Governo liberou R$ 2,1 bi para emendas em julho, mais do que em todo o 1º semestre
O Dia
Brasília
- Enquanto corta gastos em dos ministérios e aumenta impostos para
cumprir a meta fiscal, o governo, pressionado pela votação da denúncia
contra Michel Temer no Congresso, liberou mais emendas parlamentares em
julho do que na soma do restante do ano e criou quase 500 cargos de
confiança, que podem ter abrigado indicações de deputados. As
informações são do site Contas Abertas, que acompanha a execução fiscal
de órgãos públicos. No dia 13 de julho, deputados festejam vitória do governo na CCJ
Lula Marques/ Agência PT
Foram R$ 4,1 bilhões liberados para emendas que os
deputados usam para atender suas bases eleitorais entre janeiro e 19 de
julho de 2017. Desses, R$ 2,1 bilhões foram empenhados apenas nas três
primeiras semanas de julho, enquanto o governo batalha para conseguir os
votos necessários para se livrar da denúncia por corrupção e lavagem de
dinheiro. A votação do plenário está agendada para 2 de agosto.
Antes
do corte no orçamento, o governo também tinha elevado o número de
cargos de confiança. Em abril, eram 19.658 e vinham em queda ao longo do
ano. Em maio, quando veio à tona a gravação da conversa do presidente
Temer com Joesley Batista, o número evoluiu para 19.829 e atingiu 20.321
em junho.
Na semana passada, enquanto os recursos saíam
para emendas (os deputados federais levaram 82% do total, ou R$ 3,5
bilhões, no acumulado do ano), o governo anunciou um corte adicional de
despesas de R$ 5,9 bilhões que ainda não foi detalhado, mas deverá
atingir áreas como Segurança e Educação — a Saúde será poupada, porque
já está no mínimo permitido pela Constituição.
Para atingir a
meta de déficit de R$ 139 bilhões de 2017, também foi anunciado um
aumento no PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis.
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