28 de nov de 2010

Para não esquecer: 27 de novambro de 1935

clip_image002

"Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia".
GENERAL WALTER PIRES

27 de nov de 2010

Polícia prepara local para rendição de traficantes no Alemão

Depois do aviso do comandante-geral da Polícia Militar do Rio para que traficantes do Conjunto de Favelas do Alemão se entregassem, o relações públicas da corporação anunciou no início da tarde deste sábado (27) que já foi montado na comunidade um local para que sejam feitas as rendições.
Segundo o relações públicas, coronel Lima Castro, o local é na Rua Joaquim de Queiroz, esquina com a Rua Itararé, na Zona Norte do Rio. A polícia pede ainda que os criminosos que forem ao local cheguem desarmados ou com as armas acima da cabeça. Já está preparado também um lugar específico para levar os criminosos detidos. O coordenador do AfroReggae, José Júnior, está no local para ajudar no processo.
'Estamos do lado de fora por pouco tempo', diz comandante-O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, disse nesta manhã que a entrada da polícia no Conjunto de Favelas do Alemão pode acontecer a qualquer momento. "Estamos do lado de fora por pouco tempo", afirmou ele durante entrevista coletiva no 22º BPM (Maré).
“Não vamos recuar da decisão de pacificar o Rio. Estamos chegando aos momentos finais para alcançar os traficantes que estão no Alemão”, afirmou Duarte, que fez um apelo para que os traficantes se rendam: "Quem quiser se entregar, faça-o agora".
De acordo com ele, não há hipótese de os criminosos saírem bem sucedidos desta operação. Duarte disse ainda que não acredita ainda em uma união entre facções criminosas da Rocinha e da Vila Cruzeiro e garantiu que está mantendo o cerco para onde os bandidos possam fugir.Polícia encontra máquina de contagem de cédulasAinda nesta sábado, a polícia divulgou o balanço do número de apreensões na Vila Cruzeiro na sexta. De acordo com a assessoria da polícia, foram encontradas 6 metralhadoras, 4 espingardas, 39 tabletes de maconha, 220 papelotes, 111 sacolés e 15 tabletes de cocaína, uma bomba caseira, um colete a prova de balas, um uniforme camuflado, uma máquina de contagem de cédulas e uma bomba caseira.
Desde sexta, cerca de 800 homens do Exército cercam a favela, junto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Neste sábado, os agentes intensificaram as blitzes e revistas no local. Além de pedestres, veículos de passeio, táxis e até caminhões de lixo são revistados. Nesta manhã, era possível ouvir alguns tiros no local.
Homens do Exército apreenderam na região uma mochila com mais de 30 mil dólares, segundo o Comando Militar do Leste. Dois homens foram baleados após furarem o cerco policial no entorno da favela . Segundo a polícia, eles estavam envolvidos na queda de um helicóptero da polícia ano passado no Morro dos Macacos, também na Zona Norte da cidade, e seriam chefes do tráfico no local. As informações são da Polícia Militar.

26 de nov de 2010

Forças Armadas ajudarão a buscar criminosos no Rio

A polícia do Rio de Janeiro, com reforço a partir desta sexta-feira também do Exército e da Aeronáutica, está se preparando para uma operação no conjunto de favelas do Alemão, para onde dezenas de criminosos armados fugiram após a ocupação policial da favela Vila Cruzeiro, afirmou uma autoridade da Secretaria de Segurança.
"Vai haver invasão ao Alemão no momento adequado. O foco hoje ainda é a Vila Cruzeiro, mas ir para o Alemão não está descartado. Estamos dependendo de informações do serviço de inteligência", disse a jornalistas o subsecretário de operações da secretaria, Robert Sá.O avanço pelas ruelas da favela Vila Cruzeiro de mais de 500 policiais na quinta-feira, a maioria transportada por veículos militares blindados da Marinha --que nunca haviam sido usados antes nos combates em favelas da cidade-- levou à fuga de dezenas de homens armados para a outra comunidade da Penha, na zona norte da capital fluminense.
De acordo com o subsecretário, o planejamento das autoridades de segurança do Estado prevê a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas duas comunidades, consideradas fortalezas da facção criminosa acusada de comandar uma onda de ataques a veículos e alvos policiais nas ruas da cidade desde domingo.
Apesar do policiamento reforçado, mais cinco veículos, incluindo um ônibus, foram incendiados na madrugada desta sexta, elevando para 96 o número de ataques desde tipo nos últimos dias. Ao menos 30 suspeitos morreram em confrontos com a polícia, além de uma jovem de 14 anos vítima de bala-perdida.
Sá afirmou que a polícia tem informações que ainda há criminosos escondidos dentro de casas de moradores da Vila Cruzeiro, e que as ações desta sexta-feira no local têm como objetivo localiza-los e prendê-los.
"Vila Cruzeiro e Alemão estão no planejamento para UPPs diante dos acontecimentos. Não estava nesse momento no nosso cronograma, mas essas operações são por tempo indeterminado e temos que analisar as oportunidades", disse o sub-secretário, que ainda ironizou a fuga em massa dos criminosos da Vila Cruzeiro para o Alemão.
"As imagens mostram traficantes covardes. Nessa hora eles correm... Eles são covardes, se urinam e fazem mal para os moradores", acrescentou Sá, referindo-se às imagens aéreas de TV que mostraram ao vivo a fuga dos homens armados durante a ação policial.
O subsecretário informou que os 800 homens do Exército cedidos pelo Ministério da Defesa pertencem à brigada de paraquedistas do Rio de Janeiro e vão ocupar os principais acessos às duas comunidades.
A estratégia é que apenas policiais entrem nas favelas, recebendo apoio logístico e de transporte aéreo e terrestre das Forças Armadas. Algumas ruas da Penha serão interditadas pela polícia em consequência das operações, que contam também com homens e equipamentos da Polícia Federal.
As Forças Armadas, que já tinham participado com fuzileiros navais e veículos blindados da Marinha na quinta-feira, vão colaborar também a partir desta sexta com os homens do Exército, dois helicópteros da Aeronáutica e dez blindados de transporte, além de equipamentos.
Policiais entraram na favela por volta das 13h e, por volta das 17h, chegaram ao topo do morro, depois de ocupar os principais pontos da Vila Cruzeiro.
“Depois de quarto horas de intensos combates, o Batalhão de Operações Especiais conseguiu dominar aquela região da Vila Cruzeiro que era o nosso alvo e vai permanecer naquele terreno agora por tempo indeterminado. Eu diria que nós não vamos sair mais”, disse o comandante.
Segundo Duarte, o uso de veículos blindados da Marinha ajudou. "Os equipamentos foram facilitadores desses confrontos. Os equipamentos, os carros blindados que nos apoiaram, os carros da Marinha. Poderiam ser combates muito mais duros, com um prazo muito maior, com um número de feridos muito maior. E esses veículos nos deram uma vantagem muito grande e pretendemos continuar usando esses equipamentos no futuro”, disse.

25 de nov de 2010

Redesenho do Planalto prevê volta da Casa Militar

No processo de redesenho do Palácio do Planalto, a presidente eleita Dilma Rousseff poderá acabar com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) - órgão com diversas atribuições -, criado no governo Fernando Henrique Cardoso. Em seu lugar, poderá ser recriado o antigo Gabinete Militar ou Casa Militar. A ideia está em discussão porque ela gera um outro problema: redefinir para onde iria a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A Abin não poderia ficar na Casa Militar, pois a intenção é que ela tenha apenas a função de coordenar a segurança e as viagens da nova presidente da República.No dia 17 de dezembro, quando Dilma será diplomada, uma nova equipe de segurança já começará a trabalhar com ela, como um espelho do esquema que atende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comandado pelo general Gonçalves Dias. Para a segurança de Dilma foi designado o general de brigada Marco Antônio Amaro dos Santos, que atualmente comanda a 13.ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Cuiabá. Ele já serviu na Presidência da República e conhece o funcionamento da segurança do Planalto.Ainda não está definido quem comandaria a nova Casa Militar. Há divergências, inclusive, em relação ao posto do general que ficará à sua frente. Alguns interlocutores da presidente eleita defendem que a Casa Militar não pode ser um cargo de general-de-Exército, como é hoje, porque este é o mais alto posto da hierarquia da Força. Há quem defenda até mesmo um rodízio das forças no cargo, que tradicionalmente é ocupado pelo Exército. Desta forma, o chefe da Casa Militar poderia ser um oficial-general três estrelas e até um de duas estrelas, como já aconteceu no tempo dos governos militares. O novo chefe poderia perder o status de ministro que possui hoje, embora este seja mais um delicado assunto para ser tratado - desde o início do governo Lula, os militares têm perdido poder.Para que seja criada esta Casa Militar, o governo terá de encontrar outro lugar para pendurar a Abin, a Secretaria Nacional Antidrogas e a Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais, que cuida articulação "do gerenciamento de crises, em caso de grave e iminente ameaça à estabilidade institucional". Nos EUA, por exemplo, a área de inteligência do governo fica diretamente ligada ao presidente. Mas há uma grande preocupação de que este modelo se repita aqui e o presidente fique sem um anteparo para se proteger de problemas com a sua inteligência.

24 de nov de 2010

Militares de MS adotam medidas contra cólera no Haiti

A base militar que abriga os três batalhões das forças de paz brasileiras no Haiti adotou medidas para evitar a disseminação do cólera entre os soldados que participam da missão, entre eles militares de Mato Grosso do Sul. Entre as medidas está a desinfecção de botas e dos pneus dos carros que circulam pelas ruas da capital Porto Príncipe. Assim que entram nas instalações dos três batalhões brasileiros, militares e visitantes precisam pisar sobre um tapete azul, encharcado com cloro e álcool. Já os veículos militares são parados no portão de entrada e têm seus pneus desinfetados com a mesma substância. Já o uso de álcool gel para a desinfecção das mãos, o tratamento da água usada pelo batalhão e a importação da comida e da bebida consumidas na base foram adotadas antes do surto da doença. Segundo o coronel José Carlos Avellar, que comanda o Brabatt 2, batalhão que conta com a maioria dos militares de Mato Grosso do Sul, por enquanto as medidas foram suficientes para manter a base militar livre da doença. Nenhum militar brasileiro foi infectado. Os soldados são orientados a não consumir nenhum alimento fora da base. Caso a epidemia se alastre por Porto Príncipe e os militares sejam levados a atender doentes nas ruas, haverá também um protocolo específico para essa situação. Ao todo, 636 militares de Mato Grosso do Sul participam das Forças de Paz no Haiti. Desses, 385 são oriundos das bases do Exército de Campo Grande.

21 de nov de 2010

Lula ‘sugere’ a Dilma que mantenha Jobim na Defesa

Em conversa com a sucessora Dilma Rousseff, Lula “sugeriu” a manutenção de Nelson Jobim na cadeira de ministro da Defesa. Antes, o presidente sondou o próprio Jobim. Recolheu dele a impressão de que, convidado, topa permanecer.

Entre os argumentos que utilizou para interceder por Jobim, Lula mencionou o projeto de lei que institui a chamada “Comissão Nacional da Verdade”. Foi enviado ao Congresso em maio.

Prevê a constituição de um grupo para perscrutar as "graves violações de direitos humanos praticadas" durante a ditadura. Em tramitação na Câmara, só será apreciado em 2011, sob Dilma. O tema inquieta as Forças Armadas.

Lula enxerga em Jobim credenciais para evitar que o desconforto se converta na primeira crise da gestão de Dilma. Daí a sugestão que dirigiu presidente eleita.

Numa entrevista concedida três dias depois da eleição, Lula dissera, ao lado de Dilma, que não fizera nem faria indicações para o ministério de sua pupila. Afirmara que Dilma montaria uma equipe “com a cara dela”. Acrescentara: "A continuidade é da política, não das pessoas".

Referindo-se a si próprio, Lula emendara: "Rei morto, rei posto". Lorota. Em pelo menos três casos, o “rei (semi) morto” sugeriu nomes à rainha (quase) posta. Pediu por Guido Mantega. Dilma o antendeu. Convidado, Mantega aceitou gostosamente permanecer à frente da pasta da Fazenda.

Aconselhou a concessão de uma uma sobrevida a Henrique Meirelles. Nesse caso, não se sabe, por ora, se será acatado. Dilma conversará com o atual presidente do BC nesta semana. A ideia de mantê-lo no mesmo cargo não parece entusiasmá-la.

Por último, Lula sugeriu a preservação de Jobim, um dos seis representantes do PMDB na Esplanada. Para ele, o posto de titular da Defesa não é simples de preencher. Acha que, no exercício do cargo, Jobim granjeou o respeito dos militares.

Algo que o credencia para servir de anteparo entre Dilma e os comandantes do Exercito, Marinha e Aeronáutica. Lula elogia a forma como Jobim jogou água fria na fervura da Comissão da Verdade. A encrenca consta do PNDH-3 (3º Plano Nacional de Direitos Humanos).

O plano é uma espécie de carta de intenções. Sugere o envio ao Congresso de 27 projetos de lei. O que trata do resgate da “verdade” foi o primeiro da fila. Antes que o texto ficasse pronto, houve uma reação da farda.

Com o pé atrás, os militares enxergaram no PNDH-3 um viés “unilateral”. Falava em restabelecer a verdade sobre a “repressão política” patrocinada pela ditadura. Abstinha-se de mencionar, porém, os “excessos” cometidos pelos grupos que foram às armas contra os governos militares.

Jobim endossou as queixas, contrapondo-se ao colega Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), responsável pelo plano que abespinhara a tropa. Numa audiência com Lula, Jobim disse que a manutenção do texto inviabilizava sua permanência no ministério.

Em janeiro, o presidente editou um decreto apaziguador. Trocou a expressão “repressão política” por “violações de direitos humanos”. Ficou entendido que a investigação da “verdade” ganhou contornos “bilaterais”. Alcançaria os militares e também a guerrilha.

A despeito disso, o general Maynard Santa Rosa, chefe de Pessoal do Exército, levou à internet uma carta de conteúdo tóxico. Da web, o texto foi às páginas da Folha. O general Santa Rosa chamou a Comissão da Verdade de “comissão da calúnia”.

Mais: escreveu que seria composta por "fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime para alcançar o poder".

Sem titubeios, Jobim encomendou a Lula o escalpo do general. Com elogios ao ministro, o presidente levou a cabeça de Santa Rosa à bandeja, exonerando-o. Embora concordassem com Santa Rosa, os comandantes militares cuidaram para que não houvesse reação à decisão de Jobim.

Na sequência, o ministro zelou para que o projeto enviado à Câmara não fugisse ao “bilateralismo” reclamado por seus comandados. O texto prevê que a Comissão da Verdade poderá requisitar documentos sigilosos. Mas proíbe a divulgação.

Estendeu a apuração das "violações de direitos humanos" ao período de 1946 e 1988. Com isso, evitou-se caracterizar a iniciativa como algo dirigido ao regime de exceção inaugurado em 1964.

A proposta fala em "efetivar o direito à memória e à verdade histórica” não para retaliar, mas para “promover a reconciliação nacional". Uma redação que denota submissão à Lei da Anistia, como querem os militares.

De resto, não há no projeto vestígio da expressão "repressão política", que, para desassossego dos militares, era repisada 12 vezes no PNDH-3. Livre dos dois vocábulos, o projeto assegura que as investigações alcançarão os dois lados –os desatinos cometidos pela ditadura e também os praticados esquerda armada.

Chegou-se a um ponto de equilíbrio que tem na figura de Jobim uma espécie de fiador. E Lula imagina que, mantendo o ministro, Dilma renderá homenagens à moderação, protegendo-se de reações que possam advir do debate aceso que certamente haverá no Congreso.

18 de nov de 2010

Cólera chegou ao Haiti por meio de um só infectado, acreditam cientistas

A epidemia de cólera que matou pelo menos 1.110 pessoas e deixou milhares de infectados no Haiti é parte de uma pandemia global da doença que já dura 49 anos, e possivelmente chegou ao país por meio de uma única pessoa infectada, disseram cientistas nesta quinta-feira (18).
O clima continua tenso no país por conta da expansão da epidemia, em meio ao caos de infraestrutura causado pelo terremoto de 12 de janeiro. Jovens moradores confrontaram soldados da ONU na capital, Porto Príncipe, nesta quinta.
A epidemia no país pode facilmente piorar, a despeito dos esforços para controlá-la, disseram o Centro de Controle de Doenças dos EUA e a Organização Panamericana de Saúde.Muitos haitianos culpam tropas da ONU por terem trazido a doença para a ilha, que ainda tem 1,5 milhão de desabrigados pelo terremoto. Motins contra os soldados estrangeiros no norte do país acabaram atrapalhando os trabalhos das autoridades sanitárias.
A cepa presente no Haiti é muito semelhante à que circula no sul da Ásia, o que gerou a suspeita de que soldados nepaleses tivessem levado a doença, algo que a ONU nega.
O cólera se espalha quando a bactéria tem contato com a água, geralmente via dejetos humanos.
O Haiti não tinha casos do cólera havia quase um século, mas especialistas alertam que ele tinha condições quase perfeitas para desenvolver a doença: falta de saneamento, pessoas obrigadas a defecar ao ar livre, cidades populosas, chuvas torrenciais e falta do acesso a água tratada.
Testes genéticos feitos com bactérias encontradas em doentes reforçam a tese de que a epidemia no país tem uma única fonte, segundo os cientistas.
Esta pandemia, de acordo com eles, teria começado há 49 anos na ilha de Sulawesi, na Indonésia, e foi a mais longa e mais ampla da história.
'O rumo da epidemia de cólera no Haiti é difícil de prever', concluíram os pesquisadores. 'A população haitiana não tem imunidade pré-existente ao cólera, e as condições ambientais no Haiti são favoráveis à sua contínua difusão.'
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), houve em 2009 um total de 221.226 casos confirmados de cólera no mundo, com 4.946 mortes, em 45 países. Mas há suspeitas de que o número real seja bem superior.
ConfrontosVárias centenas de jovens haitianos atacaram os capacetes azuis da ONU com pedras e levantaram barricadas no centro de Porto Príncipe, durante uma manifestação motivada pela epidemia.
Os jovens atacaram os soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) que se encontravam atrás de uma caminhonete descoberta.
Os manifestantes, que se reuniram na praça do Campo de Marte, bem perto do Palácio presidencial, gritavam slogans em creole tais como "A Minustah nos trouxe o cólera". Um cartaz em creole também indicava "A Minustah joga excrementos na rua". Os jovens tentavam chegar até a sede da missão da ONU.
Um homem morreu na véspera por disparos, e várias pessoas ficaram feridas depois de choques entre capacetes azuis e manifestantes em Cap-Haitien, norte do país.
República DominicanaA República Dominicana restringiu o controle migratório em sua fronteira com o Haiti em um esforço para evitar a propagação da doença, informaram as autoridades dominicanas nesta quinta-feira.
O governo do presidente Leonel Fernández ordenou que se impeça que os haitianos voltem à República Dominicana após visitar seu país e suspendeu temporariamente a contratação de nova mão-de-obra haitiana, para o qual reforçou a vigilância militar na fronteira de cerca de 400 quilômetros de extensão.
A medida é acompanhada por controles sanitários severos e pela suspensão do ativo comércio informal fronteiriço, adotados logo depois da detecção do primeiro caso de cólera no haitiano Wilmo Lauref, de 32 anos, após uma viagem de férias em outubro a seu país.
Quando ele retornou à República Dominicana, em 12 de novembro, apresentou sintomas da doença e desde então permanece isolado num centro hospitalar da cidade de Higuey, 147 quilômetros a leste de Santo Domingo.GENS 78 O FAM JÁ COBRE TERREMOTOS NA MISSÃO DE PAZ DE NOSSOS MILITARES OU SÓ PODEREMOS IR PARA MISSÕES NO EXTERIOR VERIFICANDO O QUE O NOSSO SEGURO COBRE??????POSSO VISITAR O CHILE,ESTOU NA RESERVA TENHO O FAM NORMAL E O ESPECIAL????????QUANDO VAMOS TER COBERTURA TOTAL?????? VAMOS MUDAR ISTO!!!!!!

16 de nov de 2010

NÃO, JORNALISTA! A TORTURA NÃO É HERANÇA MALDITA PARA OS ATUAIS COMANDANTES!

AMIGOS,

REPASSANDO PARA CONHECIMENTO, AVALIAÇÃO E REFLEXÃO

A quem interessar possa!

AUTOR: MÁRCIO MATOS VIANA PEREIRA- CEL REF EB

Alguns jornalistas desfrutam de relativa fama de bons analistas políticos, em razão de serem tidos por progressistas, rótulo dado àqueles que acreditaram, por ingenuidade ou miopia, na utopia da doutrina comunista.

Os militares, vitoriosos da Guerra Revolucionária travada em forma de guerrilhas urbana e rural, se descuidaram em relação à comunicação, essencial para a conquista psicológica da população. Como conseqüência, na mídia, nas universidades, nos sindicatos e entre os formadores de opinião, a verdade dos fatos para a História foi sendo continuamente deturpada, ao longo dos anos, aproveitando o mutismo dos vencedores.

Aqueles que na clandestinidade traíram a pátria; seqüestraram Autoridades; assaltaram bancos; praticaram atentados contra quartéis; roubaram armas e munições; mataram militares e civis inocentes; detonaram explosivos em vias públicas ferindo transeuntes; assassinaram companheiros como justiçamento, e praticaram torturas física e moral, intrínseca nos crimes de seqüestros, foram transformados em heróis.

Os sobreviventes da luta armada, terroristas que em ações ensandecidas destinadas a implantar o comunismo no Brasil, em razão da Lei da Anistia, se deram muito bem, pois, hoje, como figurões do Governo petista, desfrutam de indenizações milionárias concedidas por uma espúria Comissão que, sem a menor noção de decoro e de imparcialidade, impunemente tem praticado extorsão contra o Tesouro Nacional

Enquanto os militares que representavam e defendiam o Estado e a lei foram transformados em vilões e comparados a nazistas, estuprando a História urdiram a versão bisonha de lutarem pela restauração da Democracia, versão felizmente já desmentida, inclusive pelas declarações e entrevistas de alguns ex-participantes de organizações terroristas.

É lamentável, e denotativo de mediocridade e de total falta de imaginação, a freqüência inoportuna e monótona como jornalistas retornam ao assunto tortura, que já não sensibiliza, motiva ou revolta os leitores, face o abuso da repetição nada mais acrescentar ao desgastado tema.

Agora, após a tentativa fracassada, do medíocre Ministro Tarso Genro, de tentar julgar e apenar o crime de tortura, do qual são acusados os militares, olvidando toda uma série de crimes sórdidos e hediondos praticados pelos terroristas. vem o jornalista Elio Gaspari de publicar um Artigo intitulado: " A tortura é a verdadeira herança maldita".

Arvorando-se de intérprete do pensamento dos brasileiros e de conselheiro dos atuais Chefes militares, numa tentativa ridícula de lançar a discórdia e a insídia no meio castrense, escreveu Gaspari: "Os comandantes militares precisam aprender a conviver com os crimes de seus antecessores" . Em outro trecho afirma: "Os comandantes militares carregam na mochila crimes alheios.

(A tortura,assim como o seqüestro, pode ter sido coberta pela anistia, mas crime foi). Não são as vítimas, nem seus parentes que devem calar. São os comandantes que devem se acostumar ao convívio com a história."

Não, jornalista! Felizmente, nem os Comandantes atuais, nem os demais militares pensam assim, estando atentos, pois, hoje, como os seus antecessores faziam, acompanham, analisam e interpretam a conjuntura em todas as expressões do Poder Nacional, tendo um exato conhecimento do momento nacional, bem como dos reais fatos ocorridos no passado, razão de não se deixarem levar ou impressionar por factóides gerados para produzir determinado efeito político, nem por artigos, traduzindo opiniões de analistas que gravitam na mediocridade, sem credibilidade alguma, por faltar-lhes seriedade e imparcialidade nas análises consubstanciadas nos artigos que assinam, sobrando-lhes em facciosidade o que lhes falta em credibilidade, virtude indispensável ao mais bisonho dos jornalistas.

Não, jornalista Gaspari! Os Comandantes sabem que a Revolução de 64 evitou que não apenas o Brasil, mas, todo o Continente da América do Sul sucumbisse à agressão comunista. Sabem que os ex-Comandantes salvaram os brasileiros do infortúnio, desenvolveram o país e tentaram, pelo exemplo, reciclar moralmente a Pátria. Sabem que os cinco militares no exercício da Presidência da República foram honrados e dignos, sendo o patrimônio legado aos familiares inequívocas provas de honestidade, razão de nenhum haver tido o nome atrelado à corrupção. Sabem, também, da não existência de nenhuma instrução, ordem ou documento autorizando, permitindo ou recomendando a tortura como forma ou instrumento de luta revolucionária.

Não, jornalista! Os Comandantes, como os demais brasileiros não estão interessados em fatos ocorridos faz décadas, pois sabem que os militares representavam e defendiam o Estado agredido por fanáticos traidores da Pátria. Sabem que os seus antecessores, companheiros de farda e de ideal, lutaram em defesa da Democracia, da liberdade e da filosofia de vida reinante no mundo ocidental. Sabem que, mesmo exagerando, o somatório do total de mortos dos dois lados, em razão da guerra revolucionária travada, não chegou a 500, número bem menor, se proporcionado à soma das vítimas do crime organizado num trimestre, apenas no eixo Rio- São Paulo. Sabem que a classe militar, faz anos, é vítima de revanchismo e de discriminação, tendo os Ministérios militares sido arbitrariamente prejudicados na operacionalidade, por terem sido submetidos a uma inanição orçamentária sem precedentes.

Não, jornalista! Os Comandantes não estão querendo um furo jornalístico seu, informando, por exemplo, o que a Ministra e ex-terrorista Dilma fez com o dinheiro proveniente do assalto e furto do cofre do falecido Ademar de Barros, pois isso pertence a um passado anterior à Anistia, além do que, sabem faltar-lhe tutano para tanto.

Cooperando com o jornalista, opino que deva se atualizar no tempo, pois fato ligado ao período revolucionário não mais é herança maldita, pois, tudo já é do conhecimento do leitor.

Os leitores estão interessados não é em heranças, mas, em fatos malditos que maculam a imagem do Governo petista, ex- guardião da honra, da decência e da moralidade. O que a Nação almeja saber, é qual foi o exato envolvimento do presidente Lula no escândalo do mensalão. Na era petista denúncias em forma de escândalos são sucessivas. Que tal procurar esclarecer a verdade sobre as acusações de corrupção que teriam enriquecido o filho do presidente Lula?

Não, jornalista! O ontem é passado! O hoje, por ser presente, é o que importa! Herança maldita já é História e apenas serve para reciclar a memória. Fato maldito, ao contrário, é ato doloso de um Governo corrupto, cujo prosseguimento, para ser impedido, requer ação de todos os seguimentos vivos da Nação. Já que os atuais Comandantes não se sentem atingidos, nem prejudicados por nenhuma herança maldita legada pelos antecessores, sugiro que escreva algo de realmente útil, clamando pela apuração dos despudorados fatos malditos, consubstanciados nas vergonhosas maracutáias que estigmatizam e enlameiam o Governo do apedeuta Lula da Silva.-- OBE FAINZILBER "OU FICAR A PÁTRIA LIVRE OU MORRER PELO BRASIL"

Colaboração - 1148 - MARCIO

11 de nov de 2010

Nó logístico é entrave à expansão da Amazônia

A mudança geográfica do agronegócio e o desenvolvimento das regiões mais afastadas do Sul do País criaram um nó logístico no Brasil. Sem infraestrutura adequada - quase inexistente -, os Estados da chamada Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia, Maranhão e Tocantins) têm sido obrigados a fazer malabarismo para tirar ou trazer produtos para a região.
Calcula-se que, apenas nesses Estados, os gastos com transporte logístico representem R$ 17 bilhões por ano. Se nada for feito para criar novas rotas de transporte, esse número poderá saltar para R$ 33,5 bilhões na próxima década, conforme trabalho feito pela consultoria Macrologística a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio da Ação Pró-Amazônia, que inclui as federações dos Estados da Amazônia Legal.
De acordo com o estudo, que demandou um ano de trabalho, o setor mais atingido pela precariedade da infraestrutura é o agronegócio de Mato Grosso - maior produtor de grãos do Brasil. Enquanto o mais lógico (e econômico) seria escoar a produção de grãos pelos portos do Norte, uma parte significativa da produção desce para os terminais do Sul e Sudeste do País, percorrendo centenas de quilômetros (km) de estrada.
Cerca de 12% dos grãos produzidos na região de Lucas do Rio Verde, no norte mato-grossense, são exportados via Santos, Paranaguá e Vitória.
O estudo exclui os grãos que são esmagados na região e representam 39% da produção local. Mais tarde, no entanto, depois de passar pelo processo de industrialização, boa parte do farelo e do óleo de soja segue para os portos do Sul e Sudeste rumo ao exterior.
De Lucas do Rio Verde, a produção percorre 2.008 km de caminhão até Santos - rota mais usada pelos produtores locais. Mesmo quem opta pelo transporte ferroviário não escapa das estradas esburacadas. A carga tem de percorrer 547 km de caminhão e depois seguir 1.280 km de trem. Para Vitória, o percurso é ainda mais longo: são 1.424 km de ferrovia e 1.289 km de caminhão.
As alternativas existentes hoje para escoar a produção pelos portos do Norte também não são nem um pouco atrativas. Se decidir usar o Porto de Itacoatiara - caminho preferido na rota norte -, o produtor terá de usar 1.577 km de estrada e 1.100 km de hidrovia.
Apesar disso, trata-se da rota mais econômica: R$ 190 por tonelada até o Porto de Roterdã, na Europa. A mais cara é o transporte de caminhão via Paranaguá, que custa R$ 238.
"Nossa logística é péssima, mas o potencial de crescimento é enorme. Em dez anos o volume de investimentos deve se multiplicar por dez", afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), José Conrado Santos.
De acordo com Santos, atualmente, os Estados do Norte importam mercadorias do Sul por falta de conexão regional. Na média, as mercadorias demoram 30 dias para chegar na região.

Panorama
R$ 17 bi
é o gasto estimado por ano com transporte dos Estados da chamada Amazônia Legal
R$ 14,1 bi
é quanto o País teria de investir em 71 projetos diferentes para melhorar a logística desses Estados
11%
seria a redução desses custos se os investimentos necessários fossem feitos

9 de nov de 2010

8 de nov de 2010

Bancos estatais patrocinam evento de juízes em resort

Empresas públicas e privadas patrocinarão nesta semana encontro de juízes federais em luxuoso resort na ilha de Comandatuba, na Bahia, evento organizado pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), informa reportagem de Frederico Vasconcelos, publicada nesta segunda-feira pela Folha .Segundo a reportagem, cada magistrado desembolsará apenas R$ 750. Terá todas as despesas pagas, exceto passagens aéreas, e poderá ocupar, de quarta-feira a sábado, apartamentos de luxo e bangalôs cujas diárias variam de R$ 900 a R$ 4.000.
A diferença deverá ser coberta pela Caixa Econômica Federal (com patrocínio de R$ 280 mil), Banco do Brasil (R$ 100 mil), Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (R$ 60 mil), Souza Cruz, Eletrobras e Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). Os três últimos não quiseram informar o valor pago pelo patrocínio.
OUTRO LADO
A Ajufe informa que "em todas as oportunidades anteriores adotou o mesmo modelo de encontro, concentrando os seus esforços de organização para proporcionar o debate de temas importantes para o Poder Judiciário e para a sociedade brasileira".
Segundo a diretoria da Associação dos Juízes Federais do Brasil, o encontro é "financiado em grande parte pela própria Ajufe e por seus associados, que arcam com passagens aéreas"."Serão debatidos desde temas corporativos a matérias de grande relevância para a sociedade, como combate à impunidade", diz a entidade.
"Em toda a sua história a Ajufe sempre se pautou pela ética na obtenção de patrocínios", afirmou o presidente, Gabriel Wedy, numa de suas primeiras entrevistas após assumir o cargo, em junho. "É difícil realizar evento sem patrocínio e precisamos dessas ocasiões para trocarmos ideias, mas não podemos nos curvar a patrocinadores e entender isso como troca de favor, o que é inadmissível", disse, na ocasião.
Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes, diz que a entidade apoia o evento há mais de dez anos. Ele diz que "o Sindicom busca aproximação com juízes para dar esclarecimentos a respeito de ações de empresas que contestam na Justiça normas da ANP [Agência Nacional do Petróleo] e desequilibram o mercado".
A Souza Cruz informa que seu patrocínio, "feito em plena conformidade com a lei, tem o objetivo de contribuir com o debate do pensamento jurídico nacional". O Etco informa que "entende como importante apoiar iniciativas que visem a melhoria dos serviços judiciários no país". A Eletrobras afirma que foi procurada pela Ajufe e "ainda está avaliando a concessão de patrocínio". A Caixa e o Banco do Brasil confirmam as contribuições, mas não comentam o apoio.

6 de nov de 2010

Nota de Falecimento - Revolução Democrática de 31 de Março de 1964.

Curitiba, 5 de novembro de 2010.

Nota de Falecimento Com a entrada no ar, no último dia 3, do novo portal do Exército Brasileiro na Internet, veio a ser definitivamente sepultada a Revolução Democrática de 31 de Março de 1964. Nos dois únicos locais onde ela podia ser vista naquele site era na sinopse histórica da Força Terrestre e na relação das datas festivas e comemorativas - lá ela já não está mais. É bem verdade que a coitada já de algum tempo vinha dando sinais de que seria "riscada" da História, a fim de não criar arestas com o poder dominante. Segue agora rumo ao esquecimento, onde se juntará à Intentona Comunista de 1935 e à Guerrilha do Araguaia. Afinal, não passam de apenas "factóides" criados pela mente deturpada de chefes militares da época e pelos quais muitos de nossos irmãos de armas - bestas que foram - cumpriram seu juramento à bandeira, dando a vida em defesa da honra, da integridade e das instituições do Estado Brasileiro.

Não queria crer que fosse simples assim apagar episódios da História Militar brasileira, mas o foi. Lembra aquela conhecida figura de uma cobra, em posição circular, abocanhando o próprio rabo, ou seja, comendo-se a si mesma. Quero ver agora como é que se vai fazer com a denominação histórica atribuída `a 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, com sede em Juiz de Fora/MG e que, mediante portaria do Comando da Força - recebe a denominação de "Brigada 31 de Março". Outra coisa chatinha de se lidar vai ser com a série de outras denominações relacionadas com personagens que se destacaram na Revolução, como o Marechal Castello Branco, por exemplo, pois há várias homenagens a ele em repartições do Exército e essas honrarias, não obstante ter-se destacado na Força Expedicionária Brasileira (FEB), ele as obteve por sua oportuna intervenção nas ações de preparação e condução da Revolução que ora se quer esquecer.

E a ponte Presidente Costa e Silva, a Rio - Niterói? Quando formos perguntados por que ela recebe esse nome diremos o quê? Que é uma homenagem a um militar que deu sua vida por uma revolução que não existiu? Corrijam-me os companheiros se eu estiver delirando: Não fomos formados todos pensando que o Brasil tinha salvado-se a si mesmo em 1964? Se a coisa aconteceu assim, quer dizer que fui, por muitos anos, iludido sobre um fato histórico que não aconteceu? Sendo assim, será que posso acionar a União na Justiça por danos morais devido a ter-me proporcionado uma formação equivocada que hoje me torna um "deslocado" da sociedade politicamente correta? Sim. Um "deslocado", pois, a todo ano estarei em algum lugar relembrando as datas de nascimento daquelas senhoras: a Intentona Comunista de 1935, a Revolução Democrática de 1964 e a Guerrilha do Araguaia. Meus sentimentos às pessoas ligadas às falecidas e que em algum momento deram suas vidas por elas.

Jorge Alberto Forrer Garcia - Coronel da ReservaCuritiba/PR

2 de nov de 2010

Tradições da nossa querida AMAN

PROFESSOR mailto:ramirez.aman@gmail.com] Envio a pesquisa que estou fazendo para publicar um artigo sobre a nossa Academia, que fará 200 anos em 2011...abs Tradições da AMAN
O Marechal José Pessôa Cavalcante de AlbuquerqueNo agitado ano de 1930, José Pessoa comanda o 3o. Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha.Em julho é assassinado João Pessoa, seu irmão, presidente da Paraíba e candidato a vice-presidente da República, com Getúlio Vargas, na chapa da Aliança Liberal. É o estopim da revolução.José Pessoa dela participa. Aproveitando a experiência adquirida na Faculdade de Direito de São Paulo, substituiu a guarnição do 3o. RI por civis que treinara militarmente.Legítimo representante da Revolução de 30, assume nos primeiros dias de 1931 o comando da Escola Militar do Realengo. Em sua primeira ordem do dia, expõe em linhas gerais o projeto de mudança da Escola: "Reuni a necessária documentação para funamentar a remodelação integral por que passará a Escola Militar: West Point, Saint-Cyr, Sandhurst serão os moldes de onde sairão as linhas gerais de vossa formação militar...A formação do oficial brasileiro, em seu primeiro lance na Escola Militar, terá como base a educação física, como meio, a cultura geral científica e, como fim, a mais rigorosa preparação profissional".Jeovah Mota, que foi aluno da Escola Militar do Realengo, destaca que o Marechal tinha grande preocupação com a limpeza do cadete: limpeza no sentido físico, moral e social, Note-se que as condições higiênicas do Realeno eram más, devido à frequente falta de água.Por decreto de 21 de agosto de 1931, é criado o Corpo de Cadetes, restabelecendo a antiga denominação que fora abolida pela República, em 1889.Em 25 de agosto - aniversário de Caxias - é feita a entrega do Estandarte distintivo do Corpo de Cadetes. No estandarte já aparece o Brasão D´Armas, com o perfil estilizado das Agulhas Negras, em fundo dourado.

O uniforme "Azulão", assim como a barretina de 1852 e o cordão com palmatória e borlas, que serviam no Império para distinguir os diferente anos dos alunos, é também resgatado.

Uma cópia fiel reduzida da espada de campanha do Duque de Caxias, símbolo da honra militar, passou a distinguir o cadete.

Em sua ordem do dia, destaca o Coronel José Pessoa: "O privilégio do Colégio Militar para o ingresso no Realengo desaparece. Todos os meios sociais podem concorrer ao ingresso, por isso que somente 60% das vagas são reservadas para oriundos do Colégio Militar. De outro modo, a repartição das vagas anuais pelas três fontes reconhecidas idôneas - os Colégios Militares, os institutos secundários de ensino e os corpos de tropa - conduzem, como é natural, à seleção física, moral e intelectual dos candidatos.


Classificação rigorosa por merecimento e média geral cinco de base asseguram a seleção intelectual. Extrato dos assentamentos do candidato permitem o controle moral dos pretendentes. Por fim, o atestado prévio de sanidade e rigorosa inspeção física de entrada afirmam a capacidade física dos concorrentes".

Em 12 de dezembro de 1949, já na nova Escola em Resende, recebe uma homenagem, por ocasião de sua passagem para a reserva. Comovido agradece: "Meu coração de soldado jamais vibrou tão intensamente como hoje. A Academia Militar das Agulhas Negras foi meu sonho supremo, e me sinto feliz ao vê-lo concretizado".









A construção da Academia Militar das Agulhas Negras





Vitoriosa a Revolução de 30, cabe ao governo Getúlio Vargas a decisão de mudar a escola militar do Rio de Janeiro para outro local.

Duas fases distintas apresenta a evolução de tão grandioso empreendimento.

De 1931 a 1934, é a atuação decidida do Coronel José Pessôa Cavalcanti de Albuquerque, então Comandante da Escola Militar do Realengo. Ele é o autor da idéia e seu grande propugnador, Sob sua presidência foi então organizada uma Comissão com vinte oficiais de todas as Armas, para escolher o local, dar parecer e providenciar o projeto e as obras.

Escolha do local

Como presidente da Comissão Executiva para a Construção da Nova Escola Militar, o Cel José Pessoa saiu à procura de local, em fevereiro de 1931. Num domingo, um acidente de automóvel o detém na estrada velha Rio - São Paulo. Aproveita para uma visita ao município de Resende. E é então que se fixa, pela primeira vez, no majestoso maciço de Itatiaia, onde se destacam, soberbas, as Agulhas Negras. Após muitos estudos e visitas a várias outras regiões, a Comissão escolheu a cidade de Resende para sediar a nova Escola Militar. O acidente de automóvel, que fizera com que o Cel José Pessoa viesse a Resende, fora providencial. Nenhum outro local reunia tão boas condições: amplo local para a construção, área para campo de pouso e campo de aviação maior na cidade, terreno variado e suficiente para treinamento e tiro, rio próximo, clima ameno e local quase equidistante das duas grandes cidades e convergência de três dos maiores estados do país. A antiga fazenda do Alambarí, onde funcionava o Horto Florestal do Ministério da Agricultura foi o terreno inicialmente escolhido.Foi então solicitado ao Serviço Geográfico e Histórico do Exército um levantamento aerofotogramétrico dos terrenos da fazenda.


O primoroso trabalho realizado serviu de base para a Comissão Construtora.

No concurso realizado para a execução da obra foi vencedor o arquiteto Raul Penna Firme.

Executado e apresentado à Comissão em 1932, o projeto teve que sofrer ligeiras modificações oriundas da necessária adaptação aos terrenos da fazenda do Castelo, contíguos ao Horto Florestal e julgados possuidores de condições mais vantajosas.

Nessa ocasião foi obtida, por intermédio do então coronel José Pessoa, a cooperação do Estado do Rio de Janeiro, a qual consistiria, conforme desejo do então interventor Comandante Ari Parreiras, na aquisição da fazenda do Castelo e respectiva doação ao Exército, como contribuição do estado fluminense.


É natural que tão vultoso empreendimento provocasse entre seus organizadores, a concepção cuidadosa de planos de financiamento de alta envergadura, cogitando-se até no aproveitamento de alguns milhares de sacas de café, então destinadas à incineração.

Grandes modificações na alta esfera administrativa fizeram ruir por terra todos os planos até então concebidos com tanto entusiasmo e pertinácia. Entra o ano de 1934, e daí em diante paralisaram os trabalhos da referida Comissão, embora jamais tivesse o Cel Pessôa deixado de insistir, por todas as maneiras, principalmente pela imprensa, afim de que fossem retomados os trabalhos e concretizada a idéia lançada por ele em 1931.Em 1933, foi programado o lançamento da pedra fundamental. Essa solenidade foi suspensa na véspera. Na noite de 28 de outubro de 1933, o Cel José Pessoa, sozinho e profundamente emocionado - segundo o relato do arquiteto Dr. Penna Firme - plantou ao lado da sede da Fazenda do Castelo uma lasca de rocha das Agulhas Negras, de cerca de 50 x 60 cm.A mudança de planos deveu-se à idéia de que seria inconveniente a formação do oficial em um local com todos os recursos e requintes, contrastando com a realidade da maioria das cidades. Em 1937, corria a gestão do General Manuel Rabelo como Diretor da Engenharia do Exército. Aí pôde ele imprimir grande impulso às obras militares, Dentre as inúmeras que tomou a peito levar avante sobressai a nova Escola Militar.No dia 2 de setembro de 1937, o General Eurico Gaspar Dutra, Ministro da Guerra, designa uma Comissão para escolher definitivamente o local da nova escola.Em fevereiro de 1938 a Comissão composta pelo Cel Luiz Sá de Affonseca, Ten Cel Abacilio Fulgêncio dos Reis e pelo Cap Amaury Kruel, escolheu os terrenos outrora denominados "Horto florestal" e "Estação da Monta" pertencentes ao Ministério da Agricultura e, em parte, ocupados pelo Ministério da Guerra, que neles havia construído um modesto campo de pouso para seus aviões aturarem na Revolução de 1932, circunvizinhos à cidade de Resende, RJ, para a localização da futura Escola Militar.Em 29 de julho de 1938, com a presença do Presidente Getúlio Vargas, foi lançada a pedra fundamental no local da construção."Estou certo de que cada cadete ao penetrar nos seus humbrais sentir-se-á elevado pela própria imponência e pela própria suntuosidade do edifício monumental onde vai efetuar seus estudos" - foram algumas das palavras proferidas na ocasião pelo Presidente da República.Decidida a escolha de Resende, pelo Decreto - Lei no. 370, de 11 de abril de 1938, foi criada a Comissão Construtora da Nova Escola Militar (CCNEM), em 4 de julho a qual se instalou no Campo das Sementes e Horto Florestal de Resende, ainda em julho desse ano, sob chefia do Ten Cel Waldemiro Pereira da Cunha.Por aviso ministerial no. 201 de 16 de Janeiro de 1940, foi extinta a CCNEM criando-se então a Comissão Especial de Obras de Piquete e Resende, sob a chefia do Gen Bda Luiz Sá de Affonseca.Nessa época foi também desapropriado o terreno onde hoje fica o Aeroporto de Resende, a três quilômetros do centro da cidade.

Curiosidades:1.A construção foi orçada em 600.000 contos de réis;2.Foram fincadas 1054 estacas Franki, que se unidas alcancariam um comprimento de 8.500 metros;3. Pé direito da biblioteca Mal José Pessoa: 9 m;4. Pé direito do refeitório de cadetes: 10 m;5. Pé direito do cinema antigo, atual Anfiteatro Gen Médice (AGM); 18 m;6. efetivo previsto na obra - 12 dormitórios por pavimento x 3 pavimentos x 5 alas = 180 dormitórios (apartamentos), com 8 cadetes cada, comportando um efetivo de 1440 cadetes.7. Por dificuldades financeiras, a AMAN quase foi construída na cidade de Petrópolis, em terreno doado, no qual foram feitos estudos preliminares.8. A idéia da mudança permaneceu "congelada" até 1937.9. O industrial Henrique Lage ofereceu à Academia todo o mármore a ser utilizado na construção. Por esse motivo é considerado o cadete número um e recebeu o primeiro espadim da nova Academia.10. As duas colunas que compõe o Portão Monumental simbolizam as colunas de Hércules, representando o esforço a que estão sujeitos os que se destinam à carreira das Armas.11. Há três portões; um menor à esquerda de quem entra, que só é aberto uma vez por ano, sendo a entrada dos novos cadetes; um maior ao centro, que serve de entrada principal e outro, menor, à direita de quem entra, que só é aberto uma vez por ano, para a saída dos novos aspirantes a oficial, formados nos quatro anos de escola.12. No portão de entrada dos novos cadetes há uma placa de bronze com os nomes dos integrantes da primeira guarnição de guarda, nos dias 11 para 12 de março de 1944.13. O Campo que se descortina logo após a entrada é chamado Campo de Marte, a mesma denominação do Realengo, simbolizando o campo onde os soldados romanos treinavam em homenagem a Marte, o deus da guerra.14. Ladeando a Av do Exército - entrada da Academia - há canhões oriundos da guerra da Tríplice Aliança e da II Guerra Mundial.

Bomba orçametária

A presidente eleita, Dilma Rousseff, corre o risco de assumir, já no começo do mandato, uma bomba no Orçamento federal. Após a promessa de José Serra (PSDB-SP) de elevar o salário mínimo a R$ 600, as centrais sindicais se uniram pela reivindicação de um reajuste mais polpudo para o piso dos trabalhadores. A Força Sindical pressiona o governo a conceder um incremento de 13% em 2011, o que levaria o valor a R$ 576,30 em vez dos R$ 538,15 previstos atualmente. O problema é que uma correção dessa magnitude implica um impacto adicional nas contas públicas entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, considerando os benefícios previdenciários, além do abono e do seguro-desemprego.
O cálculo é simples: basta lembrar que, para cada R$ 1 a mais no mínimo, o governo precisa desembolsar R$ 286 milhões. Ocorre que, para decidir qual será o reajuste a ser aplicado no ano seguinte, o governo considera a
soma da inflação e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior à elaboração do orçamento. Como em 2009, a expansão econômica foi zero, a previsão é de que não haja ganho real em 2011. É exatamente isso que os sindicalistas não aceitam, mesmo diante da perspectiva de um ganho próximo a 8% em 2012, quando o cálculo considerará o PIB de 2010.

Este ano, as principais categorias conseguiram reajustes de 9% a 10%. Se o mínimo crescer abaixo disso, o país vai andar para trás, porque a desigualdade aumentará, argumenta o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. Os representantes dos trabalhadores já se reuniram com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para negociar o ganho real no ano que vem e têm um encontro com o relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), na quinta-feira. Pereira quer convencê-lo a considerar o resultado do PIB de 2010 no cálculo e não o de 2009. Isso levaria a um reajuste próximo dos 13%.

Brecha
A Força Sindical quer que a correção seja determinada, até o fim do ano, por Medida Provisória para dar tempo de vigorar em 1º de janeiro, sendo votada em fevereiro. A luta, entretanto, não será fácil. Segundo Gim
Argello, a ideia é chegar a R$ 550 e que, dificilmente, será possível ultrapassar esse valor. Na quarta-feira, ficará pronta a estimativa de receita. Só então, poderei dizer até onde dá para aumentar o salário mínimo. Se houver brecha, não hesitarei em propor o ganho real, disse.
Na avaliação do consultor em Previdência João Magalhães Filho, elevar o salário mínimo para R$ 576,30 prejudicará o país. O impacto tem que ser gradual. Não adianta aumentar o valor se as prefeituras não aguentam o baque nas contas. O desemprego e a informalidade tenderão a explodir, já que os empresários não têm condições de arcar com um aumento brusco de custos, disse. O correto é oferecer aumentos de forma sustentável. Dessa forma, o mínimo pode até dobrar em sete ou oito anos, estimou Magalhães Filho.