Armas foram encontradas em junho do ano passado
Por
Agência Brasil

Rio - O Exército
Brasileiro emitiu parecer favorável para que a Polícia Civil do Rio
receba 15 fuzis AR-10 (que têm calibre 7,62 por 51 milímetros),
apreendidos em uma operação no Aeroporto do Galeão em junho do ano
passado. Por outro lado, foi negada a doação de outros 45 fuzis do
modelo AK-47 (de calibre 7,62 por 39 milímetros).
Conforme o Decreto 5.123/2004, as armas de fogo
apreendidas no Brasil, quando não mais interessam à investigação
criminal e ao processo penal, devem ser encaminhadas pela Justiça ao
Exército, que tem um prazo de 48 horas para destruí-las ou doarem a
órgãos de segurança ou a uma das Forças Armadas. Conforme o Artigo 65 da
norma, as doações devem levar em conta “o padrão e a dotação de cada
órgão”.
A instituição solicitou os 60 fuzis. O Exército
informou nesta terça, em nota, que o repasse dos 15 fuzis AR-10 foi
autorizado no final do ano passado “por não haver nenhuma divergência
entre o solicitado e a legislação vigente”. Por outro lado, o parecer
apontou que não há previsão de dotação institucional de armas com
calibre 7,62 por 39 milímetros, como os fuzis AK-47, para as polícias
civis no Brasil.
No entanto, a doação dos fuzis AK-47 ainda pode
ocorrer. O Comando do Exército vai avaliar um estudo elaborado pela
Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) que poderá
levar à atualização da portaria que estabelece o quadro de dotação de
armas para as polícias civis de todo o país. “Em assim sendo, tal ação
viabilizará a doação daquelas 45 armas, atendendo o aspecto legal
exigido”, registra a nota.
A reportagem também fez contato com a Polícia Civil, mas não obteve retorno.
Operação
A operação no Aeroporto do Galeão em junho do ano
passado resultou na maior apreensão de armas já ocorrida em um terminal
aéreo do país. Os 60 fuzis estavam escondidos em aquecedores
provenientes dos Estados Unidos.
Segundo indícios, o armamento teria sido enviado por
Frederick Barbieri. Preso há pouco mais de uma semana na Flórida, ele é
apontado pela polícia como o maior traficante de fuzis dos Estados
Unidos para o Brasil. O governo federal já apresentou solicitação para
sua extradição.
Com informações da Agência Brasil
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