21 de set de 2018

Bolsonaro passa por procedimento para drenagem de líquido no abdômen

Crédito: Reprodução/Facebook
O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, internado em unidade semi-intensiva, passou por um procedimento para drenagem de líquido que estava ao lado do intestino, segundo boletim médico divulgado nesta tarde pelo Hospital Israelita Albert Einstein, onde ele está sendo tratado desde o último dia 7.
Após constatar uma elevação de temperatura para 37,7ºC, os médicos fizeram uma tomografia de tórax e abdômen em Bolsonaro. Os exames mostraram “pequena coleção de líquido ao lado do intestino”, o que levou ao procedimento. Neste momento, ele está com dreno no local e evolui sem dor.
Bolsonaro continua recebendo dieta líquida por via oral com boa aceitação associada à nutrição endovenosa.
No último domingo (16), o candidato recebeu alta dos tratamentos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando passou a receber cuidados semi-intensivos. Ele estava na UTI desde a quarta-feira (12) da semana passada, quando foi submetido a uma cirurgia de emergência para tratar uma aderência que obstruía o intestino delgado. Antes das complicações, os médicos haviam começado a reintroduzir a alimentação por via oral.
Bolsonaro recebeu uma facada durante ato de campanha no último dia 6, em Juiz de Fora (MG). Após ter sido atendido na Santa Casa da cidade, onde chegou a passar por uma cirurgia, ele foi transferido, a pedido da família, para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na manhã do dia 7.

20 de set de 2018

Forças de segurança fazem operação contra o tráfico de drogas no Jacarezinho

Participam da ação 420 militares das Forças Armadas e 90 PMs, com o apoio de blindados e aeronaves

Por O Dia
Militares chegaram à região com o céu ainda escuro
Militares chegaram à região com o céu ainda escuro -
Rio - As forças de segurança fazem, desde a madrugada desta quinta-feira, uma operação para o combate do tráfico de drogas no Jacarezinho, na Zona Norte. Participam da ação 420 militares das Forças Armadas e 90 PMs, com o apoio de blindados e aeronaves.
De acordo com o Comando Conjunto da Intervenção na Segurança Pública do Rio, as tropas das Forças Armadas realizam cerco e remoção de barricadas e fazem revistas de pessoas e de veículos, além da checagem de antecedentes criminais. Os policiais militares verificam denúncias de atividades criminosas.
Mandados judiciais poderão ser cumpridos e algumas vias e acessos na região poderão ser interditados. A operação ocorre em uma área onde residem cerca de 37 mil pessoas.

19 de set de 2018

Ódio na eleição

O ambiente do “nós contra eles”, criado por Lula, contaminou o debate político, hoje eivado de radicalismos e pendores autoritários. O Brasil, no entanto, só resolverá suas mazelas se trilhar o caminho do equilíbrio e da pacificação

Crédito: Divulgação
Bethânia cantava os versos de uma canção de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri que dizia que “um tempo de guerra” é “um tempo sem sol”. Um tempo em que a opção pela radicalização e pelo ódio obscurece qualquer possibilidade de bom senso e racionalidade. O período retratado pela canção era aquele em que, no dia 25 de julho de 1966, uma bomba explodia no Aeroporto dos Guararapes em Recife, marcando o início da opção por parte da esquerda de combater a ditadura militar pela luta armada. Uma opção que, já na sua estreia, demonstrava os grandes riscos de equívoco. O alvo era o então ministro do Exército, Arthur da Costa e Silva. Mas os que morreram foram dois inocentes: o jornalista Edson Régis de Carvalho e o almirante reformado Nelson Gomes Fernandes. Costa e Silva escapou do atentado e virou presidente, assinando mais tarde o AI-5, que mergulhou o Brasil no seu pior tempo de trevas e autoritarismo.
A FACA DA INTOLERÂNCIA O presidenciável Jair Bolsonaro levou uma facada no abdômen na última quinta-feira 6, perfurando o intestino e atingindo a democracia brasileira, com profundos reflexos no quadro eleitoral. A intolerância atingiu limites inimagináveis (Crédito:Divulgação)
A ditadura acabou. O país já vive 33 anos de redemocratização. Mas alguns setores insistem em transformar as eleições de outubro em “um tempo de guerra”. Um “tempo sem sol” que obscurece qualquer chance de bom senso e racionalidade em algumas hordas na campanha. Um lado fala em convocar seu “exército”. Diz que vai “incendiar” o País. O outro promete “fuzilar” seus adversários. Simbolicamente, chuta num comício um boneco que representa seu adversário. No meio dos dois grupos, há quem ensaie colocar o Judiciário e o Ministério Público nas suas “caixinhas”, fala sem corar a face em receber juízes “à bala”. Nas redes sociais, um homem com compreensão distorcida da realidade absorve todas essas agressões e as mistura com suas próprias convicções, inclusive religiosas. “A mando de Deus”, como declara acreditar, pega um longo facão de cozinha e sai ao encontro da multidão disposto a mudar a história pelas suas próprias mãos, com violência. A vítima – um candidato à Presidência do Brasil – segue internada.
TENTATIVA DE ASSASSINATO Carlos Bettoni teve traumatismo craniano, internado em estado grave por vários dias, depois de ter sido agredido e empurrado pelo ex-vereador do PT Manoel Marinho, o “Maninho”, e seu filho Leandro, contra a carroceria de um caminhão no dia 5 de abril (Crédito:Divulgação)
A facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira em Jair Bolsonaro, na tarde de 6 de setembro, provocou um choque na campanha presidencial. A cena, por absurda e inaceitável, fez o País resgatar momentos da República Velha em que a política era exercida sem apreço a valores democráticos. Dali, degeneramos a conflitos armados entre constitucionalistas de São Paulo e o governo Getúlio Vargas, ao Estado Novo e desaguamos em 21 anos de trevas. No momento em que o país se prepara para realizar a sua sétima eleição direta, depois da redemocratização, é inadmissível o regresso a um passado maculado pela intolerância, pelo extremismo e por pendores radicais. É hora de serenidade e equilíbrio, sem os quais o Brasil não conseguirá se desvencilhar de suas mazelas e da grave crise econômica legada por 13 de PT no poder. Para a tristeza dos que querem trilhar o caminho da pacificação, paira no ar um perigoso ranço autoritário – como pôde ser claramente observado em episódios como a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL), em março deste ano, os tiros contra a caravana do PT, no mesmo mês, e, agora, em meio às reações ao atentado à faca a Bolsonaro.
No primeiro momento, mais por estratégia política do que por impulso solidário, todos os demais candidatos repudiaram o ato. Muitos interpretaram que o episódio poderia ser um ponto de inflexão na escalada de violência política e maniqueísmo que assola o Pais pelo menos desde 2013, após as manifestações de protesto contra a corrupção durante a Copa das Confederações. Passado o choque inicial, porém, algumas atitudes demonstram que, infelizmente, a lição pode não ter sido aprendida. O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, elevou o tom: “Se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”. Uma ex-presidente da República, Dilma Rousseff, expôs o que na verdade o PT – o grande responsável por desencadear o clima de “nós contra eles” – pensa intramuros. “O ódio, quando se planta, colhe tempestade” afirmou, quase como quem justificasse o agressor. Tão logo recobrou os sentidos, Bolsonaro posou para foto repetindo o gesto com as mãos que simula uma arma de fogo.
O presidente do PSL e coordenador da campanha de Bolsonaro, Gustavo Bebbiano, reconhece publicamente que, neste momento, não há clima para “cessar fogo”. Declarou à ISTOÉ que trégua só será possível após a “derrota total da esquerda”. “Quem gera discurso de ódio há 20 anos no Brasil ou mais é o PT, o PSOL… Nós estamos dispostos a nos confrontar com o mal. O mal silencioso que tomou conta do Brasil. Quem gera discurso de ódio é a esquerda instalada no país que gera divisão entre as pessoas, entre brancos e negros, ricos e pobres, patrões e empregados e por aí vai”, destacou Bebbiano.
No PDT de Ciro Gomes, o presidente do partido, Carlos Lupi, até defende a necessidade de distensão. O problema é garantir que o discurso do ódio não comece pelo próprio Ciro. O candidato do PDT já disse que, caso batesse à sua porta, receberia “a turma do juiz Sérgio Moro”, que coordena a Operação Lava Jato, “à bala”. Em outro momento, afirmou que, se eleito, colocaria o Poder Judiciário e o Ministério Público “na sua caixinha”. Por mais que tente, o temperamento de Ciro não é exatamente sinônimo de tranquilidade, bom senso e racionalidade. Nesta semana, respondeu a Mourão, vice do candidato do PSL: “Vem, general, ser jumento de carga”.
O risco de que o ódio não se dissipe é enorme. E pode não serenar nem mesmo em um próximo governo, a depender do cenário. O analista político Leopoldo Vieira, executivo da agência de análise e estratégia política Idealpolitik, chama essa hipótese de “governo enxaqueca”, uma situação que provocaria nos derrotados um efeito semelhante às consequências desagradáveis após uma grande embriaguez. “As eleições projetam uma disputa muito apertada no segundo turno.
Especialmente se o segundo turno vier a ser entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), haverá uma grande chance de a parte derrotada não se conformar com o resultado. E a parte vencedora se sentirá legitimada pelo voto. O resultado das ações e reações a partir daí podem ser imprevisíveis”, avalia ele.
O elemento gerador do clima tenso das eleições reside no fato de que o estopim da insatisfação brasileira é a sua contrariedade com a corrupção e os desmandos na política. O brasileiro se mostra cansado de pagar impostos escorchantes e ver como contrapartida na sua vida somente a eclosão de escândalos. Acima de qualquer disputa, o importante é lembrar que o país não vive um “tempo de guerra”. As eleições são o meio pacífico que a democracia encontrou de resolver as suas questões mais prementes. Elas não podem ser “um tempo sem sol”. O debate democrático precisa de luz. Quanto mais, melhor.

14 de set de 2018

ONS prevê bandeira vermelha na conta de luz até o final do ano

ONS prevê bandeira vermelha na conta de luz até o final do ano
O diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, disse nesta quinta-feira, 13, que até o final do ano a bandeira vermelha do setor elétrico continuará acionada, mesmo com o início do período chuvoso em novembro, porque seria temerário desligar termelétricas em um momento de escassez hídrica. “Até porque para as distribuidoras também seria temerário, por conta dos custos com os combustíveis”, destacou o executivo sobre a cobrança adicional nas contas de luz.
Ele participou do seminário “O futuro do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios e Oportunidades”, promovido pela Fundação Comitê de Gestão Empresarial (COGE) e a Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE).
Barata afastou qualquer tipo de problema de abastecimento de energia elétrica no País, mesmo com a chegada do verão, já que com o acionamento das usinas termelétricas para poupar os reservatórios das hidrelétricas são suficientes para atender à demanda.
O seminário reúne representantes das principais entidades do setor elétrico e pretende chegar ao final com propostas a serem entregues aos candidatos à presidência da República.
Segundo o presidente interino da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral, a consolidação das termelétricas como base da geração do sistema elétrico é um dos pontos que deverão ser levados ao novo comando do setor no Brasil.

11 de set de 2018

Detran começa a implantar placa Mercosul

Rio é o primeiro estado a utilizar o novo modelo no Brasil

Por O Dia
Rio de Janeiro é o primeiro estado a utilizar o novo modelo no Brasil
Rio de Janeiro é o primeiro estado a utilizar o novo modelo no Brasil -
Rio - A partir desta terça-feira, a população fluminense passam a ter acesso ao novo modelo de placa, o Mercosul, de acordo com as resoluções 729 e 733 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A troca não será obrigatória para todos os veículos.
De acordo com o Detran, quem quiser trocar a placa voluntariamente ou realizar operações que envolverem novas placas já receberão o modelo Mercosul. As operações são: emplacamento de carros zero quilômetro, transferências de propriedade, de jurisdição e de município, além de alteração de categoria e troca de placas danificadas.
Segundo o órgão, a nova placa vai dar maior segurança para os proprietários de veículos, evitando a possibilidade de clonagem. O modelo Mercosul terá código único e conterá todos os dados de confecção da placa, como o número de série e identificação de seu fornecedor, além da data de fabricação. Inclui também o modelo do veículo, permitindo a rastreabilidade dela.
A autoridade policial identifica instantaneamente onde a placa foi confeccionada e a qual veículo pertence. Por consequência, se as características não coincidirem, será possível saber se o veículo é clonado ou não. O valor de fabricação da placa é o mesmo do modelo antigo (R$ 219,35).
Já a rastreabilidade do veículo será possível por meio de um aplicativo que o Denatran vai disponibilizar gratuitamente para as polícias até o fim de setembro. O novo aplicativo vai conferir ainda mais segurança aos usuários e vai estar acessível nas plataformas IOS e Android.
“A placa Mercosul não é uma simples placa, mas um novo conceito que vai dar uma enorme contribuição para a segurança pública do estado. É uma conquista. Terá benefícios anticlonagem e vários itens de segurança. Além disso, terá o mesmo preço da antiga”, destaca Leonardo Jacob, presidente do Detran.
Rio de Janeiro é o primeiro estado a utilizar o novo modelo no Brasil - Divulgação
Outra necessidade para a implantação do novo modelo da placa é a proximidade do fim da combinação alfanumérica. Se a placa mantivesse a atual combinação (três letras e quatro números), nos próximos dois anos, não existiram mais novas sequências para contemplar toda a frota do país.
O que muda com o novo modelo de Placas Mercosul?
1- O sistema de cores diferentes para as diversas categorias continua?
Sim. Cada categoria tem uma cor específica. Mas agora a cor do fundo das placas será sempre branca, o que muda é a cor das letras e números. Para veículos de passeio, cor preta; para veículos comerciais, vermelha; carros oficiais, azul; verdes para veículos especiais; amarelo para diplomático e prata para colecionador.
2- Como é a sequência de caracteres alfanuméricos?
As novas placas possuem quatro letras e três números.
3- Como é a referência ao Estado e cidade?
O nome do país estará na parte superior da placa, sobre uma tarja azul. Haverá também a bandeira do estado e o brasão do município, que estarão à direita da placa, abaixo da bandeira do Brasil.
4- O tamanho da placa muda?
Não. A placa terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil: 40 cm de comprimento por 13 cm de largura.
5- Quais as características de segurança da placa Mercosul?
Ondas sinusoidais
Gravadas a laser e de fácil identificação à longa distância.
Marcar d’água
Efeitos ópticos visuais gravados na película refletiva com as logos da Mercosul.
Inscrições de Segurança
Alteram de cor conforme o ângulo de visão
QR-Code
É o número de série criptografado, que confere identidade única à cada placa. Fornece as informações necessárias para o controle de rastreamento de todas as fases do processo de produção, desde a fabricação até a instalação da placa no veículo. Controlada pelo Denatran.
6 - Quem deve trocar a placa?
A mudança não é obrigatória para todos. De acordo com a regulamentação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), todos os estados no Brasil deverão implantar o novo modelo até 1º de dezembro de 2018. A troca vai começar pelos veículos zero quilômetro a serem registrados (1ª licença), por aqueles em processo de transferência de jurisdição, de município ou propriedade ou ainda para aqueles que desejarem a mudança voluntariamente, placa danificada e troca de categoria do veículo.

Galeria de Fotos

Rio de Janeiro é o primeiro estado a utilizar o novo modelo no Brasil Divulgação
Rio de Janeiro é o primeiro estado a utilizar o novo modelo no Brasil Divulgação

10 de set de 2018

Saúde de Bolsonaro melhora e família se reunirá com PF


Image-0-Artigo-2451100-1
Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável, disse que o pai dele está anêmico, com dificuldade de falar, mas que recuperação prossegue ( Foto: Folhapress )
São Paulo/Brasília O Hospital Albert Einstein divulgou no começo da noite de ontem novo boletim médico sobre o candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL), afirmando que o quadro de saúde do presidenciável continua em evolução e a expectativa é que "nos próximos dias, a função intestinal se normalize e o paciente passe a ingerir alimentos por via oral".
O boletim observa que a circulação do intestino para o fígado de Bolsonaro está preservada.
"A paralisia intestinal decorrente do grande trauma mostra sinais de que está em regressão".
Bolsonaro continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de saída, disse mais cedo seu filho, Eduardo Bolsonaro a jornalistas. Ele ressaltou que o presidenciável está anêmico, com dificuldade de falar, mas o processo de recuperação prossegue e ele tem caminhado com o auxílio de um andador.
"Persistem os cuidados de fisioterapia, incluindo caminhadas e exercícios diários, sem apresentar dor", afirma o novo boletim. Os médicos de Bolsonaro ressaltam que nos exames laboratoriais "ainda existe uma leve anemia, em decorrência do sangramento inicial, secundário ao trauma". O candidato perdeu dois litros de sangue após levar uma facada em Juiz de Fora (Minas Gerais).
Pela manhã, o Albert Einstein divulgou o primeiro boletim médico do dia, destacando que o Bolsonaro apresentava naquele momento "nítida melhora clínica e laboratorial, sem nenhuma evidência de infecção", mas tem "jejum oral, recebendo nutrientes por via endovenosa".
Os boletins são assinados pelos médicos Antônio Luiz Macedo, cirurgião, Leandro Echenique, clínico e cardiologista e Miguel Cendoroglo, diretor superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.
Bolsonaro está internado desde sexta (7) no hospital na Zona Sul de São Paulo, em recuperação depois de ter levado uma facada durante campanha em Juiz de Fora no dia anterior. Ontem, em frente ao hospital apareceram alguns simpatizantes de Bolsonaro e o clima foi de tranquilidade. Ao longo do fim de semana, atos de apoio ao candidato ocorreram em várias cidades do País, incluindo Fortaleza.
Segurança
Hoje, a família de Bolsonaro vai se reunir com o diretor da Polícia Federal Rogério Galloro. Os filhos Flávio e Eduardo vão a Brasília para o encontro. Eduardo ressaltou ontem que Galloro voltou de viagem aos EUA por conta do ataque sofrido por Bolsonaro.
"Vamos bater um papo para saber o que pode ser feito em relação à segurança", disse Eduardo ontem. Ele ressaltou que seu pai "faz questão do contato com o povo" e, com isso, a segurança dele fica ainda mais difícil. Ao mesmo tempo, Eduardo ressaltou que seu pai está exposto a um nível de periculosidade muito maior agora, o que exige proteção redobrada.
Eduardo disse que "não é conveniente" um atentado contra ele ou outro familiar de Bolsonaro. "Se você tirar o lado emocional e analisar racionalmente, é mais intenção de voto para o Jair Bolsonaro. Geraria mais comoção me matar, por exemplo".
Bolsonaro tem segurança da PF e de amigos policiais que fazem a proteção de forma gratuita, disse seu filho. O agressor sabia desse forte esquema de segurança, e mesmo assim tentou assassinar o militar, ressaltou Eduardo. "Você vê que não é algo racional".
Eduardo disse ainda que seu pai está consciente de que esteve perto da morte e afirmou que tentaram assassinar Bolsonaro por ele ter chances reais de vencer as eleições. Ele disse que o pai está "se recuperando e essa recuperação vai levar tempo".

8 de set de 2018

O deboche petista não tem fim

Lula passou de todos os limites. Para manter uma candidatura ilegal, desrespeita a lei e ridiculariza magistrados. Quer desestabilizar as eleições, para justificara iminente derrota nas urnas

Crédito: Evaristo Sa
Desde que foi condenado pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), em janeiro, Lula resolveu adotar como esporte predileto a afronta à Justiça. Não bastasse o fato de ter transformado sua cela em escritório político, Lula decidiu estabelecer uma narrativa cujo propósito é distorcer a realidade. Por decisão esmagadora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 6 a 1, na madrugada do sábado 1, Lula deixou de ser candidato à Presidência porque um condenado em tribunal colegiado de segunda instância, como é o caso do TRF-4, é considerado inelegível. Por óbvio, o TSE determinou, então, a proibição de qualquer propaganda eleitoral que exponha Lula na condição de aspirante ao Planalto. De Curitiba, porém, o petista mandou seu partido seguir com a galhofa. A estratégia incomoda até mesmo alguns dirigentes petistas, a começar pelo fantoche escolhido pelo ex-presidente para representá-lo na chapa, Fernando Haddad. O escárnio petista não tem limites.
Numa decisão que, em linhas gerais, ISTOÉ já antecipara na sua edição de 8 de agosto, o TSE deu um prazo de dez dias para que o PT apresentasse o substituto de Lula na chapa e ainda proibiu o petista de fazer propaganda como candidato, tanto nas ruas, como na propaganda do rádio e TV e nas redes sociais. Mas o PT resolveu ir além, desrespeitando todas as decisões do TSE. A Justiça Eleitoral já concedeu cinco liminares suspendendo propagandas do partido no rádio e na TV, inclusive com a aplicação de multa de R$ 500 mil a cada tentativa de manutenção do ilícito. Apesar de tudo, porém, a tática do PT é a de manter a confusão até o dia 11 de setembro, data final determinada pela Justiça para a substituição de Lula por Haddad.
Ao invés de cumprir a lei e tirar Lula das propagandas, o PT fez apenas alguns ajustes nas peças publicitárias. Um dos jingles da campanha foi alterado. A letra original da música utilizada na propaganda eleitoral dizia: “É Lula nos braços do povo”. Essa frase foi substituída por “Lula é Haddad, é o povo”. Em outro trecho, houve a troca de “Chama que o homem dá jeito” para “Chama que o 13 dá jeito”. Os programas, no entanto, seguem disseminando a ideia de que o candidato é Lula. A estratégia petista é estruturada para atender unicamente os interesses pessoais de Lula, como se ele fosse o dono do partido. Assim, vai mantendo até onde for possível o mantra de perseguido político. Para isso, agarra-se novamente à farsa de que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas pode salvar sua pele e se sobrepor à Justiça brasileira, impondo sua ilegal candidatura. Em decisão na quinta-feira 6, o ministro do STF, Edson Fachin, negou pedido da defesa de Lula e manteve a inelegibilidade.
Dentro do STF, ministros criticam a postura do PT. Eles dizem que essa investida é insustentável, já que uma coisa é a simples recomendação da ONU, outra é a inexistência de força vinculante entre o sistema jurídico brasileiro e a posição da entidade. Nos bastidores do TSE, ministros também classificam a manobra como “chicana jurídica”. Ministros ouvidos por ISTOÉ falam nos bastidores que o PT quer “desestabilizar” o processo eleitoral.
No início da semana, Haddad revelou, a pessoas próximas, estar inconformado. Internamente, diz que o partido está perdendo tempo ao não fazer logo a substituição. As pesquisas internas do PT apontam para a possibilidade de que cerca de 50% dos votos dados a Lula se revertam para ele. O problema é que quanto mais Lula insiste nessa tática burlesca, menor é o tempo que Haddad terá para se viabilizar. Até aí é um problema do partido e de seu poderoso chefão. O que não é lícito é que um político prisioneiro provoque tamanho caos eleitoral a um mês do pleito.

6 de set de 2018

Antivírus atualizado é uma das armas contra ação de fraudadores

ação de fraudadores

Usuário precisa ter atenção redobrada ao acessar a internet e não acreditar em ofertas de facilidades

Por MARTHA IMENES
-
Rio - Com o aumento da incidência de golpes contra aposentados do INSS somente no primeiro semestre deste ano foram registradas 461 denúncias pela Ouvidoria do instituto , além do vazamento de dados via internet, inclusive pelo Serpro, como o segurado deve se proteger para não ser vítima de estelionatários? O DIA consultou especialistas em cibersegurança para mostrar como se defender. As principais dicas, segundo Fábio Lutfi Machado, da empresa Qriar Cybersecurity, são manter sempre o programa de antivírus atualizado e desconfiar de ofertas de facilidades por ligações telefônicas, via WhatApp e SMS. "Seja em computador, laptop, celular ou tablet, o antivírus tem que estar atualizado", orienta.
Machado afirma que os golpes são mais baseados em engenharia social, e menos por meios virtuais. "A fragilidade dos idosos é frequentemente explorada por cibercriminosos que se apoiam em fatores estruturais, como pouco nível de escolaridade, status sócio-econômico baixo, por exemplo. Limitado acesso a serviços públicos também contribui com o aumento da vulnerabilidade. E isso torna os mais velhos um chamariz para fraudadores", alerta Machado.
O especialista avalia que com a possibilidade de alguns aposentados terem 25% a mais no benefício para pagar cuidadores, conforme determinou recentemente o Superior Tribunal de Justiça (STJ), as tentativas de golpe contra esses segurados podem aumentar.
"É recomendável sempre canais seguros de internet. É melhor evitar a aquela rede aberta grátis em lan house ou outro local, que podem ser chamariz para possível invasão", diz Machado.
O especialista orienta o usuário a verificar sempre se o certificado digital emitido é confiável e, em caso de sites governamentais que não são reconhecidos pelo navegador da internet tradicional, conferir se realmente está no domínio correto. Como exemplo, ele cita a página na internet do próprio INSS.
"O domínio da página é 'inss.gov.br', ao acessar uma outra aba dentro do site é preciso se certificar que esse endereço não será alterado", ensina Fábio Machado.
Outro exemplo é o site do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). "O domínio é www.trf2.jus.br, o que vem antes ou depois desse endereço pode mudar - como www10.trf2.jus.br/consultas/consulta-processual-publica ou https://portal. trf2.jus.br/portal/consulta/cons_procs.asp -, mas endereço não", indica o especialista em segurança na internet.

Investidas vêm por SMS e WhatsApp

As mensagens por SMS e pelo WhatsApp também são meios de criminosos virtuais roubarem dados pessoais e financeiros das vítimas por meio de mensagens falsas. Geralmente, buscam o caminho que que possa fazer o maior número possível de alvos, tornando os usuários de SMS e WhatsApp objetos cobiçados.
"Os golpes não acontecem apenas por falha na segurança de aplicativos, mas também por envio de link falso, o chamado phishing. Esse é um dos métodos de ataque mais antigos e funciona como uma pescaria: o cibercriminoso envia uma mensagem quase sempre com um link, esperando que o usuário 'morda a isca' e clique nele. O phishing costuma pedir dados de visitantes", explica Eduardo Henrique, diretor-geral da Wavy, empresa de cibersegurança.

Instituto faz campanha

Além dos golpes de aposentadoria fácil, revisão de benefício, crédito consignado, agora os aposentados têm que lidar com ligações oferecendo liberação de dinheiro retido. "Não informe dado algum pelo telefone ou a terceiros", alerta Fábio Lutfi Machado, especialista em cibersegurança. "Um modo simples para prevenir é não dar atenção a ligações em que a pessoa se identifica como sendo do INSS ou de qualquer outro órgão ligado à Previdência", afirma.
O próprio INSS tem feito campanha na internet para o segurado em nenhuma circunstância o instituto liga ou envia e-mail para o pensionista solicitando dados pessoais ou oferecendo benefícios", pontua o especialista.
Procurado, o instituto informou que os segurados podem obter orientações nos postos e nas páginas na internet, e que os serviços são gratuitos. Orienta ainda o beneficiário a formalizar denúncia pela Central 135.

CRÉDITO CONSIGNADO DO INSS SERVE DE CHAMARIZ PARA CRIMINOSOS

Pedro de Oliveira Santos - MAÍRA COELHO/ AGÊNCIA ODIA
Outro golpe muito comum aplicado é o do empréstimo consignado, que é descontado diretamente na folha de pagamento. As taxas mais baixas do mercado - para o funcionalismo público está em 1,75% ao mês e, no caso dos segurados o teto é de 2,08% ao mês -, fazem com que esse tipo de crédito seja atrativo para aposentados do INSS e fraudadores.
Em fevereiro, O DIA mostrou o caso de Pedro de Oliveira Santos, 65 anos, morador de Vila Isabel. "No ano passado precisei de um empréstimo e fui a um agente autorizado na Rua Senador Dantas, no Centro da cidade, levei os documentos, assinei os papeis. Saiu tudo certinho", conta o aposentado, que passou a acompanhar os descontos mensais. Mas, no mês seguinte, ele percebeu um valor maior no débito mensal da aposentadoria.
"Vi o desconto, mas deixei como estava. Em dezembro veio um novo débito. Foi quando decidi ir a um posto do INSS pedir um extrato de empréstimo consignado e descobri dois empréstimos e uma renegociação de dívida que eu não fiz", diz.
Segundo o aposentado do INSS, foi aprovado um crédito de R$ 2,6 mil em sua conta corrente por uma financeira, em seguida um empréstimo de R$ 1,5 mil em banco que "não se sabe onde o dinheiro foi parar" e uma renegociação de dívida, no mesmo banco, cujo valor não foi informado.
O aposentado reclamou no INSS, deu parte na delegacia e agora passa por transtorno para não ter o desconto feito no seu contracheque. "Estamos aguardando o exame grafotécnico para provar que eu não assinei os papeis", lamenta.
A burocracia para resolver o problema é criticada pelo advogado Herbert Alencar, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB Barra. "Não é possível que autorizem descontos imediatos (no contracheque do aposentado) e agora para resolver a situação leve tanto tempo", alega o advogado.
MEDIDAS BÁSICAS
Algumas medidas devem ser tomadas para evitar cair nessa "roubada". Verificar as cobranças é a principal orientação. "Existem aposentados que são descontados e nem sabem", afirma o advogado Herbert Alencar.
Caso desconfie da cobrança, o advogado orienta a pedir na agência do INSS um formulário para consultar empréstimos consignados. "De posse desse formulário o aposentado saberá qual empréstimo foi autorizado, as informações são detalhadas com data, valor e parcelas a debitar", diz.
"Se não conseguir reverter a situação dos descontos no posto do INSS, o segurado tem que entrar na Justiça", avisa o advogado.

5 de set de 2018

Condenado por formação de quadrilha, Garotinho fica inelegível

TRE julga nesta quarta-feira registros dos candidatos. Ex-governador é candidato ao Palácio Guanabara pelo PRP

Por ADRIANA CRUZ
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região realizou audiência de apelação apresentada pela defesa do candidato ao Governo do Estado Anthony Garotinho, no Centro do Rio, nesta terça-feira
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região realizou audiência de apelação apresentada pela defesa do candidato ao Governo do Estado Anthony Garotinho, no Centro do Rio, nesta terça-feira -
Rio - O candidato ao governo do estado Anthony Garotinho (PRP) tem mais um obstáculo para continuar na corrida para o Palácio Guanabara. A 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) decidiu aumentar a condenação por formação de quadrilha do ex-governador de dois anos e seis meses para quatro anos e seis meses em regime semi-aberto. Para os desembargadores, Garotinho está inelegível. No julgamento, a Corte também aumentou a pena do ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins. De 28 anos, um mês e 12 dias, ela passou para 28 anos, dois meses e 27 dias, por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outros oito réus também foram condenados.   
A defesa dos réus tem até cinco dias para recorrer da decisão com os chamados embargos de declaração. Enquanto isso, eles não podem ser presos. Garotinho e Lins foram condenados no processo que investigou esquema de corrupção envolvendo delegados acusados de receber propina para facilitar a exploração de jogos de azar no Estado do Rio.
Esta é a segunda sentença confirmada em segunda instância contra Garotinho. Em julho, Garotinho foi condenado pelos desembargadores da 15ª Câmara Cível, do Tribunal de Justiça do Rio, por improbidade administrativa. Ele é acusado de desviar R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006. Neste período, sua mulher, Rosinha Matheus, governava o estado. A sentença cassa os direitos políticos de Garotinho por oito anos. A Justiça determinou ainda o pagamento de R$ 2 milhões por danos morais e multa de R$ 500 mil.
Nesta quarta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) começa a julgar os registros de candidatura. Sobre a condenação por improbidade, Garotinho defende que, como não foi condenado por enriquecimento ilícito com dano ao erário, ele não seria ficha suja. No mês passado, a Procuradoria Regional Eleitoral contestou a candidatura do político com base na condenação da 15ª Câmara Cível. O TRF-2 vai informar a decisão sobre Garotinho ao TRE.
A defesa de Garotinho afirmou que vai entrar com um embargo no TRF-2 e um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o argumento, "o processo é de 2010 e não o impede de concorrer nessas eleições, mas, sim, num futuro pleito". 
Em entrevista coletiva na noite desta terça-feira, Garotinho disse que está otimista em relação a decisão das instâncias superiores.
"Não me surpreendo (com a decisão). Faz parte dos conjuntos de ações para inviabilizar a única candidatura que atacou o sistema do (ex-governador) Sergio Cabral e companhia. Não vou desistir em hipótese alguma da candidatura", disse ele, que emendou.
"Não vou recuar. Fui preso, torturado, mas vou lutar até o final".

4 de set de 2018

Lewandowski pede parecer da PGR sobre representação contra Bolsonaro

Crédito: NELSON ALMEIDA / AFP
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta segunda-feira, 3, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a representação da coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/PCdoB/Pros) contra o candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, e a coligação “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” (formada por PSL e PRTB) por crime de ameaça. A coligação encabeçada pelo PT também quer que Bolsonaro seja investigado pelos crimes de injúria eleitoral e incitação ao crime. Lewandowski foi sorteado hoje como relator da ação, e enviou nesta tarde o processo para a PGR emitir seu parecer.
A representação do PT contra Bolsonaro se baseia em discurso feito pelo candidato do PSL à Presidência durante evento de campanha no Acre, na semana passada. O Estado é governado pelo PT desde 1999.
“Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas pra correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir pra lá. Só que lá não tem nem mortadela, galera. Vão ter que comer é capim mesmo”, disse Bolsonaro na ocasião.
Para o PT, o caso expõe crime eleitoral “de injúria em detrimento de todos os eleitores que de algum modo são identificados como ‘esquerda’ política e nos crimes de ameaça e incitação ao crime de homicídio”.
“No âmbito do direito penal eleitoral, o noticiado (Bolsonaro) promoveu graves dizeres que maculam a honra de parcela da população, afirmando que estes deveriam morrer por fuzilamento ou, como opção, deveriam comer capim. Tudo isso, ressalta-se, no intuito de se promover politicamente, propagandeando ou buscando propagandear sua plataforma política”, dizem os advogados da coligação do PT.
“Por mera divergência política, entende o candidato ser necessário o fuzilamento de toda uma parcela da população, o que representa, a um só tempo, os cometimentos dos crimes de ameaça e incitação ao crime”, sustentam os defensores da coligação petista.
Para o PT, a situação é ainda agravada pelo fato de o episódio ter ocorrido na “presença de várias pessoas, o que facilita a divulgação destas ofensas”.
Procurada, a campanha de Bolsonaro não havia respondido à reportagem até a publicação deste texto.

3 de set de 2018

Não tem petista grátis

Esquema de elogios fakes para turbinar artificialmente as candidaturas do PT é desvendado. Influenciadores pagos vão ter que responder à Justiça

Crédito: Ricardo Stuckert
REDE ILEGAL Candidatos petistas, como Wellington Dias e Gleisi Hoffmann, se beneficiam de propaganda ilegal nas redes sociais (Crédito: Ricardo Stuckert)
O vil metal passou a impulsionar as campanhas eleitorais do PT. Já foi o tempo em que o partido arrecadava fundos para a promoção de seus candidatos por meio de ingênuos militantes, que vendiam botons e camisetas para levantar recursos financeiros para enfrentar adversários endinheirados. Agora, o novo PT, que emergiu do mensalão e do petrolão, faz campanhas ilegais nas redes sociais na Internet para promover seus inescrupulosos integrantes. Esta semana veio a público um escandaloso esquema arquitetado por militantes no Twitter, através de “influenciadores digitais”, com o objetivo de inflar artificialmente os políticos petistas Wellington Dias, candidato à reeleição como governador do Piauí, Luiz Marinho, candidato a governador de São Paulo, e Gleisi Hoffmann, candidata a deputada federal pelo Paraná. O esquema foi montado pela Follow, uma empresa digital criada pelo deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG). A Follow foi constituída no dia 30 de julho, com capital de R$ 100 mil, unicamente para coordenar a tramóia eleitoral, que consiste em fazer propaganda ilegal na internet, usando os “influenciadores”, mediante pagamentos de R$ 1.500 a R$ 2.500 por mês, verba que está sendo chamada de “mensalinho”. Esses influenciadores replicam informações favoráveis aos petistas nas redes em troca de dinheiro, o que a lei eleitoral pune com multa de R$ 30 mil e até prisão para os infratores.
Se a propaganda estivesse sendo feita gratuitamente, tudo bem, mas o problema é que esses “influenciadores” usam desavergonhadamente a internet para divulgar a propaganda eleitoral em troca de dinheiro. Há até contratos em que eles se comprometem a fazer o sujo trabalho através do recebimento de R$ 5 mil em dois meses na atual campanha. O esquema veio a público com a divulgação de um e-mail de Isabella Bomtempo, funcionária da aceleradora digital VBuilders, que funciona no mesmo prédio da Follow. O proprietário da VBuilders, Luis Veloso, também já trabalhou com o deputado petista em Belo Horizonte. Isabella revelou que estava ajudando a Follow a “promover ações de militância política para a esquerda”.
Nesse e-mail, ela diz que aceitou participar da ilegalidade, mas depois se arrependeu. Chegou a revelar um dos trechos do “conteúdo elogioso” que deveria transmitir nas redes. “Fale sobre como o governo federal golpista atual está tirando verbas da educação e congelando os investimentos por 20 anos; Fale sobre a candidatura de Lula de maneira descontraída; Fale sobre como as mulheres são pouco representadas na política; Fale como a direita não apóia e não sustenta abertamente os LGBT’S e por aí vai…” Isabella confessou que os “influenciadores” recebiam R$ 1.500 por mês para participar da propaganda ilegal nas redes: “Pode ser 1 tweet, 1 story, você escolhe”, disseram a ela.
Quebra de sigilo
A Follow subcontratou as agências BeConnect e Lajoy, que também prestam serviços ao PT para “monitorar redes sociais”. O envolvimento dessas empresas foi escancarado quando uma das participantes da divulgação das “ações elogiosas” ficou inconformada por ter que elogiar também o governador do Piauí em seus posts no Twitter. Ao tomar conhecimento da maracutaia, o advogado Carlos Yuri, do PSDB em Teresina, protocolou uma representação contra a campanha de Wellington Dias pedindo que ele seja punido. O MP de Minas Gerais pediu a quebra do sigilos das empresas e dos ativistas digitais. A usuária do Twitter, Paula Holanda, @pppholanda, que participou do grupo e denunciou que as “postagens com conteúdos de esquerda” estavam sendo pagas, anunciou pela Internet seu desligamento da operação ainda no domingo 26. Rodrigo Cardoso, da BeConnect, confirmou que sua empresa havia sido contratada pelo PT e não negou ter relações com Miguel Corrêa, da Follow. Rodrigo foi nomeado como secretário de gabinete do parlamentar no dia 4 de julho e namora a sobrinha do deputado, que também é sócia da Follow.
A Follow desenvolveu o aplicativo “Brasil Feliz de Novo”, usado pela chapa encabeçada por Lula. Por meio dele, os “influenciadores” lançam as notícias positivas e compartilham as informações elogiosas, de acordo com Joyce Falete, dona da Lajoy, confirmando que indicava militantes para o esquema. Ao que tudo indica, trata-se apenas da ponta do novelo de mais um crime praticado pelo PT, que cada vez deixa mais clara sua intenção de macular o processo eleitoral.
Chapa criminosa
Se não bastasse a chapa do PT para a Presidência ser encabeçada por Lula, preso em Curitiba, agora seu vice, Fernando Haddad, também entra para o rol dos petistas acusados de cometer crimes. Ele foi denunciado na segunda-feira 27 pelo Ministério Público de São Paulo em uma ação de improbidade administrativa na qual os promotores pedem sua condenação por enriquecimento ilícito. Tudo porque o MP concluiu que Haddad “tinha pleno conhecimento” de que foi a empreiteira UTC, de Ricardo Pessoa, condenado na Lava Jato, quem pagou uma dívida de R$ 2,6 milhões da campanha do PT para prefeito em 2012. Em depoimento na Lava Jato, Pessoa confessou que entre maio e junho de 2013 a UTC pagou uma dívida da campanha de Haddad junto a gráficas que imprimiram material da campanha. Os pagamentos foram feitos por meio do doleiro Alberto Youssef, a pedido do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que também está preso em Curitiba. Além de pedir a condenação do ex-prefeito, o MP pede a perda de seus direitos políticos, além do bloqueio de bens no valor de até R$ 14 milhões. Dessa forma, a chapa criminosa do PT para presidente está cada vez mais enrolada. O crime faz parte do DNA petista.

31 de ago de 2018

'Ele está tendo coragem de elogiar Hitler', diz Bolsonaro em resposta a Ciro

Candidato do PSL também reagiu à campanha de Geraldo Alckmin: "pacifista desarmamentista"

Por ESTADÃO CONTEÚDO
Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência
Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência -
São Paulo - Em evento de aproximação com o eleitorado feminino nesta quinta, em Porto Alegre, o candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, rebateu as declarações de Ciro Gomes (PDT), que na véspera o chamou de "projetinho de Hitler tropical".
"Ele (Ciro) diz que Hitler é inteligente. Ele está tendo coragem de elogiar Hitler, o que já é uma coisa bastante complicada", afirmou. Para o deputado federal, Ciro é um dos culpados por "enterrar o Brasil". "Realmente eu não sou tão conhecedor de muita coisa quanto ele, que já foi ministro do Lula e ajudou a enterrar o Brasil nesse caos ético, moral e econômico que nos encontramos hoje", disse.
No encontro, o candidato do PSL foi questionado sobre vídeo de campanha de Geraldo Alckmin divulgado nesta quinta-feira, que o ataca indiretamente. A peça mostra problemas a serem enfrentados pelo próximo presidente sendo atingidos por projéteis, e termina com o mote "não é na bala que se resolve".
Ao responder, Bolsonaro chamou Alckmin de "pacifista desarmamentista" e provocou o tucano a não andar com carro blindado. "Armas não geram violência e flores não garantem a paz. Ele que deixe de andar com carro blindado e segurança que eu acredito na proposta dele", disse.
Bolsonaro também comentou a acusação de que uma funcionária do presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) teria sido ameaçada com uma arma por um simpatizante do candidato do PSL, na tarde de quarta-feira. "Ele é um especialista em invadir propriedade, levar terror à cidade. Ele está acusando os outros do que ele faz", afirmou.
O candidato ainda comentou a questão das fronteiras e afirmou que a lei de migração "transformou o Brasil em país sem fronteira". "Na fronteira, entra depois de uma triagem e, se forem refugiados, vamos agir de forma humanitária. Escancarar as fronteiras para ninguém", disse.
Evento
Bolsonaro foi recebido por centenas de apoiadores, a maioria mulheres, na Casa do Gaúcho, na região central de Porto Alegre. E prometeu "igualdade" ao afirmar que mulheres devem ter posse de arma para se defender. "Queremos que vocês tenham o direito à legítima defesa. Vocês não são frágeis. O que não pode são os homens retirarem de vocês esse direito de portar algo que, além de defender a sua vida, defende a vida dos seus filhos", disse o candidato em meio a aplausos.
Ele ficou no local por cerca de duas horas e falou apenas por poucos minutos. No resto do tempo, o candidato ficou tirando fotos e selfies com candidatos do PSL no Rio Grande do Sul e apoiadores.

29 de ago de 2018

Saiba como garantir a 'revisão da vida toda' na aposentadoria

É preciso comprovar que houve contribuições antes de julho de 1994. Confira os documentos

Por MAX LEONE
Reativação: é preciso ir ao banco ou posto do INSS com documento
Reativação: é preciso ir ao banco ou posto do INSS com documento -
RIO - Os aposentados do INSS que não tiveram as contribuições previdenciárias anteriores a julho de 1994 incluídas no cálculo dos benefícios podem pleitear a revisão na Justiça. Várias decisões judiciais têm favorecido quem não viu os recolhimentos mais antigos usados para definir o valor. As sentenças abrem precedentes a novas ações. Mas para entrar com processos, é preciso comprovar que os pagamentos foram feitos neste período e a Previdência descartou as contribuições. Especialistas denominam a correção como "revisão da vida toda".
Hoje, quando o INSS faz as contas para definir a aposentadoria, usa as 80% maiores contribuições a partir de julho de 1994, conforme a legislação em vigor. Para quem estava no mercado, a metodologia pode representar perdas consideráveis quando o benefício é concedido. Se o salário na ocasião era mais alto, a perda é maior.
De acordo com Murilo Aith, advogado do escritório Aith, Badari e Luchin, para saber se tem direito à revisão da vida toda, os aposentados precisam ter dado entrada no benefício que recebem depois de 1999. E as aposentadorias terem sido concedidas com base na Lei 9.876/99. Aith orienta verificar se vale a pena ajuizar o processo, se a inclusão das contribuições anteriores vão alterar o valor dos benefícios.
"É importante consultar especialista para conferir se o proveito econômico é vantajoso", afirma.
CONFIRA OS DOCUMENTOS
A pedido do DIA, o advogado listou documentos necessários para conferir se o segurado terá direito ao ajuste. Segundo ele, é preciso ter a carta de concessão, o Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis), que pode ser substituído pela relação de salários de contribuição, ou conseguir detalhamento de crédito ou extrato bancário que demonstre o pagamento do benefício. Em alguns casos, o que não é uma regra, a carteira de trabalho deve ser apresentada.
"Os documentos podem ser retirados por meio do site Meu INSS ou em qualquer agência do instituto", informa Aith.
Ao acessar o site, https://meu.inss.gov.br/central/index.html, é preciso fazer o login. Quem ainda não possui o cadastro terá que providenciá-lo. Basta clicar em login e depois cadastrar uma senha.
Após preencher as informações, aparecerá mensagem para entrar em contato com Central 135 a fim de validar o número do protocolo fornecido. Ao entrar em contato, um servidor fará perguntas pessoais. Ao validar o protocolo, é necessário fazer o login e escolher senha de nove dígitos, com pelo menos um letra maiúscula, um número e um caractere especial.
Em sentenças judiciais no Rio e em São Paulo, alguns benefícios foram corrigidos de 11,80% a 78,61%. A mais recente validou a revisão da vida toda de um segurado de Resende (RJ). Nela, a Justiça mandou o INSS incluir, de maneira definitiva, os recolhimentos antigos para recalcular o benefício. Com a sentença, receberá atrasados de R$28,3 mil, relativos às diferenças do período. O benefício subirá de R$ 3.801,09 para R$ 4.249,54. 

Mais de 532 mil benefícios cortados

Mais de 532 mil aposentados e pensionistas do INSS que não fizeram a prova de vida tiveram o benefício cortado em todo o país. Somente no Estado do Rio, 50.281 segurados que não comprovaram que estão vivos tiveram o pagamento suspenso.
Para ter o benefício reativado é preciso apresentar no local que fizer o recadastramento, no banco onde recebe o benefício ou no posto do INSS, um documento de identificação com foto, como identidade, Carteira de Trabalho e Carteira Nacional de Habilitação, por exemplo.
Quem não pode sair de casa por motivo de saúde, deve ser representado. O procurador precisa ir a uma agência do INSS com atestado emitido há menos de 30 dias e procuração registrada em cartório.

28 de ago de 2018

ONU aponta genocídio de minoria rohingya

Relatório pede abertura de processo contra autoridades por crimes de guerra e contra a humanidade
Image-0-Artigo-2445518-1
Não reconhecidos oficialmente como cidadãos no país asiático, a etnia muçulmana fugiu, para nações como Bangladesh e Indonésia, de "limpeza étnica" que incluiu incêndios promovidos pela alta cúpula militar birmanesa ( FOTO: AG. FRANCE PRESSE )
Genebra/Naypyidaw. Investigadores das Nações Unidas pediram ontem que a Justiça internacional inicie um processo contra o comandante das Forças Armadas de Mianmar e outros cinco militares por "genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra", pela repressão da minoria rohingya.
"Os principais generais de Mianmar, incluindo o comandante em chefe Min Aung Hlaing, devem ser investigados e processados por genocídio no norte do estado de Rakhine", afirma um relatório da missão da ONU em Mianmar. Também devem ser investigados por crimes contra a humanidade e crimes de guerra nos estados de Rakhine, Kachin e Shan.
10 mil mortos
Mais de 700 mil rohingyas foram obrigados a fugir de Mianmar entre agosto e dezembro de 2017, após uma ofensiva do Exército birmanês em represália aos ataques de rebeldes rohingyas contra postos de fronteira.Os rohingyas buscaram refúgio em Bangladesh, onde moram em gigantescos campos de refugiados. A missão da ONU considera "prudente" a estimativa anunciada pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) de que 10 mil pessoas morreram durante a perseguição aos rohingyas.
De acordo com os investigadores da ONU, a líder birmanesa Aung San Suu Kyi "não utilizou sua posição com chefe de Governo nem sua autoridade moral para enfrentar, ou impedir, os atos ocorridos no estado de Rakhin". "Por seus atos e omissões, as autoridades contribuíram para a execução destes crimes atrozes", afirmam os investigadores das Nações Unidas.
O Conselho de Segurança pediu em várias ocasiões ao governo de Mianmar o fim das operações militares e garantias para um retorno seguro dos rohingyas, mas estas iniciativas esbarraram na recusa da China, principal aliada de Mianmar.
"Relações inter-religiosas são muito complexas em Myanmar. Muçulmanos, especialmente os rohingya, são confrontados com a islamofobia profundamente arraigada de uma sociedade e Estado predominantemente budistas. Os fundamentalistas alegam que a cultura budista nacional estaria ameaçada pelos muçulmanos", observou Siegfried O. Wolf, pesquisador em Bruxelas.

27 de ago de 2018

Rivais herdeiros de Lula

Os três são ex-ministros de sua “santidade”. Dois deles, Ciro e Marina, do Norte-Nordeste como ele. Mas quem o PT quer colocar lá é o professor paulistano. Quem será o ungido da esquerda?

Rivais herdeiros de Lula
Políticos do PT subiram na terça-feira 21 a famosa ladeira do Curuzu, bairro popular de Salvador. Uma eleitora perguntou para outro: “Quem é aquele ali ao lado do Rui?”. O Rui, que ela conhece, é o governador da Bahia, Rui Costa, candidato à reeleição. “É o tal de Andrade”, responde o outro. “Andrade” é como o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, começa a ser chamado no Nordeste pelos que já associam que será ele, e não Lula, o candidato do PT à Presidência.
A pouco mais de um mês das eleições, no entanto, ele ainda percorre as ruas do País quase como um desconhecido. Diante da insistência do PT em esticar ao máximo a candidatura de Lula mesmo sabendo que ela é ilegal e será interrompida antes de chegar às urnas eletrônicas, Haddad carrega todos os ônus da estratégia. Como não é o candidato à Presidência, mas a vice, ele não participa de debates e não entra nos noticiários no momento de divulgação das agendas. Vira, assim, apenas mais um, hoje em desvantagem, a disputar o espólio da expressiva votação de Lula. Se Haddad é o herdeiro oficial ainda não oficializado, Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) apostam na capacidade de atraírem eleitores de Lula por encarnarem perfis igualmente de esquerda. Ambos foram ministros dos governos de Lula. Ciro tem a seu favor o fato de ter sido, até o PT resolver abandoná-lo, um ferrenho defensor de Lula. Marina conta com o fato de ser uma fundadora do PT, aliada do ambientalista e líder político Chico Mendes. E possuir uma trajetória parecida com a de Lula – a de uma liderança forjada na pobreza que ascendeu.
Votos sub judice
Do total de 110 milhões de eleitores que devem de fato comparecer às urnas, cerca de 60 milhões estariam na órbita de influência do ex-presidente Lula. São os chamados votos sub judice. A pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira 22 indica que, se pudesse ser candidato, Lula teria 39% das intenções de voto. Sem o petista, os votos atribuídos a ele distribuem-se entre vários candidatos, deixando, hoje, Haddad na rabeira da disputa, com somente 4%. Marina e Ciro dobram suas intenções de voto: ela pula para 16% e ele vai para 10%. Não é um cenário consolidado. Em um mês e dez dias, o quadro pode ser outro. O suficiente para esquentar a guerra fratricida no espectro político de esquerda de agora em diante.
” Não adianta querer vesti-lo de Lula. Ele (Haddad) não é Lula” Jaques Wagner (PT), ex-governador da Bahia
O campo principal da batalha no qual Ciro, Marina e Haddad travarão pelos votos de Lula é o eixo Norte-Nordeste. Berço da desigualdade social mais profunda, o Nordeste tornou-se um divisor de águas nas últimas eleições e é lá onde reside a maior parte dos eleitores do Lula. Justamente por conta disso, a região tem recebido nos últimos dias uma verdadeira romaria de candidatos. Na semana passada, Marina Silva (Rede) esteve em dois estados nordestinos. Visitou Fortaleza, capital do Ceará, na segunda-feira 20 e Recife, capital de Pernambuco, no dia seguinte. Para se viabilizar como desaguadouro dos votos da esquerda, Marina trabalha para desfazer a imagem de mulher frágil, cultivada em terrenos férteis há quase uma década, com uma importante contribuição dela própria. Agora, ela tenta demonstrar personalidade – quer personificar uma árvore típica de sua região: a biorana. “Experimenta bater com o machado: sai faísca e não verga”, repete Marina em vídeos que circulam na internet. A estratégia percorreu o debate RedeTV!/IstoÉ na sexta-feira 18. Em dado momento da refrega, a candidata do Acre partiu para cima de Bolsonaro deixando-o sem ação. “Você acha que resolve tudo no grito”, reagiu diante de uma pergunta mais áspera do candidato do PSL. Pesquisas internas revelam que a postura a levou a amealhar votos femininos. A mudança no perfil da candidata envolve aspectos visuais e estéticos. Nos últimos dias, Marina promoveu sutis mudanças no seu figurino, reduzindo o uso de ornamentos amazônicos. Para manter-se em alta com as mulheres, Marina promete inseri-las no processo produtivo. Se eleita, ele promete investir em creches e escola de tempo integral e dará apoio ao empreendedorismo feminino. A candidata da Rede também acena viabilizar o acesso de mulheres ao microcrédito e oferecer assistência técnica para que elas possam abrir o próprio negócio.
Assim como Marina, Ciro Gomes empreende uma guinada comportamental para conseguir herdar os votos de Lula. Só que no sentido inverso: Ciro modera o discurso. Apresenta-se mais “Cirinho paz e amor” do que nunca. Depois de tropeçar seguidamente na língua, Ciro apareceu com posicionamento bem mais ameno nos primeiros debates, onde tem feito questão de começar suas perguntas elogiando o candidato adversário e o chamando de “amigo”. De outro lado, aposta em algumas propostas populistas. Como a de que vai resolver o endividamento de 63 milhões de pessoas. Se pudesse, convocaria Zeca Pagodinho para cantar em prosa e verso em seus comícios o samba “Eu vou tirar seu nome do SPC”. Ciro também pretende fazer um aceno de políticas públicas às mulheres, discutindo melhorias no sistema de saúde e de assistência educacional.
“Cirinho”
Para seduzir o eleitorado do Nordeste, Ciro Gomes aposta na sua origem. Embora seja paulista, nascido na mesma Pindamonhangaba de Geraldo Alckmin, Ciro mudou-se criança para a cidade de Sobral, no Ceará. Sua fala carrega forte sotaque cearense. A teórica vantagem pode ser um problema para Ciro. Explica-se: no Ceará, ele tem convivência pacífica com o PT do governador Camilo Santana, candidato à reeleição. Em outros estados nordestinos, no entanto, a máquina petista trabalhou forte contra ele. Um caso notório é Pernambuco, ponto central da intervenção feita pelo PT para evitar que o PSB virasse aliado de Ciro, robustecendo a sua candidatura. Assim, integrantes da campanha do pedetista acreditam que ele terá mais dificuldade justamente nos Estados em que o PT tem maior protagonismo, como Bahia e Piauí.
DEMIURGO DA CAATINGA Lula lidera as pesquisas graças aos 60% dos votos dos nordestinos, onde, apesar de preso por corrupção, ainda é considerado “herói”. O petista vai tentar transferir essa montanha de intenção de votos para seu novo poste, o ex-prefeito de São Paulo, mas dois de seus ex-ministros (Marina e Ciro) correm por fora (Crédito:Leo Caldas)
Enquanto Ciro já colocou o pé na estrada há mais de um mês, o único herdeiro com a chancela oficial, Fernando Haddad começou a percorrer o País apenas na última semana e com a foto de Lula debaixo do braço. Os primeiros programas de TV a serem gravados pelo PT pretendem fazer uma fusão de frases nas quais se passará a ideia de que Lula transmuta-se em Fernando Haddad. Passam de “Lula e Haddad” para “Lula é Haddad”, em momento a ser definido. Seu problema será ser capaz de obter efeito para essa mensagem numa campanha de pouco mais de 30 dias, onde, oficialmente, ele começa não sendo o candidato. E o desafio é ainda maior porque as pesquisas mostram que Haddad é mais desconhecido justamente onde Lula tem mais votos. Os maiores índices de desconhecimento do ex-prefeito são no Norte e no Nordeste: 54% e 51%, respectivamente. Para petistas, como o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, Haddad não pode ser apenas o avatar de Lula na disputa.
Precisa ter um perfil próprio colocado para o eleitor. “Não adianta querer vesti-lo de Lula. Ele (Haddad) não é o Lula”, afirmou. Há outro elemento importante pouco levado em consideração. A tragédia do poste 1 – Dilma Rousseff – permanece vivíssima na memória do eleitor. O eleitorado lulista arriscaria votar de novo num preposto dele, o poste 2, diante da profunda crise legada pelo poste 1? Para o cientista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília, Haddad pode até ser mesmo o maior beneficiário do capital político de Lula. Mas não numa parcela suficiente alçá-lo ao segundo turno. “Pelo tempo curto, a força de Lula não será tão grande como foi em 2010, quando ele elegeu Dilma Rousseff”, analisa. Para quem quer atrair o eleitorado lulista, Fleischer recomenda sola de sapato. “As campanhas de rua serão importantes porque os telejornais locais vão cobrir. É uma oportunidade”, salienta Fleischer. Em jogo, a tão acalentada vaga no segundo turno.

24 de ago de 2018

Bolsonaro será julgado na terça-feira


Image-0-Artigo-2444118-1
Candidato do PSL à Presidência foi denunciado pelo Ministério Público Federal por suas "manifestações de incitação ao ódio e à discriminação" ( FOTO: AFP )
Brasília.O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da defesa do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e antecipou para a próxima terça-feira (28), o julgamento da 1ª Turma da Corte que vai decidir se recebe ou não uma outra denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro por crime de racismo.
O julgamento estava marcado originalmente para o dia 4 de setembro. Com a nova data, os cinco ministros da Primeira Turma - colegiado composto por Marco Aurélio, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux- vai decidir se abre ou não ação penal contra Bolsonaro antes do início do horário eleitoral no rádio e na TV. A propaganda partidária começa a ser veiculada no próximo dia 31.
Os ministros da 1ª Turma vão decidir sobre se Bolsonaro se torna réu ou não pelas acusações de ofensas praticadas contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs.
Denúncia
De acordo com denúncia, em uma palestra no Clube Hebraica do Rio, em 2017, o deputado federal, em pouco mais de uma hora de discurso, "usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais".
Na denúncia, a PGR avaliou a conduta de Bolsonaro como ilícita, inaceitável e severamente reprovável, censurando "suas manifestações de incitação ao ódio e à discriminação".
Ontem, Bolsonaro afirmou que comparecerá a três dos próximos sete debates até o primeiro turno. Dois meses atrás, ele prometeu que participaria de todos os eventos. O presidente do PSL e braço direito do candidato, Gustavo Bebianno, disse, ontem, que o militar reformado não pretendia ir mais a debates.
"Ganha quem mente mais", disse Bebianno.

23 de ago de 2018

Mega Porta-Helicóptero da Marinha está a caminho do Rio de Janeiro

Navio pode transportar até 19 helicópteros

Por O Dia
 O Porta-Helicóptero Atlântico foi incorporado à Marinha no dia 29 de junho, no Reino Unido
O Porta-Helicóptero Atlântico foi incorporado à Marinha no dia 29 de junho, no Reino Unido -
Rio - O mega Porta-Helicóptero Multipropósito (PHM) “Atlântico”, que foi incorporado à Marinha recentemente, chega ao Brasil no sábado. O navio, que atracará na Ilha das Cobras, no Rio, tem capacidade para operar com até sete aeronaves em seu convoo e 12 no hangar, podendo transportar Grupamentos Operativos de 500 a 800 fuzileiros navais.
O PHM, que possui atualmente uma tripulação de 303 militares e após a sua chegada ao Brasil, receberá mais 129 tripulantes, iniciou sua viagem com destino ao Rio no dia 1º agosto, com escala em Lisboa, Portugal, depois de incorporado à MB, no dia 29 de junho, em Plymouth, Reino Unido, passando a ostentar o Pavilhão Nacional.
Construído pelas empresas Kvaerner Govan e Vickers Shipbuilding Enginnering Limited (VSEL), em Barrow-in-Furness, na Inglaterra, em meados dos anos 90, com o Batimento de Quilha em 30 de março de 1995, foi lançado ao mar em outubro do mesmo ano e comissionado em setembro de 1998.
Em seu histórico de serviços, o ex-HMS Ocean participou de diversas operações, apoiando ações humanitárias nas Costas de Honduras e Nicarágua, atingidas pelo furacão Mitch, em 1998, e ações humanitárias no Kosovo, em 1999. No ano 2000, participou da Operação Palliser, na Serra Leoa. Em 2003, contribuiu com ação no Iraque, por meio da Operação Telic. Em 2011, participou da Unified Protector, na Líbia. Em 2012, prestou apoio aos Jogos Olímpicos de Londres e em 2017, realizou operações navais e ações humanitárias nas ilhas do Caribe, atingidas pelo furacão Irma.
Na Marinha, o navio recebeu o nome de Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico”, sendo o primeiro navio a ostentar esse nome, enfatizando a importância desse Oceano para o nosso País.
O processo de transferência do PHM “Atlântico” foi realizado no período de fevereiro a junho de 2018 e envolveu todos os setores da MB, de forma a propiciar condições pessoais, financeiras e materiais aos 303 militares, que durante aproximadamente cinco meses, conviveram com a tripulação inglesa, absorvendo experiências e informações técnicas a respeito do Navio, realizando cursos ministrados pela Royal Navy e pelos fabricantes dos equipamentos de bordo, bem como acompanhando as manutenções que proporcionaram o seu recebimento em plenas condições operacionais.
Após a incorporação do PHM “Atlântico” à Marinha do Brasil, foram conduzidos pelo Flag Officer Sea Training (FOST), o Centro de Treinamento da Marinha do Reino Unido, exercícios operativos com o propósito de aperfeiçoar o adestramento da tripulação brasileira para executar as tarefas inerentes à condução do Navio.
O embaixador britânico no Brasil, senhor Vijay Rangarajan, representando o governo do Reino Unido, declarou: “Estou muito contente com a chegada do PHM Atlântico ao Rio de Janeiro. O trabalho significativo realizado pela Marinha Real Britânica e pela indústria britânica, com nossos parceiros na Marinha Brasileira e Governo Brasileiro, nos últimos 9 meses para preparar a tripulação brasileira foi imenso e é um testemunho do profissionalismo de todos os envolvidos. Este é mais um excelente exemplo dos laços historicamente estreitos existentes entre as nossas duas Marinhas, que estão ainda mais fortalecidos após este evento. Espero ansiosamente ver o PHM Atlântico sendo operado pela Marinha do Brasil por muitos anos - com bons ventos e mares tranquilos”.
Saiba mais sobre o PHM “Atlântico”
O Navio é projetado para as tarefas de Controle de áreas marítimas, projeção de poder sobre terra, pelo mar e ar. Por dispor de considerável capacidade de suporte hospitalar, visando a apoiar uma Força Naval em operações de guerra naval, é apropriado, também, para missões de caráter humanitário, auxílio a vítimas de desastres naturais, de evacuação de pessoal e em operações de manutenção de paz, além de poder ser empregado em missões estratégicas logísticas, transportando militares, munições e equipamentos.
O PHM “Atlântico” tem capacidade para operar simultaneamente até sete aeronaves em seu convés de voo e transportar até doze aeronaves em seu hangar, podendo utilizar todos os tipos de helicópteros pertencentes aos esquadrões da Marinha do Brasil. Possui ainda a capacidade de transportar até 800 militares como tropa e projetá-los por meio de movimento helitransportado, ou por meio de quatro lanchas de desembarque.
As principais características do Navio
- Comprimento total: 203,43 m;
- Deslocamento carregado: 21.578 t;
- Velocidade Máxima Mantida (VMM) prevista em projeto: 18,0 nós;
- Raio de ação: 8.000 milhas náuticas;
- Convés de voo: 170 m;
- Calado da Navegação: 6,5 m; e
- Largura do Convés de Voo: 32,6 m.
- 303 militares e 129 tripulantes
O Comandante do PHM “Atlântico”, Capitão de Mar e Guerra Giovani Corrêa, nasceu na cidade de Florianópolis (SC). 

22 de ago de 2018

Liberada denúncia contra Bolsonaro


Image-0-Artigo-2443103-1
Jair Bolsonaro (PSL) é acusado de racismo. Marco Aurélio, do STF, ainda não marcou julgamento ( Foto: AFP )
Brasília/Rio de Janeiro. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar no próximo dia 4 de setembro se aceita ou não denúncia por racismo contra o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL). O ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso na Corte, já liberou a denúncia para julgamento.
Os cinco ministros da Turma vão decidir se o parlamentar se torna réu ou não pelas acusações de ofensas praticadas contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Além de Marco Aurélio, integram a Turma Alexandre de Moraes (presidente), Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.
De acordo com denúncia apresentada em abril pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em 2017, o deputado federal, em pouco mais de uma hora de discurso, "usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais".
Na denúncia, Raquel avalia a conduta de Bolsonaro como ilícita, inaceitável e severamente reprovável. "A conduta do denunciado atingiu bem jurídico constitucionalmente protegido e que transcende a violação dos direitos constitucionais específicos dos grupos diretamente atingidos com suas manifestações de incitação ao ódio e à discriminação para revelar violação a interesse difuso de toda sociedade, constitucionalmente protegido", escreveu a procuradora.
Se Bolsonaro virar réu e no julgamento for condenado, ele poderá ter pena de reclusão de 1 a 3 anos. Não há prazo para um eventual julgamento do caso. Se a Primeira Turma entender que a denúncia não deve ser aceita, o caso pode ser arquivado. Raquel pede ainda o pagamento mínimo de R$ 400 mil por danos morais coletivos. Em outubro de 2017, a juíza Frana Elizabeth Mendes condenou o deputado em ação civil pública ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra.
Procurada, a assessoria de Bolsonaro não respondeu até a conclusão desta edição. Ao STF, a defesa do político afirmou que a denúncia é genérica e negou que no discurso tenha havido estímulo a práticas delituosas.
Adversário
Apoiadores de Geraldo Alckmin (PSDB) foram convocados por membros da campanha dele, ontem, a entrar "em guerra" nas redes sociais com eleitores de Bolsonaro. O coordenador de mídias sociais de Alckmin, Fabricio Moser, instou cabos eleitorais a se engajar na campanha no Facebook e no WhatsApp.