29 de fev de 2012

Marcelo Crivella assumirá pasta da Pesca no lugar de Luiz Sérgio

O Palácio do Planalto anunciou nesta quarta-feira (29) mais uma troca na Esplanada dos Ministérios: Luiz Sérgio de Oliveira (PT-RJ) deixará a pasta da Pesca e Aquicultura e será substituído pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

A mudança foi divulgada pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, na manhã de hoje. Segundo nota da Presidência, Luiz Sérgio prestou "inestimável contribuição ao governo".

Sérgio Lima - 26.jun.2010/Folhapress
Marcelo Crivella assumirá pasta da Pesca no governo Dilma
Marcelo Crivella assumirá pasta da Pesca no governo Dilma

"À frente da Secretaria de Relações Institucionais e, depois, como responsável pela pasta da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio desempenhou com dedicação e compromisso com o país todas as tarefas que lhe foram atribuídas pela presidenta Dilma Rousseff", diz trecho da nota.

O texto diz ainda que a mudança permitirá incorporar à Esplanada um "importante partido aliado da base do governo" --o texto menciona o fato de que o ex-vice-presidente José Alencar pertencia a essa legenda.

EVANGÉLICOS

A troca deve acalmar a bancada evangélica no Congresso Nacional, que sofreu atritos recentes com o governo --Crivella é um dos representantes do segmento.

No mês passado, em palestra no Fórum Social Mundial, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) declarou que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela "nova classe média", que estaria sob hegemonia de setores conservadores. O ministro afirmou que foi mal compreendido.

A ministra Ideli Salvatti (Relações Internacionais) evitou fazer relação entre o nome de Crivella e a bancada evangélica. A mudança, segundo ela, "foi no sentido de integrar um partido que durante todo o período do governo do presidente Lula, na pessoa do vice-presidente José Alencar, (...) sempre foi um partido extremamente aliado, firme e atuante na defesa das ações do governo".

Ideli reforçou ainda que o governo tem "o maior respeito" pela atuação do PRB, um "precioso aliado".

Antes de assumir o ministério da Pesca, Luiz Sérgio foi ministro da pasta de Relações Institucionais, responsável por fazer a ponte entre o Planalto e o Congresso Nacional. Ele foi alvo de críticas, no entanto, dos próprios aliados, que o consideraram um interlocutor sem grande peso no palácio.

Em junho do ano passado, ele foi trocado por Ideli e assumiu a função da ministra, na pasta da Pesca. Agora, Luiz Sérgio deve retornar à Câmara dos Deputados.

28 de fev de 2012

Piso nacional do magistério de 2012 é definido em R$ 1.451

Valor teve aumento de 22,22% em relação ao ano passado

Agência Brasil

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O Ministério da Educação (MEC) definiu em R$ 1.451 o valor do piso nacional do magistério para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. Conforme determina a lei que criou o piso, o reajuste foi calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período.

A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.

Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.

Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Alguns governos estaduais e municipais criticam o critério de reajuste e defendem que o valor deveria ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como ocorre com outras carreiras.

Na Câmara dos Deputados, tramita um projeto de lei que pretende alterar o parâmetro de correção do piso para a variação da inflação. A proposta não prosperou no Senado, mas na Câmara recebeu parecer positivo da Comissão de Finanças e Tributação. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) prepara uma paralisação nacional dos professores para os dias 14,15 e 16 de março com o objetivo de cobrar o cumprimento da Lei do Piso.

27 de fev de 2012

Incêndio na Antártica: segurança será redobrada, diz Amorim

Ministro da Defesa afirma que uma estação mais moderna será construída no local

Luís Bulcão
Incêndio na Estação Comandante Ferraz, na Antártica

Incêndio na Estação Comandante Ferraz, na Antártica - Portal informadorchile.com

Uma nova estação, mais tecnológica e moderna, vai surgir dos escombros da estação brasileira Comandante Ferraz, destruída por um incêndio na madrugada de sábado. A promessa é do ministro da Defesa, Celso Amorim, que recebeu os 39 brasileiros e duas pesquisadoras espanholas que estavam na Antártica durante o incêndio e desembarcaram na Base Aérea do Galeão na madrugada desta segunda-feira. Amorim afirmou ainda que a segurança será priorizada no próximo projeto.

"Não quero me antecipar às investigações, mas não há nenhuma indicação de que fosse algo que pudesse ter sido prevenido. É um ambiente difícil, inóspito, sujeito a acidentes, que tentaremos amenizar da maneira mais absoluta. Isso sempre foi uma preocupaçao, mas evidentemente a segurança será redobrada", afirmou .

De acordo com o comandante da Marinha, Almirante de Guerra Julio Soares de Moura Neto, a construção da nova estação deve começar em fevereiro de 2013.

Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores durante o governo Lula, aproveitou para agradecer os esforços de chilenos, argentinos e poloneses que prestaram ajuda aos brasileiros durante o incêndio. O ministro declarou ainda que é preciso fazer um levantamento mais detalhado sobre as perdas de material e de pesquisas provocadas pelo acidente. "Eu acho que hoje em dia muita coisa se comunica instantaneamente, online. Material e equipamento se perdeu, mas o que está na cabeça das pessoas não se perdeu", afirmou.

Segundo Amorim, o fato de a presidente Dilma ter anunciado a reconstrução da estação demonstra a importância do trabalho realizado pelos brasileiros na Antártica.

26 de fev de 2012

CNJ engavetou solução para 'superpagamentos' de juízes

BRASÍLIA - A minuta de uma resolução mantida na gaveta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) seria suficiente para resolver o descontrole e coibir pagamentos milionários e indevidos de valores atrasados a magistrados das cortes estaduais, como o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em abril de 2010, às vésperas da posse do ministro Cezar Peluso, atual presidente do CNJ, o texto foi retirado da sessão e nunca mais voltou à pauta.

Peluso assumiu o CNJ e não retomou o assunto - Wilson Pedrosa/AE - 08.02.2012
Wilson Pedrosa/AE - 08.02.2012
Peluso assumiu o CNJ e não retomou o assunto

No mês seguinte, o Conselho de Justiça Federal (CJF) e o Conselho da Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) aprovaram uma resolução que padroniza os critérios para o reconhecimento de atrasados, a apuração e correção dos valores devidos. O texto especifica os índices de atualização monetária, limita o pagamento de juros, condiciona a liberação do crédito ao orçamento do tribunal e impede pagamentos privilegiados.

Por causa dessas resoluções, os tribunais federais e da Justiça trabalhista uniformizaram o cálculo dos atrasados e cumprem uma regra única para o pagamento dessas despesas. Tribunais estaduais, por não haver uma resolução votada no Conselho, estabelecem parâmetros próprios para esses pagamentos.

De acordo com integrantes do CNJ, a resolução poderia evitar os pagamentos vultosos e antecipados para um pequeno grupo de desembargadores do TJ de São Paulo. Na corte, 29 magistrados estão sob investigação por terem sido contemplados, entre eles dois ex-presidentes do tribunal que ganharam acima de R$ 1 milhão.

A regra poderia impedir também os altos benefícios pagos mês a mês a desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e a juízes do Estado. Em alguns meses do ano, os pagamentos a magistrados do Rio de Janeiro variam de R$ 40 mil a R$ 150 mil.

Alguns desembargadores receberam, ao longo de um ano, R$ 400 mil somente em penduricalhos. Em dezembro de 2010, por exemplo, um dos desembargadores fluminense recebeu R$ 511.739,23.

Índices de correção. Conforme revelado pelo Estado na quinta-feira, o CNJ busca informações sobre os índices de correção que foram aplicados pelos tribunais estaduais para calcular pagamentos extraordinários a juízes, desembargadores e servidores do Judiciário estadual. Caso sejam identificados pagamentos irregulares, o CNJ poderia propor a compensação dos pagamentos a maior ou, no limite, buscar o ressarcimento dos recursos pagos irregularmente os servidores e magistrados.

Em São Paulo, conforme o presidente do TJ, Ivan Sartori, os pagamentos que serão feitos daqui para frente de verbas atrasadas serão corrigidos conforme as leis que tratam de juros e correções de todas as condenações judiciais impostas à Fazenda Pública. A nova fórmula de cálculo, afirmou Sartori, diminuirá as despesas.

De acordo com a assessoria de imprensa do CNJ, não há prazo para que a proposta de resolução seja votada pelo plenário do Conselho. A proposta ainda está em estudo na comissão de gestão de pessoal do órgão.

25 de fev de 2012

Partidos de olho no novo cofre

Novo fundo de pensão do servidor público vai movimentar R$ 20 bilhões em cinco anos e os políticos já travam nos bastidores uma disputa para administrar esse patrimônio bilionário

Adriana Nicacio

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O projeto que cria o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp), prestes a ser votado na Câmara, é tratado com prioridade absoluta pelo governo. Sua aprovação é considerada pelo Palácio do Planalto a tábua de salvação para o combalido caixa da Previdência Social, que acumula déficit de R$ 60,8 bilhões com as aposentadorias do setor público. No Congresso, porém, onde a matéria só não foi apreciada antes do Carnaval por causa de um curto-circuito com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o interesse é outro. Entre os políticos da base aliada ao governo, já está sendo travada nos bastidores a disputa política pela administração desse patrimônio. A julgar pelas contas do secretário de Previdência Complementar, Jaime Mariz, trata-se de um cofre bilionário. Numa contabilidade preliminar, Mariz prevê que os três fundos – Executivo, Legislativo e Judiciário – serão maiores do que a gigantesca Previ, a caixa previdenciária dos funcionários do Banco do Brasil, que tem um ativo de R$ 153,8 bilhões. Somente o fundo dos servidores do Executivo, com a menor média salarial, acumulará em apenas cinco anos cerca de R$ 5 bilhões. Por isso, o políticos arregalam os olhos quando se fala em aprovação do fundo de pensão. Resta saber, quem vai administrar esse novo filão.

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ELES QUEREM MAIS
Os petistas Ricardo Berzoini (à esq.) e Luiz Gushiken controlam hoje os
principais fundos de pensão do País e desejam ampliar sua influência


Hoje, o PT domina sete dos dez maiores fundos de pensão do País. E tem todo o interesse em manter sua influência sobre o setor. Quem controla essas instituições hoje são nomes graúdos do PT de São Paulo, mais especificamente o deputado Ricardo Berzoini, o ex-ministro Luiz Gushiken e o ex-deputado José Dirceu. “Claro que o PT tem militância forte nessa área”, reconhece o deputado Berzoini, que é também relator do Funpresp na Câmara. “De qualquer forma, não podem vetar um nome técnico só porque seja próximo de nosso partido”, ressalva ele, já antecipando que o PT apresentará nomes de perfis técnicos, mas ao mesmo tempo “ligados ao partido”. O PT, no entanto, tem concorrentes de peso nessa nova empreitada. Na tentativa de reduzir a hegemonia petista, PMDB, PDT, PTB e PR também já estão se movimentando para abocanhar uma fatia do bolo. À frente do Ministério da Previdência e da Previc, o PMDB avisa desde logo que terá candidatos à gestão dos novos fundos. “Essa não é a discussão no momento, até porque sabemos que é difícil tirar do PT. Mas o PMDB também tem técnicos de peso”, antecipa o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Embora reconheça que o PT hoje é o dono do pedaço, o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) prevê uma renhida disputa política pelo comando das novas instituições. Numa espécie de prévia da briga partidária que vem pela frente, o presidente da Comissão do Trabalho, deputado Silvio Costa (PTB-PE), ataca o PT. Diz que o projeto inicial previa um fundo único, mas o partido preferiu dividi-lo em três. “O Berzoini cedeu ao corporativismo e com isso o PT já tenta estender seus domínios”, acusa Costa. O seu partido, o PTB, também está interessado em controlar o novo fundo. “É preciso construir uma muralha chinesa com metros de largura e quilômetros de altura para que nenhum grupo político possa se apropriar dessa massa fenomenal de dinheiro”, adverte um dos principais especialistas em Previdência no Brasil, o economista Fabio Giambiagi, do BNDES. A tarefa, porém, é quase impossível diante da sede dos partidos por mais cargos e, principalmente, fontes de investimento.

Enquanto os partidos se digladiam para ver quem vai cuidar desse novo patrimônio bilionário, quem não está nada feliz é o Poder Judiciário. As associações de magistrados e seus servidores reclamam que o Funpresp vai criar duas categorias de servidores. Uma com aposentadoria plena, nos moldes do que ocorre hoje, enquanto os novos servidores seriam enquadrados no teto do INSS. Se estivesse em vigor, o funcionário público que quisesse ganhar mais de R$ 3.916,20 teria de contribuir para o novo fundo de pensão, da mesma forma como fazem os trabalhadores do setor privado. Mas o Judiciário considera injusto com os novos servidores e provoca mais uma polêmica em torno da aprovação desse novo fundo bilionário.

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24 de fev de 2012

Brasil volta a ter criação de empregos em janeiro: 118 mil

O resultado, no entanto, é 21,8% menor que o verificado no mesmo mês do ano anterior

Do Portal Terra

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O saldo entre demissões e admissões formais no Brasil ficou positivo em 118.895 vagas em janeiro, após saldo negativo de 408 mil em dezembro. No entanto, o resultado de janeiro é 21,8% menor que o verificado no mesmo mês do ano anterior, quando foram abertas 152 mil vagas, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira.

De acordo com relatório do governo, o saldo de janeiro é o menor desde janeiro de 2009, quando houve fechamento de 101 mil vagas de trabalho no mês. Em 2010, o saldo ficou positivo em 181 mil postos de trabalho. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Setores

Por área de produção, o setor de serviços teve o maior saldo positivo, com 61 mil novos postos de trabalho, e foi seguido pela construção civil , com ampliação de 42 mil vagas. Em seguida aparace a indústria de transformação, com abertura de 37 mil novos postos. Comércio e administração pública tiveram saldo negativo, com fechamentos de 36 mil e 370, respectivamente.

Em todo o ano de 2011, o arrefecimento da atividade econômica teve impacto direto na geração de emprego, que foi 25% menor do que em 2010 e ficou abaixo da expectativa do próprio governo. O ano passado terminou com a abertura acumulada de pouco mais de 1,9 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. No auge do otimismo, o Ministério do Trabalho chegou a falar que poderiam ser criados 3 milhões de empregos. O resultado final ficou aquém mesmo da última previsão, que era de 2,4 milhões de postos.

23 de fev de 2012

EUA têm seu primeiro contato após a morte de Kim Jong-il

País retoma as negociações diretas com a Coreia do Norte já nesta quinta-feira

Em Panmunjom, região que separa as duas Coreias, soldados americano e sul-coreano observam dois soldados norte-coreanos, no UN Command Military Armistice Commission

Em Panmunjom, região que separa as duas Coreias, soldados americano e sul-coreano observam dois soldados norte-coreanos, no UN Command Military Armistice Commission (AFP)

Delegados dos Estados Unidos e da Coreia do Norte iniciaram nesta quinta-feira em Pequim o primeiro contato oficial entre os dois países desde a morte do líder norte-coreano Kim Jong-il, que foi sucedido por seu filho Kim Jong-un.

Segundo confirmou a embaixada americana em Pequim, os contatos foram iniciados às 10h locais (0h de Brasília), entre as delegações lideradas pelo vice-ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Kim Kye-gwan, e o enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Glyn Davies, que prometeu fazer declarações à imprensa no final do dia.

O principal tema na agenda é a desnuclearização na península coreana, embora Davies tenha assegurado na quarta-feira que também trataria de outras questões, como não-proliferação, direitos humanos e questões humanitárias. Davies aproveitou para ressaltar que ainda não é possível saber se a mudança de regime em Pyongyang também levará a variações nas negociações.

Com estas conversas, os EUA, assim como a anfitriã China, tentam ressuscitar o diálogo a seis (os dois mencionados mais as duas Coreias, o Japão e a Rússia) para a desnuclearização na península Coreana, paralisadas desde 2008.

Davies deve também reunir-se com o vice-ministro chinês Wu Dawei, além de representantes sul-coreanos e japoneses em Seul e Tóquio no fim de semana, completando assim uma rodada de contatos com todas as partes implicadas, já que há algumas semanas manteve encontros com delegados russos em Moscou.

Washington quer que Pyongyang detenha todas suas atividades nucleares e permita inspeções da ONU, enquanto a Coreia do Norte procura sair das negociações com ajuda energética e financeira, além de reconhecimento político para seu país.

(com Agência EFE)

22 de fev de 2012

Carro que dirige sozinho já pode circular nos EUA

O governo do Estado de Nevada, nos EUA, aprovou uma lei que permite o trânsito de veículos capazes de se locomoverem com segurança sem a ajuda do motorista, ainda que em fase experimental. A decisão é inédita.

Divulgação
No carro inteligente, direção e pedais só precisam ser comandados em caso de pane
No carro inteligente da BMW, direção e pedais só precisariam ser comandados em caso de pane do sistema eletrônico

Esse tipo de automóvel, porém, não é novidade e vem sendo testado há alguns anos por montadoras e empresas de tecnologia, como o Google.

Para que possa transitar de forma autônoma, o carro vem equipado com sensores que reconhecem obstáculos, câmeras inteligentes e GPS com mapa tridimensional.

Mas a lei impõe limites, como a presença obrigatória de um condutor habilitado, para que assuma o volante em caso de pane no sistema. Tanto que não poderá injerir bebida alcoólica.

Com estradas e ruas pouco movimentadas, Nevada espera que a medida traga investimentos para o Estado.

20 de fev de 2012

Como organizar as fotos de suas férias

Armazene suas recordações com segurança e escolha a melhor maneira de compartilhá-las com amigos e familiares

Adriana Nicacio e Fabíola Perez

Dos antigos projetores de slides às modernas apresentações em vídeo, a forma de organizar fotografias para mostrá-las aos amigos ou familiares mudou ao longo dos anos. A chegada das câmeras digitais revolucionou o mercado fotográfico. Hoje, com o surgimento de smartphones, tornou-se possível fotografar e compartilhar a imagem imediatamente. Com tantas inovações disponíveis é imprescindível, no entanto, escolher a maneira mais segura de arquivar esse material. “A maioria das pessoas se limita a passar as fotos da câmera para o computador, mas o processo não para por aí”, diz o diretor do Instituto Internacional de Fotografia, Danilo Russo. “É importante fazer o backup das imagens, e para isso as opções vão desde o HD externo até os convencionais CD e DVD”. Pode-se também organizar imagens por meio dos softwares gratuitos. “Como o volume de arquivos tende a ser cada vez maior e os computadores estão sujeitos a vírus, sobrecargas elétricas e formatações, o backup online é uma boa alternativa”, diz Russo. Além disso, organizar bem as imagens permite maior economia na hora de revelá-las.

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19 de fev de 2012

Lei que pune suborno nos EUA assusta brasileiros

Uma lei americana que pune o suborno de políticos e premia delatores com mais de US$ 100 mil mudou a rotina de empresas brasileiras nos Estados Unidos. A informação é de Filipe Coutinho.

Preocupadas com as multas milionárias da lei Dodd-Frank, em vigor desde 2011, companhias como a CPFL e Braskem, com ações na Bolsa americana, e multinacionais como Qualicorp e Kimberly-Clark criaram normas internas para se prevenir, até mesmo com canais internos para denunciar colegas.

O fundo para delatores é de US$ 450 milhões.

Até casos de suborno a políticos de fora dos EUA podem render punição.

Um dos reflexos da lei é o aumento de auditorias no Brasil. Metade da receita das investigações da PricewaterhouseCoopers no país já é resultado dessa lei.

Na Ernst & Young Terco houve aumento de 100% nas investigações encomendadas por estrangeiros para saber o risco de fechar negócios no Brasil.


Editoria de Arte/Folhapress

16 de fev de 2012

Com voto do Brasil, Assembleia-Geral da ONU condena Síria

NOVA YORK - A Assembleia-Geral da ONU, formada por 193 países, aprovou nesta quinta-feira, 16, uma resolução - sem cumprimento obrigatório - de apoio ao plano da Liga Árabe para que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, deixe o poder. A resolução também condenou as violações de direitos humanos durante seu regime.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki monn, se reúne com o ministro de relações exteriores russo - Mark Garten/AP
Mark Garten/AP
Secretário-geral da ONU, Ban Ki monn, se reúne com o ministro de relações exteriores russo

A votação da organização foi de 137-12, com 17 abstenções. O Brasil votou a favor da resolução e três delegações alegaram que seus votos não foram contabilizados no painel eletrônico da Assembleia-Geral. A Rússia e a China, que vetaram uma resolução parecida no Conselho de Segurança no dia 4 de fevereiro, se posicionaram contra a resolução. Também votaram contra a medida países como Irã, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, Equador e Bolívia.

As resoluções da Assembleia-Geral não podem ser vetadas e não são obrigatórias, mas refletem a opinião mundial sobre assuntos importantes.

Os partidários da resolução proposta pelas nações árabes esperam enviar uma mensagem ao regime de Assad, para que ele coloque fim às violações de direitos humanos e aos ataques contra a população civil e passe o poder ao vice-presidente.

15 de fev de 2012

Costa leste uruguaia se consolida como destino de milionários

O rosto mais visto é o da cantora colombiana Shakira, mas há cada vez mais milionários de todo o mundo atracando na costa leste do Uruguai, interessados em hotéis e empreendimentos imobiliários de alto padrão.

A referência inevitável continua sendo Punta del Este, cerca de 140 quilômetros ao leste de Montevidéu, mas outros destinos do departamento de Maldonado, onde se encontra o famoso balneário, como José Ignacio e Laguna Garzón, vêm crescendo nos últimos anos.

"As duas tendências da região são em direção ao interior", rumo ao campo, onde se pode realizar "atividades rurais muito próximas do mar", e para a costa leste, em direção ao Brasil, afirmou em entrevista à agência Efe Juan Irala, consultor da imobiliária Terramar Christie's.

Em pleno verão, Irala faz um balanço da temporada em seu escritório de José Ignacio, uma cidade litorânea famosa por seu farol e onde há apenas dois lotes não edificados para venda, com mil metros quadrados e a cerca de R$ 8,6 milhões cada.


Andres Stapff/Reuters
Turistas tomam sol em praia de José Ignacio, no Uruguai; costa leste do país concentra hotéis de alto padrão
Turistas tomam sol em praia de José Ignacio, no Uruguai; costa leste do país concentra hotéis de alto padrão

"O que antes, em um primeiro momento, era um lugar de veraneio tipicamente de turistas argentinos, foi incorporando outros amigos" vindos do Brasil, Estados Unidos e Europa, explica o representante dessa empresa uruguaia, filiada ao ramo imobiliário de uma famosa casa de leilões britânica.

Não longe dali, entre Punta del Este e a localidade de San Carlos, Irala comercializa o projeto Fasano, um hotel da cadeia brasileira de mesmo nome, complementado pelo desenvolvimento imobiliário e impulsionado pela também brasileira JHSF.

As diárias dos quartos no hotel, em alta temporada, variam entre R$ 1.550 e R$ 2.240. E, apesar dos altos preços, são bastante concorridas.

O hotel foi inaugurado em 2010 e conta com 32 bangalôs desenhados pelo arquiteto brasileiro Isay Weinfeld com um estilo minimalista que se integra com a paisagem.

Em seu restaurante é comum encontrar celebridades como a modelo israelense Bar Refaeli e o guitarrista britânico Ron Wood, dos Rolling Stones.

O hotel, onde o DJ francês David Guetta se hospedou em janeiro, ocupa 30 dos 480 hectares do empreendimento imobiliário, que em 2011 vendeu 27 lotes não edificados com mais de cinco mil metros quadrados e preços a partir de R$ 1,7 milhão.

"O Uruguai é um país seguro, tem uma democracia muito bem estabelecida e instituições sólidas", argumenta Jimmy Fowler, também consultor da Terramar Christie's, sobre o "boom" imobiliário no país.

Além do Fasano, o outro hotel mais exclusivo da região está nos arredores de José Ignacio e se chama Estadia Vik.

Este rancho criador de gado de 1.400 hectares, inaugurado em 2008 pelo empresário norueguês Alexander Vik, é uma espécie de casa-museu, com obras dos mais famosos artistas contemporâneos uruguaios nos quartos e nos espaços comuns.

E a crise? Irala argumenta que, além de não ter afetado a região, beneficiou o setor, pois os investidores europeus buscam "ativos sólidos para se refugiar", e a costa leste uruguaia "não tem um ganho explosivo, mas é um investimento seguro".

Prova disso é o Setai, o próximo projeto da Terramar Christie's, que a partir do ano que vem terá um exclusivo hotel à beira-mar em José Ignacio e 40 lotes entre R$ 5,1 e R$ 8,6 milhões.


Daniel Caselli/France Presse
Iates no mar de Punta del Este; cidade atrai cada vez mais estrangeiros em busca de imóveis luxuosos
Iates no mar de Punta del Este; cidade atrai cada vez mais estrangeiros em busca de imóveis luxuosos

14 de fev de 2012

Greve de motoristas de ônibus causa transtornos em Curitiba

A cidade de Curitiba amanheceu sem um ônibus em circulação nesta terça-feira (14), devido à deflagração de greve de motoristas e cobradores do transporte público, ocorrida ontem (13) à noite.

A categoria reivindica aumento salarial de 40% --o sindicato patronal oferece apenas a reposição da inflação, de cerca de 7%.

Há congestionamentos por toda a cidade. No centro, algumas lojas estavam fechadas nesta manhã devido à falta de funcionários. As centrais de táxi também não davam conta dos pedidos --a espera na linha por atendimento chegava a 30 minutos.

Até estudantes estavam nas ruas, sem aula, devido à falta de professores. Os alunos do Instituto de Educação do Paraná, no centro de Curitiba, relataram que apenas "dois ou três" professores conseguiram chegar ao colégio nesta manhã.

Segundo o presidente do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), Anderson Teixeira, cerca de 30% dos ônibus deveriam estar em circulação, por lei, mas a Urbs (instituição responsável por gerenciar o transporte público em Curitiba) não orientou o sindicato sobre quais linhas deveria manter em operação.


Estelita Hass Carazzai/Folhapress
Estação-tubo na Praça Carlos Gomes, no centro de Curitiba, estava vazia devido à greve dos motoristas e cobradores de ônibus
Estação-tubo na praça Carlos Gomes estava vazia devido à greve dos motoristas e cobradores de ônibus

Nesta madrugada, a prefeitura conseguiu uma liminar da Justiça que determina que 60% da frota deve estar em circulação, sendo 80% nos horários de pico. O sindicato, porém, afirmou que necessita de orientação da Urbs para saber quais linhas colocar em operação.

"Nós só dirigimos os ônibus; nós não temos as planilhas", afirmou Teixeira, em entrevista à rádio Band News.

Nas garagens das empresas, a entrada e saída dos ônibus estavam bloqueadas. Há veículos com pneus furados bloqueando a passagem.

Curitiba é conhecida por ter um sistema de transporte público modelo, concebido na década de 1970 e copiado em todo o mundo. São características do sistema as estações-tubo, as vias exclusivas para ônibus, o pagamento antecipado da passagem e a integração das linhas em terminais.

12 de fev de 2012

O caos vai acabar?

Como a vida dos passageiros vai melhorar com a privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília - e como os novos donos prometem modernizar o setor aéreo até a Copa

Amauri Segalla e Adriana Nicacio

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TRANSTORNO
Lotação no Aeroporto de Guarulhos: privatização é a
única saída para melhorar o conforto dos passageiros

Na quinta-feira 9, o administrador de empresas Oswaldo Ribeiro desembarcou às 11 horas da manhã no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, mas só conseguiu entrar no táxi que o levaria para casa três horas depois. O transtorno começou na entrega de bagagens, calvário que durou absurdos 90 minutos, e continuou na enorme fila de imigração. “Viajo a trabalho semana sim, semana não, e não encontro esse inferno em nenhum outro lugar do mundo”, diz Ribeiro. “Se você desembarca perto do horário de almoço, não tem lugar disponível nos restaurantes e há espera até nos banheiros.” Nos últimos anos, o enriquecimento do País não foi acompanhado pela evolução dos aeroportos – e essa defasagem atazana a vida de milhões de brasileiros. A boa notícia é que o caos pode estar com os dias contados. A concessão de três dos principais aeroportos do País (Guarulhos, Viracopos e Brasília), arrematados por empresas privadas em leilão realizado na segunda-feira 6, pode ser o início do esperado processo de modernização do setor aéreo.

Para o governo, foi um grande negócio. Os três vencedores vão pagar à União R$ 24,5 bilhões em até 30 anos, valor que será corrigido anualmente pela inflação. Na melhor de suas estimativas, a presidenta Dilma Rousseff esperava arrecadar R$ 16 bilhões. Além disso, o governo se livra de administrar uma atividade complexa que só tem gerado desgaste junto à opinião pública. Isso, porém, é apenas um lado da história. Afora as discussões políticas recheadas de inclinações partidárias, para o brasileiro comum o que interessa é que sua vida pode, sim, melhorar. “Uma de nossas prioridades é tornar o aeroporto um lugar muito mais confortável para os passageiros”, diz Gustavo Rocha, presidente da Invepar, consórcio que arrematou Guarulhos em parceria com a operadora sul-africana ACSA. “Vamos aumentar a oferta de serviços oferecidos às pessoas.” Por oferta de serviços entenda-se principalmente uma remodelação de lojas, restaurantes e estacionamentos que funcionam em Guarulhos.

A empresa espera, num prazo de até três anos, dobrar seu faturamento com produtos não tarifários, como são chamados os estabelecimentos comerciais dos aeroportos. Atualmente, esse tipo de receita é responsável por menos de 30% do faturamento total de Guarulhos. É pouco. No aeroporto JFK, em Nova York, o percentual está próximo de 70%. A Invepar também planeja inaugurar um hotel no entorno de Guarulhos e não descarta alugar espaços para cinemas, diversão comum em aeroportos americanos, mas que não emplacou no Brasil. Uma das prioridades imediatas é a ampliação do número de vagas de estacionamento. Em Guarulhos, elas são pouco mais de cinco mil, uma ninharia perto dos 80 mil passageiros que circulam diariamente por ali. Nesse ponto, a privatização dos aeroportos representa a solução rápida de um antigo problema. Por lei, a Infraero não pode administrar estacionamentos de aeroportos, o que a obrigava a repassar o serviço para terceiros.

É inegável que tudo isso, somado à construção de um novo terminal para sete milhões de passageiros até a Copa de 2014 e à ampliação da área de check-in e de despacho de bagagens (leia quadro), deve facilitar a vida dos passageiros. Parceira da Invepar, a sul-africana ACSA tem um histórico de bons serviços prestados em seu país. Quem viajou à África do Sul na Copa de 2010 pôde desfrutar da reforma do Aeroporto O.R.Tambo, em Johannesburgo. Apesar do grande número de turistas e jornalistas que foram ao evento, quase não havia filas nas diversas áreas, nem sequer na imigração. “Nossos projetos incluíram um novo terminal e 14 mil novas vagas de estacionamento”, disse à ISTOÉ Christopher Hlekane, gerente-geral do Aeroporto O.R.Tambo.

Vencedora do leilão para gerir o Aeroporto de Brasília, a empresa argentina Corporación América passou nos últimos anos a administrar os principais aeroportos do país, mas também enfrentou problemas no caminho. A companhia possui uma rede de 33 aeroportos na Argentina, dois no Uruguai, dois no Equador e um no Peru. Experiência não falta. A dúvida é sobre seu histórico, marcado por pedidos de renegociações de contratos. “Nosso objetivo é melhorar a infraestrutura para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016”, disse à ISTOÉ Eduardo Eurnekian, presidente da Corporácion América. Em Brasília, além dos investimentos na ampliação do terminal e da pista, o projeto básico prevê mais vagas de estacionamento, aumento das áreas de check-in e raio X. Segundo Eurnekian, a companhia vai desembolsar US$ 500 milhões nos primeiros cinco anos. Promessas de grandes melhorias também foram feitas pelo consórcio que vai administrar o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Na semana passada, o grupo liderado pela brasileira Triunfo disse que vai investir até na construção de um terminal de trem para servir o aeroporto. Se tudo isso realmente for realizado – e cabe às autoridades fazer com que as vencedoras do leilão cumpram os contratos –, os brasileiros poderão, enfim, esquecer as turbulências que hoje ameaçam os aeroportos brasileiros.

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11 de fev de 2012

Novo Porta-Aviões Chinês

 

Neste mundo louco em que vivemos vale a sentença: "Se queres ser respeitado, arma-te!". E o oposto, também é verdadeiro, portanto: "Se queres ser dominado, desarma-te!" Devido à irresponsabilidade do governo brasileiro no que diz respeito às nossas forças armadas, o Brasil tá caminhando pra issso...

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Novo Porta-Aviões Chinês - Tecnicamente mais perfeito. Com desenho ultramoderno, com duas pistas de pouso e decolagem, menos balanço, mais velocidade, mais comodidade, mais capacidade de poder de fogo nuclear e com previsão de entrar em operação no próximo ano.

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Sabe porque a China está se tornando uma potência mundial?
Porque ao contrário do Brasil onde a corrupção consome R$ 60 bilhões do orçamento anual, sem punição e sem devolução do que foi roubado do dinheiro público, lá, esse crime é resolvido com a pena de morte.

Governo da Grécia aprova plano de austeridade

Acordo que prevê redução do salário mínimo, demissões de servidores e cortes de aposentadorias é passo necessário para desbloquear nova ajuda

Lucas Papademos adverte que "caos descontrolado" poderia atingir o país

Lucas Papademos adverte que "caos descontrolado" poderia atingir o país (Ralph Orlowski/Getty Images)

Gregos esperam receber socorro de 130 bilhões de euros da UE e do FMI para evitar um calote em março

O governo grego de coalizão aprovou na madrugada deste sábado (horário local) o plano de austeridade pactuado com o grupo de entidades credoras conhecido como 'troika', formada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia). A ratificação do acordo – que prevê redução do salário mínimo de 22%, a demissão neste ano de 15.000 funcionários e cortes em algumas aposentadorias – é um passo necessário para desbloquear uma nova ajuda ao país que lhe permita evitar um default em março. "A aprovação foi unânime", afirmou o gabinete do primeiro-ministro, Lucas Papademos.

O premiê advertiu nesta sexta-feira que a Grécia arriscava cair em um "caos descontrolado" se não houvesse acordo sobre o plano de austeridade, após a demissão de seis ministros que se opunham às medidas de rigor impostas pela UE e pelo FMI. Papademos fez tal advertência no conselho de ministros, realizado após outro dia de greve geral no país, afetado por episódios de violência em meio a manifestações populares.

Votação no Parlamento – A agência semioficial Athens News Agency (ANA) afirmou que o acordo passou ao Parlamento para ser submetido a votação no domingo, mas os porta-vozes governamentais não puderam ser contatados para confirmar essa informação.

Sem a aprovação de um programa econômico de austeridade drástica, a Grécia não tem possibilidades de receber nem um só centavo da ajuda de 130 bilhões de euros preparada pela UE e pelo FMI para evitar um calote em março, quando o país deve devolver 14,5 bilhões de euros em empréstimos.

Esse voto a favor, exigido pelos credores, deverá supor a aceitação para os gregos das reformas de saneamento exigidas, além do compromisso por escrito de todos os líderes políticos em aplicá-lo, visto que o programa de empréstimos durará até 2015, além do que possivelmente o atual governo irá durar.

A retirada do apoio do partido de extrema-direita Laos ao programa de austeridade somou um pouco mais de confusão à situação do país que viveu nesta sexta-feira novos confrontos, com dezenas de feridos, entre eles cinco policiais. Quatro ministros da sigla deixaram o cargo nesta sexta-feira, assim como uma ministra socialista, que se somaram à anunciada por outro membro do Executivo no início da semana. Papademos disse que "quem estiver em desacordo com o plano de rigor não pode permanecer no governo". Sem o apoio do Laos, que conta com 16 dos 252 deputados que somava até agora a coalizão governamental, Papademos ainda dispõe de maioria para aprovar o plano, apesar de correr o risco de o governo continuar rachando.

Paralelamente, em uma manifestação que reuniu cerca de 7.000 pessoas na praça Syntagma, no centro de Atenas, um grupo lançou pedras e coquetéis molotov contra a polícia, que respondeu com bombas de gás. Em outra manifestação, que reuniu 10.000 militantes comunistas da Frente dos Trabalhadores em Atenas, não houve incidentes. Assim como nos protestos de junho e outubro de 2011, o centro de Atenas estava nesta sexta-feira paralisado pela greve de 48 hroas nos transportes e os serviços públicos que se prolongará até sábado.

O plano de austeridade "será o túmulo da sociedade grega", denunciaram os sindicatos, negando que o governo tenha qualquer "legitimidade" para impor as medidas. No domingo serão convocadas manifestações na frente do Parlamento, onde as novas medidas de rigor serão votadas.

(com Agence France-Presse)

10 de fev de 2012

Rio de Janeiro Grevistas e estado travam guerra de versões

Policiais chegaram a anunciar exoneração de comandantes - o que não ocorreu. Governo do estado informa que funcionamento de delegacias está normalizado, mas agentes só aceitam registrar ocorrências graves

João Marcello Erthal e Cecília Ritto
No 18º BPM (Jacarepaguá), a maioria das viaturas passou o dia no pátio: menos patrulhamento nas ruas da zona oeste

No 18º BPM (Jacarepaguá), a maioria das viaturas passou o dia no pátio: menos patrulhamento nas ruas da zona oeste(Carlos Eduardo Cardoso/Ag.O DIA)

Os líderes do movimento grevista preparam, para as 10h de domingo, uma manifestação na Avenida Atlântica, em frente ao Copacabana Palace. Será a melhor oportunidade para identificar a relação da opinião pública com os policiais e bombeiros em greve

Grevistas e autoridades de segurança do Rio travam, no primeiro dia de paralisação parcial de policiais e bombeiros, uma guerra de versões sobre a adesão ao movimento e os efeitos para a população. O movimento caminha mais para um “estado de greve” do que para um embate público, como ocorreu na desastrosa greve de Salvador. A adesão à paralisação não foi capaz, felizmente, de causar grandes transtornos à cidade, o que possibilitou, por exemplo, que o estado não acionasse o reforço de 14 mil homens do Exército, oferecido pelo governo federal e acordado com o Comando Militar do Leste.

Líderes do movimento grevista e governo do estado ganharam tempo. Se não há transtornos visíveis, é possível reavaliar a extensão e os efeitos da greve. Mas a manutenção de um quadro de efetivos reduzidos nas polícias e nos bombeiros pode ser danosa. Alguns dias sem funcionamento normal nas delegacias representa alguns milhares de ocorrências simples sem registro – com desgastes de imagem para os policiais e para o estado. No caso da Polícia Militar, a duração prolongada de um cenário com efetivo reduzido, com a cidade cheia de turistas, cria uma oportunidade para crimes de rua.

Se não é possível quantificar a adesão com precisão, no caso da Polícia Militar, que trabalha basicamente em rondas e pontos fixos das cidades, há sinais importantes. Uma fotografia do interior do 18º BPM (Jacarepaguá) mostra que, durante a sexta-feira, o pátio ficou repleto de viaturas que deveriam estar policiando o bairro. O policial militar está em situação mais vulnerável. Como respondem aos códigos militares, podem ser detidos ou presos por motivos simples, o que dá aos comandantes capacidade de punir com extrema rapidez.

Além das prisões de militares, o que ocorreu de mais ofensivo foram as versões deturpadas da situação no estado. Na noite de quinta-feira, chegou a ser anunciada no palanque armado na Cinelândia a exoneração de comandantes de UPPs – algo que não ocorreu. Do lado do estado, a preocupação em negar os efeitos da greve e causar uma impressão de normalidade foi além do que é razoável. A intenção de não alarmar a população é algo compreensível. Mas o exagero dessa tendência expõe moradores e turistas a riscos desnecessários.

A Polícia Civil informou, ao meio-dia, que o “atendimento nas delegacias policiais de todo o Estado está funcionando normalmente”. A reportagem do site de VEJA foi a delegacias da zona norte e da zona sul e encontrou todas as unidades abertas, com policiais. No entanto, eles se recusam a registrar casos como roubos e furtos. Estão no local para casos graves, como violência doméstica, ameaças e agressões e homicídios.

No fim da tarde, a Secretaria de Segurança informou o volume de registros em algumas delegacias, comparando com o resultado do dia anterior à greve (9/02). Em Copacabana, o movimento na 12ª DP foi praticamente o mesmo: 27 registros no dia 9, 10 na sexta-feira. Em outras unidades, houve queda expressiva. Na 15ª DP (Gávea), foi feito apenas um registro na sexta-feira. Na mesma unidade, na véspera, foram 9 ocorrências. Na Gávea, os policiais trabalharam com cartazes da greve colados aos computadores.

Pelo lado da Polícia Civil, o compromisso dos grevistas é o de manter 30% do efetivo em atividade – algo difícil de quantificar, mas que os grevistas defendem como os serviços essenciais. A Delegacia de Homicídios, por exemplo, mantém 100% de suas atividades.

Os líderes do movimento grevista preparam, para as 10h de domingo, uma manifestação na Avenida Atlântica, em frente ao Copacabana Palace. Será a melhor oportunidade para identificar a relação da opinião pública com os policiais e bombeiros em greve.