Presidenta da República também alertou sobre riscos da "islamofobia" no Ocidente
Da Redação, com AE
Em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Dilma disse que a desvalorização do dólar, que favorece as exportações dos países ricos, prejudica as nações em desenvolvimento, especialmente o Brasil. "O protecionismo deve ser combatido, pois confere maior competitividade de maneira espúria", afirmou a presidenta diante dos principais líderes mundiais.
Ao mesmo tempo, a presidenta da República defendeu as medidas adotadas pelo governo brasileiro para dificultar a entrada de produtos estrangeiros no País, como a elevação do IPI para itens importados, classificadas de "protecionistas" pelo governo dos Estados Unidos. "[Nossas medidas foram] injustamente classificadas como protecionismo", disse Dilma, que também pediu a construção de um "pacto global" para retomada do crescimento mundial.
Para Dilma, esse pacto deve ser liderado por organizações como o G20 (que reúne as maiores economias do mundo), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional."A recessão só agudiza os acontecimentos. [É necessário] um amplo pacto contra a desesperança que provoca o desemprego e a falta de oportunidades", afirmou.
"Islamofobia"
Dilma também demonstrou a "preocupação do Brasil" com aquilo que os diplomatas chamam de islamofobia.
A presidenta conversou na segunda-feira (24) com o presidente da Turquia, Abdullah Gul, por telefone, para debater o assunto.
Na conversa, os dois chefes de Estado manifestaram preocupação de que a intolerância religiosa, principalmente no Oriente Médio, possa dar argumentos a intervenções militares de países desenvolvidos na região e ao aumento do preconceito.
Para Dilma, além de ser uma ameaça às boas relações diplomáticas entre os países, o preconceito religioso representa um retrocesso nas relações comerciais.
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