País passa a ser o primeiro do ranking da agência de classificação Moody's junto com os Estados Unidos a ter, ao todo, oito empresas consideradas especulativas

Com isso, o Brasil superou a Rússia e passa a figurar na primeira colocação do ranking junto com os Estados Unidos a ter o maior número de empresas consideradas especulativas. A Petrobras já consta na lista das companhias tidas como "anjos caídos" por já ter tido a sua nota efetivamente rebaixada. A posição do país repercutiu sobre a América Latina, fazendo com que a região hoje tenha a maior proporção de "potenciais anjos caídos". São doze, que correspondem a 34% do total.
As notas conferidas pelas agências de risco servem como base para os investidores decidirem se aplicam ou não dinheiro em determinada empresa.
De acordo com o relatório, o principal risco para as empresas brasileiras é a deterioração econômica. "Enquanto a economia brasileira segue fraca, vemos mais risco de que as empresas percam o grau de investimento ou se tornem 'anjos caídos'", escreveu o vice-presidente da Moody's, Mark Stodden. O documento também elenca outros problemas para a crise, como a alta da inflação, mudanças na legislação e os desdobramentos da Operação Lava Jato que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Esta última se refere especificamente a Odebrecht. De modo geral, a agência considera que "o ambiente para os negócios está muito mais desafiador" no país.
Isso representa um aumento acentuado em relação ao trimestre anterior. A posição do Brasil repercutiu sobre a América Latina. A região hoje tem a maior proporção "potenciais anjos caídos". São doze - 34% do total.
O relatório também traz as chamadas "estrelas potenciais em ascensão", que são empresas que podem ganhar o grau de investimento. Nenhuma brasileira foi incluída nessa classificação neste ano. A única do país com esse status é a Fibria, do setor de papel e celulose, na fila desde 2013.
Procurada pela reportagem, a AES Tietê, em nota, declarou que como outras empresas do setor sofreu com o "cenário hidrológico" adverso, que impôs a "elevação dos custos com compra de energia". Mas reforçou que vem melhorando o resultado e reduzindo o nível de alavancagem. A Odebrecht preferiu não se pronunciar. Por causa do feriado, a assessoria do grupo EDP não conseguiu dar um retorno oficial até o fechamento desta edição.
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