Preso na Operação Lava Jato junto com o ex-ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Oliveira e Silva é apontado pelos investigadores como a pessoa que pedia dinheiro para o esquema corrupto do irmão

Diante das declarações, nesta sexta-feira o juiz Sergio Moro prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de Luiz Eduardo. Moro alegou em sua decisão que ele admitiu "que pagamentos efetuados por empreiteiras após a condenação de José Dirceu não teriam sido efetuados a título de consultoria, como anteriormente afirmava a empresa JD em sua defesa, mas a título de 'auxílio'".
O delator Milton Pascowitch é considerado pivô da prisão de Dirceu. Durante muitos anos, os dois foram aliados. O lobista foi preso, firmou acordo de delação premiada e revelou a rotina de pagamentos de propinas de empreiteiras para a empresa de Dirceu, a JD Assessoria e Consultoria. A PF suspeita que a empresa foi criada para captar recursos ilícitos de empreiteiras supostamente favorecidas pelo ex-ministro em contratos bilionários na Petrobras. Em troca da delação, Pascowitch ganhou prisão domiciliar.
Luiz Eduardo declarou que "não sabia a origem do dinheiro, não tendo questionado Milton (Pascowitch) ou Dirceu sobre tal circunstância". Alegou que "não sabe" se seu irmão solicitou que tais valores fossem pagos por Pascowitch. Ele disse que, em 2013, solicitou ao lobista "que cessasse os pagamentos, pois aquela situação não poderia perdurar, ainda mais pelo fato de que seu irmão havia sido preso" - naquele ano, Dirceu foi para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, condenado no julgamento do mensalão a sete anos e onze meses de prisão por corrupção ativa.
O irmão do ex-ministro afirmou que a JD Assessoria deve, hoje, entre 1,5 milhão e 2 milhões de reais.
(Com Estadão Conteúdo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário