30 de nov de 2015

Anotação indica que Cunha recebeu R$ 45 milhões para aprovar emenda a favor do BTG

Informação estava anotada em documento encontrado pelos agentes da PF na casa do chefe de gabinete de Delcídio do Amaral

O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), no plenário da Câmara, em Brasília, nesta quinta-feira (19). Cunha determinou que todas as comissões que estivessem funcionando naquele momento fossem suspensas
O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), no plenário da Câmara, em Brasília, nesta quinta-feira (19). Cunha determinou que todas as comissões que estivessem funcionando naquele momento fossem suspensas(GUSTAVO LIMA/Agência Brasil)
Agentes da Polícia Federal encontraram um documento com anotações de um suposto pagamento de propina do banco de investimentos BTG Pactual ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e a outros peemedebistas, segundo reportagem no site do jornal O Globo, neste domingo.
De acordo com jornal, documento foi encontrado na casa do chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, indica que o BTG Pactual teria pago 45 milhões de reais a Cunha e a outros parlamentares do PMDB em troca de emenda a uma medida provisória, para permitir o uso de créditos fiscais da massa falida do banco Bamerindus, de propriedade do BTG.
Em comunicado, o BTG negou o pagamento por suposto benefício e disse estar à disposição de autoridades para esclarecimentos. Em sua conta no Twitter, Cunha disse que "é um verdadeiro absurdo e parece até armação". "Amanhã qualquer um anota qualquer coisa sobre terceiros e vira verdade?", questionou.
De acordo com O Globo, o conteúdo do documento mencionando o suposto pagamento de propina foi usado para embasar o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de conversão da prisão temporária em preventiva do chefe de gabinete de Delcídio e do banqueiro André Esteves, controlador do BTG Pactual.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou as prisões preventivas de Ferreira e de Esteves no domingo.
Delcídio, que era líder do governo no Senado, seu chefe de gabinete e o banqueiro foram presos na semana passada por suspeita de obstruírem a operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção que envolve a Petrobras. Também foi preso o advogado do ex-diretor da área Internacional da petroleira Nestor Cerveró, Edson Ribeiro Filho.

26 de nov de 2015

Leia a íntegra dos diálogos que levaram à prisão de Delcídio Amaral e André Esteves

Na conversa, senador sugere que Cerveró fuja pelo Paraguai

Da Redação

 degravacao_1-1.jpg
degravacao_1-2.jpg
degravacao_1-3.jpg
degravacao_1-4.jpg
degravacao_1-5.jpg
degravacao_1-6.jpg
degravacao_1-7.jpg
degravacao_1-8.jpg
degravacao_1-9.jpg
degravacao_1-10.jpg
degravacao_1-11.jpg
degravacao_1-12.jpg
degravacao_1-13.jpg
degravacao_1-14.jpg
degravacao_1-15.jpg
degravacao_1-16.jpg
degravacao_1-17.jpg
degravacao_1-18.jpg
degravacao_1-19.jpg
degravacao_1-20.jpg
degravacao_1-21.jpg
degravacao_1-22.jpg
degravacao_1-23.jpg
degravacao_1-24.jpg
degravacao_1-25.jpg
degravacao_1-26.jpg
degravacao_1-27.jpg
degravacao_1-28.jpg
degravacao_1-29.jpg
degravacao_1-30.jpg
degravacao_1-31.jpg
degravacao_1-32.jpg
degravacao_1-33.jpg
degravacao_1-34.jpg
degravacao_1-35.jpg
degravacao_1-36.jpg
degravacao_1-37.jpg
degravacao_1-38.jpg
degravacao_1-39.jpg
degravacao_1-40.jpg
degravacao_1-41.jpg
degravacao_1-42.jpg
degravacao_1-43.jpg
degravacao_1-44.jpg
degravacao_1-45.jpg
degravacao_1-46.jpg
degravacao_1-47.jpg
degravacao_1-48.jpg
degravacao_1-49.jpg
degravacao_1-50.jpg