PM, Polícia Civil e
Forças Armadas estão nos morros do São Carlos, Zinco, Querosene e
Mineira desde o início da manhã desta sexta-feira
Rafael Nascimento
Rio
- As forças de segurança realizam, na manhã desta sexta-feira, uma
operação contra o tráfico de drogas nos morros do São Carlos, Zinco,
Querosene e Mineira, no Centro do Rio. Militares das Forças Armadas, a
PM e a Polícia Civil chegaram ao local por volta das 4h. Um efetivo de
dois mil, entre militares e agentes, participa da ação. Até às 7h45, um
homem foi preso com drogas, munição e dinheiro. Exército também atua no Morro do São Carlos
Reprodução TV Globo
De acordo com a Secretaria de Segurança, as Forças
Armadas são responsáveis por fazer o cerco nas favelas em pontos
estratégicos. Houve tiroteio no momento em que os militares chegaram ao
local, mas depois a situação ficou normalizada. Desde cedo, equipes se
posicionaram na Rua Frei Caneca, onde há entradas para o São Carlos.
Motoristas que entram e saem da favela estão sendo revistados.
As
equipes cumprem mandados de prisão contra traficantes que seriam do
bando de Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Entre os procurados
estão Alex Correia dos Santos, conhecido como '2G', envolvido no tráfico
do São Carlos; Leonardo Miranda da Silva, o 'Léo Empada', apontado como
gerente geral do tráfico de drogas da favela; Marcelo Bernardino
Fonseca, o 'Limão do 40', chefe do tráfico da comunidade; e Alex Marques
de Melo, o 'Leo Serrote'.
A secretaria destacou que o
espaço aéreo está controlado, com restrições a aeronaves civis, nas
áreas de atuação dos militares. O Centro de Operações Rio informou que,
por causa da ação, algumas vias podem ser interditadas ao longo do dia.
Todos os colégios da região não abriram. Um morador,
que preferiu não se identificar, tentou ainda levar a sua filha na
Escola Municipal Estados Unidos, que fica em frente ao Morro do São
Carlos, mas estava fechada. "Mesmo com essa operação, estamos tentando
seguir com a nossa vida. Morro aqui desde criança e até que é um lugar
razoável de sobreviver", contou o pedreiro, de 42 anos.
A menina,
de 10 anos, contou que, quando há tiroteios na comunidade, as
professoras pedem para os alunos se abaixarem. "Na última vez, estávamos
na quadra e a professora pediu para a gente formar uma fila e nos
escondermos atrás do colégio", disse.
No Centro Integrado de
Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, representantes das forças de
segurança acompanha, em tempo integral, os desdobramentos da operação.
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