Peritos questionam a veracidade das informações de petistas sobre os tiros contra dois ônibus da caravana de Lula no Paraná

No ônibus petista o furo da
bala mostra que o tiro foi dado de perto. Num carro que recebeu um tiro
de longe (abaixo), a bala rasga a lataria (Crédito: Marcos Alves)

Autoridades
federais e especialistas em balística passaram a desconfiar da versão
de dirigentes petistas sobre os quatro tiros que teriam atingido dois
dos três ônibus da caravana de Lula numa estrada entre Quedas do Iguaçu e
Laranjeiras do Sul, no Paraná, na terça 27. Isso porque, pelas marcas
deixadas pelas perfurações, os disparos foram feitos à curta distância e
com o veículo parado. Os petistas haviam dito que os ônibus estavam em
movimento, a 55 quilômetros por hora. Peritos dizem que se os veículos
estivessem em movimento, os furos das balas deixariam um aspecto de
rasgo na lataria, enquanto que nos ônibus da caravana petista os
supostos tiros deixaram marcas no exato diâmetro de uma bala,
redondinhas, comprovando que os disparos foram feitos quando os veículos
estavam parados e quase que à “queima roupa”. Quando os tiros são
disparados de longe, o buraco fica mais largo. A perita criminal
Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística de São Paulo,
explica, inclusive, que somente a conclusão da perícia, que ainda levará
alguns dias, poderá dizer se os buracos foram feitos com arma de fogo
ou não.
A veracidade das informações é questionada não apenas por peritos,
mas também por opositores dos petistas. O deputado federal Jair
Bolsonaro, candidato a presidente da República, que esteve no Paraná
logo após o incidente, foi um dos primeiros a levantar a hipótese de que
os tiros foram dados pelos próprios integrantes da equipe petista. “É
tudo mentira. Está na cara que alguém deles deu os tiros. A perícia
deverá apontar a verdade”, disse Bolsonaro em Curitiba.
A perícia
O primeiro a lançar desconfiança foi o perito Peter Leal. Com
formação em gestão em segurança pública, ele comparou as fotos dos tiros
no ônibus com imagens na internet semelhantes ao suposto atentado
sofrido pela caravana petista. Peter observou que em imagens de carros
em movimento, a lataria foi rasgada pelas balas. “Se me fosse
apresentada uma lataria com perfuração semelhante à dos ônibus da
caravana de Lula, eu diria que o atirador estaria perto do veículo e com
os ônibus parados”, analisou. De qualquer forma, a Polícia Civil do
Paraná investiga o caso. Como (quase) tudo o que envolve o PT e
congêneres, é bom sempre desconfiar da primeira impressão.
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