Medida terá validade até 31 de dezembro. Enquanto estiver em vigor, o general Walter Braga Netto será o interventor no Estado e terá o comando dos aparelhos de segurança do Rio
Por
ESTADÃO CONTEÚDO

Rio - O Congresso aprovou,
na noite desta terça-feira, o decreto que autoriza a intervenção federal
na segurança pública do Rio. Depois de a Câmara dar o aval, foi a vez
de o Senado chancelar a medida por 55 votos a favor, 13 contra e uma
abstenção.
Por se tratar de um decreto presidencial, a intervenção
já está em vigência desde sexta-feira, quando a medida foi assinada
pelo presidente Michel Temer. Coube aos parlamentares apenas dizer se
aceitavam ou não a decisão, sem ter o direito de fazer modificações no
mérito da proposta.
A medida terá validade até 31 de dezembro. Enquanto
estiver em vigor, o general Walter Braga Netto, do Comando Militar do
Leste, será o interventor no Estado e terá o comando dos aparelhos de
segurança do Rio, como as Polícias Civil e Militar
Relator do decreto no Senado, o senador Eduardo Lopes
(PRB-RJ), aliado do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), afirmou que
o governo não pode deixar faltar recursos para as ações que serão
colocadas em prática no Estado.
Segundo Lopes, o Palácio do Planalto "tem que
apresentar o mais rápido possível" o plano de trabalho e a previsão de
gastos da intervenção no Rio. "Não dá para começar uma operação dessa
magnitude e no meio dizer que não alcançamos o que queríamos por falta
de recurso", disse.
Até agora, o governo não divulgou quanto a medida vai
custar. Caberá a Braga Netto apresentar nos próximos dias um
planejamento detalhado das medidas.
Assim como na Câmara, a maioria dos senadores da base
votou a favor da medida. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou o
governo, mas votou a favor do decreto. "A intervenção é decorativa e
expõe as Forças Armadas, mas é inevitável", disse.
Encaminharam voto contrário ao texto PT, PSB, PCdoB e
Rede. "Esse é um governo paspalhão e essa intervenção é uma intervenção
tabajara. Se der errado, nós vamos recorrer a quem? Ao Vaticano?",
questionou o líder da minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE).
Nenhum comentário:
Postar um comentário