31 de dez de 2012

Polícia resgata nove reféns de assalto a fábrica no RS

Segundo polícia, todos estão bem. Paradeiro de assaltantes é desconhecido

Reféns foram libertados em Cotiporã após 20 horas de buscas
Reféns foram libertados em Cotiporã após 20 horas de buscas (Juan Barbosa/Agência RBS)
Após quase 20 horas de buscas, a polícia do Rio Grande do Sul conseguiu localizar os nove reféns restantes do assalto a uma fábrica de joias no município de Cotiporã, na serra gaúcha. O resgate das vítimas ocorreu por volta das 23 horas deste domingo. Segundo o QG da polícia instalado no município, todos estão bem. Ainda não há notícias sobre o paradeiro dos bandidos.
Os assaltantes tinham se escondido com os reféns em uma área de floresta na fronteira com a Argentina, depois que três membros do grupo criminoso morreram em um tiroteio com a polícia, logo após o roubo. Após várias horas de cerco a uma ampla região rural de Cotiporã, os reféns (seis mulheres, uma criança e dois homens, sete deles da mesma família) se apresentaram ilesos perante os agentes de uma das barreiras montadas em estradas na área.
"Estamos com os nove reféns sãos, salvos e em bom estado", informou o capitão Juliano Amaral, oficial da Polícia Militar do Rio Grande do Sul, em mensagem na página no Twitter da corporação. Segundo Amaral, os reféns foram libertados na mata a cerca de cinco quilômetros da residência da qual foram tirados à força pelos assaltantes. Ao enxergarem uma viatura da polícia, se aproximaram e se identificaram.
Assalto – O ataque à fábrica de joiais ocorreu às 2 horas da madrugada deste domingo, e os bandidos fugiram com nove reféns, utilizados como escudo humano. Sete foram libertados durante a ação da polícia, mas os bandidos invadiram uma casa e fizeram reféns outras sete pessoas de uma mesma família, incluindo uma criança.
A polícia realizou boqueios em algumas estradas da região: em um desses pontos, houve tiroteio entre criminosos e policiais. Na ocasião, foi morto o foragido mais procurado do estado, Elisandro Rodrigo Falcão, responsável por diversos assaltos a bancos e roubos.
A polícia gaúcha prosseguiu durante a madrugada com a operação de busca pelos assaltantes, mas não há informação sobre os criminosos. O trabalho continua pelo menos até manhã desta segunda-feira, inclusive com as barreiras nas estradas.
Atualizado às 6h50
(Com agência EFE e Estadão Conteúdo)

30 de dez de 2012

Talibã executa 21 policiais paquistaneses que haviam sido sequestrados

Oficiais desapareceram na quinta-feira passada durante ataques a três postos de controle nos arredores da cidade de Peshawar

No Paquistão, policiais tentam remover carro após ataque em Peshawar, ao menos 15 pessoas morerram
No Paquistão, policiais tentam remover carro após ataque em Peshawar, ao menos 15 pessoas morerram (Fayz Aziz/Reuters)
Os talibãs executaram 21 policiais paquistaneses que tinham sido sequestrados na quinta-feira passada durante os ataques a três postos de controle nos arredores da cidade de Peshawar, no norte do Paquistão, informou neste domingo uma fonte oficial.
Os corpos dos 21 membros das forças de segurança foram achados na noite do sábado (hora local) à margem de um riacho perto da área onde foram sequestrados, segundo afirmou um ajudante do governador regional, Akbar Khan, ao jornal local Express Tribune.
A fonte indicou que entre os executados encontraram um policial gravemente ferido. "É um milagre que um deles tenha sobrevivido, todos os corpos estavam crivados de balas", afirmou Khan.
O movimento talibã paquistanês Tehreek-e-Taliban (TTP) assumiu a autoria do ataque, no qual haviam morrido dois policiais, e a posterior execução dos reféns, de acordo com o canal local Geo.
(Com agência EFE)

29 de dez de 2012

Os grandes eventos do ano de 2013

De eleições a campeonatos mundiais de futebol, saiba o que será notícia no ano que se inicia

AFP
A posse do presidente Barack Obama será o primeiro grande evento do ano de 2013, que será marcado por uma série de eleições nacionais, com destaque para as de Israel, Tunísia, Irã e Paquistão, além de Itália e Alemanha.
Confira abaixo o que será notícia no ano que vem:
 
JANEIRO
- 20 e 21 - Washington: Juramento do presidente Barack Obama, seguido pela cerimônia de posse, que marca o início do segundo mandato do 44º presidente dos Estados Unidos.
- 22 - Israel: Eleições legislativas antecipadas após a dissolução do Parlamento israelense em outubro; o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu é o grande favorito em um clima de tensões regionais.
- 23 - Jordânia: Eleições legislativas antecipadas após a dissolução do Parlamento pelo rei Abdallah II.
FEVEREIRO
- 7 a 17 - Berlim: 63º Festival de Cinema de Berlim. O diretor chinês Wong Kar Wai presidirá o júri.
- 24 e 25 - Itália: Eleições legislativas antecipadas.
- 24 - Hollywood (Estados Unidos): 85ª Cerimônia de entrega do Oscar.
- Egito: Eleições legislativas após a adoção da nova Constituição (data a precisar).
MARÇO
- 4 - Quênia: Eleições gerais (presidencial e legislativas), que devem ser tensas; as últimas eleições foram marcadas por uma violência sem precedentes em 2007-2008.
MAIO
- 15 ao 26 - Cannes (França): 66º Festival de Cinema.
- Paquistão: Eleições legislativas, consideradas como o primeiro grande teste para a democracia deste país, onde três governos civis foram derrubados por golpes de Estado desde sua criação, em 1947.
JUNHO
- 14 - Irã: Eleição presidencial para escolher o sucessor de Mahmoud Ahmadinejad.
- 15 a 30 - Brasil: Copa das Confederações de futebol.
- 17 e 18 - Irlanda do Norte/Reino Unido: Cúpula do G8.
- 23 - Tunísia: Eleições presidencial e legislativas (eventual 2º turno em 7 de julho) previstas após a adoção da nova Constituição.
JULHO
- 19 ao 4/8 - Barcelona (Espanha): Mundial de Natação.
- 23 ao 28 - Rio de Janeiro (Brasil): Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na presença do papa Bento XVI.
- 10 ao 18 - Moscou: Mundial de Atletismo.
- 28 ao 7/9 - Veneza (Itália): 70ª Mostra de Cinema.
SETEMBRO
- Alemanha: Eleições legislativas. A chanceler cristã-democrata Angela Merkel brigará por um terceiro mandato.
 
OUTUBRO
- Estocolmo/Oslo (Suécia/Noruega): Anúncio dos Prêmios Nobel.
NOVEMBRO/DEZEMBRO
- Polônia: Conferência da ONU sobre o clima.                                                                                  REUNIÃO TURMA MARECHAL EURICO GASPAR DUTRA (AMAN 78)                                                                                                                                                                       

28 de dez de 2012

Dilma reage com bom humor a conto de Natal do FT

Ao contrário da reação furiosa que teve no início do mês, quando a The Economist sugeriu a demissão do ministro da Fazenda, a presidente reagiu bem à nova investida da imprensa britânica

presidenta Dilma Rousseff recebe o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovitch
Presidente Dilma Rousseff diz não querer ser uma rena porque não existe o animal no Brasil (Wilson Dias/Agência Brasil)
Dilma diz que gostaria de ter sido retratada como um "anãozinho" ou uma "elfa", e não como uma "rena"
A presidente da República, Dilma Rousseff, reagiu nesta quinta-feira com bom humor e brincadeiras às ironias de um dos blogs do site do jornal britânico Financial Times, que a retratou e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, como personagens centrais de um conto de fim de ano. No texto, Dilma é uma rena chamada "Roussolph" e Mantega é "Guido, o Elfo vidente" – uma referência às suas previsões sempre bastante equivocadas para o crescimento brasileiro.
Dilma rejeitou a sugestão de que o México será o condutor do "trenó do crescimento" nas Américas, como sugere o blog. "Vai querendo", reagiu Dilma, ao ser questionada se achava que o Brasil poderia perder a preponderância da economia da região para os mexicanos.
O conto começa com o Papai Noel avisando a todos que a equipe do trenó será a mesma do ano passado, com exceção do representante da América Latina. "Será Peña Nieto (presidente do México), que assume o lugar de Roussolph", cita o texto publicado pelo blog.
Durante café da manhã com jornalistas, ao ser questionada se havia visto a sátira, a presidente disse que achou "estranho" ela ser a rena do conto. "Aqui no Brasil nem tem rena", brincou, comentando que gostaria de ter sido caracterizada como "um anãozinho". Admitiu também, que poderia ser "um elfo". Ao ser lembrada que o ministro Mantega já tinha sido escolhido como o elfo, respondeu: "Então, eu poderia ser uma elfa", que auxilia o Papai Noel na distribuição dos presentes.
Ao contrário da reação furiosa que teve no início do mês – quando reagiu com veemência às críticas da revista britânica The Economist à condução da política econômica, ao baixo Produto Interno Bruto (PIB) e à sugestão de demissão do ministro Guido Mantega –, a presidente Dilma mostrou-se bem à vontade para comentar a sátira do Papai Noel. "Não se incomodem com isso. A rena é bem engraçadinha", comentou.
(com Estadão Conteúdo)

27 de dez de 2012

Cristina Kirchner perde mais dois recursos contra o Clarín

Suprema Corte negou um pedido do governo sobre a constitucionalidade da Lei de Mídia e um recurso contra a extensão da medida cautelar que protege grupo

Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, confere a performance do grupo de dança El Choque Urbano, em Buenos Aires
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner (Marcos Brindicci/Reuters)
Em sua última reunião plenária do ano, nesta quinta-feira, a Suprema Corte argentina negou mais dois recursos apresentados pelo governo Cristina Kirchner na tentativa de aplicar a controversa Lei de Mídia. O tribunal recusou o pedido do governo - conhecido como per saltum - para invalidar a decisão do juiz Horácio Alfonso a respeito da constitucionalidade dos artigos 45 e 161 da lei e também um recurso extraordinário contra a extensão da medida cautelar que protege o grupo Clarín, mantida por decisão da Câmara Civil e Comercial.
No caso do per saltum, os juízes alegaram deficiências técnicas no pedido, entre elas o fato de o governo Kirchner querer contestar o mesmo juiz que tomou uma decisão benéfica à sua causa anteriormente, Horacio Alfonso. Para ele, os artigos são constitucionais, mas acabou acatando o pedido do Clarín de apelar da decisão.
Quanto ao recurso extraordinário contra a medida cautelar, os juízes alegaram que ele não procede porque “não existe uma sentença definitiva para a causa”. A Suprema Corte ainda espera que a Câmara Civil e Comercial argentina defina a constitucionalidade dos artigos para que a medida cautelar possa expirar. Em 22 de maio, a própria Suprema Corte havia fixado a data de 7 de dezembro para o fim da medida cautelar, mas a Câmara Civil e Comercial prorrogou o prazo de sua vigência até uma decisão final sobre a constitucionalidade da lei. Espera-se que no começo do próximo ano a Câmara julgue o pedido.
Aprovada em 2009, a Lei de Mídia limita o número de licenças de rádio e televisão a que cada empresa de comunicação tem direito. Na prática, o governo Kirchner pretende intimidar a imprensa crítica no país. O grupo Clarín, maior conglomerado de comunicação da Argentina e opositor declarado do kirchnerismo desde 2008, é o principal alvo do governo e o mais prejudicado pela nova regra. Se for aplicada, a lei diminuirá o tamanho de grupos de imprensa e os deixará à mercê do governo argentino.
Repressão - A justiça argentina também confirmou nesta quinta-feira a absolvição do ex-presidente Fernando de la Rúa em um caso envolvendo a morte de cinco pessoas devido à repressão policial em Buenos Aires em 20 de dezembro de 2001, dia de sua renúncia, informou seu advogado. "A Câmara de Cassação (máxima instância penal) homologou a destituição do ex-presidente De la Rúa, fazendo com que o caso fique praticamente fechado. Resta a eventualidade de um recurso extraordinário na Suprema Corte", disse Miguel Almeyra, advogado de De la Rúa.
Cinco pessoas morreram no dia 20 de dezembro de 2001 no centro de Buenos Aires durante uma violenta repressão policial, que deixou em todo o país 30 vítimas fatais, em meio a uma severa crise econômica e institucional que levou neste mesmo dia à renúncia de De la Rúa, que um dia antes havia declarado o estado de sítio. O tribunal confirmou a absolvição, ditada pela Câmara Nacional de Apelações, de De la Rúa, de 75 anos, que era acusado pelos "crimes de homicídio e lesões culposas" pela repressão na capital argentina, onde uma centena de manifestantes ficaram feridos, além dos cinco mortos.
"Não existia na cabeça de De la Rúa uma posição de fiador com relação à forma imprudente pela qual foi coordenada a operação de segurança montada em 20 de dezembro de 2001", afirmou a decisão desta quinta-feira a qual a AFP teve acesso. O ex-presidente argentino (1999-2001), de tendência conservadora, também enfrenta um julgamento pelo suposto pagamento de subornos a senadores para a aprovação de uma lei de reforma das leis trabalhistas em 2000.
Corrupção - Felisa Miceli, ex-ministra da Economia do país, também foi condenada, nesta quinta-feira, a quatro anos de prisão e oito anos de inabilitação para cargos públicos no caso do dinheiro achado no banheiro de seu escritório no Palácio da Fazenda, em 2007. Após conhecer a sentença, Miceli reiterou sua inocência e antecipou que vai apelar contra a condenação pelos crimes de encobrimento agravado e subtração de documento público.

26 de dez de 2012

Bastos: repressão em 2012 passou dos limites

Procurado pela imprensa para comentar o próprio texto, Márcio Thomaz Bastos se esquivou
São Paulo. Advogado de um dos condenados no julgamento do processo do mensalão, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos atacou em um artigo a possibilidade de uma "degeneração autoritária de nossas práticas penais" e afirmou que a "tendência repressiva passou dos limites em 2012".


O advogado e ex-ministro em um artigo publicado no site "Consultor Jurídico", faz um balanço crítico dos acontecimento do ano FOTO: AGÊNCIA BRASIL

No texto, publicado na última segunda-feira no site "Consultor Jurídico", com reflexões sobre a atividade dos advogados criminalistas, Thomaz Bastos faz um "balanço crítico dos acontecimentos" do ano.

Não cita o processo do mensalão diretamente, mas faz uma série de referências à ação.

Finalizada em 17 de dezembro, ela levou à condenação de 25 réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A corte concluiu que o esquema, comandado pelo PT, corrompeu congressistas em troca de apoio no primeiro mandato do ex-presidente Lula.

Na ação, Thomaz Bastos (que foi ministro de Lula) defendeu o ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado, condenado a 16 anos e 8 meses de prisão mais o pagamento de R$ 926 mil em multas por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

Salgado foi acusado pelos empréstimos feitos pelo banco ao PT e às agências de Marcos Valério, dinheiro que teria financiado o esquema. Para Thomaz Bastos, há um "sentimento de desprezo pelos direitos e garantias fundamentais" que age "à sombra da legítima expectativa republicana de responsabilização. Não é de hoje que o direito de defesa vem sendo arrastado pela vaga repressiva que embala a sociedade brasileira", escreve.

Ele critica também a "tendência a tornar relativo o valor da prova necessária à condenação criminal" e sustenta que, "quando juízes se deixam influenciar pela ´presunção de culpabilidade´, são tentados a aceitar apenas ´indícios´, no lugar de prova concreta. Como se coubesse à defesa provar a inocência do réu!", afirma.

Ao longo do julgamento, defesas queixaram-se de que seus clientes foram condenados sem provas. Thomaz Bastos escreve ainda que "a disciplina da persecução penal não pode ser colonizada por uma lógica estranha, simplesmente para facilitar condenações".

Sem comentários

Durante o julgamento do mensalão, ministros citaram em seus votos a teoria do domínio do fato, segundo a qual o autor não é só quem executa o crime, mas quem tem o poder de decidir sua realização e planejamento. "Quanto mais excepcionais os meios, menos legítimos os fins alcançados pela persecução inspirada pelo ideal jacobino da salvação nacional", escreve. Procurado, Thomaz Bastos disse que não gostaria de comentar o texto.

25 de dez de 2012

Chile suspende alerta vermelho por causa de vulcão

Autoridades do país detectaram queda na atividade das erupções da cratera

Vulcão Copahue expelindo cinzas no Chile
Vulcão Copahue expelindo cinzas no Chile (Antonio Huglich/AFP)
O Chile suspendeu na tarde desta segunda-feira o alerta vermelho nas imediações do vulcão Copahue, na fronteira com a Argentina, após uma queda na atividade das erupções nas últimas horas.

No último relatório do Escritório Nacional de Emergência, divulgado na noite de segunda, o órgão informa que o Serviço Nacional de Geologia e Mineração determinou a redução do nível de alerta de vermelho para laranja. "O processo eruptivo do vulcão Copahue continua com uma intensidade menor. Não se reportou a ocorrência de avalanches por nenhum dos rios que nascem no vulcão, nem fluxo de água com lava", detalhou o texto.


O relatório, no entanto, recomenda "especial atenção em um raio de 5 quilômetros em torno da cratera ativa e das margens dos rios que nascem no vulcão".

O vulcão Copahue entrou em erupção no último sábado, colocando Chile e Argentina em alerta. Apesar das autoridades dos dois países não terem efetuado nenhuma evacuação dos moradores, alguns habitantes das áreas de risco decidiram deixar suas casas por conta própria.

Puyehue - No ano passado, centenas de voos foram cancelados depois da erupção do vulcão chileno Puyehue - a atividade do vulcão provocou o cancelamento inclusive de voos no Brasil. A erupção ocorreu durante as férias de inverno, causando enormes prejuízos econômicos para cidades turísticas como Bariloche.

(Com agência France-Presse)

24 de dez de 2012

Coreia do Norte tem foguete capaz de atingir EUA, diz Seul

Apesar da tecnologia rudimentar utilizada no míssil lançado no último dia 12, especialistas sul-coreanos indicaram que o projétil tinha alcance de 10.000 km

Pesquisador sul-coreano analisa fragmento do foguete da Coreia do Norte
Pesquisador sul-coreano analisa fragmento do foguete da Coreia do Norte (AFP)
A Coreia do Sul afirmou neste domingo que Pyongyang tem tecnologia para lançar um foguete com capacidade de atingir os Estados Unidos. A conclusão foi baseada em análises feitas em fragmentos recuperados do mar do foguete Unha-3, lançado pela Coreia do Norte no início do mês.
Oficiais do ministério de Defesa sul-coreano indicaram que o propulsor do míssil do país vizinho seria capaz de transportar uma carga útil de 500 quilos e voar mais de 10.000 quilômetros, podendo alcançar a costa oeste americana, onde estão localizadas cidades como Los Angeles, São Francisco e Seattle. Os analistas, no entanto, apontaram que a tecnologia propulsora usada no foguete é rudimentar, típica dos mísseis utilizados pela União Soviética.

Ameaça nuclear distante - Apesar do lançamento de dezembro - o primeiro bem-sucedido na história do país - ter servido como uma demonstração de força do regime de Kim Jong-un, especialistas citados pela rede britânica BBC garantem que a Coreia do Norte ainda está muito longe de desenvolver um míssil nuclear intercontinental.

Segundo eles, não há confirmação de que Pyongyang tenha a tecnologia necessária para sustentar a reentrada de um foguete na atmosfera. Além disso, a Coreia do Norte também não teria uma ogiva pequena o suficiente para ser transportada pelo projétil.

(Com agência EFE)

23 de dez de 2012

Chile e Argentina têm alerta por cinzas do vulcão Copahue

Vulcão começou a liberar gases e cinzas na manhã deste sábado (22).
Coluna de fumaça negra chegou a atingir altura de 1,5 km.

Da AFP
O governo do Chile decretou neste sábado (22) alerta laranja pela erupção do vulcão Copahue, localizado no sul, na zona fronteiriça com a província argentina de Neuquén, cuja atividade está sendo supervisionada pelas autoridades, informou o ministro de Mineração, Hernán de Solminihac.
O vulcão começou a liberar gases e cinzas na manhã deste sábado, criando uma coluna de fumaça negra, com uma altura de 1,5 km dirigida para o sudeste, informou em um comunicado o Serviço Nacional de Geologia e Minas (Sernageomin).
Família observa o vulcão Copahue em Caviahue, Argentina, neste sábado (22) (Foto: AFP)Família observa o vulcão Copahue em Caviahue, Argentina, neste sábado (22) (Foto: AFP)
As estações de monitoramento detectaram também um aumento da atividade sísmica, o que colocou em alerta os vizinhos da comunidade de Biobío.
O ministro Solminihac explicou ao canal 24 Horas que a atividade vulcânica é bem menor agora, mas que resolveram decretar o alerta laranja para acompanhar a evolução do vulcão.
A província argentina de Neuquén decretou alerta amarelo neste sábado para as cidades andinas vizinhas ao vulcão, informou o prefeito de Caviahue, Oscar Mancegosa.
"A situação está totalmente controlada, não há evacuações no momento, embora todos os mecanismos preventivos estejam ativados" se forem necessários, disse ao canal de TV C5N.
A última vez que o vulcão entrou em erupção foi no ano 2000 em uma atividade que se prolongou entre julho e outubro desse ano.
Vulcão Copahue é visto da cidade de Caviahue, na Argentina, neste sábado (22) (Foto: AFP)Vulcão Copahue é visto da cidade de Caviahue, na Argentina, neste sábado (22) (Foto: AFP)
Mulher fotografa fumaça do vulcão Copahue em Caviahue, Argentina, neste sábado (22) (Foto: AFP)Mulher fotografa fumaça do vulcão Copahue em Caviahue, Argentina, neste sábado (22) (Foto: AFP)

22 de dez de 2012

Série de saques a lojas deixam dois mortos na Argentina

Manifestantes invadem supermercados para roubarem televisores de plasma

Homem que tentou saquear supermercado em meio ao gás lacrimogênio lançado pela polícia
Homem que tentou saquear supermercado em meio ao gás lacrimogênio lançado pela polícia (Marcos Brindicci/Reuters)
A confusão causada por uma série de saques a lojas e supermercados deixou dois mortos na Argentina nesta madrugada, informou no sábado o jornal Clarín. As mortes aconteceram na cidade de Rosário, na província de Santa Fé, mas os saques são generalizados em cidades como Buenos Aires, Campaña, Zarate, Resistencia e San Fernando.

A onda de saques a instalações comerciais começou na quinta-feira no sul do país, mas só nesta madrugada ficou realmente violenta. Uma mulher e um jovem morreram em meio a conflitos entre manifestantes e a polícia.

Na capital, a polícia lançou balas de borracha e gás lacrimogênio para não permitir que manifestantes atacassem um supermercado. Depois dos choques, 378 pessoas foram detidas na província. Para o governador do estado de Buenos Aires, Daniel Scioli, a confusão é politicamente motivada. A mesma acusação foi feita pelo prefeito de San Fernando. “Isso foi orquestrado, alguém começou isso para criar uma atmosfera de medo”, disse Luis Andreotti.
Acusações - O governo de Cristina Kirchner culpam os sindicatos de oposição, que organizaram nas últimas semanas uma greve geral e vários protestos contra as políticas fiscais e econômicas da presidente. Em resposta, os sindicalistas acusaram a Casa Rosada de orquestrar os incidentes para se vitimizar. “Isso foi criado pela situação difícil que a população argentina está encarando”, disse o líder sindicalista de oposição, Hugo Moyano.

Os ataques lembram uma situação semelhante vivida durante a crise econômica da Argentina em 2001, quando desempregados saquearam supermercados. No entanto, o secretário nacional de defesa, Sergio Berni, disse que os saqueadores desta vez estão roubando televisores de plasma e não comida, e que, portanto, não são levados a saquear pela pobreza. “Há uma parte da Argentina que quer levar o país ao caos e à violência. Mas esta não é a mesma Argentina de 2001”, disse.
Bancos privados dizem que a inflação voltou a subir no país, apesar de o governo alegar que permanece no nível de 9%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) ameaçou dar um ‘cartão vermelho’ ao país se o governo não fornecer dados confiáveis sobre a inflação.

21 de dez de 2012

Brasil entra na lista dos maiores mercados de tablets do mundo

Cerca de 3 milhões de dispositivos devem chegar às mãos do consumidor até o fim de 2012, de acordo com a International Data Corporation

O tablet Xoom da Motorola
Tablets: mercado nacional oferece opções com valores abaixo de 500 reais (Divulgação)
De acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pela International Data Coporation (IDC), consultoria especializada em inteligência de mercado, o bom desempenho dos tablets no mercado brasileiro colocou o país na 10ª posição do ranking de vendas desse tipo de dispositivo. Dados divulgados pela companhia apontam que até o final de 2012, cerca de 3 milhões de tablets chegarão às mãos dos consumidores no Brasil – o que representa um crescimento de 127% em relação ao ano passado. Para 2013, a projeção é de 5,4 milhões.
“No decorrer do ano, os tablets se consolidaram no topo da lista de desejos dos consumidores brasileiros”, diz Attila Belavary, analista de mercado da IDC Brasil. “A maioria das pessoas ainda está estudando quais tipos de produtos atendem às suas necessidades, oferecem uma boa experiência de uso e, principalmente, que se encaixam no seu poder aquisitivo.”

Entre os tablets comercializados durante o ano, 80% dos dispositivos rodam o sistema operacional Android, do Google, enquanto que 46% chegam às lojas com um valor inferior a 500 reais. “No ano passado, eram poucos os fabricantes focados na venda de tablets mais baratos. Esse é o primeiro Natal que temos uma grande quantidade de modelos oferecidos a um preço muito atrativo e com mais opções de tamanhos de tela e funcionalidades”, afirma o analista.

20 de dez de 2012

Sindicatos protestam em Buenos Aires contra Cristina

Manifestação pediu redução de impostos e contou com ex-aliado da presidente

Manifestação de sindicatos aconteceu na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada
Manifestação de sindicatos aconteceu na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada (Juan Mabromata / AFP)
Milhares sindicalistas protestaram na quarta-feira, no centro de Buenos Aires, para exigir a redução de impostos e denunciar a inflação e a insegurança presentes no governo da presidente Cristina Kirchner. "Não ao imposto de renda, sim ao auxílio família para todos", resumia um grande cartaz em meio à multidão na Praça de Maio, diante da Casa Rosada, a sede do governo.
Entre os líderes do protesto estava o sindicalista Hugo Moyano, um ex-aliado de Cristina que agora se alinha com a ala opositora da Confederação Geral do Trabalho (CGT). "Senhora presidente, ocupe-se da inflação que corrói o salário, utilize todos os instrumentos necessários a seu alcance para enfrentar a insegurança que atinge todos os argentinos", discursou ele. “Se (o governo) não entende as lutas sindicais e as mobilizações, em 2013 teremos a oportunidade de utilizar o voto e eleger quem garanta os direitos dos trabalhadores”, assinalou Moyano, que desponta como virtual candidato à presidência.

O protesto de quarta registrou a incomum aliança entre sindicalistas peronistas e partidos da esquerda, adversários históricos na Argentina. “Apesar das diferenças que temos, acreditamos que nossas exigências são justas ", disse Florencia Piris, militante da Frente de Esquerda.

A manifestação de quarta acontece um mês depois da greve geral que paralisou o país no final de novembro e que foi convocada em protesto contra a política econômica do governo de Cristina. Após a vitória nas eleições de outubro de 2011, com 54% dos votos, a atual presidente viu sua aprovação cair de 64,1% para 30,6% em um ano, segundo a consultoria M&F. No início de novembro, uma gigantesca manifestação popular contra o governo levou 700.000 pessoas para as ruas de Buenos Aires.

(Com agência France-Presse)

19 de dez de 2012

Justiça aprova liminar do Clarín e impede aplicação da Lei de Mídia

Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires
BUENOS AIRES - A Lei de Mídia foi o centro de uma nova reviravolta nesta terça-feira, 18, quando o juiz federal Horacio Alfonso anunciou que aceitava o apelo do Grupo Clarín sobre a eventual inconstitucionalidade de vários artigos dessa legislação, aprovada em 2009, que transformou-se na principal bandeira do governo da presidente Cristina Kirchner.
Reuters
Martín Sabbatella esteve no Clarín para entregar notificação - ReutersMartín Sabbatella esteve no Clarín para entregar notificação
O próprio Alfonso, na sexta-feira, havia anunciado que os artigos criticados pelo Clarín eram constitucionais. No entanto, após analisar o pedido da holding multimídia apresentado na segunda-feira, o juiz optou por suspender sua própria sentença ao considerar que o caso deveria passar pela análise dos juízes da Câmara Civil e Comercial.
Desta forma, voltou a ter vigência a liminar pedida pelo Clarín para salvar-se da aplicação total da Lei de Mídia. Esta aplicação teria implicado no encolhimento da holding, forçada à vender a maior parte de seus canais de TV e estações de rádio. Além disso, o grupo ficaria restrito à cidade de Buenos Aires e sua área metropolitana.
O Clarín fez o pedido ao juiz Alfonso na segunda-feira pela manhã, na hora em que os tribunais abriram suas portas. Mas, uma hora depois, Martín Sabbatella, diretor da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca), esteve na sede do grupo e notificou a empresa sobre o início do processo de 100 dias que implicaria na venda compulsória das licenças, canais de TV e estações de rádio.
No entanto, 24 horas depois, a nova decisão do juiz Alfonso suspende automaticamente o processo do governo, que pretendia repassar as empresas do Clarín a novos donos até abril do ano que vem.
O campo de batalha da guerra entre a presidente Cristina e o Grupo Clarín passa a ser a Câmara Civil e Comercial, que, segundo analistas políticos, é um dos poucos redutos da Justiça argentina onde o governo Kirchner tem pouca influência. Os juízes da Câmara terão 60 dias para definir a situação.
Tudo indica que o lado que perder a decisão na Câmara Civil recorrerá à Corte Suprema de Justiça. Além disso, os analistas não descartam que o governo recorra à Corte Suprema sem esperar uma definição da Câmara Civil.
Protestos
Além da disputa com o Grupo Clarín, a presidente Cristina Kirchner também deve enfrentar protestos de duas alas rebeldes da Confederação Geral do Trabalho (CGT) e do setor não-governista da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA). Nesta quarta-feira, 18, as alas vão realizar uma "megamanifestação" no centro portenho e os líderes sindicais prometem mobilizar dezenas de milhares de trabalhadores.
Entre as reclamações estão protestos contra aumentos de impostos, baixos salários, e a escalada inflacionária. Além disso, as alas rebeldes da CGT - central que historicamente esteve alinhada com o governo peronista de plantão - acusam a presidente Cristina de ter abandonado os "ideais do general Juan Domingo Perón".
Em novembro os sindicalistas realizaram uma greve geral que paralisou o país. Foi a primeira greve realizada contra o governo desde a posse de Néstor Kirchner, em 2003.

18 de dez de 2012

Lei orçamentária prevê salário mínimo de R$ 674,96 em 2013

Relator-geral limitou em 5% o reajuste para os servidores do Poder Judiciário

Agência Brasil
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O relator-geral da proposta de Lei Orçamentária, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou hoje (17) seu parecer. O documento, segundo ele, recompõe investimentos em setores considerados estratégico pelo Executivo – como saúde e educação – que haviam sido retirados da proposta nos relatores setoriais. Jucá também informou que limitou em 5% o reajuste dos servidores do Poder Judiciário para 2013.
“Fizemos uma ampliação nos investimentos porque as emendas de bancada e individuais, mais a reconstituição de cortes que os relatores setoriais haviam feito e eu recuperei, melhoraram a situação de investimentos em áreas estratégicas como saúde, educação, infraestrutura, o enfrentamento da seca no Nordeste e a distribuição de água”, explicou Jucá.
Segundo ele, foram ampliados os investimentos nos programas de aquisição de alimentos da agricultura familiar e do Minha Casa, Minha Vida. “Todos esses pontos tinham sido cortados nos relatórios setoriais e restituí os valores originários, porque são programas importantes que precisam ser mantidos”, frisou o relator.
Sobre o aumento do Judiciário, Romero Jucá disse que não há “espaço fiscal” para conceder reajuste acima de 5%, mesmo percentual dado aos servidores públicos federais. “Analisamos a proposta que veio do Judiciário, mas não havia espaço fiscal, recursos, para ampliar as despesas permanentes de custeio. Portanto, mantivemos o reajuste dos servidores públicos do Executivo, Legislativo e do Judiciário em 5%, tratando com igualdade todos os Poderes”, explicou.
O relator lembrou que, com o cálculo da reestimativa de receitas do Projeto de Lei do Orçamento Geral da União, o salario mínimo para 2013 será R$ 674,96 – R$ 4 a mais do que a previsão enviada inicialmente. “Cumprimos a lei do salário mínimo. Com a perspectiva da inflação ser maior, tivemos que suplementar o valor do salário mínimo e ele fica agora em R$ 674,96."
De acordo com o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a ideia é aprovar a proposta amanhã (18) na comissão e votar o texto no plenário do Congresso na próxima quarta-feira (19).
“Acredito que o cronograma será mantido, os acordo políticos que foram feitos estão encaminhados, e as questões a serem debatidas poderão ser discutidas durante todo o dia de amanhã [na comissão] para, na quarta-feira, ao meio-dia, votarmos no plenário”, disse.

17 de dez de 2012

Problema em interligação causou apagão, diz ONS

Representantes do órgão terão uma reunião com integrantes do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica nesta semana

Apagão em São Paulo
Apagão em São Paulo (Mauricio Lima/AFP)
O apagão que atingiu parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais no fim da tarde de sábado foi causado por um problema de interligação no sistema integrado nacional de energia, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A falha acionou o sistema de segurança de equipamentos de transmissão, fazendo com que houvesse cortes seletivos no fornecimento para evitar uma sobrecarga, informou o órgão por meio de sua assessoria de imprensa.
O ONS está apurando as causas e a extensão do problema. Nesta semana, representantes do órgão terão uma reunião com integrantes do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para debater a falha, antes de divulgar um comunicado oficial sobre o apagão. O ONS garantiu que não houve interrupção no fornecimento de energia para hospitais, penitenciárias e escolas.
Em São Paulo, cerca de 1,5 milhão de clientes da Eletropaulo foram atingidos pelo apagão. A companhia informou, por meio de nota, que em sua área de concessão 31 subestações ficaram desligadas. Entre os municípios atendidos pela concessionária houve problemas de fornecimento em Itapevi, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Taboão da Serra, Diadema, Cajamar, Santana de Parnaíba, Jandira e São Bernardo.
Na cidade de São Paulo, os bairros afetados foram Capão Redondo, Balneário Mar Paulista, Rivieira, Americanopolis, Cupece, São Mateus, Mooca, Guaianazes, Talarico, Carrão, Tatuapé, Ipiranga, Vila Maria, Santo Amaro, Rio Bonito, Itaim Paulista, São Miguel Paulista, Vila Guilherme, Saúde e Guarapiranga.
No Rio, 700.000 pessoas foram afetadas em bairros da zona norte e oeste da capital e em sete municípios da Baixada Fluminense, área de concessão da Light. A empresa informou que às 17h55, por conta de uma "anormalidade no sistema interligado, sob responsabilidade do ONS", houve perda do suprimento de energia e algumas subestações foram desligadas por dispositivos automáticos. O restabelecimento de energia foi concluído às 22 horas de sábado.
Outros vinte municípios do estado foram afetados pelo apagão, numa região sob concessão da Ampla. De acordo com a empresa, a falta de luz ocorreu entre 17h54 e 18h25. A concessionária não informou quantas pessoas foram atingidas.

16 de dez de 2012

Guerrero decide de novo, Corinthians derruba Chelsea e é bi mundial

Além do atacante, goleiro Cássio foi o destaque do jogo; no time inglês, apenas o zagueiro David Luiz teve atuação digna de elogios

Terra
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De forma incontestável, o mundo é do Corinthians. O time brasileiro jogou melhor que o Chelsea, mostrou muito mais vontade e dominou a maior parte da final do Mundial de Clubes, neste domingo, em Yokohama, contando com mais um gol do peruano Guerrero para vencer por 1 a 0 e conquistar o torneio da Fifa pela segunda vez em sua história.
Os comandados de Tite puseram em campo tudo o que era esperado pela fanática torcida corintiana que não parou de cantar um segundo sequer no Nissan Stadium. Marcação forte, aplicação tática dos jogadores de frente, toque de bola e muita confiança foram as armas da equipe alvinegra para superar um Chelsea que esteve longe da boa atuação da semifinal sobre o Monterrey, por 3 a 1.
Os grandes destaques da vitória foram o centroavante Guerrero, que deu muito trabalho à retaguarda do Chelsea e marcou o gol da vitória, e o goleiro Cássio, que realizou grandes defesas para garantir que o Corinthians deixasse o Mundial sem sofrer gols. Já do lado do Chelsea, apenas David Luiz fez partida digna de elogios, com brilhos esporádicos de Mata e Hazard, que sofreram para superar sozinhos a marcação alvinegra.
Primeiro tempo
Tite mandou a campo o time esperado, com Jorge Henrique na direita para ajudar Alessandro na marcação, e Danilo pelo centro como armador. Já Rafa Benítez, dando sequência ao rodízio de titulares que costuma implantar, fez três alterações em relação à semifinal: saíram Azpilicueta, Mikel e Oscar para as entradas de Ramires, Lampard e Moses.
O Corinthians começou a partida avançando a marcação e impedindo o Chelsea de sair jogando. Em um início travado, os ingleses tinham que sair na base do chutão - já os brasileiros, mais soltos em campo e sob gritos incessantes de "Timão" vindos das arquibancadas, marcavam muito mais forte e estavam mais à vontade na partida.
Após dez minutos truncados, a primeira grande chance foi dos europeus. Mata bateu escanteio, Chicão falhou e a bola sobrou limpa para Cahill, mas o zagueiro finalizou em cima de Cássio, que salvou sobre a linha do gol. Pouco depois, os ânimos esquentaram com uma chegada forte de Ramires sobre Emerson, mas o cartão amarelo não saiu.
Aos poucos, o Chelsea foi entrando no jogo e conseguindo trocar passes. Porém, a sólida marcação alvinegra impedia que alguém ficasse em condições de finalizar. No contra-ataque, o Corinthians teve três chegadas seguidas entre os 17 e 19min: primeiro, Mata errou passe bobo e deixou de presente para Emerson, que tinha Guerrero livre, mas preferiu tentar o drible em David Luiz e perdeu a bola. Depois, chutes de longe de Jorge Henrique e Paulinho não assustaram Petr Cech.
Empolgado, o Corinthians voltou a avançar a marcação e passou a mandar na partida. Com 25min, Guerrero jogou entre as pernas de Cahill e invadiu a área, mas se jogou para tentar cavar pênalti, sem sucesso. Pouco depois, o centroavante peruano enfiou bola para Emerson, que ficou de frente para Cech após lambança de Cahill, mas o atacante bateu muito mal, por cima do gol.
O Chelsea deixava muito espaço na marcação, e o final do primeiro teve boas chances dos dois lados. Aos 32min, Hazard deu lindo passe nas costas de Fábio Santos para Moses, mas o nigeriano dominou mal e permitiu a recuperação de Paulo André. Dois minutos depois, Guerrero fez belo giro na área e chutou; a bola passou na frente do gol e sobrou para Emerson, que, sem ângulo, finalizou no pé da trave de Cech.
Em um final de primeira etapa aberto, bem diferente do começo do jogo, o Chelsea teve as últimas chances, mas parou em Cássio. Aos 37min, Lampard deu lançamento perfeito para Torres, que dominou bem, mas bateu fraco e facilitou a defesa do goleiro corintiano. Depois, foi a vez de Moses receber na esquerda e bater colocado, mas Cássio se esticou e salvou de forma espetacular.
Segundo tempo
Os técnicos não mexeram no intervalo, e o segundo tempo seguiu a toada do primeiro: Corinthians marcando muito mais forte e impedindo o Chelsea de trocar passes à vontade. A primeira chance clara, porém, foi inglesa: aos 9min, Mata enfiou bela bola para Hazard, mas Cássio saiu abafando e salvou. O primeiro cartão do jogo saiu logo depois: Jorge Henrique calçou Mata por trás e foi amarelado.
A partida rapidamente caiu em emoção, com o Chelsea incapaz de superar o sistema defensivo corintiano e atuações péssimas de Moses e Torres; do outro lado, o Corinthians errava os passes decisivos e não ameaçava Cech. Aos 18min, porém, o goleiro checo se assustou: Guerrero ajeitou e Paulinho emendou um chute forte de dentro da área, que passou ao lado da trave da equipe inglesa.
Melhor em campo, o Corinthians enfim abriu o marcador aos 23min da forma mais dramática possível. Após grande jogada de Paulinho, a bola sobrou para Danilo na área; o meia cortou a marcação e chutou de pé direito; a bola desviou em Cahill, subiu e sobrou para Guerrero, que cabeceou firme. A bola ainda tocou no travessão antes de entrar, com três defensores do Chelsea sobre a linha do gol.
Benítez reagiu ao gol alvinegro tirando o nulo Moses para a entrada de Oscar. Único destaque individual do Chelsea até então, David Luiz se irritou e chegou firme em Emerson, levando cartão amarelo. O Corinthians imediatamente recuou após o gol e se posicionou de forma sólida no campo de defesa, dificultando ainda mais as ações ofensivas dos ingleses.
O Chelsea tentou atacar desesperadamente nos minutos finais, mas o Corinthians foi seguro na defesa, com Wallace no lugar de Emerson. A exceção foi quando uma bola mal tirada sobrou para Fernando Torres, livre na marca do pênalti, frente a frente com Cássio. Selando a atuação pavorosa, o espanhol chutou em cima do goleiro e perdeu o gol. Para complicar ainda mais para os ingleses, Cahill foi expulso aos 44min após chegada forte em Emerson.
O Corinthians manteve os nervos sob controle, mas o coração da torcida quase parou aos 47min, quando Oscar levantou na área, Torres ganhou de Cássio no alto e mandou para as redes de cabeça. Mas o lance já estava parado por impedimento. Já era tarde para qualquer reação, e o Corinthians pôde soltar a voz em Yokohama para gritar que era, novamente, campeão do mundo.

FICHA TÉCNICA
Corinthians 1 x 0 Chelsea
Gol
Corinthians: Guerrero, aos 23min do 1º tempo

Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Jorge Henrique, Danilo e Emerson (Wallace); Guerrero (Martínez). Técnico: Tite
Chelsea: Cech; Ivanovic (Azpilicueta), Cahill, David Luiz e Ashley Cole; Ramires e Lampard; Moses (Oscar), Mata e Hazard (Marin); Torres. Técnico: Rafa Benítez
Cartões amarelos
Corinthians: Jorge Henrique
Chelsea: David Luiz

Cartão vermelho
Chelsea: Cahill

Árbitro
Cuynet Çakir

Local
Nissan Stadium, Yokohama (Japão)

Público
68.275

15 de dez de 2012

O ocaso do coronel

O usineiro e deputado João Lyra já foi considerado o parlamentar mais rico do Congresso. Agora, mergulhado em dívidas que somam R$ 2 bilhões, ele experimenta o declínio

Izabelle Torres
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BANCARROTA
Depois de dar calotes em série em bancos privados, João Lyra
teve a falência de seu conglomerado decretada pela Justiça
Personagem que ilustrou como poucos a história de coronelismo do Nordeste brasileiro, o deputado federal João Lyra (PSD-AL), 82 anos, vive sua decadência empresarial e política. Dono de um império que inclui imensas extensões de terra, imóveis de luxo, cinco usinas de cana-de-açúcar, empresas de comunicação, táxi aéreo e até uma fábrica de adubos, um dos usineiros mais importantes do País está afundado em dívidas e dá adeus ao título de parlamentar mais rico da Câmara dos Deputados. Antes dono de um prestígio inabalável, que lhe rendeu dois mandatos em Brasília e poder de influência na política de seu Estado natal, Alagoas, Lyra vive hoje sua ruína sob o fantasma da falência e do ostracismo. Para traçar o caminho da decadência do coronel, ISTOÉ percorreu a sede das empresas do parlamentar. Deparou-se com portas lacradas e seguranças armados, ouviu funcionários demitidos, advogados e representantes do Judiciário ligados ao processo de recuperação judicial do Grupo João Lyra.
Em valores atualizados, o deputado deve R$ 2 bilhões, dez vezes o patrimônio pessoal declarado por ele à Justiça Eleitoral há dois anos. Em setembro, o juiz Marcelo Tadeu decretou a falência de seu conglomerado, entregando o comando de suas empresas a interventores. “Não dá para fechar os olhos para os débitos e essa situação vinha se arrastando há anos”, disse o juiz, que alega ter sofrido ameaças de morte por conta de sua atuação em desfavor de João Lyra. Há apenas dois meses, cinco auditores fazem uma devassa nas contas das usinas. As primeiras análises mostram que havia recursos em caixa para cumprir as negociações judiciais dos débitos, apesar dos argumentos de crise no setor sucroalcooleiro e das enchentes que atingiram Alagoas nos últimos anos. “A situação parece bem diferente do que era passado oficialmente nas negociações. Eles vinham dando calote em todo mundo deliberadamente”, resume um dos credores envolvidos no processo. Na ação de falência do Grupo João Lyra, que corre em sigilo, seus advogados não negam os débitos. Entretanto, dizem que não concordam com os critérios da cobrança. Também apelam para a importância do grupo na geração de empregos, especialmente em Alagoas e Minas Gerais. São cerca de seis mil funcionários diretos.
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A história da queda de Lyra começa em 2006, quando o atual deputado gastou parte da sua fortuna em uma campanha desesperada pelo comando do governo de Alagoas. Documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ mostram que desde então as dívidas do usineiro começavam a se acumular e as cobranças judiciais se amontoavam no departamento jurídico do grupo. Na época, Lyra ainda gozava de prestígio de coronel e, apesar de ter perdido a eleição e cerca de R$ 60 milhões que gastou com a campanha, conseguiu usar sua influência para protelar as ações de cobranças, em vez de negociá-las.
Para continuar mantendo seu alto padrão de vida, e as empresas em funcionamento, Lyra iniciou uma estratégia de calotes em série contra bancos privados, tanto estrangeiros como nacionais, e também entidades públicas. A cada ano e período de entressafra da cana-de-açúcar, seu grupo entrava com pedidos de empréstimos em diferentes bancos. Conseguiu abocanhar quase R$ 1 bilhão de pelo menos três instituições estrangeiras (um banco francês, um belga e um inglês), além do Banco do Nordeste, Bradesco e até do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Mas o usineiro, mesmo com o lucro da safra, deixou de pagar os empréstimos. Quando pressionado, renegociava a dívida. Fez isso ao menos seis vezes, segundo o processo de falência do Grupo João Lyra, obtido pela reportagem. Em 2010, a situação chegou ao limite. Os bancos estrangeiros, credores rurais e funcionários com salários atrasados decidiram cobrar a dívida de Lyra.
O calote bilionário se soma à lista de abusos alimentados pela impunidade. A influência de Lyra no Judiciário alagoano é conhecida há tempos. Nos anos 1990, ele conseguiu se livrar de acusações de assassinatos, apesar dos depoimentos e indícios contundentes de sua participação nos crimes. Em 1991, Lyra foi acusado pelo Ministério Público de mandar matar o amante da ex-esposa. Cinco anos depois, o parlamentar foi apontado como o mandante do assassinato do fiscal de renda Sílvio Vianna, que o cobrava por impostos devidos à União. O deputado, por meio de sua rede de influência, conseguiu engavetar os processos, que acabaram prescrevendo depois que ele completou 70 anos.
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A última demonstração de poder veio das mãos do amigo e presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Sebastião Costa Filho, que, durante um plantão de domingo, suspendeu o processo de falência de Lyra. Alegou que a decisão do juiz Marcelo Tadeu não foi imparcial. Tadeu é antigo desafeto do deputado. Mas a decisão de Costa Filho não teve efeito prático. O caso já está no Superior Tribunal de Justiça, por conta de recurso do próprio Lyra. ISTOÉ ouviu dois ministros do STJ. Apesar de ainda não conhecerem a fundo o processo, ambos contaram que em casos semelhantes a corte já decidiu que o dinheiro do dono das empresas deveria ser usado para quitar as dívidas.
A crise nos negócios deixou o parlamentar com a saúde debilitada. A convivência conflituosa com a família tem agravado as doenças. Pai de quatro filhos, entre eles Tereza Collor, a musa do impeachment, o deputado não fez sucessores. Não treinou herdeiros naturais para cuidar dos seus negócios e a família não se encontra com frequência. Nas últimas décadas, suas companhias são assessores muito bem pagos, seguranças e, recentemente, a nova esposa, quase 30 anos mais jovem. Voa de jatinho particular entre Brasília e Maceió, e de helicóptero dentro da cidade.
Ao transitar nos corredores do Congresso, o parlamentar mantém-se distante das discussões e das rodinhas de políticos. Sempre circula pelas laterais, evitando o centro do plenário, onde as televisões captam imagens em tempo real e os deputados se digladiam na disputa por microfones. Isso quando ele aparece na Casa. Além de ser o mais faltoso, tendo comparecido a menos de 30% das sessões de 2012, o deputado apresentou este ano apenas quatro projetos. Três eram simples sugestões a ministérios, e outro foi elaborado sob medida para beneficiar a si mesmo. Pediu à Secretaria de Patrimônio da União a redução do laudêmio e da taxa de ocupação cobrados de quem mora em áreas pertencentes à Marinha. Ocorre que Lyra vive em uma luxuosa cobertura à beira-mar em Maceió e paga cerca de 3% do valor do imóvel à União. Na justificativa do projeto, o deputado alega que as taxas são abusivas e que também é preciso rever a dívida das famílias que acumulam débitos de laudêmio. Ele não paga a taxa há cinco anos. Pelo visto, o coronel continua o mesmo. Mas a possibilidade de que finalmente seja alcançado pela Justiça mostra que os tempos mudaram.
Foto: Orlando Brito

14 de dez de 2012

Em Moscou, Dilma defende royalties do petróleo para educação

Presidenta disse que ensino é o maior desafio do País

Terra
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A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, encerrou nesta sexta-feira o II Fórum Empresarial Brasil-Rússia, em Moscou, com um discurso em que destacou que o principal objetivo é o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países. "Somos países com dimensões continentais, com grandes riquezas naturais e uma população elevada. Somos duas grandes nações que têm na sua diversidade, na sua cultura, na sua indústria e na sua agricultura, fontes de enorme riqueza", declarou.

Dilma aproveitou o momento para enfatizar a importância da educação no desenvolvimento do Brasil, levantando mais uma vez a questão dos royalties do petróleo. "O maior desafio do meu país é na área da educação. Universalizamos o ensino básico, mas o desafio é o de alcançar a qualidade na educação. Por isso queremos que todos os recursos que nós obtenhamos da exploração do petróleo e gás no Brasil sejam destinados à educação."

Outro assunto abordado foi a importância do aprofundamento das relações entre o Brasil e Rússia como uma forma de dar uma resposta à crise internacional, através da troca de investimentos e da ampliação dos intercâmbios comerciais, não somente entre os dois países, mas também entre o Mercosul e a Rússia e as relações dentro dos Brics e da OMC.

A mandatária falou ainda sobre os planos de austeridade, aplicados em diversos países europeus como forma de conter a crise. Segundo ela, a redução do consumo e dos gastos sociais não conduz necessariamente à retomada da economia e nem tampouco deve ser uma resposta à crise. "A austeridade por si só representa mais desemprego e deve ser combinada com medidas efetivas para fazer a economia crescer", disse. Dilma citou a experiência da América Latina para tratar de crises e de planos de austeridade, já que "temos uma experiência muito dura com ajustes fiscais deste tipo, dos anos 1980 e 1990".

A colaboração bilateral no contexto dos Brics foi mais uma vez destacada por Dilma, além da presidência do grupo do G20, que a Rússia assume em 2013. Dilma acredita que seja um momento oportuno para "falar da importância de mudar a regulação financeira internacional” e tornar os organismos que vigiam o mundo “mais representativos". A presidente faz uma clara referência à reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, pleiteada pelo Brasil, com o apoio da Rússia. A Rússia já faz parte do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil apoiou a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio, processo finalizado em dezembro de 2011.

A diversificação da pauta comercial entre o Brasil e a Rússia também foi comentado no discurso da presidente. "Não podemos restringir a nossa relação a atividades primárias. É fundamental trocar manufaturas, serviços, produtos com valor agregado", disse ela. Cerca de 80% das importações brasileiras da Rússia são adubo e combustíveis fósseis. Do lado russo, 80% das importações do Brasil se resumem a açúcar e carne.

Em tom amistoso, Dilma falou que espera que o Brasil seja tão competente fora do campo como dentro dele. "Vocês têm esta expectativa de ganhar de nós, mas eu asseguro que seremos difíceis. Acho que faremos aquela chamada boa competição." Depois da participação no fórum, a Dilma se encontrará com o presidente russo, Vladimir Putin, em uma reunião bilateral no Kremlin.

13 de dez de 2012

Dilma quer construir pelo menos 800 novos aeroportos no País

Objetivo é que todas as cidades com até 100 mil habitantes tenham uma pista de pouso a no máximo 70 km de distância

Terra
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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, em Paris, na França, que pretende construir 800 novos aeroportos regionais no Brasil nos próximos anos. O objetivo é que todas as cidades com até 100 mil habitantes tenham uma pista de pouso a no máximo 70 km de distância.

“Os números no Brasil às vezes são grandes. Nós pretendemos fazer, no Brasil, em torno de 800 ou mais aeroportos regionais”, afirmou a presidente, em discurso na sede do Movimento das Empresas Francesas (Medef), a maior organização patronal francesa, em Paris. “Nós temos recursos para isso, originários até da outorga que cobramos dos grandes aeroportos.  Nós temos de interiorizar o transporte aeroviário no Brasil”, explicou a presidente, estimulando o desenvolvimento de médias empresas do setor a atenderem às demandas de um País “de dimensão continental”.

Quanto aos grandes aeroportos, Dilma frisou que deseja investir na formação de pessoal da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para garantir a qualidade dos serviços no Brasil. Ela também destacou que o setor ferroviário é prioritário para o governo, com o início, amanhã, da primeira fase da licitação para o trem-bala que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. A petista convidou as empresas francesas a participarem destes projetos, ressaltando que “nunca houve um momento mais favorável para a cooperação” entre a França e o Brasil.

Na plateia, dezenas de empresários de grandes companhias francesas, como a Alstom, da área de energia e transportes, cobraram a redução da burocracia para viabilizar investimentos no Brasil, principalmente obras de infraestrutura. A presidente do Medef, Laurence Parisot, apontou que o custo Brasil e as incertezas jurídicas são um freio para os investidores estrangeiros decidirem ir para o País.

“Estes dois fatores penalizam muito as médias empresas que pensam em se instalar no Brasil. E ao mesmo tempo, queremos colocar o Brasil no coração dos nossos sonhos”,  declarou Parisot. A presidente brasileira respondeu que um mercado de 40 milhões de brasileiros da classe C está aberto aos franceses e que, para isso, o governo trabalha para diminuir as barreiras aos investimentos, reduzindo a burocracia. Ela defendeu uma economia mais flexível para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, e citou medidas como a queda do custo do capital e a redução da taxa de juros cobrados no País, além de lembrar que o Planalto implanta novos estímulos à agricultura e à indústria para retomar o caminho do crescimento econômico.

“O Brasil não vai ser só exportador de commodities. Queremos também ser uma potência na área de manufaturas”, sublinhou.
A dirigente patronal francesa estimulou as companhias brasileiras a investirem na França, nicho explorado por um número reduzido de setores como o de aviação, cosméticos e sapatos, ao mesmo tempo em que pelo menos 430 empresas francesas atuam no Brasil. Como Dilma, Parisot destacou que as áreas espacial, agroalimentar e de desenvolvimento sustentável são as que mais podem ser ampliadas no comércio bilateral.

Depois do evento junto aos empresários, Dilma seguiu para um encontro com o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, no Hôtel de Ville, a prefeitura da capital francesa. Recebida no salão de honra, a presidente pediu ao governante que apoie a candidatura de São Paulo para ser cidade-sede da exposição universal de 2020. A capital paulista disputa com Ayutthaia, na Tailândia, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Ecaterimburgo, na Rússia, e Izmir, na Turquia.

Paris já sediou o evento seis vezes, no que resultou na construção de monumentos como a Torre Eiffel e o Grand Palais. Dilma argumentou que a cidade mantém uma série de parcerias com a cidade do Rio de Janeiro, nas áreas de transportes, desenvolvimento sustentável, habitação social e urbanismo, e disse esperar “que a ligação com São Paulo seja restabelecida”.

A primeira visita de Estado de Dilma à França se encerra nesta quarta-feira. Ela parte ainda hoje para a Rússia, onde fica até sexta-feira.

12 de dez de 2012

Em discurso, Dilma dá receita para superar crise europeia

Presidente brasileira incentiva a Europa a combinar austeridade fiscal com estímulos à economia; no Brasil, a receita dá sinais de que "desandou"

A presidente Dilma Rousseff  no " Fórum pelo progresso social: o crescimento como saída da crise", em Paris
Dilma Rousseff discursa em Paris: defesa de um menor rigor fiscal (AFP)
No Brasil, medidas de incentivo à economia não têm dado o resultado esperado, ao passo que a meta cheia de superávit primário foi abandonada
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira a combinação de medidas de austeridade fiscal e de incentivo ao crescimento econômico como receita para superar a atual crise econômica que atinge a União Europeia, com reflexos em todo o mundo. Em discurso durante a visita de três dias a Paris, a presidente disse que a responsabilidade na condução das contas públicas é tão necessária como são imprescindíveis medidas de estímulo à expansão da atividade econômica.
Le Monde – Nesta segunda-feira, o jornal francês Le Monde realizou matéria especial sobre a visita de Dilma ao país. De acordo com a publicação, ela estaria incomodada com a condução da chanceler alemã, Angela Merkel, à frente da crise do euro. Na avaliação da presidente, a Alemanha, com seu apego ao rigor fiscal, estaria impondo um preço demasiado caro às nações que necessitam de ajustes em suas contas públicas. As medidas que a chanceler exige – como, por exemplo, cortes de gastos públicos, demissões de servidores, redução de benefícios sociais, etc – seriam excessivamente recessivas, na avaliação de Dilma. Com países já estagnados ou com economias em contração, tal política de ajuste das contas públicas tornar-se-ia, a cada dia, mais difícil de ser cumprido. Segundo o Le Monde, a presidente também estaria insatisfeita com a atuação do líder francês, François Hollande, que não estaria conseguindo fazer um "contraponto ao poder de Merkel". Por fim, Dilma sonha em "solucionar" o quanto antes os problemas da Europa, pois avalia que a crise na região está por trás das dificuldades por que passa a economia nacional.  
Receita 'desandou' – No Brasil, contudo, a "receita" de mesclar austeridade fiscal e medidas de estímulo dá sinais de que "desandou". O Palácio do Planalto tem, de fato, desonerado a economia interna, o que custará aos cofres públicos, até o final deste ano, uma renúncia fiscal de 45 bilhões de reais. O problema é que esse pacote de incentivos não tem dado resultado concreto, haja vista que o empresariado mostra-se assustado com o que considera um excesso de intervenção governamental e recusa-se a investir. O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre mostrou alta de apenas 0,6%, contrariando todas as expectativas do mercado e, inclusive, do próprio governo – puxado para baixo justamente pela taxa de investimento, que caiu pelo quinto trimestre consecutivo, e pela estagnação do setor de serviços, o que, segundo analistas, é fruto do apagão de mão de obra.
Ao mesmo tempo, as medidas do Planalto de desoneração fiscal e estímulo econômico, associadas à queda da arrecadação, estão piorando as contas públicas. Diante deste quadro, o Palácio do Planalto já decidiu que não cumprirá a meta cheia de superávit primário neste ano de 3,1% do PIB. Em outras palavras, o esforço para reduzir o endividamento do estado brasileiro – fator que, ao atingir patamares elevadíssimos, está no cerne da crise europeia – está sendo relaxado pelo Palácio do Planalto. 
Conquistas sociais – Em Paris, a presidenta Dilma Rousseff destacou que “o corte radical de gastos” feito pelos governos de países desenvolvidos tem afetado as conquistas sociais alcançadas pela população após a 2ª Grande Guerra Mundial, informa a Agência Brasil.
“Nós, países emergentes, demonstramos maior capacidade de recuperação, pois temos hoje maior estabilidade macroeconômica e não vacilamos em lançar mão de incentivos fiscais para reduzir os impactos da crise”, disse Dilma na abertura do "Fórum pelo Progresso Social – O Crescimento como Saída para a Crise". O evento foi organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès.
A presidente destacou a experiência latino-americana na superação das crises. “Todos nós, da América Latina, que fomos submetidos a um grave ajuste ao longo de duas décadas, sabemos que o corte radical de gastos afeta não só a economia, mas, sobretudo, compromete o futuro de nossa gente”. Para ela, na Europa, os cortes “têm afetado igualmente uma das maiores obras políticas do mundo, que foi a criação da União Europeia e da zona do euro”.
Para ela, a superação da crise pela União Europeia passa por muita cooperação, diálogo e compromisso dos governos – como também defendeu o presidente da França, François Hollande, antes do discurso da colega brasileira. Dilma também destacou a necessidade de uma união bancária – com um Banco Central com poderes para defender o euro, emitindo títulos e emprestando recursos em última instância.
Ainda de acordo com a Agência Brasil, a presidente disse que a superação da crise passa, necessariamente, pela construção de um novo mundo e que, dificilmente, haverá uma oportunidade para se tomar um caminho com ações mais progressistas e menos ortodoxas.
Apesar de os países emergentes estarem superando de forma menos traumática a crise, Dilma ressaltou que todos vivem em um mundo interconectado e entrelaçado e que as decisões tomadas em qualquer parte afetam a todos. “Diante disso concordamos com o fato de que a opção preferencial por política ortodoxa, na maioria dos países desenvolvidos, não tem resolvido o problema da crise: nem seu aspecto fiscal nem seu aspecto financeiro. Pelo contrário, o que nós vemos é o agravamento da recessão, o aumento do desemprego, o aumento do desemprego entre os jovens, a desesperança e o desalento.”
(com agência Reuters)

11 de dez de 2012

Anac divulga medidas para evitar colapso de aeroportos no fim do ano

Fiscalização será ampliada em 12 terminais, com reforço de 290 agentes

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nesta segunda-feira o planejamento para a operação dos aeroportos brasileiros durante o período de final de ano. De acordo com a agência, 17,4 milhões de pessoas devem passar pelos terminais este mês - um aumento de 8% em relação a 2011. A fiscalização será ampliada em 12 aeroportos, com reforço de 290 agentes da Anac - até o ano passado apenas seis aeroportos eram fiscalizados pela agência.

A Anac também apresentou medidas acordadas com as companhias aéreas para evitar o caos de filas e atrasos nos aeroportos. Todos os guichês das companhias aéreas devem estar funcionando, de acordo com o planejamento. A expectativa é de um aumento de 10% no número de funcionários das companhias trabalhando no período. As companhias se comprometeram a evitar overbooking nos voos do período e a ampliar o número de aviões reservas - no total serão 11 para as quatro principais empresas nos dias de maior movimento.

"O transporte aéreo já é um transporte de massa, superando desde o ano passado o movimento das rodoviárias para destinos interestaduais", afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt. "O grande truque para fazer os aeroportos funcionarem durante o período é o trabalho em equipe, conjunto entre todos os setores envolvidos."

A Infraero e as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Brasília, também adotaram medidas para evitar tumulto nos saguões. O número de funcionários da Polícia Federal e da Receita Federal também será ampliado nestes terminais no período.

A expectativa é de que o movimento no aeroporto de Guarulhos aumente em 10% em relação ao ano passado. A projeção é de 2,8 milhões de passageiros em dezembro. Já Brasília deve receber 1,4 milhão de passageiros. Os terminais também receberam investimentos de infraestrutura em sanitários, elevadores, escadas rolantes e assentos para melhorar o conforto dos passageiros. Viracopos também terá novos ônibus para o transporte de passageiros entre o terminal e as aeronaves.

10 de dez de 2012

Cristina pede independência à justiça argentina em discurso

Presidente criticou setores do judiciário que não respeitam a 'vontade popular'

Cristina Kirchner junto ao grupo de música Choque Urbano no dia 9 de dezembro em Buenos Aires
Cristina Kirchner junto ao grupo de música Choque Urbano no dia 9 de dezembro em Buenos Aires (Alejandro Pagni/AFP)
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu mais independência da justiça em um discurso no domingo no ato central do Dia da Democracia e dos Direitos Humanos, realizado na Praça de Maio de Buenos Aires. O ato foi convocado pelo governo nacional como uma vigília para 10 de dezembro, quando se celebra o aniversário de 29 anos do retorno à democracia após a última ditadura militar (1976-1983).
"A justiça tem que ser independente da política e das corporações", disse Kirchner, antes de afirmar que "há setores que seguem conduzindo em uma lógica de não respeito à vontade popular". "Não digo apenas pela Lei de Meios Audiovisuais", disse, a respeito da norma que teve a aplicação suspensa por uma liminar obtida pelo Grupo Clarín e que o governo tenta revogar na Suprema Corte.
  A intenção oficial de que o ato coincidisse com a entrada em vigor da Lei de Meios, aprovada em 2009, foi frustrada porque na quinta-feira a justiça aceitou um pedido do Grupo Clarín e prorrogou a medida cautelar que expirava na sexta-feira e suspende os artigos que obrigam o conglomerado a vender licenças de rádio e televisão.
 
(Com agência France-Presse)

9 de dez de 2012

Crise econômica afeta famosa rua comercial de Buenos Aires

Restrição a importações e dólar alto prejudicam lojistas da Rua Florida.
Número de turistas estrangeiros caiu 10,9% em relação a 2011, diz estudo.

Giovana Sanchez Do G1, em Buenos Aires
Placas anunciam fechamento de lojas por toda a
Rua Florida (Foto: Giovana Sanchez/G1)
Placas anunciam fechamento de lojas por toda a rua Florida, em Buenos Aires (Foto: Giovana Sanchez/G1) Antes um paraíso de compras, a Rua Florida, uma das mais famosas de Buenos Aires, sofre nos últimos meses com a crise econômica – negada pelo governo – que afeta a Argentina, e já não atrai tantos turistas. Lojas fechadas, pontos comerciais vazios e liquidações pré-fechamento estão por toda parte ao longo da rua de pedestres.
A principal reclamação de lojistas é a diminuição do fluxo de turistas. Após ter imposto controles estritos sobre o mercado de câmbio, o que limitou a circulação de moeda estrangeira, e ter restringido as importações, o país deixou de ser um destino atrativo para muitos turistas. "Não achei em conta. Só comidas e bebidas que ainda compensam", comenta o militar carioca César Meira Araújo, em viagem de uma semana com a esposa na cidade.
Segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística e Censos, divulgada no jornal local "La Nación" nesta sexta-feira (7), o número de turistas estrangeiros em outubro foi 10,9% menor que no mesmo mês do ano passado, e o montante gasto por eles no país caiu ainda mais: 25,5%. Ainda segundo o estudo, nos primeiros dez meses do ano, a quantidade de turistas que chegaram ao país decresceu oito vezes. Isso indica que a baixa acumulada até outubro chegou a 3,7% - e as divisas geradas pelo turismo caíram 11,4%. Em montante, o país deixou de receber US$ 331 milhões.
"Consideramos que a presidente Cristina [Kirchner] não está trazendo o turismo, e essa região só trabalha com turismo internacional. Se não há turismo, não há vendas. O dólar teria que estar mais alto, os preços aumentaram... O aluguel se baseia nas vendas, então por isso há muitas lojas fechando", diz Marcelo Keisman, funcionário de uma loja de artigos em couro que anuncia o próprio fechamento "em poucos meses".
Em 2011, a Argentina declarou ter uma inflação a 9,5%, mas os institutos privados a estimam em 23% ou 25%. Desde fevereiro deste ano, o país é alertado pelo Fundo Monetário Internacional para que tome medidas concretas para melhorar a qualidade da apuração de seus dados de inflação e de seu Produto Interno Bruto (PIB), para alinhá-los a critérios internacionais. Mas, até agora, nada mudou.
"A maioria está pensando nisso [em fechar] porque os custos estão altíssimos. [No nosso caso] há problema com o couro, porque vinha da China. Os taninos para curtir o couro também são importados. Com a restrição, não importamos mais. Estamos vendendo o que temos", conta Alejandra Estatoet, há 35 anos vendedora na Florida, e agora em uma loja prestes a fechar as portas. "Um aluguel pelo que ano passado se pagava US$ 15 mil, hoje custa US$ 25 mil, US$ 30 mil. Por isso tudo, a Florida não é mais o que era. Vi um montão de lojas fecharem", conta ela.
Alejandra Estatoet é vendedora há 35 anos na Florida e diz que viu 'um montão de lojas fecharem' (Foto: Giovana Sanchez/G1)Alejandra Estatoet é vendedora há 35 anos na Florida e diz que viu 'um montão de lojas fecharem' (Foto: Giovana Sanchez/G1)
Há quem se aproveite da crise e anuncie o fechamento como estratégia de venda. Mas são minoria, segundo apurou o G1, em toda a rua. "Não vamos fechar. Usamos como estratégia. Estamos há 10 anos na Florida. Os lugares que estão fechando são os que não conseguiram acordo no aluguel", diz Raúl Torrielli, funcionário de uma loja de roupas masculinas que anuncia o fechamento na porta.
Propina
A restrição às importações no país gera falta de alguns produtos, mas ainda é possível ver muitos importados na Rua Florida. "No geral, as marcas [importadas] que seguem na Argentina são as que aceitam pagar propinas. Mas para muitas não é interessante pagar", conta a vendedora Jesica Zachozy, que trabalha com as últimas peças de uma loja de roupas importadas. "Não temos a mesma quantidade de turistas. Eles preferem ir aos Estados Unidos."
"O que acontece é que estão aparecendo tentativas de corrupção. Não está faltando nada, porque de uma forma ou de outra entram as coisas", conta o sócio de uma loja de tecidos Carlos Duek.
Espaço comercial vazio no meio da rua Florida, no centro de Buenos Aires (Foto: Giovana Sanchez/G1)Espaço comercial vazio no meio da rua Florida, no centro de Buenos Aires (Foto: Giovana Sanchez/G1)

8 de dez de 2012

Carlinhos Cachoeira é condenado e preso novamente

Bicheiro havia sido libertado no último dia 21 após passar 265 dias preso

Jean-Philip Struck
Prisão de Carlinhos Cachoeira nesta sexta (07/12), em Goiânia
Prisão de Carlinhos Cachoeira nesta sexta (07/12), em Goiânia (Ricardo Rafael/O Popular/ Futura Press)
Duas semanas depois de ser libertado, o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso novamente na tarde desta sexta-feira em Goiânia (GO). A prisão ocorre após a Justiça Federal de Goiás ter condenado também nesta sexta o contraventor a 39 anos e oito meses de prisão. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal. Cachoeira foi levado para a sede da sede da superintendência da Polícia Federal na capital goiana.
De acordo com a sentença expedida pela Justiça, o bicheiro foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato.
O Ministério Público Federal havia pedido 80 anos de prisão para Cachoeira. Além do bicheiro, outros sete réus investigados na operação Monte Carlo foram condenados. Lenine Araújo de Souza, primo de Cachoeira e apontando pela PF como sendo o braço-direito do bicheiro, foi sentenciado a 24 anos e quatro meses de prisão.
O araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, foi condenado a 19 anos e três meses. Já o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia Wladmir Garcez, apontado pela PF como o braço político de Cachoeira foi condenado a sete anos. José Olímpio Queiroga Neto, apontado pela procuradoria como o responsável pelo controle dos jogos ilegais no entorno do Distrito Federal, foi condenado 23 anos e quatro meses de prisão. Seu irmão, Raimundo, recebeu sentença de 12 anos e oito meses.
O auxiliar Gleyb Ferreira da Cruz foi condenado a 7 anos e 8 meses. Já o contador Geovane Pereira da Silva, que atualmente está foragido, recebeu pena 13 anos e quatro meses. Todos os réus podem recorrer da sentença.
Soltura - Cachoeira havia sido solto no dia 21 de novembro, após passar 265 dias encarcerado. O bicheiro foi o principal alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou uma quadrilha que explorava jogos ilegais. O caso também desencadeou a abertura de uma CPI no Congresso.
Na ocasião, o alvará de libertação foi expedido após a juíza Ana Claudia Barreto, da 5ª Vara Criminal do Distrito Federal,  ter confirmado a condenação de Cachoeira a cinco anos de reclusão em regime semiaberto pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. A sentença se refere às atividades do contraventor em esquemas criminosos no Distrito Federal, investigados pela Operação Saint Michel, da Polícia Civil do DF. Segundo a polícia, o bando de Cachoeira tentou fraudar o sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público na capital federal, tentando infiltrar uma empresa sul-coreana na empresa pública de transporte do Distrito Federal e, com isso, obter 50% dos lucros do contrato de bilhetagem.
Monte Carlo – Carlinhos Cachoeira foi o protagonista da Operação Monte Carlo, que revelou que o esquema de contravenção que atuava para corromper empresas e governos estaduais em proveito do esquema criminoso. Os braços da quadrilha envolviam a construtora Delta, empreiteira que detém diversos contratos com o governo federal.

7 de dez de 2012

Governo do Rio quer liberar venda de bebida alcoólica e dar transporte de graça na Copa

Projeto pretende suspender lei estadual que proíbe venda de álcool nos estádios

Agência Brasil
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O governo do Rio de Janeiro quer suspender leis estaduais durante a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, que tratam da meia-entrada para idosos e proíbem venda de bebidas alcoólicas nos estádios. É o que consta do projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no início da semana e que recebe emendas dos deputados estaduais a partir de hoje (6).

Segundo o texto, fica suspensa desde 20 dias antes da primeira partida e o quinto dia depois da última, a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos locais de jogos. “Não se aplicam às competições as normas estaduais […], inclusive que restrinjam o consumo de bebidas alcoólicas, salvo as proibições destinadas a menores de 18 anos”, diz o documento.

O governo pretende ainda disponibilizar duas passagens diárias “aos portadores de ingresso para os jogos e os credenciados do COL (Comitê Organizador Local) e da Fifa”. Ao comprar o ingresso, os torcedores ganharão um cartão do bilhete que dá direito a passagem de graça de trem ou de metrô e de mais um transporte, que pode ser barca ou ônibus, para ir e voltar dos torneios.

O preço dos ingressos para as competições também só poderão ser estabelecidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), “não se aplicando, neste caso, normas referentes à redução de preço, meia-entrada ou qualquer outra forma de subvenção a consumidores” . Assim, deixam de valer as regras estaduais de meia-entrada para idosos acima de 60 anos e estudantes.

Em um dos artigos, o governo diz que pode “impor restrições temporárias ao exercício de atividades econômicas num raio de mil metros contados a partir da murada do Maracanã”, o que poderá afetar camelôs e comerciantes.

Na Lei Geral da Copa, publicada em junho, a presidenta Dilma Rousseff assegurou a meia-entrada para idosos, estudantes e beneficiados por programas federais de transferência de renda. Porém, deixou para os estados a decisão de contornar leis sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas.

A previsão é que Lei Estadual da Copa seja votada na semana que vem na Alerj, mas não sem polêmica. Aoposição articula ações contra os preparativos e mudanças por causa da Copa do Mundo, como um plebiscito para a reforma do Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã).

6 de dez de 2012

Veja as 10 motos mais roubadas no Brasil até novembro

Lista de seguradoras considera números do Denatran.
Modelos mais vendidos no país, Honda CG 150 e CG 125 lideram ranking.

Do G1, em São Paulo
honda cg125 fan (Foto: Divulgação)Honda CG125 lidera ranking (Foto: Divulgação)
A Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) listou, a pedido do G1, as motos mais roubadas ou furtadas no Brasil de janeiro a novembro deste ano. Para estabelecer o ranking, a entidade se baseia no banco de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Segundo as seguradoras, foram registrados, no total, 73.128 casos envolvendo motos nos primeiros 11 meses do ano. O número mais atualizado da frota brasileira, segundo o Denatran, é de setembro, quando circulavam 16.598.024 motocicletas registradas.
A ordem da lista das mais roubadas leva em conta apenas o número de casos, sem considerar a frota de cada veículo para gerar um ranqueamento proporcional. Assim, a Honda CG 125 e a CG 150, duas das motocicletas mais vendidas no Brasil, aparecem sempre no topo.
A Honda domina a lista das dez mais (veja abaixo) porque é a marca que domina o mercado -de acordo com números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave, 79,6% das motos vendidas de janeiro a novembro são dela.
DEZ MOTOS MAIS ROUBADAS NO BRASIL*
modelo número de casos
Honda CG 125 20.875
Honda CG 150 11.513
Honda CBX 6.277
Honda NXR 150 5.000
Honda C100 4.639
Honda Biz 4.014
Yamaha YBR 3.881
Yamaha Fazer 2.332
Honda XR 1.833
Honda NX-4 1.793
* de janeiro a novembro
Fonte: Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg)
Os casos de roubos e furtos de motos esportivas e de luxo têm ganhado destaque na imprensa. Na última quinta-feira (29), um casal que viajava com uma Honda CBR 1000 RR foi morto a tiros após tentativa de assalto na Avenida dos Bandeirantes, em São Paulo. A polícia civil considera essa como uma das vias mais visadas pelos ladrões de motos na cidade.