20 de mar de 2015

"Queremos diálogo, temos que dialogar", diz Dilma

No Sul, diante de plateia formada por integrantes de movimentos sociais, presidente repete compromisso de falar com todos e, em defesa da política econômica, afirma que dificuldade atual é 'passageira'

AE
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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira, 20, estar disposta a dialogar "até cansar" para garantir o desenvolvimento do País. Diante de uma plateia de cerca de 3 mil pessoas, formada em sua maioria por trabalhadores rurais e integrantes de movimentos sociais e sindicais, a presidente disse que é preciso olhar os diversos segmentos da sociedade e que o "desequilíbrio" na economia é momentâneo.
"Queremos diálogo e sugestões, só assim se aperfeiçoa. Quando se dialoga tem de tratar o outro como igual, nem melhor nem pior", afirmou. "E dialogar até cansar, nós temos de fazer", complementou. A presidente participou da inauguração  de uma unidade de secagem e armazenamento do produto da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), no assentamento Lanceiros Negros, do MST, na região metropolitana de Porto Alegre. Dilma foi recebida com aplausos e gritos de apoio pelos convidados. Além de integrantes da (Central Única dos Trabalhadores) e outros movimentos sindicais, membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) também estavam presentes. João Pedro Stédile, principal líder do MST, discursou no evento.
 
O aceno ao diálogo feito por Dilma, já prometido durante a campanha eleitoral, voltou a fazer parte dos discursos da presidente após os protestos de domingo, 15, contra o governo federal.  "Conquistamos o estágio de democracia. Ninguém tem de concordar com ninguém em tudo, mas queremos diálogo", disse a presidente nesta sexta.
 
Em seu discurso, a presidente falou sobre a importância de garantir o desenvolvimento sustentável e voltou a dizer que a economia Brasileira é sólida. "Esse momento de dificuldade é passageiro e conjuntural", afirmou.
 
Assentamento. Segundo informações do governo, a unidade inaugurada nesta sexta teve financiamento de R$ 3,4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do programa Terra Forte do Incra.
 
Também foi financiado para a cooperativa R$ 1,3 milhão para aquisição de máquinas e mais R$ 1,4 milhão para recondicionamento do complexo de irrigação do canal de Águas Claras, no município de Viamão, totalizando R$ 6,1 milhões investidos.

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