30 de abr de 2013

Embraer fecha contrato para vender 30 aviões à United Airlines

Contrato prevê que opção para compra de mais 40 jatos.
Se chegar às 70 aeronaves, operação tem valor estimado em US$ 2,9 bi.

Do G1, em São Paulo
Avião da Embraer com logo da United (Foto: Divulgação/United Airlines)Avião da Embraer com logo da United
(Foto: Divulgação/United Airlines)
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou, nesta segunda-feira (29), que assinou um contrato com a United Airlines para a venda de 30 jatos Embraer 175. O contrato também prevê opções para mais 40 aviões. Se todas as opções forem exercidas, a operação tem valor estimado de US$ 2,9 bilhões, segundo a empresa.
“Estamos muito satisfeitos com este pedido, pois reforça e amplia a nossa parceria de longa data com a United Airlines, então como Continental Airlines, cliente de lançamento do jato ERJ 145, em 1996”, disse, em nota,  Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.
A primeira entrega, segundo a Embraer, está prevista para o primeiro trimestre de 2014. Os aviões, que serão operados sob a marca United Express, serão configurados com 76 assentos.
Em nota, a United Airlines informou que as aeronaves da Embraer vão substituir alguns dos antigos jatos regionais de 50 assentos da frota da companhia. "Os E175s vão consumir 10% menos combustível por assento e terão menos emissões de CO2 por assento que a aeronave de 50 assentos que vão substituir".
Também nesta segunda-feira, a Embraer anunciou que encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 61,7 milhões, uma queda de 67% frente ao mesmo período de 2012. Nos primeiros três meses do ano passado, o lucro da empresa ficara em R$ 187,6 milhões.

29 de abr de 2013

Licença ambiental que levaria um mês saía em uma tarde, diz PF

Operação já prendeu os secretários do meio ambiente do Estado e da capital gaúcha e o ex-secretário estadual

Terra
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O esquema de venda de licenças ambientais descoberto pela Polícia Federal (PF) do Rio Grande do Sul envolvia servidores públicos, empresários, consultores e despachantes. Entre os empreendimentos beneficiados estão empresas da construção civil e de exploração de minério. Ao todo, 18 pessoas foram presas nesta segunda-feira na Operação Concutare.

Segundo o delegado Thiago Delabary, os empresários contratavam o serviço de despachantes ou consultores que recorriam a servidores públicos para a liberação das licenças. Em pelo menos um dos casos, uma licença que levaria um mês para ser emitida foi liberada em uma tarde. "Talvez um recorde no serviço público brasileiro”, afirmou.

A PF não divulgou os nomes oficialmente das pessoas envolvidas, mas que entre os presos estão o secretário do meio ambiente do Estado, Carlos Fernando Niedersberg (PCdoB), o secretário municipal do meio ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia (PMDB), e o ex-secretário estadual de meio ambiente, Berfran Rosado (PPS).

No total, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Na casa dos investigados foram encontradas somas em dinheiro e uma arma, possivelmente de uso restrito.

“Existiam vários núcleos de atuação, em vários órgãos. Não existia um chefe, era uma atuação bem comum, infelizmente, em que o empresários tendo necessidade, contratavam um consultor que tinha um ajuste com alguém de dentro do órgão de controle ambiental. Então era estabelecido o contato se apresentava a demanda, e os valores cobrados”, afirmou Delabary.

Foram averiguados ainda casos nos quais os servidores corruptos ofereciam a liberação de licenças para empresários. “Existem casos de pagamento de propina, R$ 20 mil, R$ 70 mil, ou presentes”, diz o delegado. A polícia acredita que entre 30 e 40 empreendimentos podem ter sido favorecidos pelo esquema em Porto Alegre e no litoral norte do Estado.

As buscas foram realizadas no Departamento Nacional de Produção Mineral, secretaria Estadual do Meio Ambiente, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e na Fundação Estadual de Proteção Ambiental.  
A investigação, que durou cerca de um ano, está sob sigilo de Justiça, e uma equipe da polícia Federal vai a Porto Alegre para mensurar o tamanho do impacto ambiental dos empreendimentos irregulares. Esse levantamento poderá ajudar futuras ações de bloqueio de bens dos envolvidos.

28 de abr de 2013

Movido pela vingança

Preterido pelo PSB na disputa pela Presidência em 2010, Ciro Gomes dá o troco, torna-se uma pedra no sapato da candidatura de Eduardo Campos e pode até deixar a legenda

Pedro Marcondes de Moura
O eterno presidenciável Ciro Gomes (PSB) não costuma deixar amigos nos partidos por onde passa. Conhecido pelo jeito azedo de fazer política, o socialista já trocou de agremiação cinco vezes durante sua vida pública e toda vez que deixa uma legenda em busca de uma nova opção eleitoral inicia uma guerra contra os antigos correligionários. Normalmente, o que o move Ciro é um sentimento de vingança. Foi assim ao deixar o PSDB em 1997, quando o ex-governador do Ceará partiu para o ataque contra cardeais tucanos. Um dos seus alvos principais foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a política econômica do então governo. A aliados, revelou-se ressentido por ter deixado o PSDB por falta de espaço político para voos mais altos. Em 2004, ao sair do PPS – legenda pela qual concorreu duas vezes ao Palácio do Planalto –, Ciro foi, publicamente, para a ofensiva contra o líder do partido, Roberto Freire. Declarou que o PPS estava deixando a base de apoio do governo petista porque Freire tinha ciúme de Lula.
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ÚLTIMO ROUND
Nova briga entre Eduardo Campos e Ciro Gomes pode resultar num racha
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Agora, são os próprios colegas do PSB que sofrem com a sua verve. Preterido em 2010 pelo presidente do PSB, Eduardo Campos, que preferiu apoiar Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência, quando ele aparecia com 10% das intenções de voto e demonstrava ter fôlego para disputar a eleição em condições de vencer, Ciro resolveu dar o troco na mesma moeda. Dentro do PSB, ele se tornou um dos principais opositores à candidatura de Campos ao Palácio do Planalto. Atua em sintonia com o irmão, Cid Gomes, governador do Ceará, e faz de tudo para inviabilizá-lo. “A candidatura de Eduardo Campos é inoportuna. Está bom, mas podemos fazer melhor é conversa de marqueteiro”, atacou Ciro, numa referência ao slogan adotado pelo colega de partido. “Quem defende elevação de taxa de juro é banqueiro. Ele está encantado pela direita”, fez coro Cid Gomes, em resposta a uma fala de Campos em defesa do aumento da taxa Selic para conter a inflação.
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As declarações são apenas parte integrante da estratégia para desgastar Eduardo Campos. Internamente, Cid e Ciro arriscam uma cartada derradeira: trabalham para tentar provocar um racha no partido. Em um encontro na noite da segunda-feira 22, a Executiva do PSB do Ceará, comandada por Cid Gomes, aprovou uma solicitação para que a Comissão Nacional da legenda se reúna para discutir a eleição presidencial de 2014. Eles querem, na verdade, forçar o presidente nacional do PSB a assumir a candidatura oficialmente. Acreditam que, com isso, Campos possa vir a perder o apoio de governadores, parlamentares e prefeitos que necessitam de verbas federais, pois o rompimento do PSB com o governo seria o caminho natural, a partir do momento em que Campos for sacramentado como adversário de Dilma Rousseff em 2014. Ciro e Cid Gomes, por sua vez, permaneceriam na condição de aliados de primeira hora do governo. A manobra, no entanto, corre sério risco de fracassar. Essa pressão isolada que os irmãos Gomes estão fazendo, segundo o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), é um constrangimento que não serve ao PSB nem ao governo. “Não vamos mudar o processo interno pela vontade de poucos. Os Gomes podem ficar à vontade para sair se não concordam”, diz o parlamentar. “Eles não têm a tradição de participarem da construção partidária. Olha por quantos partidos passaram”, complementa Rollemberg. Não será surpresa se Ciro desembarcar em seu sexto partido. Com o aval do irmão, na última semana, Cid Gomes reuniu-se com Gilberto Kassab, presidente do PSD. Mais uma vingança à vista?

27 de abr de 2013

Possíveis restos de avião usado no atentado de 11 de setembro são encontrados

A polícia de Nova York anunciou que parte do trem de pouso de uma aeronave foi achada perto de onde ficavam as torres que foram alvo de ataques

Parte do trem de pouso de um dos aviões utilizados no ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setemebro de 2001, é achado próximo ao marco zero, em Nova York
Parte do trem de pouso de um dos aviões utilizados no ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setemebro de 2001, é achado próximo ao marco zero, em Nova York (REUTERS/NYPD/Handout )
Parte do trem de pouso de uma aeronave que pode ser uma das que se chocaram contra as torres do World Trade Center em 11 de setembro de 2001 foi encontrada. A peça de metal mede cerca de 1,5 metro e tem visível o número de identificação da fabricante Boeing, informou a polícia de Nova York nesta sexta-feira.
O fragmento foi achado na quarta-feira por pesquisadores que inspecionavam uma área em Manhattan que fica a cerca de três quarteirões do Marco Zero. Em comunicado, o porta-voz do departamento de polícia da cidade, Paul J. Browne, informou que a área foi isolada.
Buscas – No final de março, o vice-prefeito de Nova York, Cas Holloway, informou que equipes começaram a analisar toneladas de escombros da área onde aconteceu o atentado, em busca de restos humanos que permitam identificar mais vítimas. Após o atentado, 2.750 pessoas foram sepultadas e, devido à força do choque dos aviões e da intensidade das chamas, os corpos de 1.634 pessoas ainda não foram identificados.
(Com agência EFE)

26 de abr de 2013

Chega a 304 o número de mortos em desabamento de prédio comercial em Bangladesh

Ao menos 2.300 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros

Agência Brasil
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O número de vítimas do desabamento de um prédio comercial, na periferia de Dacca, capital de Bangladesh, sobe a cada dia. O último balanço contabiliza 304 mortos. Pelo menos 2.300 pessoas foram resgatadas com vida, segundo o porta-voz do Exército, Shahinul Islam.

No edifício funcionavam fábricas de tecidos e confecções de roupas, um mercado, um banco e várias lojas.

Bangladesh é o segundo maior exportador mundial no setor de vestuário, depois da China. A rede de lojas britânica Primark e a espanhola Mango assumiram ter fábricas no edifício que desabou. Há informações de que os donos do edifício foram advertidos sobre os riscos de desabamento, mas não tomaram providências. Os índices de segurança no trabalho do país são alarmantes.

No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, divulgou nota oficial anteontem (24) lamentando o acidente. “O Brasil transmite suas condolências e solidariedade aos familiares das vítimas, ao povo e ao governo da República Popular de Bangladesh”, diz o texto.

Em novembro, um incêndio em uma fábrica que produzia roupas para a rede de lojas Walmart e várias marcas ocidentais, também em Dacca, deixou 111 mortos.

25 de abr de 2013

Equipes acham 40 sobreviventes após desabamento de prédio que matou 230

Operações de resgate são transmitidas ao vivo por emissoras locais

AFP
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Quarenta pessoas foram localizadas com vida nesta quinta-feira em uma sala no interior do prédio que desabou em Bangladesh, anunciou o exército, em uma operação transmitida ao vivo pela televisão local.

"Nós encontramos 40 pessoas vivas dentro de uma sala", afirmou uma fonte militar no local da tragédia, perto de Dacca.

"Eles estão sendo resgatados", completou o porta-voz, muito aplaudido pela multidão presente.

Mais de 230 pessoas morreram no desabamento de quarta-feira e muitas vítimas continuam presas nos escombros do Rana Plaza, na cidade de Savar.

Milhares de parentes de pessoas consideradas desaparecidas estão reunidas no local para acompanhar as tarefas de resgate.

As causas do desabamento do prédio ainda são desconhecidas.

24 de abr de 2013

General do Brasil é convidado para comandar missão de paz no Congo

Santos Cruz, de 60 anos, foi comandante da missão da ONU no Haiti.
Ele chefiará tropa de imposição da paz que deverá 'neutralizar' rebeldes.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo
carlos alberto dos santos cruz (Foto: Logan Abassi/ONU)General brasileiro Santos Cruz, ex-chefe da missão
da ONU no Haiti (Foto: Logan Abassi/ONU)
O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, de 60 anos, foi convidado pela Organização das Nações Unidas para comandar a missão de paz no Congo (Monusco), que possui o efetivo de mais de 23,7 mil homens, tem caráter de imposição da paz e é a única atualmente com autorização para intervir em um conflito.
O ministro da Defesa, Celso Amorim, foi informado na manhã desta quarta-feira (24) do convite, que foi feito diretamente pela ONU a Santos Cruz em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Exército na missão de manutenção da estabilidade no Haiti (Minustah), comandada pelo Brasil desde 2004.
Santos Cruz foi o comandante dos militares da ONU no Haiti (cargo chamado de "force-commander") entre 2006 e 2009, chefiando mais de 12 mil homens. Ele foi o general brasileiro que mais tempo ficou no posto.

“Recebi o convite e estamos na fase administrativa, em que é necessário o envio de documentação e alguns acertos devem ser feitos com o governo brasileiro. O processo ainda está em andamento para oficialização. É com honra que pretendo representar o Brasil na missão, pois o convite representa um reconhecimento ao trabalho das Forças Armadas brasileiras”, disse Santos Cruz ao G1.

O general Santos Cruz trabalhou no Haiti em conjunto com o representante da ONU na Minustah, o guatemalteco Edmond Mulet, no processo de pacificação das regiões mais violentas do país caribenho, como Cité Soleil, em que foram necessárias operações robustas para que os capacetes azuis recuperassem áreas dominadas por grupos armados.
Atualmente Mulet é subchefe do Departamento de Missões de Paz das Nações Unidas (DPKO). Em setembro de 2012, em entrevista exclusiva ao G1 no Rio de Janeiro, Mulet afirmou que havia feito a Amorim o pedido para que o Brasil enviasse tropas para outra missão de paz no mundo, além do Haiti. O processo de negociação para que soldados do Exército integrem a força no Líbano começou em 2013, após a ONU consultar o Brasil se um batalhão poderia ser enviado.

Santos Cruz é general de divisão, tendo passado para a reserva do Exército em novembro de 2012, após não ter sido promovido à mais alta patente da Força. Atualmente, integra a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

Para comandar soldados no Congo, Santos Cruz será reconvocado para o serviço ativo pelo comandante do Exército brasileiro e reincorporado à Força.
Tanque das Forças Armadas de Congo passa pela cidade de Goma, onde o aeroporto foi tomado pelos rebeldes   (Foto: Phil Moore/AFP)Tanque das Forças Armadas de Congo passa em
Goma, cidade tomada por rebeldes
(Foto: Phil Moore/AFP)
ONU quer 'neutralizar' rebeldes
O conflito no Congo teve início após o genocídio em Ruanda, em 1994, segundo a ONU, e em seu período mais sangrento, entre 1996 e 2003, teria resultado em 4 milhões de mortes.

Desde então, diversos grupos rebeldes se ramificaram pelo país. O maior deles é o Movimento 23 de Março (M23), formado por ex-militares e que, em 2012, tomou o controle de diversas áreas do país. Desde julho de 2010, quando a missão foi criada, 55 soldados da ONU morreram em ataques rebeldes.

Em 28 de março de 2013, uma resolução do Conselho de Segurança, em uma situação inédita na história da ONU, deu à Monusco um mandato para ocupar territórios dominados por grupos rebeldes, em especial o M23, acusado de ataques contra a população, abusos aos direitos humanos, exploração sexual e violação ao direito internacional. A ONU determinou que fosse adicionada à tropa atual no terreno uma “brigada de intervenção”, que terá três batalhões de infantaria, uma artilharia e uma companhia de Forças Especiais.
O objetivo da tropa será “neutralizar” os grupos armados no país, tendo direito a usar “todos os meios necessários” para recuperar as áreas dominadas pelos rebeldes, prendê-los e garantir a paz. A missão tem caráter ofensivo e pró-ativo e foi criticada por rebeldes, que afirmaram que a ONU estava perdendo a imparcialidade, uma característica de missões de paz.

No mandato da Monusco que criou a brigada de internveção, o Conselho de Segurança diz que o caso tem "base excepcional", "não cria precedente" e também não prejudica os princípios que gerem as missões de paz.

23 de abr de 2013

Pouco mais da metade dos contribuintes entregaram Declaração do Imposto de Renda

Neste ano, o Fisco espera receber mais de 26 milhões de declarações

Agência Brasil
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A uma semana do fim do prazo de entrega, pouco mais da metade dos contribuintes entregaram a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Segundo o balanço mais recente, a Receita Federal recebeu informações de 13.495.314 pessoas físicas até as 16h de ontem (22), o que equivale a 51,9% dos 26 milhões de declarações esperadas para este ano.

O prazo de entrega começou em 1º de março e vai até as 23h 59min 59s de 30 de abril. Neste ano, o Fisco espera receber mais de 26 milhões de declarações, ante 25.244.122 do ano passado. O programa geradorestá disponível na página da Receita Federal desde 25 de fevereiro. Para transmitir a declaração, é preciso instalar também o Receitanet, que pode ser baixado no mesmo endereço.

A Receita publicou um passo a passo na internet com os procedimentos para a entrega da declaração. Está disponível ainda um manual com perguntas e respostas sobre o preenchimento do documento. O contribuinte também tem uma animação sobre a instalação do programa.

Além da internet, a declaração poderá ser entregue em disquetes de computador nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, durante o horário de funcionamento das agências. Quem entregar depois do prazo pagará multa de R$ 165,74 ou de 20% sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor.

As regras para a entrega da declaração estão na Instrução Normativa 1.333, publicada no Diário Oficial da União em 19 de fevereiro. Estão obrigados a declarar os contribuintes que receberam em 2012 rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 24.556,65, além dos que tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, com total acima de R$ 40 mil.

A apresentação da declaração é obrigatória para quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, fez operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas ou obteve receita bruta com a atividade rural superior a R$ 122.783,25. Quem tinha, até 31 de dezembro de 2012, posse de bens ou propriedades, inclusive terra nua, com valor superior a R$ 300 mil, também está obrigado a declarar.

O valor limite para dedução de gastos com instrução é R$ 3.091,35, informou o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. Por dependente, o contribuinte pode abater R$ 1.974,72. No caso das deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos, o valor do abatimento pode chegar a R$ 985,96. Não há limites para os gastos com despesas médicas.

O contribuinte poderá optar pelo desconto simplificado, que é calculado aplicando-se 20% sobre os rendimentos tributáveis. Nesse caso, não é necessária comprovação e o desconto está limitado a R$ 14.542,60. “Se o contribuinte tiver deduções, como despesas médicas e gastos com instrução que, somados, fiquem acima desse limite, a sugestão é que se faça a opção pela declaração completa”, diz Adir.

22 de abr de 2013

A última revolução de Steve Jobs

Iate de US$ 138 milhões construído para o fundador da Apple, morto em 2011, é uma maravilha naval que une design revolucionário, materiais ultraleves e sistemas automatizados de navegação e entretenimento

Lucas Bessel
"Sei que é possível que eu morra e deixe um barco pela metade. Mas preciso continuar a trabalhar nele. Se não fizer isso, é como admitir que estou para morrer.” Foi com essas palavras que Steve Jobs, fundador da Apple, descreveu a paixão que dedicava a seu último sonho: um iate chamado Venus, que ele próprio ajudou a desenhar. O barco é tão inovador quanto os iPhones que estão nas mãos de milhões de pessoas. Seu formato incomum é um reflexo do gosto minimalista de Jobs, um sujeito exigente que passou anos sem ter um sofá na sala de sua casa simplesmente porque foi incapaz de escolher um modelo que lhe agradasse. O guru da tecnologia não chegou a ver seu sonho terminado. Jobs morreu em outubro de 2011 e o Venus, que custou US$ 138 milhões e ficou pronto em 2012, deverá ser colocado à venda por seus herdeiros.
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INSPIRAÇÃO
Desenho minimalista do iate de Steve Jobs lembra os modernos produtos da Apple
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As linhas elegantes criadas pelo gênio da Apple em conjunto com o designer francês Philippe Starck não são o único aspecto revolucionário da embarcação. O Venus, construído pelo estaleiro holandês Feadship, é feito de alumínio ultraleve, que tem metade do peso do aço naval, embora ofereça a mesma resistência. Ele não pega fogo, não absorve água e não sofre delaminação. “Cascos de alumínio são feitos com uma liga especial, que aguenta ambientes severos, e podem ser mantidos sem pintura acima da linha d’água”, explica Damien Chaves, engenheiro da fabricante MCP Yachts.
A obsessão de Jobs com o design gerou situações inusitadas. Ele pediu que o salão superior fosse totalmente feito de vidro, sem suportes de metal ou madeira. Para essa missão, convocou o engenheiro-chefe das lojas da Apple, que projetou um vidro mais resistente, capaz de oferecer suporte estrutural. Já as portas de acesso ao compartimento de carga, quando fechadas, ficam praticamente invisíveis.
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Não há fotos do espaço reservado aos proprietários no interior. Sabe-se que o projeto de Starck previa seis quartos para a família e eventuais hóspedes. Outra certeza é de que o barco possui eletrônica de ponta. A sala de comando tem sete computadores iMac que integram os sistemas. Piloto automático com GPS, que mantém o iate no curso sem a necessidade de intervenção do capitão, radares meteorológicos e um completo pacote de comunicação e diversão via satélite – com internet, tevê e telefone – vêm com a milionária etiqueta de preço. Moderno, elegante e caro, como todas as invenções de Jobs.
Foto: Franck Robichon/EFE

21 de abr de 2013

Jurados condenam 23 PMs por mortes no Carandiru em 1992

Réus foram condenados a 156 anos de prisão, mas podem recorrer livres.
Júri terminou na madrugada de domingo (21) no Fórum da Barra Funda.

Nathália Duarte Do G1 São Paulo
Os sete jurados condenaram, na madrugada deste domingo (21), 23 policiais militares pela morte de 13 presos, em 1992, na Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo. A pena é de 156 anos de prisão para cada, mas eles podem recorrer em liberdade. Três dos 26 réus foram absolvidos. A sentença foi lida pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão à 1h15 no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste.
A decisão dos jurados e a sentença ocorrem depois de um longo dia de debates entre defesa e acusação, com uso da réplica e da tréplica. A última fase antes da votação dos jurados começou durante a manhã e terminou às 21h25, com a fala da advogada de defesa, Ieda Ribeiro de Souza. Depois, os jurados responderam mais de 1,5 mil perguntas na sala secreta. Foram usadas 290 folhas de questionário para cada jurado.
O júri absolveu Maurício Marchese Rodrigues, Eduardo Espósito e Roberto Alberto da Silva, como havia pedido o Ministério Público. O promotor Fernando Pereira da Silva também pediu que os jurados desconsiderassem duas das 15 vítimas. Segundo ele, esses detentos foram mortos por golpes de arma branca, o que pode significar que foram assassinados pelos próprios presos. Por isso, os 23 PMs foram condenados por 13 mortes.
Advogada de defesa diz que já recorreu da sentença (Foto: Nathália Duarte/G1)Advogada de defesa diz que já recorreu da
sentença (Foto: Nathália Duarte/G1)
Os réus condenados são: Ronaldo Ribeiro dos Santos, Aércio Dornelas Santos, Wlandekis Antonio Candido Silva, Antonio Luiz Aparecido Marangoni, Joel Cantilio Dias, Pedro Paulo de Oliveira Marques, Gervásio Pereira dos Santos Filho, Marcos Antonio de Medeiros, Paulo Estevão de Melo, Haroldo Wilson de Mello, Roberto Yoshio Yoshikado, Salvador Sarnelli, Fernando Trindade, Argemiro Cândido, Elder Tarabori, Antonio Mauro Scarpa, Marcelo José de Lira, Roberto do Carmo Filho, Zaqueu Teixeira, Osvaldo Papa, Reinaldo Henrique de Oliveira, Sidnei Serafim dos Anjos e Marcos Ricardo Poloniato.
A advogada de defesa, Ieda Ribeiro de Souza, disse que já entrou com o recurso contra as condenações. "Eu vi com muita frustração. A diferença foi de um voto. Eu não esperava nenhuma condenação", disse ao deixar o fórum. "A condenação não reflete o pensamento da sociedade. Um único jurado definiu o futuro desses homens", lamentou.
O promotor disse que saiu "muito satisfeito". "A Promotoria de Justiça está absolutamente satisfeita. Tivemos a acolhida pelo Tribunal do Júri e a punição aplicada pelo magistrado foi adequada", afirmou. O outro promotor do caso, Marcio Friggi, defendeu a corporação e reforçou a necessidade de punição "a maus policiais".
Promotores comentam decisão ao deixar fórum (Foto: Nathália Duarte/G1)Promotores comentam decisão ao deixar fórum
neste domingo (Foto: Nathália Duarte/G1)
O promotor afirmou ainda não saber se haverá nova acusação sobre um dos réus absolvidos neste júri – por estar em um pavimento diferente do julgado neste caso. “Isso vai demandar ainda uma análise detalhada sobre a viabilidade jurídica de se apresentar ou não uma nova denúncia contra ele”, disse Fernando Pereira.
Questionado sobre o balanço da sentença, anunciado pela defesa, Márcio Friggi disse que não é possível afirmar que a decisão ocorreu por quatro votos a três. “O júri se decide por maioria de votos. Não sei qual é a base dessa afirmação [do placar de 4x3]. Isso não correu para todos os quesitos. As respostas não são todas abertas. Assim que é apontada a maioria, o juiz encerra a abertura. Então não foi possível definir esse número”, disse.
20 anos depois
O julgamento do massacre no Carandiru ocorreu mais de 20 anos após a invasão na Casa de Detenção, na Zona Norte de São Paulo. A ação terminou com a morte de 111 presos após a Polícia Militar entrar no Pavilhão 9 para controlar uma rebelião.
Desde 2 de outubro de 1992, quando a PM fez a invasão, somente um acusado havia sido julgado: o coronel Ubiratan Guimarães. Ele foi condenado em 2001 a 632 anos de prisão, em júri popular, por ter dirigido a operação. Em 2006, o júri foi anulado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Meses depois da absolvição, Ubiratan foi morto a tiros no apartamento onde morava, nos Jardins.
Neste júri, foram julgados 26 dos 79 policiais militares acusados de participar da invasão. Os 26 réus responderam em liberdade pela morte de 15 deles no 1º andar do Pavilhão 9. Dois deles não puderam comparecer ao júri devido a problemas de saúde, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.
Mais 53 PMs serão julgados posteriormente pelas mortes dos demais 96 detentos. O processo tem 57 volumes, 111 apensos e 50 mil páginas. Por conta do número de réus, no entanto, a Justiça desmembrou o caso em quatro partes ou júris diferentes, correspondentes aos andares invadidos. O critério será julgar o grupo de policiais militares que esteve em cada um dos pavimentos onde presos foram mortos.
Cronologia Massacre do Carandiru 8/4 (Foto: Arte/G1)
Defesa x acusação
Os promotores Fernando Pereira da Silva e Marcio Friggi e a advogada de defesa Ieda Ribeiro de Souza debateram durante todo o sábado, apresentando as teses para o caso. A defesa criticou a acusação “genérica”, que não especificou a conduta de cada policial, e a Promotoria pediu a absolvição de três dos 26 policiais militares acusados, além de reforçar a responsabilidade dos policiais sobre o excesso na ação dentro do presídio.
A advogada dos réus se baseou em três focos para pedir a absolvição: não há detalhamento sobre o que cada policial teria feito exatamente, eles estavam cumprindo ordens e agiram em legítima defesa. "Falta ao Ministério Público a individualização de conduta de cada um desses homens. Da forma como foi feita a denúncia, cada policial vai responder pelas 15 mortes, o que me faz crer que cada preso morreu 15 vezes.”
Outra estratégia da defesa foi desconstruir o depoimento do diretor de disciplina da Carandiru Moacir dos Santos, que afirmou que nunca viu uma arma de fogo no período em que trabalhou lá. "Assumir publicamente que entravam armas na Casa de Detenção era assumir que o sistema penitenciário já era falido, era assumir a própria incompetência", disse Ieda.
Ela também desqualificou o testemunho do perito Osvaldo Negrini Neto, que atesta em laudo ter vistoriado somente o térreo do Carandiru no dia do massacre e, depois, retornado no dia 9 de novembro. "Como ele pode dizer que os presos foram mortos no interior das celas se só esteve no segundo pavimento um mês depois?", questionou.
Dos 26 policiais, três tiveram a absolvição solicitada pelo próprio Ministério Público. O promotor explicou que Marchese e Espósito, que eram tenentes à época, pertenciam à tropa do canil.
Apesar de os dois estarem portando fuzis e dispararem contra a segunda barricada, eles não fizeram disparos dentro do segundo pavimento do Carandiru e portavam armas para dar proteção aos cães, disse Pereira. Em relação ao réu Roberto Alberto da Silva, o promotor disse que consta no inquérito militar que ele atuou no terceiro pavimento do Carandiru, e não no segundo. Por isso, ele deveria ser julgado em outra ocasião.
Sobre o argumento citado pelos réus em seus depoimentos, de que não era possível atirar com precisão devido à fumaça e pouca visibilidade, o promotor Márcio Friggi negou a condição ao reforçar o dado de que 85% dos presos foram atingidos na região da cabeça e do pescoço. "Isso sem precisão. Imaginem se tivesse precisão", disse.
O promotor reforçou ainda que não defende os presos mortos por seus delitos, mas que considera que eles estavam cumprindo suas penas adequadamente. "A lei também deveria ter sido aplicada para quem cumpria sua pena", afirmou
Julgamento
O juiz José Augusto Nardy Marzagão iniciou o julgamento na segunda-feira (15). Os trabalhos deveriam ter começado dias antes, mas uma integrante do júri passou mal e o início do julgamento foi adiado em uma semana.
No primeiro dia de julgamento, três sobreviventes do massacre afirmaram que PMs executaram presos e alteraram a cena do crime. Um agente carcerário e um perito criminal também foram ouvidos e disseram que as tropas invadiram o segundo pavimento do Pavilhão 9 e, depois de matar presos, atrapalharam a perícia e impediram o socorro às vítimas.
No dia seguinte, foram ouvidas as testemunhas de defesa. Foi a vez de dar voz ao secretário da Segurança Pública à época, Pedro de Franco Campos, à juíza Sueli Armani, de execuções penais, e ao ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho. Fleury afirmou que a decisão de entrar no presídio foi "necessária" e "legítima", apesar de ressaltar que não estava à frente da operação.
O terceiro dia de trabalhos ocorreu após uma pausa na quarta-feira (17), quando um dos jurados passou mal. Mesmo com os trabalhos retomados na quinta-feira (18), o juiz terminou a sessão no plenário por volta das 18h45, depois de diversas interrupções. Nesse dia, defesa e acusação mostraram vídeos de reportagens da época.
No quarto dia de trabalhos e quinto dia de julgamento, os réus falaram ao júri. Disseram ter ouvido disparos ao entrar na cadeia, denunciando o suposto uso de armas de fogo pelos detentos. Um dos policiais admitiu ter usado uma metralhadora durante a ação. Apenas quatro dos 24 PMs presentes deram depoimento. Vinte decidiram permanecer calados, mas se declararam inocentes das acusações.

20 de abr de 2013

Acórdão confirma compra de apoio no governo Lula organizada por Dirceu

Ex-ministro-chefe da Casa Civil é considerado o chefe do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal

Agência Estado
Sete anos após a denúncia da Procuradoria-Geral da República que aponta a compra de apoio político na Câmara dos Deputados durante o primeiro governo Lula, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou ontem o resumo do julgamento do processo do mensalão. Em 13 páginas, o documento destaca as principais conclusões dos ministros da corte que, ao longo de quatro meses e meio de sessões, confirmaram a existência do esquema, organizado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que levou à condenação 25 réus dos 40 denunciados pelo Ministério Público.
Dirceu diz que recorrerá para ter um segundo julgamento
Condenado por organizar o mensalão, petista diz que dinheiro de desvios foi usado em caixa 2 de campanha eleitoral
Barbosa quer encerrar processo no 1.º semestre
Folhapress
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse ontem que quer encerrar os trâmites finais do julgamento do mensalão ainda no primeiro semestre de 2013.
Barbosa afirmou também que a íntegra do acórdão, que reúne os votos de todos os ministros, será publicado na próxima segunda-feira. Ontem, o STF publicou apenas um resumo do julgamento no Diário de Justiça eletrônico.
“Eu gostaria de terminar o que me cabe [no primeiro semestre]. Tudo vai depender do calendário do STF. O Supremo funciona até 1.º de Julho, depois interrompe por um mês e retorna em agosto. Se não for possível fazê-lo em julho, será feito em agosto. Mas veja bem, o que eu disse é que eu gostaria de encerrar o julgamento.”
A declaração do ministro foi feita na Base Aérea de Natal, minutos antes de embarcar de volta a Brasília.
Barbosa esteve no Rio Grande do Norte ao longo do dia para fiscalizar os primeiros resultados de um mutirão carcerário que está sendo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nos presídios do estado.
À tarde, ele visitou o presídio de Alcaçuz, o maior do Rio Grande do Norte. Durante a visita, que durou 15 minutos, o presidente do Supremo foi escoltado por mais de 50 homens do batalhão de elite da Polícia Militar.
A peça divulgada até o momento, que se chama ementa, não contém ainda a íntegra dos votos dos ministros que participaram do julgamento. As cerca de 8 mil páginas com os debates e votos dos ministros em plenário serão divulgadas na segunda-feira, com a publicação do acórdão. A partir daí se abrirá uma nova etapa no processo para a defesa dos réus que terão até o dia 2 de maio para apresentar recursos na tentativa de reverter condenações ou ao menos diminuir as sanções aplicadas pela corte.
Chefe
No documento divulgado, José Dirceu é considerado como o chefe do esquema ilícito que atuou entre o final de 2002 e junho de 2005, quando foi revelado pelo atual presidente licenciado do PTB, Roberto Jefferson. Dirceu foi condenado a dez anos e dez meses de prisão em regime fechado pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.
O texto ressalta que houve “conluio” entre o organizador do esquema criminoso e o então tesoureiro do partido, Delúbio Soares.
O documento revela que três publicitários – Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz – ofereceram a estrutura empresarial por eles controlada para servir de “central de distribuição de dinheiro aos parlamentares corrompidos”.
O resumo do acórdão destaca que o então presidente do PT, o atual deputado federal José Genoino (SP), atuava nas negociações de compra de apoio político. A defesa da antiga cúpula do partido e dos demais réus tentará reverter as decisões desfavoráveis no próprio Supremo e, se não obtiver sucesso, cogitam recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Perda de mandato
A acórdão do mensalão explicita o entendimento do STF sobre a perda automática dos mandatos dos deputados federais condenados ao final do processo. O texto deixa claro que a medida está prevista na Constituição e não está condicionada à aprovação por órgãos do poder político. São quatro os deputados condenados a penas de prisão: João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Destes, somente o primeiro teria de iniciar o cumprimento pelo regime fechado.

2º suspeito por atentado na Maratona de Boston é capturado vivo nos EUA


Dzhokar Tsarnaev, de 19 anos, foi cercado e preso no jardim de uma casa. 
Ele e o irmão, morto nesta sexta, são suspeitos pelo atentado que matou 3.

Do G1, em São Paulo

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Dzhokar Tsarnaev, de 19 anos, suspeito de participar do atentado terrorista na Maratona de Boston, na segunda-feira (15), foi preso pela polícia americana na noite desta sexta (19) em Watertown, cidade do estado de Massachusetts. O desfecho da caçada policial ocorreu após mais de 20 horas de perseguição e uma hora de cerco ao jovem, que conseguiu fugir da primeira vez em que foi encurralado e que estava refugiado em um barco no quintal de uma casa.
Após localizar o suspeito, a polícia montou um bloqueio na área. Testemunhas dizem ter ouvido diversos disparos de armas de fogo. Depois de algum tempo, a cobertura do barco foi retirada, tendo sido encontrado sangue no local, segundo informações do jornal Boston Globe e da rede WCVB, respectivamente. 
MAPA_boston_cronologia_VALE-ESSE (Foto: Editoria de Arte / G1)
Rede CNN divulga imagem que mostra o suspeito rendido e cercado de policiais (Foto: Reprodução/Twitter/CNN)Rede CNN divulgou imagem que mostra o suspeito
rendido pela polícia (Foto: Reprodução/Twitter/CNN)
O Boston Globe disse que a polícia utilizou "flash bangs", bombas não-letais que emitem luz e produzem muito barulho, para deixar o suspeito desorientado. Segundo a emissora NBC, a polícia fez uso de um negociador durante a ação.
Minutos depois, por volta das 20h50 locais (21h50 em Brasília), a polícia de Boston confirmou a prisão de Dzhokhar Tsarnaev. A notícia foi recebida com aplausos pelas pessoas próximas ao local do cerco.
A polícia confirmou que o suspeito está em estado grave no hospital e que não houve troca de tiros no barco. Segundo a agência de notícias Reuters, a polícia chegou ao suspeito por informações de vizinhos que disseram ter visto sangue perto do barco.
O irmão mais velho de Dzhokar, identificado como Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, também suspeito de participação no atentado, foi morto durante a madrugada após uma troca de tiros nas imediações de um shopping center no subúrbio de Boston. Mais de 200 munições foram usadas pela polícia.
Os irmãos de origem chechena moravam em Cambridge, na região de Boston, segundo as autoridades. Uma autoridade federal ouvida pela Reuters disse que a suspeita é que a motivação para o ataque tenha sido o "extremismo islâmico". O atentado na reta de chegada da maratona deixou 3 mortos e 176 feridos, em crime que chocou o país.
Segundo o policial Davis, o primeiro rapaz morto é o suspeito do "boné preto", o mesmo cuja foto foi apresentada pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. No dia do atentando ele também usava óculos de sol e carregava uma mochila, na qual a polícia acredita que uma das duas bombas usadas no atentado terrorista estava.
O segundo suspeito, preso na noite desta sexta, usava boné branco no momento dos ataques e aparece em diversas imagens no local das explosões. Em um perfil em uma rede social russa, questionado sobre sua "visão de mundo", Dzhokar Tsarnaev afirma que é islâmico.
Um homem que se identificou como pai dos jovens disse à agência russa Interfax que os rapazes "são inocentes" e que foram vítimas de uma armadilha. Alina Tsarnaeva, irmã dos suspeitos que reside em Nova Jersey, disse que "jamais poderia esperar" que os familiares se envolvessem nisso.
Um tio, entrevistado pela imprensa americana, afirmou que os rapazes são "perdedores" e culpados, além de uma vergonha para a família. Outra tia, moradora de Toronto, no Canadá, afirmou acreditar que os garotos são inocentes e pediu mais provas ao FBI.
Região central de Boston é vista quase deserta nesta sexta-feira (19) (Foto: John Tlumacki/The Boston Globe/The New York Times)Região central de Boston ficou quase deserta com
"caçada" policial aos irmãos suspeitos (Foto: John
Tlumacki/The Boston Globe/The New York Times)
Pouco depois, os policiais receberam informações sobre um roubo de carro. O motorista teria sido mantido refém por meia hora e solto em um posto de combustíveis. A polícia localizou o veículo e, durante uma perseguição, a dupla atacou os agentes com explosivos e tiros.Perseguição policial
A polícia chegou até os irmãos suspeitos pelo atentado após um incidente no campus do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Cambridge. O local é separado de Boston pelo Rio Charles. Segundo o coronel Alben, houve um assalto a um mercado próximo de onde os irmãos estavam escondidos. Assustados, eles teriam atirado contra um policial.
Foi nesse momento que Tamerlan Tsarnaev, o irmão mais velho, foi baleado, detido e levado para o hospital, onde acabou morrendo. Um policial foi ferido.
Richard Wolfe, chefe do pronto-socorro do hospital que recebeu o suspeito ferido, disse que ele sofreu múltiplas lesões, provavelmente por tiros e explosões, o que causou uma parada cardiorrespiratória. Questionado sobre a quantidade de tiros que ele levou, o médico disse: "Incapaz de contar".
O irmão mais novo, no entanto, conseguiu escapar do local e desencadeou uma grande ação policial, que contou com contingente do FBI, agentes armados com fuzis, especialistas do esquadrão antibombas, veículos blindados e helicópteros Black Hawk. Os policiais, federais e locais, fizeram uma busca "casa por casa" na região.
Obama fala sobre fim do cerco a último suspeito de ataques à Matarona de Boston, na noite de sexta-feira (19), em Washington (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)Obama fala sobre fim do cerco a último suspeito de
ataque em Boston (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
[...] Por que homens jovens que cresceram e estudaram aqui como parte de nossas comunidades e país recorrem a esse tipo de violência?
Barack Obama
Imagem de fotógrafo amador mostra pânico logo após explosão durante Maratona de Boston. (Foto: Ben Thorndike / AP Photo)Imagem de fotógrafo amador mostra o pânico logo
após explosões (Foto: Ben Thorndike / AP Photo)
'Muitas questões sem resposta'
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou o trabalho das forças policiais que permitiu a captura de Dzhokar Tsarnaev, mas destacou que ainda há "muitas questões sem resposta" sobre os atentados.
"Obviamente, esta noite ainda há muitas perguntas não respondidas Entre elas: por que homens jovens que cresceram e estudaram aqui como parte de nossas comunidades e país recorrem a esse tipo de violência? Como eles planejaram e realizaram esses ataques, e eles receberam alguma ajuda?"
Em um breve discurso na Casa Branca, o presidente reconheceu que esta foi "uma semana difícil", em referência ao atentado que deixou três mortos e 180 feridos e à explosão que devastou uma cidade na região de Waco, no Texas. Segundo o presidente, os autores do atentado fracassaram porque os americanos "se negaram a ser aterrorizados".
Explosões em maratona
As duas fortes explosões ocorreram no momento em que milhares de corredores terminavam a 117ª edicão da maratona, considerada a mais antiga do mundo, disputada desde 1897. Muitas pessoas estavam no local, em clima festivo, esperando pela chegada dos corredores.
A primeira explosão ocorreu perto de uma loja de equipamentos esportivos e a outra próxima a uma arquibancada. As duas explosões foram quase simultâneas e ocorreram por volta das 14h50 locais (15h50 de Brasília), na segunda (15). Testemunhas relataram ter visto feridos graves, com membros amputados, e muito sangue na rua.
A prova deste ano era disputada por pelo menos 131 corredores brasileiros. O Itamaraty afirmou que não houve registro de vítimas brasileiras.
Em vídeos divulgados pelo FBI na quinta (18), os dois indivíduos são vistos andando juntos antes dos ataques. Richard DesLauriers, que chefia a investigação, disse que eles estavam "fortemente armados" e eram "perigosos".
No dia do ataque, os dois suspeitos levavam mochilas que, acredita-se, carregavam as duas bombas detonadas, feitas com explosivos acondicionados em panelas de pressão.

19 de abr de 2013

Aviação Civil reforça equipe em 77% para a Copa das Confederações

Governo afirma ser impossível garantir que não haverá caos aéreo

Marcela Mattos, de Brasília
O terminal 1 do Aeroporto Internacional do Rio Galeão - Antonio Carlos Jobim: exemplo de ineficiência
Nos aeroportos Santos Dumont e Galeão são esperadas cerca de 47.000 pessoas no torneio (Divulgação)
A pouco menos de dois meses para o início da Copa das Confederações, a Secretaria de Aviação Civil apresentou nesta quinta-feira o Plano do Setor Aéreo, destinado a preparar os aeroportos das seis cidades-sede para receber um dos principais campeonatos de futebol do mundo. O projeto prevê um reforço de 77% da equipe, integrada principalmente por servidores da Receita Federal, da Polícia Federal e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e também impõe regras para a circulação no espaço aéreo ao longo do período.
A expectativa é que a final do campeonato atraia o maior número de passageiros. Nos aeroportos Santos Dumont e Galeão são esperadas cerca de 47.000 pessoas. O governo afirma que não tem como garantir que não haverá caos aéreo, mas, de acordo com Marcelo Guaranys, diretor-presidente da Anac, “as medidas tomadas são as melhores para evitar os problemas de demanda”.
A Copa das Confederações começa no dia 15 de junho, em Brasília, e termina em 30 de junho, com encerramento no Rio de Janeiro. Outras quatro cidades receberão os jogos: Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Recife. O plano prevê a criação de um Centro de Comando e Controle Nacional com sede no Rio. O órgão concentrará toda a logística do funcionamento dos aeroportos, das operações de pouso e decolagem até o serviço oferecido aos passageiros.
“O nosso objetivo não é só garantir qualidade imediata, mas é também um treinamento para a Copa do Mundo, que terá uma expressão muito maior”, afirmou o ministro Moreira Franco, que recentemente tomou posse como titular da Secretaria de Aviação Civil. “Vamos fazer este evento com um ano de antecedência para testar estádios, mobilidade e todos os esquemas. Estamos nos preparando no detalhe para que não haja surpresas.”
Segurança – Um dos pontos principais do plano é a segurança do espaço aéreo ao longo do campeonato. Entre uma hora antes do jogo e quatro depois do início da partida, somente poderão circular em um limite de até 7,4 km do estádio as aeronaves de segurança pública, militares e de ambulância – todas previamente autorizadas. Mesmo a distâncias maiores será necessário pedir permissão ao centro de comando.
Serão mobilizados 33 aeroportos e oito bases aéreas. Os chamados aeródromos alternativos servirão como uma saída para problemas climáticos e também para abrigar as aeronaves. Ao todo, está prevista a disponibilização de 1.153 vagas – um aumento de 140% da quantidade atual, de acordo com a Anac.
A partir da próxima semana, as seis cidades-sede passarão por simulações do funcionamento dos aeroportos. A primeira acontecerá em Belo Horizonte, durante amistoso da Seleção Brasileira com o Chile, no próximo dia 22. O objetivo é replicar, com fidelidade, todas as etapas do processamento aeroportuário. As demais cidades receberão a simulação ao longo do mês de maio.

Endividamento das famílias é o maior desde julho de 2011

Número chegou a 62,9% em abril, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio

Agência Brasil
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O percentual de famílias endividadas no país chegou a 62,9% em abril, com alta em relação a março, quando o percentual foi 61,2%, e também a abril de 2012, quando o endividamento alcançou 56,8%. Esse é o maior patamar desde julho de 2011, de acordo com o estudo.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada nesta quinta (18) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As dívidas relatadas incluem as de cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro. Os dados são coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

O percentual de famílias inadimplentes também aumentou entre março e abril. Cerca de 21,5% das famílias entrevistadas disseram ter dívidas e contas em atraso e 6,7% disseram não ter condições de pagar contas em atraso. Em março, essas famílias representavam, respectivamente, 19,5% e 6,3% do total de entrevistados.

Já na comparação com abril de 2012, os dois indicadores de inadimplência recuaram, pois no mesmo período do ano passado, 23% das famílias diziam ter dívidas e contas atrasadas e 6,9% não tinham condições de pagar as contas em atraso.

A proporção das famílias com percepção de alto endividamento, que chegou a 12,1% em abril, diminuiu na comparação anual (14,1%) e aumentou na comparação com março (11,8%). Para a CNC, a percepção das famílias em relação ao seu endividamento é, em geral, positiva, e a proporção de famílias que se declararam muito endividadas permaneceu em patamares baixos.

Ainda segundo a pesquisa, houve crescimento no endividamento das famílias que ganham até dez salários mínimos: o percentual chegou a 63,8% em abril deste ano, ante 61,9% em março e 57,9% em abril de 2012.

Houve crescimento também na faixa de famílias com renda acima de dez salários mínimos: o percentual de famílias endividadas passou de 57,1%, em  março, para 58,5% em abril de 2013. Em abril de 2012, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda foi 48,7%.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,6% das famílias endividadas, seguido por carnês (20,5%) e financiamento de carro (12,1%).

No caso das famílias com renda até dez salários mínimos, as modalidades de endividamento mais citadas foram cartão de crédito (77,1%), carnês (22,4%) e crédito pessoal (por 11,7%). Já para famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida em abril de 2013 foram cartão de crédito (75,1%), financiamento de carro (para 27,2%) e financiamento de casa (14,5%).

18 de abr de 2013

Rodrigo Janot é o mais votado em lista para escolha do novo procurador

Subprocurador vai encabeçar lista tríplice indicada pela associação da classe à presidente Dilma Rousseff; sucessor de Roberto Gurgel assumirá em agosto

Candidatos à sucessão do procurador-geral da República,Sandra Cureau, Ela Wiecko, Rodrigo Janot e Deborah Duprat
Os candidatos à sucessão do procurador-geral da República,Sandra Cureau, Ela Wiecko, Rodrigo Janot e Deborah Duprat (Agência Brasil e CNJ)
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou nesta quarta-feira a lista com os três candidatos mais votados para ocupar o cargo de procurador-geral da República. No topo da lista, o subprocurador Rodrigo Janot recebeu 511 votos. Ele foi seguido pela ouvidora-geral do Ministério Público, Ela Wiecko, com 457 votos, e pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, com 445. Em quarto lugar, a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau, que recebeu 271 votos, ficou fora da disputa. Ao todo, 888 procuradores votaram.
Agora, caberá à presidente Dilma Rousseff escolher um dos nomes da lista tríplice. Tradicionalmente, a chefe do Executivo escolhe o primeiro colocado, acatando a preferência dos integrantes da Associação Nacional dos Procuradores da República. “Tenho certeza de que a presidente da República, que lutou pela democratização do país, prestigiará mais uma vez esse importante momento democrático dos procuradores da República”, afirmou Alexandre Camanho, presidente da ANPR, ao anunciar o resultado do pleito.
A ANPR aguarda agora o agendamento de uma audiência com a presidente para entregar o documento com os três nomes. Após Dilma tomar a decisão, ela enviará o nome ao Senado, onde o escolhido deverá ser sabatinado. O atual chefe do Ministério Público, Roberto Gurgel, ficará no posto até agosto.

17 de abr de 2013

Estudante chinesa é a 3ª vítima do atentado em Boston

Universidade de Boston informou que aluna morreu na explosão e consulado chinês confirmou cidadania. Sem autorização da família, nome não foi revelado

População escreve mural em homenagem às vítimas dos atentados ocorridos durante a Maratona de Boston
População escreve mural em homenagem às vítimas dos atentados ocorridos durante a Maratona de Boston  - Spencer Platt/Getty Images
A Universidade de Boston informou nesta terça-feira que a terceira pessoa morta no atentado em Boston estudava na instituição. A universidade não divulgou o nome dela por não ter autorização da família. Em um comunicado, a instituição de ensino afirmou que a vítima acompanhava a prova junto com outros dois colegas, perto da linha de chegada. Um deles, uma aluna, ficou ferida e foi submetida a uma cirurgia. Ela está se recuperando bem. O outro estudante não sofreu ferimentos, segundo a instituição.
Pouco depois, o consulado da China em Nova York confirmou que a terceira pessoa morta no atentado é uma mulher de cidadania chinesa. O consulado também não divulgou o nome da estudante, a pedido da família. De acordo com a rede de televisão CNN, um perfil na rede social Linkedln indica que a estudante havia se formado em economia internacional numa universidade chinesa e fazia mestrado em matemática e estatística nos EUA, com conclusão prevista para o próximo ano.
Fundo e recompensa – Nesta terça-feira, o governador de Massachusetts, Deval Patrick, e o prefeito de Boston, Thomas Menino, anunciaram a criação de um fundo para arrecadar dinheiro para as famílias mais afetadas pelo atentado desta segunda-feira. Ele destacou o grande apoio de empresários locais e pessoas unidas para ajudar as vítimas. “O fundo vai funcionar como uma central para receber a necessária ajuda financeira”, explicou o governador.
A polícia de Boston e o sindicato de bombeiros da cidade ofereceram uma recompensa de 50.000 dólares por qualquer informação que leve à captura do responsável ou dos responsáveis pelo atentado que deixou três mortos. As outras duas vítimas fatais foram identificadas como Krystle Campbell, de 29 anos, e Martin Richard, de oito anos.
Os serviços de segurança pública da cidade anunciaram a recompensa quase 24 horas depois do ataque, já que as autoridades ainda não têm nenhum suspeito sob custódia. O FBI, que lidera as investigações, disse nesta terça que está "interrogando uma multidão de testemunhas" em Boston e em seus arredores, após ter recebido "um grande volume de pistas nas últimas 18 horas".
Entre os interrogados, há um jovem saudita, que está entre os feridos e foi qualificado como "pessoa de interesse" para falar sobre as explosões. Ele não é, porém, considerado suspeito, segundo indicaram fontes de segurança à rede CNN. "Iremos até o fim do mundo para encontrar os responsáveis por esse crime desprezível", disse o agente especial do FBI em Boston, Richard Deslauriers.
Cerimônia – As vítimas do atentado serão homenageadas na quinta-feira, em uma catedral da cidade, com a presença do presidente Barack Obama, que cancelou sua participação em um evento na Universidade do Kansas para estar com os familiares dos atingidos pelas explosões.
Onze hospitais da região onde ocorreu o atentado atenderam 183 feridos – 23 estão em estado crítico, segundo a CNN, incluindo nove crianças. A boa notícia é que pelo menos 89 pessoas já foram liberadas pelos médicos.

Atentados nos Estados Unidos

Nova York, 1975

29 de dezembro de 1975 – Um atentado com bomba no saguão principal do aeroporto La Guardia, em Nova York, matou onze pessoas e deixou outras 75 feridas. Os explosivos foram colocados próximos a uma das esteiras de bagagem da companhia Trans World Airlines. A polícia chegou a trabalhar com suspeitos ligados a diversos grupos extremistas, mas nunca encontrou os reais responsáveis pelo atendado, que segue sem solução até hoje.
 
mapa do local das explosões na maratona de Boston
(Com agência EFE)

16 de abr de 2013

Número de mortos em ataque terrorista em Boston sobe para três


Mais de cem feridos estão sendo atendidos nos hospitais. Alguns, em estado grave. Um dos mortos é um menino de oito anos

Segunda explosão na maratona de Boston
Segunda explosão na maratona de Boston - John Tlumacki/The Boston Globe/Getty Images
O número de mortos nas explosões desta segunda-feira perto da linha de chegada da Maratona de Boston subiu para três, informou a polícia local. Um dos mortos é um garoto de 8 anos, segundo uma fonte policial. Mais de cem pessoas ficaram feridas, e pelo menos 17 estão em estado grave.
Em um pronunciamento, o presidente Barack Obama evitou classificar as explosões em Boston como ataque terrorista, mas prometeu punir os responsáveis. Ao contrário do presidente, autoridades federais já classificam as explosões como terrorismo, apesar de ainda não estar claro se a origem é doméstica ou estrangeira.

Por precaução, o funcionamento do metrô foi interrompido e a agência de aviação civil dos EUA fechou o espaço aéreo sobre a região. Objetos deixados nas ruas foram tratados como suspeitos.

O representante da polícia de Boston Ed Davis disse que ainda não há suspeitos sob custódia. Contudo, o jornal The Boston Globe informou que uma pessoa estava sendo interrogada em um hospital local, no início da noite. A pessoa interrogada seria um dos feridos na explosão. E a segurança nas áreas próximas aos hospitais de Boston foi reforçada por equipes da Swat (a força policial de elite americana). A polícia afirmou que o procedimento é padrão neste tipo de investigação.
Um incidente com um “artefato incendiário” na biblioteca John F. Kennedy foi inicialmente ligado às explosões, mas pouco depois a polícia informou que poderia não ter relação com os ataques ocorridos na linha final da maratona. O FBI, a polícia federal americana, assumiu a liderança das investigações
As explosões ocorreram por volta das 14h50, pelo horário local (15h50 de Brasília), mais de 4 horas depois do início da prova e quando mais da metade dos 27.000 participantes já havia cruzado a linha de chegada.
As suspeitas até agora são de que os ataques tenham sido realizados com bombas colocadas em pequenos sacos ou caixas, de acordo com informações da empresa americana privada de inteligência estratégica Stratfor.
Há relatos de que até quatro explosivos teriam sido desarmados antes da explosão - a polícia de Boston confirmou apenas um artefato encontrado. Segundo a análise, o tamanho pequeno do dispositivo pode ser avaliado pela ausência de danos estruturais às construções próximos ao centro da explosão - poucas janelas foram quebradas. A fumaça que que se alastrou e se manteve no ar por alguns segundos pode indicar uma mistura de clorato de açúcar.
Pelo número de feridos, é provável que os dispositivos continham pregos ou outro tipo de material perfurante.
Sem qualquer sofisticação, esse tipo de dispositivo é rudimentar e pode ser construído por qualquer pessoa. Pequenos dispositivos têm sido utilizados por terroristas islâmicos em ataques como o de 7 de julho de 2005, que ocorreram em Londres. De toda forma, ainda é cedo para atribuir um motivo ou para identificar um suspeito.
A maratona, disputada desde 1897, é uma das mais antigas do mundo e está na 117ª edição. Ela ocorre excepcionalmente numa segunda-feira para comemorar o Dia do Patriota.
Londres - Depois das explosões em Boston, a polícia britânica informou que vai rever o esquema de segurança para a maratona de Londres, que ocorre no domingo.

Atentados nos Estados Unidos

1 de 7

Nova York, 1975

29 de dezembro de 1975 – Um atentado com bomba no saguão principal do aeroporto La Guardia, em Nova York, matou onze pessoas e deixou outras 75 feridas. Os explosivos foram colocados próximos a uma das esteiras de bagagem da companhia Trans World Airlines. A polícia chegou a trabalhar com suspeitos ligados a diversos grupos extremistas, mas nunca encontrou os reais responsáveis pelo atendado, que segue sem solução até hoje.
mapa do local das explosões na maratona de Boston