Além do fechamento de sedes, o número de pessoas para alistamento militar deve ser reduzido
"Até
agora não tivemos comprometimento operacional das Forças [Armadas]. Nós
estamos no limite. Nosso limite é o mês de setembro. E tivemos o
compromisso que, aprovada a meta fiscal, nós vamos ter a liberação de
recursos", disse Jungmann.
De acordo com a
assessoria de imprensa do ministério, R$ 6,5 bilhões do orçamento da
Defesa estão contingenciados, o que corresponde a cerca de 42% dos
recursos previstos para a pasta em 2017 (R$ 15,5 bilhões).
Caso
a liberação não ocorra, o ministro alertou que será preciso fazer
cortes. "Nesse caso, você terá que reduzir muitos dos serviços que são
feitos. Muito possivelmente fechar unidades. Reduzir o número daqueles
que vão prestar serviço militar, que são 80 ou 90 mil. Enfim, vai ter
uma série de restrições procurando preservar o que é essencial para a
defesa do País".
A nova meta fiscal do governo
federal prevê um deficit de R$ 159 bilhões neste ano e em 2018. Isso
quer dizer que a União vai gastar esse total a mais do que espera
arrecadar. O Congresso Nacional precisa aprovar a revisão da meta,
adiada na semana passada, que já estava em R$ 139 bilhões em 2017 e R$
129 bilhões em 2018. A expectativa é retomar a votação ainda esta
semana.
O ministro esteve em Pernambuco para a
comemoração de 10 anos do Forças no Esporte (Profesp), programa criado
em 2003 para democratizar o acesso ao esporte para crianças e
adolescentes. As Forças Armadas concedem suas unidades militares para a
realização do projeto, e os recursos são repassados pelo Ministério do
Esporte para material e pessoal; e pelo Ministério de Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, para alimentação.
Agência Brasil
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