Segundo a reportagem, o promotor de Justiça, que pediu a transferência dos presos, Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), acredita que as autoridades de investigação devam voltar a atenção a uma potencial “guerra interna” para ocupar os lugares no primeiro e segundo escalões da organização criminosa. Além disso, facções rivais, como o Comando Vermelho, podem tentar aproveitar o momento e atacar operações e posições do PCC.
“A estrutura da organização criminosa dentro e fora dos presídios continua existindo e me parece natural que haverá uma disputa interna para ocupar o lugar dessas lideranças que conseguimos isolar nos presídios federais. Não tenho nenhuma esperança que o PCC acabou”, disse ele ao UOL.
Transferência
Desde novembro, já havia previsão de transferência dos membros do PCC para unidades federais, após a descoberta de um plano de resgate de Marcola e de mais integrantes da facção do presídio de Presidente Venceslau.
Sete foram transferidos porque haviam sido alvos da operação Echelon em 2018. Outros 15 porque fazem parte da sintonia geral final do PCC, com seu primeiro e segundo escalão. Policiais militares e agentes penitenciários da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) participaram da operação.
Marcola é o ultimo grande líder de facção criminosa do País a ir para a rede de presídios federais. Lá já estão seu rivais do Comando Vermelho e da Família do Norte e seus aliados do Terceiro Comando Puro.
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