento de terra em bairro de Petrópolis (Foto: Isabela Marinho/G1)
Por volta de 12h30 desta segunda-feira, o prefeito Bomtempo recebeu o governador Sergio Cabral, parte de seu secretariado (Defesa Civil, Obras, Assistência Social, Educação, Cultura, Agricultura, Transportes e Governo) e mais a presidente do INEA, Marilene Ramos, com três representantes do órgão, para dar início às ações conjuntas. Junto com os R$ 200 mil liberados por Bomtempo para a realização de compras emergenciais de colchões, cobertores, alimentos, água potável e produtos de higiene pessoal, por meio do Fundo de Assistência Social, o governo do Estado afirmou que vai destinar mais R$ 3 milhões para dar continuidade às ações.
O maquinário utilizado pelo INEA no desassoreamento dos rios também já está a serviço da Prefeitura. “A Ministra Gleisi Hoffmann foi designada pela presidente Dilma Roussef a acompanhar a situação de Petrópolis”, disse Cabral, “e vai estudar a chamada compra assistida para soluções mais rápidas na área de habitação”.

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