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Sem se referir diretamente ao Ministério da Defesa, Vannuchi considerou uma distorção a posição de "setores do governo" que acham ser uma intervenção na soberania do Brasil o julgamento do País na Corte Internacional de Direitos Humanos, sediada em San José, na Costa Rica.
O processo foi aberto para apurar torturas, desaparecimentos e assassinato de militantes do PC do B e camponeses na Guerrilha do Araguaia, nos anos 70, durante a ditadura militar (1964-85). As últimas audiências ocorreram na semana passada e a sentença poderá sair em seis meses.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que é jurista, já declarou que o julgamento não terá efeito no País. O Brasil pode ser condenado, por exemplo, a indenizar familiares das vítimas, a ministrar cursos de direitos humanos nas Forças Armadas e a tipificar em sua legislação penal o crime de desaparecimento forçado.
O julgamento também poderá decidir que a Lei da Anistia não é válida para inocentar torturadores e assassinos que agiram durante a ditadura e determinar que sejam processados. "Aderir aos sistemas internacionais, ao sistema da OEA, é uma decisão voluntária, e cada um dos tratados passa a ser cumprido, respeitado, como se leis nacionais fossem (sic)", afirmou ele.
Sem citar o nome do país ao qual se referia, Vannuchi lamentou a oposição da área diplomática a uma viagem que faria ao exterior meses atrás. "Colegas diplomatas argumentaram que talvez não fosse o momento, porque o país visitado poderia interpretar o interesse brasileiro de promover uma visita como se fosse uma censura." Segundo ele, "os próximos governos seguirão a mesma trilha de fortalecimento dos direitos humanos e da democracia no Brasil".
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