Apenas neste domingo foram retirados do mar 83 corpos, diz agência.
Ministra italiana disse que são necessárias políticas de prevenção.


De acordo com a agência France Presse, apenas neste domingo (6) foram encontrados 83 corpos.
No sábado e sexta-feira, as operações foram suspensas devido ao mau tempo. Mergulhadores conseguiram continuar os trabalhos apenas na manhã deste domingo e descreveram como “pesadelo” as cenas vistas durante o resgate das vítimas, que ficaram presas ao barco a 50 metros de profundidade.
A embarcação clandestina havia zarpado da Líbia e afundou na quinta após um incêndio acidental. As autoridades temem um balanço final de entre 300 e 360 mortos. No total, 155 pessoas foram resgatadas com vida.
Imigração em debate
Antes de viajar a Lampedusa, a ministra italiana da Integração, a italiano-congolesa Cecile Kyenge, pediu em uma entrevista ao jornal "Corriere della Sera" que não aconteçam mais tragédias como esta e afirmou que são necessárias políticas de prevenção.
Kyenge defendeu políticas de imigração menos rígidas e anunciou que triplicará o número de vagas nos centros italianos para imigrantes, "de 8.000 a 24.000".
O centro de recepção de Lampedusa está saturado, com apenas 250 vagas para mil pessoas, em um ano no qual 30.000 imigrantes chegaram à Itália. Roma incluiu o tema imigração na reunião do conselho de ministros do Interior da UE na terça-feira em Luxemburgo.

O Papa Francisco pediu neste domingo aos fiéis que o acompanhavam na Praça de São Pedro uma oração pelos imigrantes que morreram no naufrágio.
"Gostaria de lembrar junto a vós as pessoas que perderam a vida em Lampedusa na quinta-feira passada: rezemos todos em silêncio por esses irmãos e irmãs nossos, mulheres, homens, crianças. Deixemos nosso coração chorar, rezemos em silêncio", disse Francisco.
Durante a reza do Ângelus, o pontífice interrompeu seu discurso e pronunciou uma nova mensagem sobre a tragédia, que classificou nesta semana como "vergonha".
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