14 de dez de 2015

Mercado piora sua previsão para o PIB e já espera retração de 2,67% em 2016

Estimativa anterior dos economistas ouvidos pelo Banco Central era de recuo de 2,31%; para 2015, projeção é de queda passou de 3,50% para 3,62%

Cédulas de Real
Projeções estão mais negativas também para 2015(Beatriz Albuquerque/VEJA)
O Relatório de Mercado Focus pintou um quadro ainda mais recessivo para a atividade econômica do país neste ano e no próximo. O documento divulgado na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central (BC) trouxe que a perspectiva de retração da atividade do ano que vem passou de 2,31% para 2,67%. Para 2015, a perspectiva de contração do Produto Interno Bruto (PIB) saiu de 3,50% para 3,62%.
As projeções para o IPCA de 2016 subiu mais um degrau no boletim. Agora, a taxa está em 6,80% - há uma semana, era de 6,70%. No caso de 2015, a mediana avançou de 10,44% para 10,61%, registrando a 13ª semana consecutiva em que há alta das estimativas para a inflação oficial.
De acordo com o Focus, a mediana das expectativas para a produção industrial de 2015 saiu de -7,60% para -7,70% (um mês antes estava em -7,40%). Para 2016, o tombo foi ainda maior: passou de -2,40% para -3,45%. Há quatro semanas, estava em -2,15%.
Após o duro discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em São Paulo, na semana passada, as projeções do mercado financeiro para a taxa básica de juros subiram ainda mais. A expectativa agora é que a Selic encerre o ano que vem em 14,63% ao ano - o que demonstra uma divisão das projeções de 14,50% e 14,75% ao ano. A nova estimativa é bem mais alta do que a vista na semana passada, de 14,25%, que é o patamar atual dos juros domésticos.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano, o colegiado manteve a Selic inalterada, mas com dois votos dissidentes de alta (meio pornto percentual). Um próximo encontro está marcado para o dia 20 de janeiro.

(Com Estadão Conteúdo)

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