31 de mar de 2016

PGR oferece denúncia contra sete políticos do PP implicados na Lava Jato

São alvos do pedido os deputados Arthur Lira, Mário Negromonte Jr., Luiz Fernando Faria, José Otávio Germano, Roberto Britto e os ex-deputados Mário Negromonte e João Alberto Pizzolatti

Estadão Conteúdo
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu nesta quarta-feira, 30, denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra sete políticos do PP implicados na Operação Lava Jato. São alvos do pedido da PGR os deputados Arthur Lira (AL), Mário Negromonte Jr. (BA), Luiz Fernando Faria (MG), José Otávio Germano (RS), Roberto Britto (BA) e os ex-deputados Mário Negromonte (BA) e João Alberto Pizzolatti (SC).
A denúncia foi oferecida num inquérito que, inicialmente, investiga Pizzolatti por ser beneficiário do esquema de propinas instalado na Petrobrás. A denúncia é sigilosa porque tem como base informações prestadas em acordos de delação premiada que ainda são mantidas em segredo no Supremo.
Todos os políticos denunciados são alvos de outros procedimentos já instaurados no STF no âmbito da Lava Jato. Eles são mencionados no inquérito conhecido como “quadrilhão”, que investiga parlamentares, ex-parlamentares e operadores do esquema. Pizzolatti é alvo de quatro inquéritos, Lira de três, Germano de dois e os demais de um inquérito.

PP na Lava Jato
O PP é o partido com o maior número de políticos investigados no esquema de corrupção da Petrobrás – são 32 no total. Segundo as investigações, a legenda detinha o controle da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, um dos mais robustos focos da corrupção na estatal.

O engenheiro Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato, foi indicado pelo PP para a Diretoria de Abastecimento. Para se manter no cargo, Costa direcionava a parlamentares do PP porcentual de contratos fraudados com as maiores empreiteiras do País.
Pizzolatti recebia vantagens ilícitas que eram diretamente pagas pelo doleiro Alberto Youssef. Em delação premiada, o doleiro disse que o ex-deputado catarinense fazia questão e retirar pessoalmente o dinheiro no escritório de Youssef em São Paulo para não pagar taxa de transporte de valores.

Na campanha de 2010 à Câmara, foram destinados R$ 5,5 milhões a Pizzolatti. As revelações foram feitas por Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, em delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF). Ceará prestava serviços para Youssef como entregador de dinheiro desviado da petroleira.

Negromonte, ex-ministro das Cidades, também foi citado por Youssef por ter ajudado a organizar repasses de propinas para o PT e o PP em um contrato no Denatran no período em que ocupava o cargo no Executivo. O filho dele, Negromonte Jr., foi incluído nas investigações em dezembro do ano passado.

Veja por quais crimes cada um foi denunciado:

João Alberto Pizzolatti Júnior
Art 317 – Corrupção Passiva
Lei 9613/1998 – Ocultação de Bens

Mário Sílvio Mendes Negromonte
Art 317 – Corrupção Passiva
Lei 9613/1998 – Ocultação de Bens

Mário Sílvio Mendes Negromonte Júnior
Art 317 – Corrupção Passiva
Lei 9613/1998 – Ocultação de Bens
Lei 12850/2013 – Organização Criminosa
§ 1 - Embaraço à investigação

Luiz Fernando Ramos Faria
Art 317 – Corrupção Passiva
Lei 9613/1998 – Ocultação de Bens

José Otávio Germano
Art 317 – Corrupção Passiva
Lei 9613/1998 – Ocultação de Bens

Roberto Pereira de Brito
Art 317 – Corrupção Passiva
Lei 9613/1998 – Ocultação de Bens

Arthur Cesar Pereira de Lira
Art 317 – Corrupção Passiva
Lei 9613/1998 – Ocultação de Bens

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