Governo paraguaio faz queixa contra Brasil por invasão de soberania. Itamaraty nega que militares tenham navegado em águas paraguaias

De acordo com Salum, a primeira incursão em águas paraguaias aconteceu na terça-feira em Puerto Tigre e a segunda, um dia depois, em Puerto Adela, no departamento de Canindeyú. Ambos os pontos estão localizados na parte paraguaia do Lago de Itaipu.
Os militares brasileiros envolvidos integram a operação Ágata, lançada há duas semanas para reprimir crimes na área da fronteira.
"Toda a informação que temos, de acordo com o depoimento dos pescadores da região, evidenciam que entraram em águas soberanas paraguaias", declarou o capitão.
No local, houve uma troca de tiros entre militares brasileiros, contrabandistas e militares paraguaios.
A marinha em Puerto Adela informou que as lanchas do Brasil abriram fogo contra os marinheiros paraguaios, que responderam com disparos para o alto. "Nossa equipe disparou para o ar com fins intimidatórios", disse.
Por causa do episódio, na sexta, o embaixador brasileiro em Assunção foi convocado à chancelaria paraguaia para ouvir as queixas do governo. O Ministério de Relações Exteriores do Paraguai enviou uma carta de conteúdo semelhante ao Itamaraty lamentando os incidentes.
De acordo com o governo brasileiro, toda a ação ocorreu em território nacional.
(com agências internacionais)
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