Subiu para 16 o número de mortos e para 18 o de feridos em decorrência da chuva em Petrópolis,
na Região Serrana do Rio de Janeiro, segundo a assessoria de
comunicação da Prefeitura de Petrópolis informou por volta das 18h30
desta segunda-feira (18). A contabilidade anterior, divulgada às 10h
pelo secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, dava
conta de 13 mortos.
O número de ocorrências registradas pela Defesa Civil subiu para 368.
Os rios Piabanha e Quitandinha também continuam em alerta máximo, sob
risco de transbordamento em alguns pontos do Centro Histórico. Já o
número de pessoas alojadas nos 18 pontos de apoio soma 560 ou cerca de
140 famílias. O índice pluviométrico do bairro Quitandinha, o mais
atingido, chegou a 428 milímetros nas últimas 24 horas, quase que o
dobro do esperado para o mês inteiro.
Fernando Fernandes, técnico da Defesa Civil
que morreu soterrado (Foto: Arquivo pessoal)
Dois técnicos da Defesa Civil estão entre as vítimas. Eles trabalhavam
no resgate de desaparecidos na Vila São Joaquim, próximo à Rua Espirito
Santo, no bairro Quitandinha, e acabaram soterrados. São eles: Fernando
Fernandes de Lima, 44 anos, era especialista na área e já foi
subcoordenador de Defesa Civil; e Paulo Roberto Filgueiras, 37 anos,
técnico em enfermagem também especialista em resgates, presidente do
grupo de voluntários Anjos da Serra. Ambos possuíam vários cursos de
especialização em Defesa Civil e já prestaram serviço como voluntários.
“Eles representam uma multidão de pessoas que entregam suas vidas ao
resgate de vítimas, eram líderes em suas tarefas. Sofremos por cada vida
que se perdeu hoje”, lamentou o secretário chefe da Defesa Civil,
tenente coronel Rafael Simão.
O prefeito Rubens Bomtempo decretou três dias de luto oficial no
município, além da suspensão das aulas da rede municipal de educação
pelo mesmo prazo. Bomtempo garantiu, no entanto, que essa é uma
emergência e que as aulas serão repostas em momento oportuno, sem
prejuízos para o calendário escolar.
Noventa e uma pessoas, entre voluntários e funcionários da Defesa
Civil, estão pelas ruas auxiliando nas vistorias das ocorrências. Além
disso, cerca de 250 bombeiros do Estado estão na cidade. O prefeito
também determinou, desde a madrugada desta segunda-feira (18), a criação
de uma força tarefa com a contratação de mais 500 pessoas para uma
frente emergencial de trabalho.
Deslizamento de terra em bairro de Petrópolis (Foto: Isabela Marinho/G1)
Por volta de 12h30 desta segunda-feira, o prefeito Bomtempo recebeu o
governador Sergio Cabral, parte de seu secretariado (Defesa Civil,
Obras, Assistência Social, Educação, Cultura, Agricultura, Transportes e
Governo) e mais a presidente do INEA, Marilene Ramos, com três
representantes do órgão, para dar início às ações conjuntas. Junto com
os R$ 200 mil liberados por Bomtempo para a realização de compras
emergenciais de colchões, cobertores, alimentos, água potável e produtos
de higiene pessoal, por meio do Fundo de Assistência Social, o governo
do Estado afirmou que vai destinar mais R$ 3 milhões para dar
continuidade às ações.
O maquinário utilizado pelo INEA no desassoreamento dos rios também já
está a serviço da Prefeitura. “A Ministra Gleisi Hoffmann foi designada
pela presidente Dilma Roussef a acompanhar a situação de Petrópolis”,
disse Cabral, “e vai estudar a chamada compra assistida para soluções
mais rápidas na área de habitação”.
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