31 de out de 2013

EUA descobrem túnel clandestino entre Tijuana e San Diego

Não foi a primeira vez que agentes americanos encontram passagem clandestina na região

Pessoas andam perto da fronteira entre San Diego e Tijuana, 12 de agosto, 2012
Pessoas andam perto da fronteira entre San Diego e Tijuana (Frederic J. Brown/AFP)
A polícia americana informou nesta quinta-feira a descoberta de um túnel “altamente sofisticado” sob a fronteira entre Tijuana, no México, e San Diego, nos EUA. A obra, recentemente concluída, não estava sendo utilizada, mas a polícia concluiu que o túnel seria usado para traficar drogas do México para os EUA. "Nós fomos capazes de fechá-lo antes de sua utilização”, disse Virginia Kice à CNN, porta-voz dos agentes americanos de controle de fronteira. Os agentes americanos não deram detalhes sobre a extensão do túnel.
A descoberta foi feita após suspeitas da Força de Combate às Drogas (DEA, na sigla em inglês), que já tinha encontrado uma obra semelhante – um túnel de 600 jardas (cerca de 540 metros), que tinha iluminação e um sistema de trilhos, foi encontrado na mesma região em novembro de 2010.
O túnel de 2010 ligava um armazém de Tijuana a um depósito na área de Otay Mesa, já no lado americano da fronteira, uma área industrial de San Diego. Cerca de 30 toneladas de maconha foram encontradas na operação.
No México, cartéis de drogas que atuam na fronteira tornaram-se muito poderosos nos últimos anos e vêm diversificando suas tentativas de traficar entorpecentes para os EUA. Muitas comunidades mexicanas em as áreas ao longo da fronteira são marcadas pela violência desses cartéis.

30 de out de 2013

Putin supera Obama como homem mais poderoso do mundo na lista da Forbes

Publicação afirma que presidente "continua solidificando seu controle sobre a Rússia e o cenário internacional"

AFP
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O presidente russo, Vladimir Putin, superou o colega americano, Barack Obama, como o homem mais poderoso do mundo no ranking 2013 da revista Forbes, que tem o papa Francisco em quarto lugar.

A Forbes justifica a decisão de situar Putin como o novo homem forte do mundo porque ele "continua solidificando seu controle sobre a Rússia e o cenário internacional".

A lista tem o presidente chinês Xi Jinping em terceiro lugar, seguido pelo papa Francisco e pela chanceler alemã Angela Merkel.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, aparece na 20ª posição.

A revista americana levou em consideração quatro fatores para selecionar 72 pessoas: sobre quantas pessoas exercem poder; os recursos financeiros sob seu controle; se têm influência em mais de uma esfera; e como utilizam de maneira ativa seu poder para mudar o mundo.

29 de out de 2013

Liderança do PT excede em bajulação, no aniversário de Lula

Ex-presidente fez 67 anos no último domingo
 Myrcia Hessen
Festa
aniversario lula
Liderança do PT na Câmara está toda enfeitada para o Lula
A liderança do PT na Câmara dos Deputados não poupou elogios para o ex-presidente Lula em seu aniversário de 67 anos, comemorado no último domingo (27). A sala e o corredor foram tomados por enfeites a mando dos parlamentares do partido, que parecem não ter dó dos papéis e das tintas das impressoras da Casa quando o assunto é rasgação de seda.
Nas mensagens, os parlamentares desejam “felicidades” e dizem que Lula e o PT estão “juntos pelo povo”.
Mais cedo, o ex-presidente agradeceu a todas as pessoas que deixaram mensagens em seu aniversário e disse esperar “ter saúde, sabedoria, tranquilidade, luz, paz [...] para continuar contribuindo para a construção de um Brasil mais justo”.
Ex-presidente fez 67 anos

28 de out de 2013

Novos municípios: riscos são maiores do que os benefícios

Descentralização do poder facilita gestão de cidades e aproxima eleitor de seus representantes. Mas a falta de autonomia fiscal torna prefeituras dependentes

Gabriel Castro, de Brasília
Balneário Rincão, em Santa Catarina
Balneário Rincão (SC): 60% do orçamento são dos cofres da União (Divulgação)
Com o aval do Congresso, 188 municípios podem ser criados nos próximos meses. O projeto que retoma a autorização para a emancipação de novas cidades passou pela Câmara e pelo Senado e agora depende apenas da sanção presidencial. A decisão dos parlamentares trouxe à tona um debate relevante que envolve, de um lado, a importância da descentralização dos poderes e, do outro, a necessidade de parcimônia nos gastos públicos. Mas, na prática, os riscos são maiores do que os benefícios.
O primeiro e alarmante problema surge logo de cara: os gastos com a implementação da máquina administrativa das novas prefeituras podem chegar a 9 bilhões de reais mensais. Em tese, as novas prefeituras não devem onerar a União porque a divisão de municípios leva a uma redistribuição automática do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) - hoje, de 60 bilhões de reais por ano. Mas a verdade é que, junto com as novas cidades, abrem-se novas oportunidades para desvios de recursos públicos. É uma questão matemática: quanto mais gente põe a mão no dinheiro, maiores as chances de desperdício.
Além disso, no médio prazo, o aumento no número de municípios acaba levando o governo federal a ampliar a carga tributária para cobrir perdas das cidades que forem desmembradas. "O bolo é um só. Para bancar os novos municípios sem tirar dinheiro das prefeituras é preciso aumentar o bolo, que é a carga tributária", diz Guilherme Mercês, gerente de Economia e Estatística da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Anualmente, a entidade faz um minucioso estudo sobre a situação fiscal dos municípios. A pesquisa publicada neste ano, com base nos dados de 2011, mostrou que 4.328 prefeituras (83,8% do total) não conseguiram produzir nem 20% dos recursos que gastaram. O resto da conta foi paga pela União, especialmente por meio do FPM - que, por sua vez, tem como fonte o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
No levantamento da Firjan, apenas 205 dos 5.570 municípios atingiram o patamar de boa gestão - quando pelo menos 60% dos recursos do orçamento são oriundos da arrecadação municipal. "A descentralização das políticas públicas está longe de ser o problema. É a solução para que a gente possa entender os problemas daquela localidade. A questão é se é necessária uma estrutura administrativa e burocrática em cada cidade", diz Guilherme Mercês.
Na década de 1990, as Assembleias Legislativas tinham poder para votar pela criação de cidades sem qualquer critério. Resultado: a chamada farra dos municípios multiplicou prefeituras parasitas, que serviram para aumentar o número de currais eleitorais no país. Entre 1984 e 2000, 1.405 municípios ganharam autonomia no Brasil. Em 1996, a falta de controle levou o Congresso a suspender os processos de emancipação até que o processo fosse regulamentado por uma lei complementar - o que acontecerá agora, com a proposta aprovada no parlamento.
Do ponto de vista territorial, a expansão do número de prefeituras não seria essencialmente ruim: a fragmentação do poder mantém o eleitor próximo de seu representante e permite ao governante achar soluções apropriadas para cada comunidade. O problema é que o peso da administração pública e a falta de autonomia na arrecadação acabam por sufocar as frágeis finanças municipais.

Plebiscito - O projeto aprovado pelo Congresso dá passos importantes para evitar abusos porque cria exigências que dão mais rigor ao processo de criação de municípios: para ganhar autonomia, as cidades precisam cumprir algumas exigências - inclusive populacionais. O número mínimo de habitantes varia de acordo com a região. No Norte, onde a exigência é menor, é preciso ter pelo menos 5.000 moradores para pleitear a emancipação. Em todo o Brasil, essa norma adiou os planos de quase 900 cidades que buscavam a emancipação.
Também será preciso demonstrar viabilidade financeira para pagar ao menos uma parte significativa das próprias contas. "Esse projeto é uma vacina contra a proliferação de municípios inviáveis", diz o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RO), autor da proposta.
A lei estabelece ainda que a criação de municípios só ocorrerá após um plebiscito que inclua também a população da cidade a ser desmembrada. Por isso, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziukolski, não vê riscos de uma multiplicação de novas cidades como consequência da lei aprovada pelo Congresso. Para ele, a regra é impeditiva: “Na verdade, isso inviabiliza a criação de municípios, com algumas exceções”, avalia ele.
Primeiros passos - Apesar da decisão de 1996 que paralisou a criação de municípios, algumas cidades que já tinham iniciado o processo de emancipação conseguiram sua autonomia nos últimos anos - na maior parte dos casos, após batalhas judiciais. Uma delas foi a de Balneário Rincão (SC). O município ganhou vida própria em janeiro deste ano. Com seus 12 mil habitantes, a cidade ainda tenta se desprender das cidades mais importantes da vizinhança. "Balneário Rincão estava se tornando cidade-dormitório de Criciúma e Içara. A gente quer romper essa tendência e focar no turismo", diz o prefeito da cidade, Décio Góes (PT).  Hoje, cerca de 60% do orçamento anual são bancados pelos recursos federais.
Góes, que é ex-prefeito de Criciúma e foi cassado em 2004, admite as dificuldades de fazer as finanças da cidade sustentáveis e diz que tem se esforçado para manter a a máquina administrativa enxuta: "Tenho experiência e estou fazendo as coisas de modo que possamos dar passos seguros, que não tenham consequências ruins adiante", afirma.

A descentralização administrativa trazida pela criação de municípios é positiva porque o cidadão fica mais próximo de seus representantes. O Brasil tem exemplos evidentes de como o poder local é mal distribuído. A cidade de Altamira (PA), que tem um território maior do que o da Grécia e o da Suíça juntos, possui um distrito que fica 950 quilômetros distante da prefeitura, o que inviabiliza uma gestão municipal eficiente.
Mesmo áreas exclusivamente urbanas parecem extensas demais no Brasil. Goiânia, por exemplo, tem cerca de 780 quilômetros quadrados - tanto quanto Nova York e duas vezes mais do que a cidade da Filadélfia, que tem uma população equivalente. Os Estados Unidos, com um território de dimensões semelhantes ao do Brasil e uma população menos de duas vezes maior, tem cerca de 36.000 administrações locais, equivalentes a prefeituras. Mas, em muitas cidades pequenas, o poder é exercido por cidadãos não remunerados - ao contrário do Brasil, em que a estrutura mínima envolve prefeito e vice, secretários municipais e pelo menos nove vereadores.

O modelo americano é fruto dos princípios federalistas de descentralização do poder. E funciona. Mais uma prova de que o maior problema do Brasil não é o número de cidades, e sim o excesso de burocracia e a mão pesada da União, que pega para si a maior parte dos tributos e deixa as prefeituras dependentes dos repasses federais.

27 de out de 2013

Nem igualdade nem fraternidade

Após a prisão de uma adolescente de origem cigana durante um passeio escolar, o presidente da França enfrenta protestos em todo o país e vê seu nível de popularidade despencar

Fabíola Perez
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O fantástico lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, que consagrou a Revolução Francesa do século XVIII e que há mais de 200 anos inspira gerações, vem sendo subvertido na própria França. O aumento da xenofobia chegou ao seu ápice com a deportação, há uma semana, da adolescente de origem cigana Leonarda Dibrani, 15 anos, detida quando trafegava em um ônibus escolar e deportada para o Kosovo sem direito a apelação. Há cinco anos Leonarda vivia de forma irregular com familiares na região de Doubs, mas seus parentes já haviam entrado com um pedido de regularização. A truculência policial e a indiferença do governo de François Hollande, que não moveu uma palha para ajudar a garota, comoveram o país e levaram milhares de jovens às ruas. “Parar um ônibus e humilhar alguém em frente aos colegas de classe foi uma ação sem sentido do governo francês”, afirmou à ISTOÉ Alex Lazarowicz, cientista político do European Policy Centre. “Há muito racismo no país, principalmente contra ciganos”, concorda Olivier Dabène, cientista político do instituto francês Sciences Po. “Eles são frequentemente acusados de não se integrarem à sociedade e de comportamentos ilegais. Em tempos de crise, se tornaram bodes expiatórios.”
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Estudos recentes mostram que aversão a estrangeiros é um mal que avança de forma perigosa na Comunidade Europeia. Na Alemanha de Angela Merkel, uma pesquisa revelou que 80% da população se preocupa com a presença de imigrantes ilegais. Outro levantamento mostrou que 77% dos franceses aprovam as leis rígidas que estabelecem a deportação imediata para moradores irregulares. De olho nesses indicadores, os políticos aumentaram a intensidade de seus discursos contra os imigrantes – e é justamente essa onda de preconceito vinda de todos os lados que gera preocupação. No caso do francês François Hollande, o endurecimento contra os estrangeiros pode ser visto como uma tentativa desesperada de aumentar seus índices de popularidade. Há alguns dias, uma pesquisa de opinião trouxe um dado espantoso: apenas 23% dos franceses aprovam o governo de Hollande, o percentual mais baixo entre todos os países ricos da Europa. Mais surpreendente ainda: trata-se do menor índice desde o governo de François Mitterrand, na década de 1980.
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Hollande substituiu o ex-presidente Nicolas Sarkozy com o objetivo declarado de governar para todas as classes sociais, conduzir o país a uma solução para o desemprego e equilibrar os anseios de uma população majoritariamente de direita. Sua elevadíssima taxa de rejeição, porém, aponta para um caminho de incertezas.“Apesar de uma retórica diferente, o governo atual não marcou uma ruptura com Sarkozy”, observa Dabène, do Instituto Sciences Po. As críticas surgem principalmente pela falta de liderança política e pela incapacidade de tomar decisões. “Ele parece hesitar constantemente”, afirma o cientista político. À medida que Hollande perde popularidade, o ministro do Interior, Manuel Valls, emerge como uma voz de peso. Filiado ao Partido Socialista, mas identificado com o eleitorado de direita, o ministro declarou guerra à população de ciganos. “A cultura deles é muito diferente da nossa”, afirmou recentemente. “Como não querem se integrar, a única solução é devolvê-los para seus países.” Declarações como essas deram a Valls 89% do apoio dos eleitores de direita.
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A decisão de expulsar Leonarda foi tomada com base em informações de que a família teria ignorado diversas ordens de deixar o país. No mesmo dia em que a jovem foi impedida de participar da excursão escolar, a mãe e os cinco irmãos também foram detidos. O pai da adolescente, Resat Dibrani, havia sido deportado um dia antes da filha. Sob forte pressão e reprovação do eleitorado de esquerda, o presidente Hollande tentou voltar atrás. Disse que Leonarda poderia regressar à França para dar sequência aos estudos – mas sem a família, que deveria continuar vivendo no Kosovo. “Se ele não tem coração para acolher minha família, vou ficar”, afirmou Leonarda. “Mas um dia voltarei.”

26 de out de 2013

Polícia prende suspeito de espancar coronel em SP

Coronel da polícia militar recebe ajuda após criminosos travestidos de manifestantes o agredirem e roubarem sua arma, no Terminal Pq. Dom Pedro II, na região central de São Paulo, durante manifestação da Semana Nacional de Luta pela Tarifa Zero - 25/10/2013Black Blocs destruíram terminal, incendiaram um ônibus e roubaram a arma de um policial; 92 pessoas foram detidas após mais um ato de vandalismo

Um suspeito de ter agredido o coronel da Polícia Militar Reynaldo Simões Rossi está preso no 2º Distrito Policial do Bom Retiro, no centro da capital paulista, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado. Segundo a PM, o coronel recebeu atendimento médico na madrugada deste sábado no Hospital das Clínicas e foi liberado.

O protesto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) na noite desta sexta degenerou em quebra-quebra e mais uma vez deixou um rastro de destruição na região central da capital paulista. O Terminal Parque Dom Pedro II foi destruído por vândalos mascarados. Também há relatos de roubos e um ônibus chegou a ser incendiado por baderneiros adeptos da tática black bloc. No total, 92 pessoas foram detidas.

Nesta sexta, a manifestação reivindicando “tarifa zero” para o transporte público foi marcada por uma cena lamentável: um grupo encapuzado cercou e espancou o coronel da PM Simões Rossi, que acompanhava à distância a ação da polícia. Em nota, a PM classificou a ação como “covarde”. Além disso, o episódio teve outro fator grave: os encapuzados roubaram a arma e o rádio comunicador do coronel. Rossi é um oficial da elite da PM paulista e atua como negociador, inclusive em caso de reféns. Nesta sexta, não estava no comando da tropa – o responsável era o tenente-coronel Wagner Rodrigues. Após ser agredido – e golpeado na cabeça com uma placa de ferro -, ele foi socorrido por um policial à paisana. Teve a clavícula quebrada, ferimentos na cabeça e no rosto e deixou o local pedindo à tropa que mantivesse a calma. A agressão contra Rossi foi filmada.

Segundo a PM, os black blocs quebraram orelhões, extintores, catracas, quinze caixas eletrônicos, bilheterias, banheiros, quiosques, picharam as colunas do terminal, depredaram ônibus e instalações. Também roubaram 1.500 reais de uma cabine do terminal. Algumas pessoas que tentavam utilizar os ônibus foram obrigadas a desembarcar pelos mascarados.

Ainda de acordo com a polícia, na região da 25 de Março, portas de lojas foram depredadas e agências bancárias tiveram os vidros quebrados.

Leia a íntegra da nota da Polícia Militar:
“A Polícia Militar esclarece que na data de ontem (25), realizava o acompanhamento da manifestação “Mobilização do MPL/SP- Semana de Luta Pelo Transporte Público”, com a finalidade de garantir o direito de manifestação como também o direito de ir e vir e de preservar o patrimônio público e privado.
Desde o início da Manifestação foi percebida a presença de integrantes “Black Blocs” que gritavam palavras de ordem contra a PM, bem como tentavam provocar os PMs a alguma reação violenta para fins midiáticos.
No Parque Dom Pedro os “Black Blocs” passaram das palavras à ação e iniciaram um confronto com os policiais militares, neste episódio eles agrediram, de forma covarde, o Cel PM Reynaldo Simões Rossi, comandante do policiamento da área centro e seu auxiliar, roubando a pistola calibre .40 e o rádio comunicador do Oficial.
O Cel PM Reynaldo teve a clavícula quebrada e muitas escoriações na região da face e cabeça, sendo socorrido ao Hospital das Clínicas juntamente com seu auxiliar, soldado da PM que teve ferimentos. Passaram por atendimento médico e foram liberados.
Integrantes do Black Block, no Parque Dom Pedro, Terminal Parque D. Pedro completamente destruído. Quebraram orelhões, extintores, catracas, 15 caixas eletrônicos, bilheterias, banheiros, quiosques, picharam as colunas do terminal, depredaram vários ônibus e instalações. Também atearam fogo em cones e alguns mascarados roubaram cerca de 1.500 reais de uma cabine do terminal.
Na região da 25 de Março, portas de todas as lojas foram amassadas na Ladeira General Carneiro X Pça Manoel da Nóbrega, a Loja Ibis os vidros quebrados e paredes pichadas. Diversos bancos como Santander, HDBC, Bradesco, Itaú e Safra, além da Defensoria Pública e Edifício Cidades também tiveram os vidros quebrados.
Na Rua Alvares Penteado quebraram os vidros da Sub Prefeitura Sé e da Magazine Luiza. Na Rua Rangel Pestana o Banco Santander também teve os vidros quebrados.
A AES Eletropaulo, na Rua Tabatinguera, foi toda pichada. Diversas lixeiras e orelhões da área central destruídos.
Diante este cenário equipes do Comando de Choque, usando de técnicas de CDC, detiveram ,92 pessoas que foram conduzidas para o 1º, 2º, 8º e 78º D.P.”

25 de out de 2013

Déficit em conta corrente soma US$ 2,629 bi em setembro

Nos nove primeiros meses do ano, o déficit em conta corrente está em 60,416 bilhões de dólares, o que representa 3,63% do Produto Interno Bruto (PIB)

Dólares
Setor externo: investimentos estrangeiros diretos somaram 4,770 bilhões de dólares em setembro (Divulgação)
O resultado das transações correntes seguiu negativo no mês de setembro ao registrar um déficit de 2,629 bilhões de dólares. O número ficou dentro das previsões de analistas, que iam de um saldo negativo de 1,2 bilhão a 4,4 bilhões de dólares. A mediana estava em 1,950 bilhão de dólares. Trata-se do menor saldo negativo mensal do ano, que é explicado, segundo o Banco Central, pela melhora da balança comercial e ao ingresso de remessas de lucros e dividendos de empresas.
Nos nove primeiros meses do ano, o déficit em conta corrente está em 60,416 bilhões de dólares, o que representa 3,63% do Produto Interno Bruto (PIB). Já no acumulado dos últimos doze meses até setembro de 2013, o saldo é negativo em 80,507 bilhões de dólares, o equivalente a 3,60% do PIB.
Em setembro, o saldo da balança comercial foi positivo em 2,146 bilhões de dólares, enquanto a conta de serviços ficou negativa em 4,529 bilhões de dólares. A conta de renda também ficou deficitária no mês passado em 406 milhões de dólares. O resultado da conta corrente inclui as transações do país com o exterior, como comércio, serviços e operações unilaterais.
IED — Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram 4,770 bilhões de dólares em setembro, resultado que ficou acima dos 4,393 bilhões de dólares de igual mês de 2012. Os aportes externos voltados ao investimento produtivo ficaram dentro das estimativas do mercado financeiro, que iam de 3,5 bilhões a 5 bilhões de dólares, com mediana de 4,8 bilhões de dólares.
No acumulado do ano até o mês passado, o IED soma 43,782 bilhões de dólares, o equivalente a 2,63% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o IED acumulado somou 47,597 bilhões de dólares (2,84% o PIB). Nos 12 meses até setembro, o IED está em 61,457 bilhões de dólares, o que corresponde a 2,74% do PIB.
O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou positivo em 274 milhões de dólares em setembro, informou há pouco o Banco Central. As receitas (3,029 bilhões de dólares) superaram as remessas (2,755 bilhões de dólares) no mês passado. No mesmo período de 2012, o resultado foi uma saída líquida de 1,129 bilhão de dólares. No acumulado de 2013, o saldo está negativo em 17,025 bilhões de dólares, ante 15,352 bilhões de dólares em igual período de 2012.
O BC informou ainda que as despesas com juros externos somaram 714 milhões de dólares em setembro e 9,571 bilhões de dólares no acumulado do ano. Em 2012, o gasto com juros totalizou 726 milhões de dólares em setembro e 7,547 de dólares bilhões nos primeiros nove meses do ano.
(com Estadão Conteúdo)

24 de out de 2013

Obama quer que reforma das leis de imigração seja aprovada em 2013

Com maioria democrata, Senado já aprovou o projeto em junho. Para a reforma ir adiante na Câmara, controlada por republicanos, é necessário um acordo

Obama discursa na Casa Branca sobre a reforma
(Saul Loeb/AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu nesta quinta-feira que a reforma das leis de imigração deve ser aprovada ainda neste ano. Durante pronunciamento na Casa Branca, Obama afirmou que é o momento de “regular nosso quebrado sistema de imigração. É algo bom para a economia e bom para a segurança nacional”.
Essa reforma ficou em um segundo plano na agenda dos legisladores nos últimos meses devido à guerra civil na Síria e à crise orçamentária, mas sua aprovação é um compromisso de campanha de Obama. Nas eleições de 2012, Obama recebeu uma expressiva votação dos eleitores de origens latinas, população que mais cresce nos Estados Unidos. Segundo analistas ouvidos pela ABC News, a mudança demográfica que vem ocorrendo nos EUA é um empecilho para que os republicanos aprovem a reforma, pois eles não têm apelo entre os eleitores latinos.
O Senado americano, controlado pelos democratas, aprovou a proposta para uma reforma da imigração em junho, mas desde então a Câmara, de maioria republicana, não conseguiu um acordo bipartidário e as negociações estão estagnadas. Obama, acompanhado de seu vice-presidente, Joseph Biden, lembrou que os democratas da Câmara já apresentaram sua própria proposta e agora “cabe aos republicanos decidir se a reforma se transforma ou não em realidade”.
O presidente indicou que se os republicanos têm novas ou adicionais ideias para antecipar a reforma, ele está disposto a escutá-las. “Não esperaremos. Não será mais fácil se adiarmos”, ressaltou Obama ao pedir que os problemas do sistema de imigração dos EUA “não sejam escondidos sob o tapete mais uma vez”.
O projeto de reforma aprovado pelo Senado estabelece investimentos milionários para melhorar a segurança fronteiriça, abre uma via à cidadania para 11 milhões de imigrantes ilegais e, segundo ressaltou Obama, faria crescer a economia em US$ 1,4 trilhão durante os próximos 20 anos. “Se há uma razão para não aprovar esta reforma com bom senso, ainda não a escutei”, assegurou o líder.
Obama falou para representantes do setor empresarial, sindicais e de comunidades religiosas que há anos trabalham em favor da reforma. Na semana passada, logo após resolver a disputa orçamentária que paralisou a administração federal durante mais de duas semanas por falta de fundos, Obama pediu ao Congresso que centre sua atenção na reforma.
(Com agência EFE)

23 de out de 2013

Uma piranha vegetariana e outras 400 espécies são descobertas na Amazônia

Segundo o WWF, a cada semana dois novos tipos de plantas ou animais são identificados na região

AFP
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O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) anunciou que quarenta e uma novas espécies de animais e plantas, entre elas uma piranha vegetariana, foram descobertas na região do Amazonas nos últimos anos. Duzentos e cinquenta e oito plantas, 84 peixes, 58 anfíbios, 22 répteis, 18 pássaros e um mamífero - um macaco titi -, foram descobertos entre 2010 e 2013 na vasta região sul-americana, segundo um comunicado do escritório britânico da organização ecológica.
"Quanto mais os cientistas olham, mais encontram", explicou Damian Fleming, chefe dos programas do Brasil e do Amazonas na WWF-UK.
"Com uma média de duas novas espécies identificadas a cada semana nos últimos quatro anos, fica claro que a extraordinária Amazônia é um dos centros de biodiversidade mais importantes do mundo".
A WWF-UK acredita que estas espécies se encontram apenas em partes reduzidas da região amazônica, o que supõe uma ameaça por culpa do desmatamento. Neste sentido, o governo brasileiro explicou que parte da bacia amazônica perdeu 1.695 km² entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013.

"A descoberta destas novas espécies reafirma a importância de assumir compromissos e gerenciar de modo sustentável esta biodiversidade única", afirmou Fleming. Entre as espécies descobertas, destaca-se o macaco titi Caqueta (Callicebus caquetensis), cujas crias têm um traço peculliar.
"Quando eles se sentem contentes, ronronam como gatinhos", afirmou cientista Thomas Defler, que ajudou a descrevê-lo. Também chama a atenção a piranha vegetariana (Tometes camunani), que se alimenta de algas.

22 de out de 2013

Caso Amarildo: MP denuncia mais 15 policiais militares

Quatro foram identificados por participação direta na tortura do pedreiro, desaparecido desde o dia 14 de julho, após ser levado para averiguações

Polícia Civil continua buscas pelo corpo de Amarildo na Rocinha
Polícia Civil continua buscas pelo corpo de Amarildo na Rocinha (Alexandre Brum/Agência O Dia)
O Ministério Público vai indiciar mais quinze policiais militares por envolvimento na morte do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho depois de ser levado para averiguações na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Agora, sobe para 25 o total de agentes acusados de participação no caso, que podem responder por tortura seguida de morte, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e fraude processual.
Perícia feita pelo MP identificou os quatro envolvidos diretamente na sessão de tortura a que Amarildo foi submetido, entre eles o tenente Luiz Felipe de Medeiros. De acordo com a promotora Carmem Elisa Bastos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o major Edson Santos, então comandante da UPP da Rocinha, esteve todo o tempo no contêiner da unidade, ouvindo o que acontecia.
O Gaeco também confirmou que um dos PMs se fez passar pelo traficante Catatau, para tentar confundir as investigações. Segundo as investigações, um dos soldados usou um celular capturado na Rocinha para fazer uma ligação na qual admitia a responsabilidade pelo assassinato do pedreiro. A farsa teria sido articulada pelo major Edson, que sabia que a ligação seria monitorada.
Até agora, cinco policiais militares envolvidos no caso colaboraram com a Justiça. Quatro deles são mulheres, que podem ter o benefício de redução de pena, em caso de condenação. Nos depoimentos, os agentes disseram ter ficado aterrorizados diante da crueldade com Amarildo. Na semana passada, o major e o tenente Luiz Felipe de Medeiros foram transferidos para Bangu 8, para evitar que eles impeçam outros PMs de ajudar as investigações.

21 de out de 2013

LANÇAMENTOS Tops de linha smartphones, modelos 1020 e 925 chegam ao Brasil

Os aguardados smartphones top de linha da Nokia estão desembarcando no Brasil. É o Lumia 1020, à venda no país desde a semana passada, seguido pelo Lumia 925, que chega às lojas nesta semana. O destaque dos aparelhos, com o sistema operacional Windows Phone 8, está na parte fotográfica - o modelo 1020 tem câmera com sensor de 41 megapixels.

O Lumia 1020 se destaca por sua câmera, cuja lente tem sensor de 41 megapixels

Os aparelhos trazem a conhecida tecnologia PureView da fabricante finlandesa, lentes físicas Zeiss e flash Xenon (melhor que os de LED presentes nos outros smartphones).

No caso do 1020, um dos principais recursos é o aplicativo Nokia Pro Camera, que permite editar e visualizar controles profissionais como exposição e distância focal antes mesmo de tirar a foto. Outro diferencial é a dupla captura, que salva simultaneamente fotos de 5 megapixels - mais adequadas para o compartilhamento nas redes sociais - e uma versão em alta resolução para edições futuras.

Design sofisticado

Já o Nokia Lumia 925 é um aparelho leve, com design sofisticado com acabamento em alumínio. A fabricante ressalta sua performance com fotos em ambientes com baixa luminosidade, com uma câmera de 8,7 megapixels. O smartphone inclui o aplicativo Smart Camera, que captura 10 imagens seguidamente e oferece várias opções de edição.

Os dois aparelhos são compatíveis com a rede 4G. O 1020 tem uma tela de 4,5 polegadas, processador de 1,5 GHz com dois núcleos, RAM de 2 GB e memória interna de 32 GB. O Lumia 925 tem tela e processador semelhantes, RAM de 1 GB e espaço de 16 GB. O Lumia 1020 tem preço de R$ 2.399. O 925 custa R$ 1.799.

20 de out de 2013

Aécio chama o jogo

A união de Marina Silva e Eduardo Campos não tira do senador tucano a condição de principal candidato da oposição e o PSDB define a estratégia de campanha para os próximos meses

Izabelle Torres
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AÇÃO
Pesquisas mostram o crescimento de Aécio Neves,
que planeja antecipar programa de governo
 
Depois de voltar casado dos Estados Unidos, na última semana o senador Aécio Neves (PSDB-MG) reafirmou a posição de principal candidato da oposição na sucessão presidencial. Em almoço na quarta-feira 16, o senador se reuniu com 44 dos 46 deputados federais tucanos e traçou a estratégia para os próximos meses. As últimas pesquisas mostram que a inesperada união de Marina Silva com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), permitiu um crescimento na candidatura do socialista, mas revelam também que a saída de Marina da disputa direta eleva Aécio à condição de mais forte adversário da presidenta Dilma Rousseff, com 21% das intenções de voto contra 15% do pernambucano. “Ainda temos um ano pela frente, mas o certo é que as pesquisas mostram que 60% dos brasileiros não querem a continuação de Dilma no poder”, disse Aécio. “Tenho a convicção de que quem for para o segundo turno contra a candidata do PT sairá vitorioso”, completou, logo depois do almoço com os deputados. Durante o encontro, Aécio enfatizou que os números são animadores, mas não permitem nenhum tipo de acomodação. E, diante da movimentação feita por Campos, o mineiro resolveu antecipar para dezembro as linhas básicas do programa de governo que os tucanos oferecerão ao País na campanha de 2014. “Os brasileiros querem um novo projeto e somos os mais capacitados para elaborá-lo e colocá-lo em prática”, afirmou.

Além de antecipar o debate sobre as propostas concretas para o Brasil, Aécio planeja fazer intensificar os ataques ao PT e ao governo Dilma, e se colocar como candidato efetivamente contra o governo, sem se indispor com Eduardo Campos e Marina Silva, que procuram se colocar como alternativa ao PT, mas sem se caracterizarem como oposição. A política de boa vizinhança com Pernambuco, no entanto, não implica em facilitar a vida de Campos. No encontro, Aécio ressaltou que o PSDB não deve tolerar os palanques duplos nos Estados. Um recado ao governador paulista, Geraldo Alckmin, que trabalha com a possibilidade de ter o PSB como aliado para a sua reeleição. “Não vamos tolerar que um governador nosso esteja apoiando a candidatura de Campos”, disse um dos parlamentares presentes no encontro. “Palanque duplo é coisa de corno”, brincou um deputado de São Paulo. A mesma ideia se aplica em Minas. Os tucanos já descartam a candidatura do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), ao governo estadual com apoio de Aécio. “A grande conclusão é que temos chances de crescer muito ainda. Aécio não é conhecido de todos os brasileiros, mesmo assim aparece bem nas pesquisas. O PSDB está consolidado no papel de oposição e isso conta pontos”, diz o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP).
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PALANQUES
Nova estratégia de Aécio tenta evitar que
tucanos tenham apoios duplos nos Estados
 
Mas não são apenas os números das pesquisas que colocam Aécio em posição privilegiada nessa pré-disputa eleitoral. Em todas as seis eleições diretas para presidente realizadas após a democratização, o PSDB só ficou fora da primeira, em 1989. Ganhou duas no primeiro turno e passou para o segundo turno nas outras três. Em nenhum caso o partido teve menos do que 35% dos votos. Hoje, o PSDB governa 47% da população brasileira em oito Estados – nenhuma legenda tem dimensão comparável – e possui mais de 700 prefeitos Brasil afora. Num país onde candidatos se fazem – e desfazem – durante o horário eleitoral de rádio e televisão, o PSDB conta com perspectivas animadoras. Possui sozinho direito a um minuto e 51 segundos, quase o dobro do PSB de Campos. Se as tendências se concretizarem, o recém-criado Solidariedade, que se inclina a fechar acordo com Aécio, tem a oferecer um minuto a mais à candidatura tucana, além do tempo do histórico aliado DEM, de 56 segundos, e dos 27 segundos do PPS. “Temos a vantagem de uma estrutura consolidada e a identidade definida como oposição ao atual governo. Não acho mesmo que estamos em desvantagem. Pelo contrário, nossas chances aumentam sem uma candidatura polarizada”, disse Aécio, em entrevista à ISTOÉ.

Na avaliação dos tucanos, a presença de Campos e Marina tem um efeito útil à candidatura de Aécio. A disputa concentrada apenas entre candidatos do PT e do PSDB leva o debate eleitoral à discussão sobre os legados dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso. Essa tem sempre se mostrado uma batalha desfavorável para os tucanos, já que Lula é o mais popular político brasileiro da história, enquanto Fernando Henrique, mesmo tendo deixado uma herança positiva, saiu do Planalto com índices negativos de aprovação. Com a entrada de novos protagonistas, tanto Campos como Marina irão competir com Dilma Rousseff pela herança de Lula com o argumento legítimo de que os dois integraram seu Ministério. Isso explica por que Aécio orientou seu exército a seguir a linha de apontar falhas do governo e lembrou que está na hora de demarcar território, condenando a ideia anterior de construir palanques duplos aos candidatos presidenciais do PSDB e PSB.
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Durante o encontro da semana passada, outro aspecto inevitável da aliança entre Marina e Campos foi considerado vantajoso para os tucanos: o envelhecimento de todo fato novo na política. A experiência ensina que a alegria dos recém-casados do mundo político tem muitas semelhanças com os casamentos da vida real, quando os cônjuges debatem os bens da família. No PSDB, aposta-se que as diferenças políticas entre Campos e Marina devem acentuar-se nos próximos meses. Enquanto Campos procura uma aproximação importante com o agronegócio, coerente com seu perfil político e com o crescimento eleitoral, Marina trabalha em direção oposta, como fez ao esvaziar a candidatura-símbolo de Ronaldo Caiado (DEM-GO). Na oposição a um governo que administrou uma das mais baixas taxas de crescimento, desempenho que fará da economia um assunto obrigatório na campanha, Aécio tem mais condição do que Campos (e Marina) de apontar as mazelas atuais da economia. Na semana passada, quando Marina acusou Dilma Rousseff de ter abandonado o tripé que garantiu o crescimento econômico – superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação –, Aécio lembrou, com todo direito, que essa fórmula nasceu nas fileiras do PSDB, que deve colher os louros pela ideia.

19 de out de 2013

5 anos após pacificar área violenta do Haiti, Brasil volta a enfrentar gangues

'Dei o 1º tiro', diz oficial brasileiro responsável pela segurança de Cité Soleil.
Soldados do MS foram encurralados em tiroteio, em agosto, e revidaram.

Do G1, em Porto Príncipe - a repórter viajou a convite do Ministério da Defesa Do G1, em Porto Príncipe
Capitão Faria comanda tropas do MS na área mais violenta do Haiti, Cité Soleil (Foto: Tahiane Stochero)Capitão Faria comanda tropas do MS na área mais violenta do Haiti, Cité Soleil, e se envolveu em um confronto com as gangues em agosto, após 5 anos de relativa calma na região (Foto: Tahiane Stochero)
Mais de cinco anos após pacificar Cité Soleil, área considera pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a mais pobre e violenta do Haiti, o Exército brasileiro voltou, em agosto deste ano, a enfrentar grupos armados. Em um dos tiroteios, soldados do Mato Grosso do Sul ficaram encurralados e tiveram que realizar 20 disparos de fuzil, o que não ocorria desde 2007.
Cité Soleil é reduto de rebeldes que apoiavam o ex-presidente Jean Bertrand-Aristides, e se tornou conhecida internacionalmente como uma "fortaleza" onde grupos armados impunham terror à população. Foi a queda de Aristides, em 2004, durante um princípio de conflito civil, que fez a ONU criar a missão de paz para estabilizar o país caribenho (chamada de "Minustah") O Exército brasileiro comanda a Minustah e possui o maior efetivo - cerca de 1.300 soldados - e é responsável por cuidar de Cité Soleil.
Militar brasileiro brinca com crianças em Cité Soleil (Foto: Tahiane Stochero/G1)Militar brasileiro brinca com crianças em Cité Soleil,
na capital haitiana (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Eu dei o primeiro tiro. Vi um homem de longe apontando uma arma na minha direção e depois vi o clarão do disparo dele"
Victor Faria, capitão do Exército
Entre 2006 e 2007, uma série de operações, comandadas pelo Brasil, prenderam e mataram vários criminosos. Desde então, a Polícia Nacional Haitiana (PNH) começou a atuar na região. A situação de relativa tranquilidade acabou entre junho e agosto de 2013. Diante da indefinição de um cronograma para as eleições, que devem ser realizadas em 2014 para o Senado e as prefeituras, grupos armados apoiados por grupos políticos voltaram a se enfrentar em Cité Soleil, preocupando a ONU.
Os assassinatos, considerados raros até então, passaram a ser frequentes. Foram de 5 a 10 por semana em uma área de 5 km quadrados. Corpos decapitados, comuns entre 2004 e 2007, voltaram a ser encontrados nas ruas, e tiros ouvidos todas as noites pelos 140 soldados brasileiros, que são originários de Mato Grosso do Sul e estão morando dentro da favela.
Um dos confrontos ocorreu quando 16 soldados brasileiros ficaram encurralados em Boston, uma das áreas disputadas pelos criminosos.  “Eu dei o primeiro tiro”, diz o capitão Victor Bernardes Faria, de 32 anos, que comanda a companhia do Brasil em Cité Soleil.

Ele estava junto com os soldados em uma patrulha à noite quando a troca de tiros entre as gangues começou.
“Vi um homem de longe apontando uma arma na minha direção e depois vi o clarão do disparo dele”, conta o oficial, que estava com mais 8 soldados em um beco de uma rua. Mais à frente, na mesma rua, um sargento que comandava o restante do grupo também foi alvo de tiros e revidou.

O comandante lembra ter orientado o subordinado a não avançar, pois os bandidos estavam logo a frente e, se seus soldados saíssem do local onde estavam abrigados, estariam em perigo.

Faria pediu apoio de blindados dos Fuzileiros Navais e do Destacamento de Operações de Paz (DOPaz), a tropa de elite que o Exército possui no Haiti para ações de risco, para resgatar os soldados encurralados.
“Por sorte nenhum dos meus homens ficou ferido. Nossa maior preocupação é com efeito colateral (feridos ou mortos civis nos confrontos). Mas os soldados foram treinados e só atiram quando conseguem identificar e ver o alvo (um suspeito)”, afirma o capitão.

Estes foram os primeiros disparos reais na vida do oficial, que trabalha no 47º Batalhão de Infantaria, em Coxim, no Mato Grosso do Sul. Casado e sem filhos, Faria acredita que os disparos não foram direcionados contra a tropa do Brasil, mas sim, de um confronto entre os bandidos.

Ao contrário de 2007, quando a ONU autorizava o Exército a ter ações pró-ativas e atacar as gangues, hoje esta responsabilidade é da polícia haitiana. O Brasil só dá o apoio necessário. A ONU fez uma investigação sobre o caso e, segundo o capitão, encontrou cartuchos de fuzis e pistolas no local do confronto, tanto usados pelo Exército brasileiro quanto pelos criminosos.

População diz que violência voltou
“Os brasileiros entraram aqui em Cité Soleil em 2006 e 2007 e pacificaram, prenderam todos os bandidos. Antes a violência era ruim, os criminosos atiravam todas as noites, a gente não podia sair de casa. Os brasileiros acabaram com aquilo. Agora que os brasileiros passaram para nossa polícia agir, a situação voltou a piorar. Todos os dias os bandidos atiram aqui”, diz o aposentado Merat Jean, de 57 anos, que mora em Boston, área disputada por gangues.
Militares fazem segurança de Boston, área onde criminosos trocam tiros  (Foto: Tahiane Stochero/G1)Militares do Brasil fazem segurança de Boston, área de Cité Soleil onde gangues disputam território e soldados brasileiros foram alvo de tiros em agosto (Foto: Tahiane Stochero/G1)


Para poder patrulhar a região à noite, o Exército colocou em postes lâmpadas que são alimentadas por energia solar. O país não possui um sistema de distribuição de energia elétrica e boa parte da capital, Porto Príncipe, fica às escuras à noite.
A tropa brasileira é chamada diariamente para atender casos de brigas - algumas acabam em morte ou ferimentos graves, provocados por pedras e facas. "A população ainda não confia na PNH. O efetivo deles aqui é pequeno, são 6 a 8 policiais por dia, um carro e eles não fazem patrulhamento nas ruas. As pessoas confiam nos brasileiros para passar informações, mesmo a base da polícia sendo aqui do meu lado", diz o capitão.
Militar patrulha Cité Soleil à noite (Foto: Tahiane Stochero/G1)Militar do Brasil patrulha área mais violenta do Haiti
à noite (Foto: Tahiane Stochero/G1)
"Mas agora a missão mudou e minhas tropas não podem atacar os bandidos, sou a terceira opção. Temos sempre que deixar a polícia haitiana e a polícia da ONU atuarem primeiro", acrescenta ele.
A previsão da ONU, conforme o comandante da Minustah, general brasileiro Edson Pujol, é que a missão chegue a cerca de 3.300 militares em 2016. Os soldados brasileiros devem ser os últimos a deixar a missão, que conta com tropas de 19 países.

"Estamos aqui basicamente para ajudar a PNH a manter um ambiente seguro para que as organizações tanto internas quanto externacionais possam trabalhar. Acho difícil chegar em 2016 e tirar toda a tropa, isso vai ser avaliado anualmente. Vai depender das condições do país de se autogerenciar. No caso da segurança, em especial as condições da polícia de assumir as responsabilidades", aponta. 

18 de out de 2013

Bancos elevam juros de cheque especial, indica Procon

Taxa média mensal passou de 8,03% para 8,18%, enquanto a do empréstimo pessoal ficou estável em 5,27%

AE
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Os juros cobrados pelos bancos no cheque especial subiram. De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP no último dia 9, na comparação com levantamento de 3 de setembro, a taxa média mensal do cheque especial passou de 8,03% para 8,18%, enquanto a taxa média mensal do empréstimo pessoal ficou estável em 5,27%. O levantamento envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
Segundo o Procon-SP, as altas verificadas nas taxas de cheque especial ocorreram no Banco do Brasil, que alterou a taxa para essa modalidade de 6,02% para 6,07% ao mês; no HSBC, de 9,82% para 9,90% ao mês; no Santander, de 10,09% para 10,59% ao mês; e no Itaú, de 8,75% para 9,13% ao mês. As demais instituições financeiras mantiveram suas taxas de cheque especial.
No geral, as menores taxas de empréstimo pessoal e de cheque especial foram verificadas na Caixa Econômica Federal, 3,51% e 4,41% ao mês, respectivamente. Já a taxa mais alta de empréstimo pessoal foi encontrada no Bradesco (6,27%) e a maior taxa na modalidade de cheque especial foi verificada no Santander (10,59%).
Conforme a entidade, os dados usados no levantamento se referem a taxas máximas prefixadas para clientes (pessoa física) não preferenciais, independente do canal de contratação. Para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias. Já para o empréstimo pessoal, o prazo de contrato é de 12 meses.

17 de out de 2013

Renan Calheiros fica com despensa vazia após suspensão de licitação

Presidente do Senado está fazendo refeições fora, segundo assessoria.
Licitação de R$ 98 mil foi suspensa após indício de superfaturamento.

Felipe Néri Do G1, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está com a despensa de sua residência oficial vazia há cerca de uma semana devido à suspensão de licitação de R$ 98 mil para a compra de alimentos, segundo informou sua assessoria de imprensa nesta quinta-feira (17). Com a interrupção - há aproximadamente um mês - do pregão, que previa também fornecimento de materiais de cozinha, copa e equipamentos de limpeza, Renan tem feito as refeições fora de casa nos últimos dias, de acordo com seus assessores.
Os envelopes para a licitação seriam abertos no último dia 2, mas o diretor-geral do Senado, Helder Rebouças, determinou a suspensão do pregão após serem constatadas suspeitas de superfaturamento. O documento prevê a compra, por exemplo, de 100 quilos de filé mignon, com valor estimado em R$ 4.050.
O edital para o fornecimento de alimentos estabelecia a validade do contrato com a empresa fornecedora pelo prazo de 6 meses. Neste período, também poderiam ser comprados outros 25 quilos de camarões vermelhos grandes, com preço estimado em R$ 2.765,75, e 180 quilos de frango congelado, com estimativa de custo de R$ 3.034, 80.
O edital estabelece que o pregão seria “destinada à contratação de empresa especializada para o fornecimento parcelado de gêneros alimentícios e materiais de copa, cozinha, limpeza e higienização, para o Senado Federal, à medida que houver necessidade, durante 6 (seis) meses consecutivos”. Segundo a assessoria de Renan, o contrato seria voltado exclusivamente para a residência oficial.
A previsão é que o próximo edital seja lançado nos próximos 20 dias. Em agosto, Renan Calheiros proibiu a contratação de serviços pela Casa sem processo licitatório. A lei das licitações, 8.666 de 1993, permite compras diretas e contratação de serviços pelas instituições públicas federais sem que haja processo licitatório para os casos em que o valor da aquisição seja de até R$ 8 mil.
A decisão do presidente do Senado foi anunciada após o jornal “O Globo” publicar reportagem informando que o Senado comprou dois guardanapos no valor de R$ 420 cada, mais um freezer de quase R$ 78 mil para equipar restaurante da Casa - um freezer custa cerca de R$1,5 mil. No mesmo dia, a assessoria do Senado confirmou a compra de 24 guardanapos de linho e 3 toalhas de mesa pelo valor de R$2.085,00 sem processo licitatório.A assessoria não confirmou o valor do freezer.

16 de out de 2013

Saúde global dos oceanos está crítica

Trabalho colaborativo de cientistas de várias universidades e ONGs dá nota 6,5 para a situação dos mares

AE
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Um indicador que avalia a saúde dos oceanos e os benefícios que são capazes de proporcionar mostra que a situação média para o planeta é crítica. Há uma capacidade muito baixa de fornecer alimentos e de aproveitar os produtos naturais e as possibilidades de turismo dos mares, o que deixa a nota global em 65 dentro de 100 possíveis.
A avaliação, divulgada ontem, 15, é uma atualização melhorada do Índice de Saúde do Oceano, lançado em 2012. O trabalho colaborativo de cientistas de várias universidades e ONGs liderados por Ben Halpern, do Centro Nacional para Análise e Síntese Ecológica, dos EUA, avalia a pontuação obtida por 221 zonas econômicas exclusivas em dez itens. O Brasil tirou nota 66, ficando na 83ª posição.
Além dos três tópicos citados acima, são avaliadas as condições de oportunidades de pesca artesanal, biodiversidade, economia e subsistência costeira, águas limpas, armazenamento de carbono, proteção costeira e identidade local. Do ano passado para cá houve uma mudança na metodologia que elevou as notas médias dos países, mas, de acordo com os organizadores, nas condições gerais, não houve nenhuma melhora.
"A situação continua péssima em todo o mundo. Estamos usando mal os oceanos. Abusamos dos recursos, fazemos ocupação desordenada da costa, poluímos, fazemos um turismo predatório e por causa disso tudo estamos colocando esse grande bioma em risco", afirma André Guimarães, diretor executivo da Conservação Internacional no Brasil, que colabora com o levantamento.
Ele lembra, no entanto, que só um ano se passou desde que o estudo começou a ser feito, o que não é tempo suficiente para ver mudanças. "O índice traz oportunidades para planejar esse uso. Antes, não tínhamos parâmetros para acompanhar o que acontece, tanto para o bem quanto para o mal", comenta.
Seguindo a tendência global, o Brasil obteve sua nota mais baixa em uso dos produtos naturais (15), provisão de alimentos (24) e turismo (34). Nos três casos, a nota nacional é menor que a média do planeta (respectivamente 31, 33 e 39). O País vai melhor em oportunidades de pesca artesanal (99 ante 95), armazenamento de carbono (92 ante 74) e proteção costeira (85 ante 69).

15 de out de 2013

Câmara confirma corte de salários acima do teto na folha deste mês

Somados, 1.371 servidores, entre ativos e aposentados, terão os contracheques reduzidos a partir de outubro

Agência Brasil
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A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados confirmou hoje (15) o corte, a partir deste mês, do pagamento de salários acima do teto constitucional de R$ 28.059,29. Ao todo, 1.371 servidores (676 ativos e 695 aposentados) terão os contracheques reduzidos a partir do mês de outubro, o que representará aos cofres da Casa uma economia anual superior a R$ 70 milhões.
“Decidimos hoje cortar os supersalários, atendendo a recomendação do TCU [Tribunal de Contas da União]. São mais de 1,3 mil funcionários. Portanto, na folha que fecha amanhã já virá esse corte”, disse o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
De acordo com peemedebista, os servidores não precisarão devolver o valor recebido acima do teto. “Aqui não houve essa recomendação do TCU, então isso não está em análise. O que está é o corte dos salários acima do teto.”
O primeiro-secretário da Câmara, deputado Marcio Bittar (PSDB-AC), disse que os servidores chegaram a pedir que a Mesa esperasse a julgamento do recurso apresentado à Justiça, pedindo a suspensão da decisão, para que o corte fosse efetivado. No entanto, a Mesa optou por reduzir os salários na folha de outubro.
“Eles estiveram comigo na semana passada, pediram para conversar com o presidente para que a gente esperasse o prazo que o Tribunal de Constas deu, mas entendemos que era para ser incorporado já neste mês”, argumentou Bittar.
Para o primeiro-secretário, a partir da decisão de corte dos salários acima do teto, a Casa terá que pensar em mecanismos para estimular servidores a ocuparem cargos de confiança sem poder receber a mais por isso, caso já tenham vencimento igual a R$ 28.059,29.
“[Por exemplo] se você recebe o mesmo que eu e eu tenho uma carga horária muito maior que a sua e assumo uma responsabilidade imensa, é possível que [com o corte] eu não me sinta mais estimulado a assumir cargo de confiança. Agora, como fazer, no futuro, para conseguir fazer com que as pessoas se motivem a assumir maiores responsabilidades e, ao mesmo tempo, mantendo o teto salarial?, questionou o parlamentar.

14 de out de 2013

Dilma anuncia sistema de proteção para e-mails do governo

Segundo presidente, esta é a primeira medida para "ampliar a privacidade e inviolabilidade das mensagens oficiais"

A presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de sanção da lei que destina recursos dos royalties do petróleo para educação e saúde, no Palácio do Planalto
Medida é resposta às denúncias de espionagem dos EUA de empresas brasileiras e da presidente (Celso Junior/Reuters)
A presidente Dilma Rousseff anunciou neste domingo, no Twitter, que os e-mails do governo federal serão protegidos por um novo sistema, criado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para evitar casos de espionagem. "Determinei ao Serpro a implantação de um sistema seguro de e-mails para todo o governo federal. Esta é a primeira medida para ampliar a privacidade e a inviolabilidade das mensagens oficiais", disse Dilma na rede de microblogs.
"É preciso mais segurança nas mensagens para prevenir possível espionagem", destacou Dilma. A medida é uma resposta às denúncias de espionagem dos serviços de inteligência dos Estados Unidos contra funcionários do governo brasileiro, incluindo a própria presidente, e empresas, como a Petrobras.
O projeto prevê a inclusão de empresas privadas no aperfeiçoamento da ferramenta em troca de anúncios na tela dos usuários. O plano é habilitar o novo sistema até o segundo semestre de 2014.
(Com AFP)

13 de out de 2013

Brasileiros já pagaram R$ 1,2 trilhão em impostos neste ano

No ano passado, valor foi alcançado no dia 19 de outubro.
Projeção é que até o final de 2013 o Impostômetro atingirá R$ 1,7 trilhão.

Do G1, em São Paulo
Impostômetro - 1,2 trilhão (Foto: Reprodução)
O valor pago pelos brasileiros em 2013 em impostos, taxas e contribuições federais, estaduais e municipais desde o primeiro dia do ano atingiu neste sábado (12), por volta das 16h30, R$ 1,2 trilhão, segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
No ano passado, o valor de R$ 1,2 trilhão foi alcançado dia 19 de outubro o que, segundo a associação, mostra aumento da carga tributária.
A projeção da ACSP, é que até o final de 2013 o Impostômetro atingirá R$ 1,7 trilhão.
"Por mais que seja difícil, o governo precisa implantar uma política de estabilização dos gastos e um programa gradualista de redução das despesas, de forma que elas passem a aumentar menos do que o crescimento do PIB. Isso iria evitar o aumento da tributação e liberar mais recursos para investimentos", afirma, em nota, o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato.
O placar eletrônico conhecido como Impostômetro fica na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo, e foi inaugurado em abril de 2005 pela ACSP, em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Cálculos do Impostômetro
O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet na página do "Impostômetro". Na ferramenta é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos.
A contagem é feita por meio da ferramenta eletrônica que tem como base para o  levantamento de dados federais, as arrecadações da Receita Federal e da Secretaria do Tesouro Nacional, informações da Caixa Econômica Federal, do Tribunal de Contas da União e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para as receitas dos Estados e do Distrito Federal, o Impostômetro utiliza-se dos dados do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendário), das Secretarias Estaduais de Fazenda, dos Tribunais de Contas dos Estados e da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.
Já a arrecadação de tributos municipais é informada pela Secretaria do Tesouro Nacional, por meio dos municípios que divulgam seus números devido à Lei de Responsabilidade Fiscal e pelos Tribunais de Contas dos Estados.

12 de out de 2013

Transposição do São Francisco-Autorizado início das obras da Meta 3

Na próxima segunda-feira (14), será autorizada pelo Ministério da Integração Nacional, a ordem de serviço para dar início às obras da Meta 3 Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. A etapa passa pelos municípios de Mauriti, no Ceará, e São José de Piranhas, na Paraíba.

Aporte de R$ 484 milhões será destinado à execução das obras civis e eletromecânicas complementares dos lotes seis e sete Foto: Adalberto marques

A assinatura do ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, acontecerá às 14h, no município de Salgueiro.

O investimento nas construções é de R$ 484 milhões, que serão destinados à execução das obras civis e eletromecânicas complementares dos lotes seis e sete. Posteriormente, o ministro visitará a Estação de Bombeamento 1, localizada no município de Cabrobró.

O projeto de Integração do Rio São Francisco é mais uma ação realizada por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Hoje, as obras do empreendimento geram mais de 6,6 mil oportunidades de trabalho.

Barragens
No mesmo dia, às 10h30, o ministro visitará as barragens de Porcos e Canabrava, localizadas no município de Brejo Santo, no Ceará. A programação já começa no Estado, quando o Teixeira chegará às 9h30 em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense.

Inicialmente, a previsão era de que a conclusão da obra seria em 2012. Posteriormente, a expectativa ficou para apenas em 2015. A obra, orçada inicialmente em R$ 4,5 bilhões, está estimada em R$ 8,2 bilhões, o dobro do orçamento inicial.

11 de out de 2013

Câmara vai cortar supersalários de 1.300 servidores

Estimativa aponta 676 servidores ativos e 690 inativos que deverão ter corte. Medida leva a economia de R$ 70 milhões na folha de pagamento anual da Casa

Henrique Alves em discurso no plenário da Câmara na eleição para presidente da Casa
Henrique Alves irá apresentar lista de supersalários na Câmara dos Deputados na próxima terça-feira (Laycer Tomaz/Agência Câmara)
Assim como o Senado, a Câmara dos Deputados também prepara o corte dos supersalários de seus servidores na folha de pagamento a partir deste mês. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, solicitou nesta quinta-feira um levantamento do número de funcionários que recebem acima do teto constitucional (28 059 reais). O deputado federal cumpre decisão estabelecida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 14 de agosto.
Estudos preliminares mostram que mais de 1.300 servidores recebem acima do teto. Uma primeira estimativa da Câmara aponta que 676 servidores ativos e 690 inativos deverão ter corte nos salários. Com isso, os gastos anuais da Casa com a folha de pagamento devem diminuir em 70 milhões de reais. Alves promete apresentar a lista completa dos servidores atingidos em reunião da Mesa Diretora marcada para a próxima terça-feira.
Os supersalários ocorrem por causa do acúmulo de gratificações e benefícios. O Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis) diz que vai contestar a determinação do Tribunal de Contas da União no Supremo Tribunal Federal (STF).
A Mesa Diretora do Senado anunciou nesta quinta-feira que o corte nos supersalários passa a valer na folha de pagamento deste mês. No entanto, ao contrário da orientação do TCU, foi suspenso a devolução dos valores recebidos a mais nos últimos anos. Os servidores não terão de ressarcir os cofres públicos enquanto o TCU não der a palavra final sobre o caso.

10 de out de 2013

Batalha entre presos deixa 13 mortos em cadeia no MA

Confronto de facções no Complexo de Pedrinhas, em São Luís, resultou em rebelião que teve ainda cerca de 30 feridos. São 16 mortes no local em dez dias

Polícia Militar só controlou a situação após carnificina no presídio em São Luís
Polícia Militar só controlou a situação após carnificina no presídio em São Luís (Reprodução/TV Globo)
Uma rebelião motivada por um conflito entre gangues de presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, deixou pelo menos 13 detentos mortos e cerca de 30 feridos na noite desta quarta-feira, confirmou em comunicado o governo do Maranhão. A Secretaria de Segurança Pública estadual atribuiu o motim a uma disputa entre grupos rivais em uma das unidades do complexo penitenciário, onde outros três presos morreram na semana passada também durante um confronto.
A disputa desta vez aconteceu depois que uma operação policial realizada esta semana terminou com a prisão de 16 integrantes de uma facção conhecida como "Bonde dos 40", a maior organização criminosa do estado, segundo o governo maranhense. Aparentemente, os rivais do grupo desarticulado aproveitaram seu enfraquecimento para um acerto de contas dentro do presídio.
O confronto ocorreu no começo da noite, quando os presos foram retirados do pavilhão para uma inspeção, pois a direção do complexo penitenciário recebeu informações de que aproximadamente 60 internos estavam escavando um túnel. Os presos que incitaram a rebelião foram precisamente os que estavam na cela na qual o túnel foi descoberto.
Familiares – Alguns familiares dos detentos se dirigiram até o complexo para obter informações sobre o estado de seus parentes e entraram em confronto com policiais após serem impedidos de se aproximar do local.
No início da madrugada desta quinta, a situação foi controlada pela Polícia Militar maranhense, que realizou uma revista geral em todo o complexo prisional, segundo o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes.
No dia 1º de outubro, outros três presos foram assassinados na mesma penitenciária, um deles decapitado, em um motim provocado pela decisão da diretoria do presídio de transferir 18 internos. O complexo penitenciário de Pedrinhas já foi cenário de vários motins, um deles ocorrido em 2010, no qual morreram 20 pessoas.
(Com agência EFE)

9 de out de 2013

Mantega diz que resultado do IPCA mostra inflação sob controle

Índice fechou o mês de setembro em 0,35%

Agência Brasil
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que ficou satisfeito com o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ele, o resultado mostra que a inflação está sob controle.

O IPCA fechou o mês de setembro em 0,35%. Em setembro do ano passado, o índice chegou a 0,57%. “Fiquei satisfeito com o ajuste de 0,35%. Ele é menor do que o IPCA de setembro do ano passado e do retrasado. Significa que a inflação está sob controle”, acrescentou.

Mantega ressaltou que, mesmo com o resultado, o governo tem que combater a elevação dos índices de preço, pois ainda existem  problemas sazonais típicos do período, ligados à safra e ao clima. “É claro que ela tem uma sazonalidade e no fim do ano sobe um pouco, porque tem entressafra, regime de chuvas. Mas vamos ficar dentro da normalidade. Isso não significa que vamos descuidar".

Para ele, o governo tem que ficar alerta para impedir que a inflação volte a subir e atrapalhar o consumidor.

8 de out de 2013

Cirurgia de Cristina Kirchner teve sucesso, diz governo da Argentina

Presidente fez procedimento para tratar hematoma na cabeça.
Operação durou certa de duas horas.

Do G1, em São Paulo
Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner fazem vigília em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: AFP)Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner fazem vigília em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: AFP)
A operação pela qual passou a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na manhã desta terça-feira (8) já foi encerrada com sucesso, e ela passa bem, segundo o governo.
"A operação foi satisfatória. Foi muito bem. A presidente está com um bom ânimo e já está em seu quarto", afirmou um porta-voz.
Cristina passou pelo procedimento para tratar um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça).
A cirurgia começou às 8h18, segundo a presidência argentina. De acordo com o jornal "La Nación", a operação durou cerca de duas horas.
Cristina foi internada na segunda para ser submetida a exames cardiovasculares pré-cirúrgicos, após sentir um formigamento no braço esquerdo, acrescentaram os médicos.
"A presidente apresentou no domingo um formigamento em seu braço esquerdo (...) registrando uma transitória e leve perda de força muscular em seu membro superior. É indicada a intervenção cirúrgica que consiste na retirada do hematoma", indicou a Fundação Favaloro.
O estado de saúde da presidente gera preocupação e especulações no país.
A operação é simples e de bom prognóstico, disse à AFP o doutor Anders Cohen, chefe de Neurocirurgia do Brooklyn Hospital Center de Nova York.
"É uma intervenção simples, de curta hospitalização, talvez três dias, seguida de um período de reabilitação. Ela poderá retomar suas atividades em 4 a 6 semanas (...). O prognóstico deve ser muito bom."
O que afeta a presidente é uma das coisas mais comuns com pessoas que sofrem um trauma na cabeça. "Ocorre regularmente após um acidente", disse.
Kirchner, 60 anos, sofreu em 12 de agosto um traumatismo craniano, após o qual não apresentou sintomas, mas no sábado passado foi detectado um hematoma subdural crônico.
"Isto é muito possível, se a veia que se rompeu era muito pequena, o sangue flui muito lentamente e não é anormal que após várias semanas surja o hematoma", disse Cohen.
"Trata-se de um hematoma que está entre o cérebro e o crânio. O sangue acumulado faz pressão no cérebro, então fazemos uma pequena incisão para abrir uma janela, isto dura cerca de 45 minutos, não é um procedimento longo, se remove o sangue e se certifica de que não há atividade sanguínea no local. Depois se coloca um dreno, algo que o paciente normalmente tolera muito bem", disse.
"É uma cirurgia que se faz há mais de 100 anos, de procedimento simples, e pode ocorrer com segurança em qualquer lugar do mundo."
Eleições
O hematoma vai manter a presidente, de 60 anos, fora de ação durante um mês, faltando apenas três semanas para a eleição legislativa de meio de mandato, em 27 de outubro, a qual vai determinar quanto poder no Congresso ela terá nos dois últimos anos no governo.
O vice-presidente Amado Boudou antecipou durante o fim de semana o retorno de uma viagem ao Brasil e à França e assumiu a Presidência.
Segundo o porta-voz presidencial, o estado da presidente pode ser resultado de uma queda sofrida em agosto, embora na ocasião ela tenha sido liberada pelos médicos.
Cristina, conhecida por acompanhar de perto o trabalho de seu gabinete, pode ter dificuldades para se manter distante durante um período politicamente sensível para a Argentina, a terceira maior economia da América Latina.
Além disso, o seu governo está no auge de uma batalha em tribunais dos Estados Unidos sobre a crise do calote da dívida argentina, um caso do qual ela gosta de falar publicamente.
Pesquisas recentes indicaram que o governo pode perder o controle do Congresso na eleição de meio de mandato, um resultado que tiraria de Cristina a oportunidade de fazer uma reforma constitucional que lhe permitiria disputar um terceiro mandato em 2015.
Reeleita em 2011 com base na promessa de elevar o papel do governo na economia, a presidente tem dito que não pensa em um terceiro mandato. Mas persistem as especulações de que seus partidários querem emendar a Constituição para que ela possa concorrer novamente.
Cristina foi eleita pela primeira vez em 2007, quando a Argentina se recuperava do catastrófico calote da dívida em 2002.
Suas políticas comerciais protecionistas, controles cambiais e de nacionalização das principais companhias aérea e de petróleo e do sistema de previdência privada mantiveram a Argentina como um pária dos mercados internacionais.