Prestes a ser denunciado pelo Ministério Público, presidente da Câmara afirmou que a 'institucionalidade' de seu cargo será mantida
AE
Antes da abertura de sessão no plenário, Cunha foi questionado sobre os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramitam na Casa. "O processo é exatamente do jeito que estava indo", disse. "O que eu decidir é dentro da mesma ambiência técnica que eu estava seguindo".
Cunha comentou ainda a nota divulgada na manhã desta quinta pelo centro de informática da Câmara, que informou que a busca da Polícia Federal no edifício extraiu somente os registros de Cunha e da ex-deputada do PMDB Solange Almeida, e não de todos os deputados. Na véspera, o presidente havia afirmado que iria provar que os dados coletados na busca foram de todos os parlamentares.
Nesta quinta, o presidente da Câmara baixou o tom. "Eu não disse que extraíram os dados, disse que tiveram acesso", afirmou. "Eles coletaram, coletaram do sistema. O que eles copiaram ou o que eles levaram é o que eles colocaram no processo."
O peemedebista afirmou ainda que ida da Polícia Federal ao prédio para busca não era necessária. "Bastava ter notificado e teria sido fornecido exatamente o que eles notificaram. Não precisaria ter sido feita a busca", afirmou.
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