Declaração foi feita no programa do Ratinho, onde o presidente respondeu perguntas do apresentador e de outras pessoas gravadas na rua
Por
Agência Brasil

São Paulo - O presidente
Michel Temer voltou a afirmar nessa segunda-feira, no programa do
Ratinho, que sem a reforma, a Previdência vai quebrar. Ele respondeu a
perguntas do apresentador e a outras gravadas na rua, por cidadãos
comuns. Temer havia conversado também sobre a reforma da Previdência no
programa Silvio Santos, exibido no domingo.
“A Previdência quebra. Você veja o caso da Grécia e de
Portugal. Há pouquíssimo tempo, foi preciso fazer [nesses países] uma
reforma da Previdência e cortar pensões de aposentados e vencimentos de
servidores públicos porque tardaram muito a fazer a reforma”, disse
Temer. “Nós estamos pensando em impedir uma reforma muito mais radical.
Porque se não fizermos agora, daqui a dois, três anos no máximo, teremos
uma reforma radical que vai prejudicar os aposentados”, completou.
O presidente gravou sua participação no Programa do
Ratinho no dia 18 de janeiro. A conversa foi exibida na noite de ontem
(29) pelo SBT. Questionado pelo apresentador sobre as empresas com
dívidas com a Previdência, Temer disse que a Advocacia-Geral da União
(AGU) está acionando judicialmente todas as empresas.
“A AGU moveu ação contra todos os devedores. As ações
estão correndo. Algumas são pagas, outras demoram. Em outras, a empresa
pediu recuperação judicial ou foi à falência”, disse ele, lembrando que a
dívida da Previdência é de R$ 189 bilhões. “Para sairmos desse buraco,
temos que fazer [a reforma]”.
A entrevista teve linguagem informal, típica do
programa. O apresentador buscava uma resposta simples e direta. “Vai
mudar alguma coisa para quem se aposenta por doença?”, perguntou
Ratinho. “Não há nenhuma modificação em relação a esse tema. A
aposentadoria por invalidez vai continuar da mesma maneira”, respondeu o
presidente.
A uma pergunta de uma pessoa na rua, Temer disse que os
aposentados e aqueles que já têm direito à aposentadoria não serão
afetados pela reforma. Também respondeu que a reforma vai trazer
igualdade de aposentadoria entre servidores públicos e inciativa
privada, e também entre políticos e os demais trabalhadores.
Em seguida, fez um apelo à audiência do programa. “O
que eu gostaria de pedir aos telespectadores é que mandem carta para
deputado, senador, mostrando que é fundamental para a aposentadoria. O
deputado vai fazer ecoar no Congresso a voz do povo. Se o povo estiver
de acordo, ele se sente confortável para votar [a favor da reforma]”.
Votos
Dos 308 votos necessários para a aprovação da reforma
da Previdência na Câmara, o governo tem 275, nas contas do relator,
deputado Arthur Maia (PPS-BA). Após reunião com o ministro da Secretaria
de Governo, Carlos Marun, na semana passada, Maia afirmou que o governo
tem pelo menos 275 votos favoráveis.
Segundo Marun, a votação vai ocorrer no dia 19 de fevereiro e o governo está confiante em conseguir os votos necessários.
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