23 de mar. de 2011

SOLDADO!

Soldado! Certamente haverá um dia em que alguém te dirá, em tom irônico, que és um parasita, um sanguessuga, que para nada serves, nada de útil fazes, és um estorvo para teu País. Não ligue, porém, Soldado. Não deixe tais comentários, lançados em teu rosto como cusparada vil, te roubarem a calma, te perturbarem o coração. Responda, sereno: Meu amigo, assim falas porque não me viu a amparar os sofridos sertanejos da caatinga nordestina, a curar os enfermos nos grotões da Amazônia, a socorrer os flagelados pelas enchentes de Minas, a agasalhar as infelizes vítimas do frio sulino. Assim falas porque jamais sentistes a dor da saudade dos teus amores a aumentar a cada instante, sob o peso das longas jornadas e das imensas distâncias, pelos confins deste País de Meu Deus! Assim falas porque jamais pesou sobre teus ombros a responsabilidade de transformar meninos em homens, forjando-lhes o caráter e dando-lhes maturidade para tomar as rédeas de suas vidas nas próprias mãos. Jamais, amigo, soubestes o que é passar dias e noites caminhando sob chuva e frio, sentido o vento minuano a castigar-te o corpo.
Nunca tivestes que enfrentar a imensidão verde e abafada da floresta, dias a fio, sobrevivendo apenas do que a mata te oferece. Em tempo algum transpusestes a caatingas sob sol escaldante, jamais vadeaste, a peito nu, um rio dos pampas, em noite de agosto. Dormias, amigo, calma e profundamente, enquanto eu, nas fronteiras, velava por tua segurança. Descansavas na praia, tranquilamente, com tua família, enquanto eu enfrentava dias e dias de barco rio acima e rio abaixo, patrulhando os limites do País!
Falas assim, amigo, porque não estavas a meu lado, ajudando a mitigar o sofrimento do povo de Angola e do Timor, de Honduras e da Nicarágua, do Peru, da Bósnia e do Haiti! Ah! Meu amigo, se me visses, qual Ulisses moderno, abrindo dois mil quilômetros de estrada, de Cuiabá a Rio Branco, numa Odisséia real, para que descobrisses um novo Brasil, certamente não falarias assim. Ah! Se tivesses chorado comigo os companheiro mortos cumprindo seu dever, em todos os recantos da Pátria, entenderias porque existo. Mas, amigo, não te sintas constrangido. Apague do rosto essa expressão envergonhada, pois não tens obrigação de saber disso tudo, assim como não é meu papel alardear o que faço, mas sim, trabalhar simplesmente, pois a servidão, a renúncia e a humildade, que em outros seriam apontadas como grandes virtudes, para o soldado espelham apenas o dever de toda uma vida.

Saiba, porém, amigo, que onde estiveres, estarei sempre guardando teu sono, silenciosa e anonimamente, como convém a todos os SOLDADOS deste nosso BRASIL!

21 de mar. de 2011

DISCURSO DE CANTINFLAS


Este discurso é trecho do filme Sua Excelência, de 1967, em que o inesquecível Cantinflas, comediante mexicano, pronuncia na Assembleia da ONU no papel de Embaixador de um país fictício. Contém uma lição bem atual apesar de ter sido pronunciado há mais de 40 anos. (Tradução de José Chirivino Álvares)

Coube-me, por sorte, ser o último orador. Isso muito me agrada, pois assim os pego cansados. Não obstante, sei que apesar da insignificância do meu país que não tem poderio militar, nem político, nem econômico, nem muito menos atômico, todos os Senhores esperam com grande interesse minhas palavras já que do meu voto depende o triunfo dos Verdes ou dos Vermelhos.
Senhores Representantes:
Estamos passando por um momento crucial em que a humanidade se enfrenta ante essa mesma humanidade. Estamos vivendo um momento histórico em que o homem científica e intelectualmente é um gigante, mas moralmente é um pigmeu. A opinião mundial está tão profundamente dividida em dois grupos aparentemente irreconciliáveis, que ocorre o caso de que um só voto, o voto de um país fraco e pequeno, pode fazer que a balança penda para um ou para o outro lado. Estamos, portanto, numa grande gangorra. Com um lado ocupado pelos Verdes e com o outro ocupado pelos Vermelhos.E agora chego eu, que sou peso-pluma, e do lado que me colocar, para lá penderá a balança! Façam-me o favor!
Os Senhores não creem que é muita responsabilidade para um só cidadão? E porque também não considero justo que a metade da humanidade - seja qual for ela - venha a ser condenada a viver sob um regime político e econômico que não é de seu agrado, somente porque um frívolo embaixador votou - ou que o tenham feito votar - num sentido ou no outro. E é por isso que não votarei em nenhuma das duas teses. E não votarei em nenhuma das duas teses, por três razões:
Primeira, porque – repito - não seria justo que um só voto de um só representante – que poderia neste momento estar doente do fígado – venha a decidir os destinos de cem nações.
Segunda, porque estou convencido de que os procedimentos - repito e sublinho: os procedimentos dos Vermelhos (os países comunistas) são desastrosos.
E a terceira, porque estou convencido de que os procedimentos dos Verdes (os Estados Unidos da América) tampouco são os mais bondosos que se possa ter
E se não se calarem imediatamente, não sigo com o discurso e os Senhores ficarão com a curiosidade de saber o que eu tinha para lhes dizer. Insisto que falo de procedimentos e não de idéias e nem de doutrinas.
Para mim todas as idéias são respeitáveis, ainda que sejam “ideiazinhas” ou “ideiazonas” e mesmo que eu não esteja de acordo com elas. O que pensa esse Senhor, ou esse outro Senhor, ou aquele Senhor, ou esse de bigodinho que já não pensa nada porque já está dormindo, nada disso impede que sejamos, todos nós, bons amigos. Todos cremos que nossa maneira de ser, nossa maneira de viver, nossa maneira de pensar e até o nosso modo de andar são os melhores; e esse modelo tratamos de impô-lo aos demais e, se não os aceitam, dizemos que 'são isso ou são aquilo' e, imediatamente, entramos em desinteligências.
Os senhores acham que isso está correto?
Tão fácil seria a vida se ao menos respeitássemos o modo de viver de cada um. Faz cem anos que disse uma das figuras mais humildes, mas mais importantes do nosso continente:'O respeito ao direito alheio é a paz'. É disso que eu gosto! Não que me aplaudam, mas que reconheçam a sinceridade das minhas palavras. Estou de acordo com tudo o que disse o Senhor Representante da Salsichônia com humildade (N.T.: referência à Alemanha); com humildade de pedreiros independentes devemos lutar para derrubar a barreira que nos separa; a barreira da incompreensão; a barreira da mútua desconfiança; a barreira do ódio. E no dia em que conseguirmos, poderemos dizer que voamos por cima da barreira.
Mas não a barreira das idéias, isso não, nunca! No dia em que pensarmos iguais, atuarmos iguais, deixaremos de ser homens para converter-nos em máquinas, em autômatos. Esse é o grave erro dos Vermelhos, o querer impor pela força suas ideias e seu sistema político e econômico. Falam de liberdades humanas, mas eu lhes pergunto: existem essas liberdades em seus próprios países? Dizem defender os Direitos do Proletariado, mas seus próprios trabalhadores nem sequer possuem o direito fundamental à greve. Falam da cultura universal ao alcance das massas, mas encarceraram os seus escritores porque eles se atrevem a dizer a verdade. Falam da livre determinação dos povos e, no entanto, há cem anos oprimem uma série de nações sem permitir-lhes que se dêem uma forma de governo que mais lhes convenham.
Como podemos votar por um sistema que fala de dignidade e, ato contínuo, atropela o mais sagrado da dignidade humana, que é a liberdade de consciência, eliminando ou pretendendo eliminar a Deus por decreto?
Não, senhores representantes, eu não posso estar com os Vermelhos ou, melhor dizendo, com sua maneira de atuar. Respeito seu modo de pensar, mas não posso dar meu voto para que seu sistema se implante pela força em todos os países da Terra. Aquele que quiser ser Vermelho que o seja, mas que não pretenda tingir os demais
Um momento, jovens! Senhores! Por que tão sensíveis? Os senhores não agüentam nada, não? Eu ainda não terminei. Voltem aos seus lugares. Sei que estão acostumados a abandonar essas reuniões quando ouvem algo que não é de seu agrado; mas não terminei. Voltem aos seus lugares, não sejam precipitados, ainda tenho que dizer algo sobre os Verdes. Os senhores gostariam de ouvir? Sentem-se!Agora, meus queridos colegas Verdes.
O que disseram os Senhores? - Já votou por nós? Não? Pois não, jovens. Não votarei por vocês porque vocês também têm muita culpa por tudo que acontece no mundo. Vocês são soberbos como se o mundo fosse só de vocês e que os demais tivessem uma importância apenas relativa. E ainda que falem de paz, de democracia e de coisas muito bonitas, às vezes também pretendem impor sua vontade pela força e pela força do dinheiro. Estou de acordo que devamos lutar pelo bem coletivo e individual; que devamos combater a miséria; que devamos resolver os tremendos problemas de habitação, do vestir e do sustento. Mas não estou de acordo é com a forma que vocês pretendem resolver esses problemas. Vocês também sucumbiram ante o materialismo, esqueceram os mais belos valores do espírito. Pensando somente nos negócios, pouco a pouco foram se convertendo nos credores da humanidade e, por isso, a humanidade lhes vê com desconfiança.
No dia da inauguração desta Assembléia, o Senhor Embaixador da 'Ladarônia' disse que o remédio para todos os nossos males estava em ter automóveis, refrigeradores, televisores. E eu me pergunto: para que queremos automóveis se ainda andamos descalços? Para que queremos refrigeradores se não temos alimentos para colocar neles? Para que queremos tanques e armamentos se não temos escolas para nossos filhos? Devemos lutar para que o homem pense na paz, mas não somente impulsionado pelo seu instinto de conservação, se não, e fundamentalmente, pelo dever que tem de superar-se e de fazer do mundo um local de paz e tranquilidade cada vez mais digno da espécie humana e de seus altos destinos. Mas essa aspiração não será possível se não houver abundância para todos; bem-estar comum, felicidade coletiva e justiça social.
É verdade que está em suas mãos - dos países poderosos da terra, Verdes e Vermelhos -, o ajudar a nós, os fracos, mas não com presentes, nem com empréstimos, nem com alianças militares. Ajudem-nos pagando preços mais justos, mais eqüitativos por nossas matérias-primas; ajudem-nos dividindo conosco seus notáveis avanços na ciência, na tecnologia. Não para fabricar bombas, mas para acabar com a fome e com a miséria.
Ajudem-nos respeitando nossos costumes, nossas crenças, nossa dignidade como seres humanos e nossa personalidade como nações, por pequenos e frágeis que sejamos.
Pratiquem a tolerância e a verdadeira fraternidade, e nós saberemos corresponder-lhes. Mas deixem imediatamente de tratar-nos como simples peões no tabuleiro de xadrez da política internacional. Reconheçam-nos como o que somos, não somente como clientes ou como ratos de laboratório, mas como seres humanos que sentem, sofrem e choram.
Senhores representantes, existe outra razão a mais por que não posso dar meu voto:faz exatamente vinte e quatro horas que apresentei minha renúncia como Embaixador do meu país. Espero que seja aceita. Consequentemente, não lhes falei como Excelência, mas como um simples cidadão; como um homem livre; como um homem qualquer; mas que, não obstante, crê interpretar ao máximo as aspirações de todos os homens da Terra; as aspirações e os desejos de viver em paz; o desejo de ser livres; o desejo de entregar aos nossos filhos e aos filhos de nossos filhos um mundo melhor; em que reine a boa vontade e a concórdia.
E que fácil seria, senhores, alcançar esse mundo melhor em que todos os homens brancos, negros, amarelos e pardos, ricos e pobres pudessem viver como irmãos. Se não fôssemos tão cegos, tão obcecados, tão orgulhosos. Se apenas orientássemos nossas vidas pelas sublimes palavras que, faz dois mil anos, disse aquele humilde carpinteiro da Galiléia, simples, descalço, sem fraque nem condecorações:
“Amai-vos, amai-vos uns aos outros!”
Mas, lamentavelmente vocês entenderam mal, confundiram os termos. E o que fizeram? E o que fazem?
“Armam-se uns contra os outros!”
Tenho dito!

16 de mar. de 2011

Forças desarmadas

Folha de São Paulo - 16/03/2011

Equipamento deficiente e efetivo militar se concentram no Sudeste e no Sul do país; cortes no Orçamento afetam planos de modernização

Merece atenção o estado das Forças Armadas brasileiras. O equipamento militar do país está parcialmente sucateado. A divisão do efetivo e dos recursos obedece a uma lógica que não parece adequada aos desafios estratégicos do século 21.

A capacidade de reação militar se encontra comprometida. O país não enfrenta ameaça imediata, mas não deixa de ser preocupante a constatação de que uma agressão encontraria as defesas um tanto despreparadas.

Como esta Folha mostrou no domingo, menos da metade dos caças está em condições de voo, situação similar à dos helicópteros. Dos quase 2.000 blindados, pouco mais de mil ficam à disposição para eventual combate.

Na região amazônica, onde narcotraficantes e paramilitares atuam com desenvoltura nos países vizinhos, a prioridade conferida pela Estratégia Nacional de Defesa, de 2008, não se concretizou.

Houve, é claro, avanços nas últimas décadas, como a consolidação do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) nos anos 1990. Mas a Amazônia abriga só 13% da força do Exército. A Aeronáutica, de importância crucial em área tão vasta, mantém só 15% dos seus homens na região Norte.

Isso não significa que o país esteja paralisado no terreno militar. Após décadas de sucateamento, entraram em marcha nos últimos anos alguns projetos de modernização, inseridos na Estratégia Nacional de Defesa.

Na Marinha, há planos de renovar a frota de submarinos, que passaria a contar com um de propulsão atômica. Na Aeronáutica, devem ser adquiridos novos caças, quando for resolvida a concorrência que se arrasta há mais de dez anos. E o Exército tem pronto um ambicioso projeto para proteger os limites terrestres do país, o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras).

A contenção de despesas ordenada pela presidente Dilma Rousseff, no entanto, impôs um congelamento a esses planos. Ainda que tenham sido adiados momentaneamente, parece óbvio que devem ser retomados assim que o cenário econômico e fiscal se mostrar mais favorável.

O confronto entre as mazelas sociais do país, de um lado, e a ausência de ameaça externa clara no horizonte próximo, de outro, sempre torna difícil justificar bilionários gastos militares. No entanto, a crescente influência do Brasil no cenário internacional, aliada à descoberta de volumosas reservas de petróleo do pré-sal, deve refletir-se na sua capacidade militar.

15 de mar. de 2011

PELICANO - BOM DIA

A DOR DE UM SOLDADO

Paulo Chagas
Caros amigos, tenho muito orgulho do que sou e se me fosse possível nascer de novo e controlar meu destino, não hesitaria um instante sequer para optar, outra vez, por dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições juraria defender, até com sacrifício da própria vida.
Não me arrependo das decisões que tomei como soldado. Não me arrependo das atitudes que tomei, nem lamento as conseqüências dos meus atos, porque sou soldado por vocação, por amor ao meu País. Envaidece-me saber que mesmo morto nunca deixarei de ser um Soldado do Exército de Caxias!
Por outro lado, este mesmo orgulho, que me obriga a controlar a soberba e a presunção, angustia meu coração, meu instinto, minha disciplina e meu preparo para aceitar as coisas que, estando fora do meu alcance e da minha responsabilidade, eu não posso mudar.
Angustia-me a certeza de saber que os meus sentimentos são os mesmos de todos, que, como eu, são soldados por amor ao Brasil e ao Exército. Angustia-me a certeza de que todos, de alguma forma, sabem que estamos sendo engambelados pela falácia de que o passado pertence aos que passaram e que a história é responsabilidade de quem a viveu.
Angustia-me constatar que a cada dia que passa mais frágil fica a nossa resistência à contaminação ideológica de que “os soldados de hoje” são diferentes dos “soldados de ontem” e que as conseqüências dos “males que causaram” somente a eles cabe responder, lavamos, assim, as mãos entre os inocentes com a mesma hipocrisia com que Pilatos o fez diante da infame condenação do Cristo Jesus.
Angustia-me assistir a ameaça de quebra da unidade do Exército que, empenhado institucionalmente em uma guerra suja, não se manifesta de forma ostensiva, pública, altiva e vociferante em defesa de si mesmo e daqueles que, no cumprimento do dever e de ordens de operações, fizeram o que, na circunstância, todos achavam que era o que tinha que ser feito!
Angustia-me supor que, como Instituição de Estado, nos falte coragem e argumentação para enfrentar de peito aberto e coração exposto a crítica e a condenação de excessos e enganos que, pela vontade de vencer e neutralizar, o quanto antes, as ameaças à liberdade democrática, tenham sido eventualmente cometidos pelas forças ou agentes escalados para contrapor-se ao ataque armado da esquerda terrorista, assassina e revolucionária.
Angustia-me tomar conhecimento de inteligente e consistente argumentação, contrária à forma como o governo dos derrotados pretende “revelar a verdade” e deturpar a imagem das instituições militares perante a Nação, pela ação obscura e pela visão distorcida e intriguista da imprensa, em documento que, desta forma, se “supõe”, retrata o pensamento e a posição que, moralmente, todos devemos adotar.
Angustia-me constatar que passados dez anos da criação do Ministério da Defesa, com o que pessoalmente concordo, ainda não tenhamos aprendido a utilizar o espaço que nos proporciona o afastamento do poder político para manobrar ostensiva e dissuasivamente em defesa da nossa missão e da nossa importância como instituição nacional e como segmento da sociedade comprometidos, exclusivamente, com os interesses da Nação que, não necessariamente, devem coincidir com os das facções políticas no poder.
Finalizo, amigos, assegurando-lhes que, em meio a tantas angústias, nada se compara à dor de ferir a própria carne, quando o desabafo se transforma em crítica, pois, mesmo que construtiva, a crítica fere a sensibilidade e ferir o Exército Brasileiro é o mesmo que ferir a mim mesmo, pois não me permito ser menos que um Soldado de Caxias!
Paulo Chagas é General da Reserva do EB.

13 de mar. de 2011

5 de mar. de 2011

Mensagem de agradecimento de um Rondonista

Olá!
Meu nome é Thiago e fui rondonista na operação Carajás, no município de Eldorado do Carajás com a Universidade Federal do Paraná. Gostaria de agradecer todo o apoio que vocês deram a operação, toda a ajuda e os conhecimentos que vocês me passaram.
Gostaria de confessar de que nunca fui fã das forças armadas, principalmente do Exército, por uma série de fatores que ocorreram no meu alistamento militar obrigatório. Mas devo dizer que mudei de opinião ao conhecer o 52 BIS. Hoje vejo com orgulho o trabalho que vocês realizam, o treinamento e a preparação diária pelo nosso país. Me emocionei muito assitindo à palestra do Ten. Cel. Samuel, onde ele disse que escolheu lutar pelo país com a farda, mas que nós, cada jovem universitário ali presente, pode e deve lutar pelo país, seu progresso e desenvolvimento, nas áreas que escolhemos atuar, no meu caso, na Engenharia Cartográfica. O abismo que eu achava que existia entre a sociedade civil e a militar, aprendi que não existe, aprendi que todos somos brasileiros, que apenas escolhemos caminhos ou formas diferentes de mudar e lutar por esse país. Queria agradecer a todos vocês, que foram gentis conosco, que tanto nos ajudaram e nos mostraram que não há abismo algum, mas há sim uma unidade de uma só nação.
Gostaria também de tentar transmitir o orgulho de meu pai ao saber que fiquei uns dias aí com vocês, ele, que na sua época de serviço militar foi enviado para lutar contra a guerrilha do Araguaia, trouxe sempre o orgulho de ter lutado pelo país. Eu queria transmitir o orgulho e o interesse com o qual meu pai viu cada foto do quartel, da farda, dos mascotes e das instruções de abrigo, fogo e água, alimentação e animais, os brasões e o alojamento, que segundo ele, não mudou nada desde a sua época. As lembranças que eu ganhei, como a carta, o jornal e a agenda, me desculpem, mas eu dei para o meu pai, que quase chorou ao ter em suas mãos artigos de um Exército companheiro, amigo de cada cidadão brasileiro.
Para finalizar, gostaria de agradecer mais uma vez o apoio, de cada soldado que de forma "invisível" trabalhou para nos acomodar e nos dar uma ótima estadia. Queria agradecer também  ao pessoal da cozinha, pelo atendimento e refeições impecáveis, ao Sr. Samuel pela simplicidade com a qual andou entre nós estudantes e a proximidade que teve conosco. Por fim, ao 2 Ten Heyder, instrutor da aula sobre abrigos, que pediu que nós, provenientes das mais distintas regiões do país, não nos esquecermos de que ali, na selva, um lugar muitas vezes esquecido por governantes e pela sociedade, existem guerreiros que treinam dia após dia, abrem mão de diversas coisas, para defender o nosso país, a ele eu gostaria de responder que pelo menos da minha parte, nunca esquecerei, nem a minha família, de que aí, muito longe da Curitiba da qual escrevo, existem brasileiros, guerreiros de selva, que escolheram defender e desenvolver este país com a farda e o fuzil.
Muito Obrigado e um grande abraço a cada integrante do 52 BIS,
Thiago Rempel

4 de mar. de 2011

SPONHOLZ

25 de fev. de 2011

22 de fev. de 2011

8 de fev. de 2011

FAB RESPONDE A ISTO É

Alguém avise a FAB de que tem gente morrendo no Rio

Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva

Há um antigo ditado no Brasil que diz: “A incompetência dói, o descaso mata.” Serve para a FAB no caso de 30 toneladas de donativos que até a sexta-feira 28 corriam o risco de apodrecer em depósitos de São Luiz e Fortaleza – tudo doado pelo povo para socorrer vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, que na mesma sexta-feira era atacada pela leptospirose. A FAB deve saber – e, se não souber, o Ministério Público pode ensiná-la – que há gente morrendo no Rio e que a morte não pede protocolos oficiais nem se amarra à burocracia para agir, como ela, a FAB, tem se amarrado. A FAB diz que não enviou aviões para transportar donativos porque a Cruz Vermelha não a informou oficialmente que carecia disso nem avisou a Defesa Civil, que, por sua vez, teria de avisar à FAB de que foi comunicada. É jogo de empurra-empurra. A FAB e a Defesa Civil não precisam de avisos oficiais, é só seus integrantes lerem jornais e verem tevê.

RESPOSTA DO CECOMSAER À REVISTA ISTO É

Prezados Senhores,

DIRETOR EDITORIAL, Carlos José Marques,

DIRETOR EDITORIAL-ADJUNTO, Luiz Fernando Sá e

DIRETOR DE NÚCLEO, Mário Simas Filho

Foi com lamentável surpresa que lemos o texto “Alguém avise a FAB de que tem gente morrendo no Rio”, publicada na coluna SEMANA da edição n. 2151 da revista ISTO É. O material contém uma série de juízos de valor que podem levar o leitor a equivocadas interpretações acerca do apoio prestado pela Força Aérea Brasileira à calamidade ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Diante de acusações tão graves, o CECOMSAER entende que deveria ao menos ter sido consultado a respeito do assunto, fato que não ocorreu, mesmo existindo um serviço de atendimento à imprensa que funciona 24h por dia.

Caso consultados, informaríamos a ISTO É, como fizemos com outros veículos de comunicação, sobre a necessidade de existir um trabalho organizado e coordenado entre as instituições envolvidas nesse apoio, semelhante a tantas outras operações de ajuda em calamidades das quais participamos. Saibam que nesse trabalho não se admitem improvisos. Entendemos que existe um gerenciamento de ações que deve ser respeitado. Organização sim, e não burocracia, pauta nosso trabalho em consonância com os órgãos federais e estaduais.

Isso fez com que, por exemplo, a FAB transportasse para o Rio de Janeiro mais de 50 toneladas de donativos doados pela população brasileira. Em 18/01, uma aeronave C-105 Amazonas partiu de Campo Grande (MS) com 4,5 toneladas de mantimentos. Em 19/01, mais um C-105 decolou de Maceió (AL) com sete toneladas de auxílios. No dia 20/01, dois C-130 Hércules partiram de Brasília (DF) e Canoas (RS) transportando, respectivamente, 19 e 13 toneladas de donativos. No dia 24/01, outro C-130 deixou as cidades de Boa Vista (RR) e Manaus (AM) com 14 toneladas de doações.

O texto de ISTO É confunde conceitos e práticas e chama de burocracia o trabalho organizado. Além disso, mostra um dos maiores erros que um jornalista pode cometer: propagar o que ele pensa ser um fato e não o que ele realmente apurou como fato.

Assim, neste caso em particular, posso deduzir que os autores desse texto não realizaram uma apuração aprofundada dos fatos e frustraram os parâmetros éticos do jornalismo, adotando uma postura leiga e desinformada, que em nada contribui para informar os leitores da conceituada revista ISTO É.

Jornalismo interpretativo e também o opinativo pressupõem maior cuidado na elaboração, ainda mais diante de um assunto tão sério, cercado por profunda consternação de todo o País.

Todo o apoio da Força Aérea Brasileira para o transporte de donativos é solicitado de forma centralizada pela Defesa Civil do Rio de Janeiro, que concentra todos os pedidos e realiza o contato com a Defesa Civil das localidades onde foram arrecadadas doações, obedecendo a uma hierarquia de ações.

O que os jornalistas chamam na matéria de “descaso” e “jogo de empurra-empurra”, o Comando da Aeronáutica chama de trabalho planejado e coordenado para atender as reais necessidades da Região Serrana do Rio de Janeiro.

De forma análoga, este Centro entende que o processo de construção de uma matéria sustentado por apuração cuidadosa, ouvindo todos os lados da história, jamais seria considerado burocrático, e sim jornalismo com responsabilidade.

Mais informações sobre a participação da FAB em apoio às vítimas da Região Serrana do Rio de janeiro encontram-se em nota oficial publicada no site da FAB, em 28 de janeiro de 2010.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica disponibiliza na páginawww.fab.mil.br/portal/hotsites/serrana/ diversas notícias, fotos e vídeos sobre as ações desenvolvidas pela FAB.

Atenciosamente,

Marcelo Kanitz Damasceno - Coronel Aviador

Chefe do CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA

1 de fev. de 2011

Reabertura do Poder Legislativo



COITADOS DOS TRADUTORES

O ESTADÃO - 26/1/11

Segundo sua "assessoria" paga com dinheiro público, a partir de março o ex-presidente Lula deverá iniciar uma nova fase em sua vida, proferindo palestras aos interessados pela astronômica cifra de R$ 200 mil por evento, além de dedicar-se à criação do Instituto Lula. O primeiro desses eventos será no Senegal, "importantíssimo" país africano onde, naturalmente, Lula se sentirá à vontade, no mesmo nível de seus ouvintes, visto que essa seletíssima plateia muito tem a aprender com o ex-mandatário brasileiro, que nutre pela África um profundo amor e carinho, chegando ao cúmulo de perdoar a maioria das dívidas externas que muitos desses países tinham com o Brasil, destacadas ditaduras com cujo apoio Lula contava em suas pretensões relativas à ONU.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao longo de sua brilhante vida acadêmica e política, recebeu inúmeros títulos de "doutor honoris causa" em várias das grandes universidades dos Estados Unidos, da França, da Inglaterra, da Alemanha, etc. Coisas de Primeiríssimo Mundo, assim como José Serra, que foi professor das mais excelentes universidades americanas. Lula morre de ciúme e inveja de FHC, pois nunca recebeu essas homenagens e nunca as receberá. Por FHC ter sua fundação ligada ao PSDB, Lula igualmente não quer ficar por baixo e planeja também criar o Instituto Lula. FHC é mestre por excelência e reconhecido mundialmente por sua invulgar e invejável vida acadêmica, o mesmo não se pode dizer de Lula, que obviamente escolheu o Senegal para dar início à sua série de palestras. Afinal, o que o Senegal tem a oferecer ao mundo ao receber Lula nesse simpósio?

O que Lula falaria em suas preleções?! Qual a brilhante contribuição que o ex-presidente brasileiro daria ao mundo globalizado com suas palestras?! Quem se habilita a pagar R$ 200 mil para ouvir essa retórica tão importante?! Coitados dos tradutores, dos intérpretes, ao ouvirem Lula falar e terem de fazer a tradução simultânea para as línguas ou para os dialetos tribais dando a exata noção do que significam palavras como "pobrema", "menas", "pá" e por aÍ vai. Lula não consegue falar frases simples como, por exemplo, "dinheiro para ou pra comer, pra estudar". Ele diria: "dinheiro pá cumê, pá istudá...." Diria sempre: "Istô cunvencidu..." Que sofrimento será para esses pobres intérpretes! Machado de Assis vai se contorcer em seu túmulo!

Naturalmente, podemos esperar que as grandes estatais brasileiras, tão vilmente usadas pelo PT, vão contratar este novo professor Polito. Petrobrás, Banco do Brasil, etc., certamente incluirão entre os estudos "avançados" para seus executivos palestras de Lula, pagas, obviamente, com o suado dinheiro do povo brasileiro.

Lula, com maestria, vai ensinar:

1) com armar um esquema para arrecadar dinheiro para partidos políticos.

2) Como manter livres no Brasil trambiqueiros, mafiosos e terroristas que para cá fugirem, usurpando decisões de nossa mais alta Corte de Justiça.

3) Como torrar milhões usando cartões corporativos, pagos pelos contribuintes, até em jogos de sinuca.

4) Certamente ensinará como conseguir passaportes diplomáticos privativos de autoridades federais em detrimento da lei.

5) Lula certamente em muito contribuirá com seus ensinamentos sobre como armar uma frente política para atingir o poder unindo-se ao que de pior existe em matéria de ética e moralidade pública.

6) Como conseguir votos em troca de um cartão de benefícios.

7) Vai ensinar teorias fantásticas de como agradar e se unir a antigos desafetos com o intuito da tomada do poder. Lula tem muito a ensinar e discípulos não lhe faltam.

É aguardar pra ver, afinal, o que representam R$ 200 mil por palestra?

Iranilson Alves da Silva

25 de jan. de 2011

Desagravo de Professora dirigido ao Nelson Jobim

 16 de dezembro de 2010

Prof.ª Aileda de Mattos Oliveira
(Membro da Academia Brasileira de Defesa)

A comparação que se faz entre as pessoas públicas não se restringe ao campo da competência e da ação, estende-se ao do comportamento e ao da ética profissional.
Levando-se em conta tais parâmetros comparativos, sequer se pode pôr na mesma linha avaliativa um presidente do Governo Militar e os de outros governos que o sucederam, principalmente este disrítmico e inconsequente Lula.
Não se poderia esperar que um rústico na presidência tivesse a visão de incorporar ao seu bando (porque ‘equipe’ não é condizente com o seu perfil) pessoas de gabaritada competência e de esmerada educação.

Não são os estudos acadêmicos que transformam um ignorante em sábio. Não é o conhecimento das leis que faz de um jurista um justo. Daí, estarmos a exigir comedimento e respeito às normas hierárquicas, que regem um povo, até mesmo medianamente civilizado, a destemperados espécimes, inflados da vaidade que lhe concede o poder. A fatuidade desses membros das altas esferas governamentais tenta encobrir a incompetência gerencial que é comum num conjunto de eleitos a cargos públicos, de acordo com o maior ou menor grau de sabujice, em detrimento da capacidade administrativa.
Daí, surge a inveja aos militares. Foi justamente o Presidente Médici, um presidente militar de ontem que deixou a marca do desenvolvimento sobre o qual sapateia como dono do terreno o incompetente presidente de hoje. Por esta razão, o cabeça-chave do MD, não conseguindo entender esta, para ele estranha, fidelidade da Força Terrestre aos ideais de Caxias, autopromoveu-se a general, quem sabe, para entendê-la melhor. Esqueceu-se de que não é a farda e a patente que faz o militar, mas a sua relação de anos de estudo da História do Pais, das realizações de seus antepassados e da análise de seus feitos, da consolidação de objetivos em prol do bem maior que é a Nação, com a qual se identifica e se liga por um elo de efetivo e afetivo comprometimento com a sua soberania. Tudo isso ignora o petulante ministro. Por esta razão, nas efemérides tão caras aos militares, penetra na cena como histrião a fim de empanar o brilho das solenidades, cuja disciplina e ritual custa-lhe aceitar.
Ao clamar, na AMAN, aos Aspirantes-a-Oficial, que o “Exército deve esquecer o passado”, por terem elegido o Presidente Emílio Garrastazu Médici a patrono da Turma, tinha por objetivo inundar o ambiente com a sua irascível e desajustada atitude e, principalmente, levar ao esquecimento de que ele, ministro, fraudou a Constituição numa outra fase de sua não tão límpida trajetória política.
Para deixar mais atordoado o ministro, que nada entende das lides da caserna, mesmo enfurnado num uniforme camuflado quatro estrelas, é bom que saiba que o Pres. Médici foi homenageado três vezes neste ano de 2010, justamente por servir ao Brasil, desenvolvendo-o em todas as áreas da vida pública, e pasme, senhor ministro, sem corrupção.
Isso é incompreensível a um membro do governo mais corrupto, e aqui sem alusão, da história deste país.

14 de jan. de 2011

Espaço Aberto - Jair Bolsonaro Parte 1

Debate entre Bolsanaro e o presidente da OAB, ocorrido em 12/01/2011, na Globo News, sobre a Comissão da Verdade.



Espaço Aberto - Jair Bolsonaro Parte 2


12 de jan. de 2011

CENA QUE MARCOU O FILME "AMARGO PESADELO"


EMOCIONANTE.

O filme, que foi rodado no interior dos Estados Unidos no início dos anos 70, levou o diretor a fazer a locação em um posto de gasolina nos confins do centro-oeste americano, aonde os atores contracenariam com o proprietário do posto, que ali morava com a mulher e o filho autista.

Foi então que aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de registrar, para a eternidade.

Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que sempre andava acompanhado do seu violão, dedilhando alguns acordes de uma música country percebeu a presença do garoto que carregava um banjo na varanda (ou mesanino) da casa, o qual aproximou-se, sentou numa cadeira de balanço e começou a repetir a sequência musical do ator. Com a 'resposta musical" o diretor continuou a gravar a cena que vocês verão no vídeo anexo.

Importante observar:

- A cena não fazia originalmente parte do filme;

- O garoto é realmente autista;

- A alegria do pai é tanta que não se contém e começa a dançar;

- A expressão da mãe captada numa janela da casa;

- A capacidade de um autista em acompanhar o músico num dueto de complexa execução;

- O sorriso espontâneo do garoto que, por um instante, interage com o mundo exterior; e

- A reação típica do autista quando o ator, após o espetáculo, quer cumprimentá-lo.

- Vale a pena perceber - e entender - que todos temos um dom e que basta um motivo

- por insignificante que possa parecer - para que seja revelado.

Filme "Amargo Pesadelo" - EUA -1972.

Bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz recusa comenda no Senado


A sociedade de hoje vive do presente, curte o imediato. É com imensa rapidez que ocorrem as mudanças. Fatos de ontem caem no esquecimento com muita facilidade, por mais sérios que sejam, porém quero resgatar um acontecimento que passou e que muito me indignou, mas que em função do período de preparação para o Natal não consegui escrever nem comentar. Refiro-me ao aumento que os deputados e senadores se auto concederam.

A atitude do Congresso Nacional de se dar um aumento de salário de mais 61%, justamente na última sessão do ano em curso, sem maiores discussões e reflexões sobre suas conseqüências é assustadora. Justamente no tempo de Natal, tempo de reflexão de fraternidade, de justiça, de paz, o Congresso Nacional se presenteia com um aumento desproporcional diante do salário de nossa gente trabalhadora. Como entender a insensibilidade, o desrespeito, a afronta, que, sem escrúpulos, movem nossos congressistas?

Como seria bom se tivéssemos mais cidadãos de coragem como Dom Manuel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito da Diocese de Limoeiro do Norte – CE, que teve a ousadia de enfrentar o Parlamento e recusar a honraria a ele concedida, demonstrando seu descontentamento na hora em que deveria recebê-la. Faço questão de transcrever sua fala fazendo minhas as suas palavras.

“Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.
A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.
Pois é exatamente neste momento que o Congresso
Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções de certo em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores e Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, à cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho”.

Quero manifestar, ainda que tarde, sei, minha indignação e repúdio ao gesto desrespeitoso para com a grande maioria do povo brasileiro, aproveitando o apagar das luzes do ano para conceder-se benéficos vergonhosos.

Lamento que a sociedade em geral tenha silenciado e, diz o ditado: “quem cala consente”, mas será que o povo brasileiro consente, ou estava anestesiado pelas festas natalinas? Confesso que não entendo o silêncio das Entidades constituídas e das ONGs.

Precisou um bispo ir ao Congresso protestar, recusando receber a homenagem deste mesmo Congresso para chamar a atenção sobre essa aviltante atitude dos congressistas, os mais bem pagos do mundo.

Será que está sobrando dinheiro? Será que foram resolvidos todos os problemas sociais, de saúde, educação, moradia, saneamento? Quem vai pagar estes salários?

O Congresso poderia ter concluído o ano de 2010 com mais dignidade, merecendo mais respeito de nosso parte, mas infelizmente não foi o que aconteceu. É uma lástima!

Jornal A RAZÃO - Santa Maria - Pe. Xiko

11 de jan. de 2011

Comissão da inverdade


É notório que a esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado democrático atual, invertendo o papel de militares


Os militares só conseguem manter a hierarquia e a disciplina porque a verdade está para eles como a fé está para os cristãos. A mentira e a traição fazem parte da vida política brasileira, em que os vitoriosos se intitulam espertos, pois, afinal, dessa forma estarão sempre no poder. A esquerda no Brasil chegou ao poder pelo voto, graças aos militares que impediram em 1964 a implantação de uma ditadura do proletariado. Os perdedores, nos anos subsequentes, financiados pelo ditador Fidel Castro, partiram para a luta armada, aterrorizando a todos com suas ações, que ainda fazem inveja ao crime dito organizado dos dias atuais.
Foram 20 anos de ordem e de progresso. Os guerrilheiros do Araguaia foram vencidos, evitando-se que hoje, a exemplo da Colômbia, tivéssemos organizações como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) atuando no coração do Brasil. O nosso povo vivenciou sequestros de autoridades estrangeiras e de avião, dezenas de justiçamentos, tortura, execuções como a do adido inglês e a do tenente da Força Pública de São Paulo no Vale do Ribeira, bombas no aeroporto de Recife e carro-bomba no QG do 1º Exército, respectivamente com mortes de um almirante e de um recruta, latrocínios, roubos etc. O regime, dito de força, negociou e foi além das expectativas dos derrotados ao propor anistia até mesmo para crimes de terrorismo praticados pela esquerda. Agora, no poder, eles querem escrever a história sob sua ótica, de olhos vendados para a verdade.

Projeto do Executivo, ora em tramitação na Câmara, cria a dita Comissão da Verdade, composta por sete membros, todos a serem indicados pela presidente da República, logo ela, uma das atrizes principais dos grupos armados daquele período, que inclusive foi saudada pelo então demissionário ministro José Dirceu como "companheira em armas". Ninguém pode acreditar na imparcialidade dessa comissão, que não admite a participação de integrantes dos Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica. Essa é a democracia dos "companheiros". Ainda pelo projeto, apurar-se-iam apenas crimes de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não tratando de sequestros, atentados a bomba, latrocínios, recebimento de moeda estrangeira de Cuba, sequestro de avião e justiçamentos.

É notório que a esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado democrático atual, invertendo completamente o papel dos militares, que, em 1964, por exigência da imprensa, da Igreja Católica, de empresários, de agricultores e de mulheres nas ruas intervieram para que nosso país não se transformasse, à época, em mais um satélite da União Soviética. Os militares sempre estiveram prontos para quaisquer chamamentos da nação, quando ameaçada, e, se a verdade real é o que eles querem, as Forças Armadas não se furtarão, mais uma vez, a apoiar a democracia. Se hoje nos acusam de graves violações de direitos humanos no passado, por que não começarmos a apurar os fatos que levaram ao sequestro, à tortura e à execução do então prefeito Celso Daniel em Santo André? Ou será que, pela causa, tudo continua sendo válido, até mesmo não extraditar o assassino italiano Cesare Battisti por temer o que ele possa revelar sobre seu passado com terroristas brasileiros hoje no poder?


Publicado na Folha de São Paulo por JAIR BOLSONARO capitão da reserva do Exército, deputado federal pelo PP do Rio de Janeiro.

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/854237-para-deputado-de-oposicao-comissao-da-verdade-e-uma-farsa.shtml

8 de jan. de 2011

ABAIXE ESSA ARMA!

Publicado por Luiz Berto em TERCEIRA VISÃO - Cícero Cavalcanti

policia20com20arma

Exatamente no último dia do governo Lula, 31 de dezembro de 2010, Suas Excelências Ministros Luis Paulo Barreto e Paulo de Tarso,  Justiça e Direitos Humanos respectivamente, assinaram a portaria 4.226 que regulamento o uso de armas de fogo, por qualquer agente de segurança no Brasil.

As orientações do documento, apesar de risíveis e ridículas, parecem se preocupar bem mais com a bandidagem ativa e operante, do que com os policiais que, a partir dela, deverão ficar atentos antes de empunhar suas armas.

De acordo com a idiotice, a polícia não mais poderá abordar ninguém com arma em punho, sem que tenha certeza absoluta de não estar infringindo os princípios internacionais dos direitos humanos. Em outras palavras: deverá ler, no ato da abordagem, certamente com um manual que carregará obrigatoriamente, se sua ação está perfeitamente inserida no que manda os seguintes regulamentos.

a. Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas na sua Resolução 34/169, de 17 de dezembro de 1979;

b. os Princípios orientadores para a Aplicação Efetiva do Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas na sua resolução 1989/61, de 24 de maio de 1989;

c. os Princípios Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinqüentes, realizado em Havana, Cuba, de 27 de Agosto a 7 de setembro de 1999;

d. a Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em sua XL Sessão, realizada em Nova York em 10 de dezembro de 1984 e promulgada pelo Decreto n.º 40, de 15 de fevereiro de 1991.

Além disso, deverá consultar no mesmo manual se o criminoso ato de empunhar uma arma, está em perfeita consonância com os seguintes princípios:

2. O uso da força por agentes de segurança pública deverá obedecer aos princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade, moderação e conveniência.

Com o artigo terceiro o policial deverá usar de psicologia, para tentar entender quais as reais intenções do bandido. Ou então aplicar um questionário do tipo: “ o que o Sr, seu meliante, pretende fazer com essa sua arma?”  ou “ O Sr. tem intenções de colocar a minha vida em risco?”

3. Os agentes de segurança pública não deverão disparar armas de fogo contra pessoas, exceto em casos de legítima defesa própria ou de terceiro contra perigo iminente de morte ou lesão grave.

O artigo quarto deixa claro que o bandido pode fugir tranquilamente, mesmo armado, desde que não tenha intenção de causar riscos de morte ou lesionar gravemente os agentes de segurança ou o povo.

4. Não é legítimo o uso de armas de fogo contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que, mesmo na posse de algum tipo de arma, não represente risco imediato de morte ou de lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros.

Pode também furar bloqueios policiais, talvez até levados a efeito para prendê-los, desde que também não tenha a intenção de ferir a polícia. 

5. Não é legítimo o uso de armas de fogo contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, a não ser que o ato represente um risco imediato de morte ou lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros.

Fica terminantemente proibido os disparos de advertência. Eles podem colocar em risco de morte os meliantes e os policiais envolvidos nas cuangas.

6. Os chamados “disparos de advertência” não são considerados prática aceitável, por não atenderem aos princípios elencados na Diretriz n.º 2 e em razão da imprevisibilidade de seus efeitos.

Não será permitida abordagem empunhando arma de fogo. O policial deverá agir educadamente solicitando alguns minutos da atenção do meliante.

7. O ato de apontar arma de fogo contra pessoas durante os procedimentos de abordagem não deverá ser uma prática rotineira e indiscriminada.

Policiais deverão usar bodoques, ou estilingues. Se preferirem poderão fazer uso de canivetes, desde que não causem danos sérios aos bandidos.

8. Todo agente de segurança pública que, em razão da sua função, possa vir a se envolver em situações de uso da força, deverá portar no mínimo 2 (dois) instrumentos de menor potencial ofensivo e equipamentos de proteção necessários à atuação específica, independentemente de portar ou não arma de fogo.

É mole?

Quem quiser ler a safadeza por inteiro, basta clicar aqui.

6 de jan. de 2011

HUMBERTO - JORNAL DO COMÉRCIO

SPONHOLZ - JORNAL DA MANHÃ

Passaportes diplomaticos dos Lulinhas devem ser cassados

O Ministério das Relações Exteriores, Celso Tamborim, emitiu dois passaportes diplomáticos irregulares para os filhos de Lula, dois dias antes da passagem da faixa. O passaporte diplomático é normalmente fornecido a pessoas que representa diplomaticamente o país no Exterior. Nos aeroportos das nações amigas, o portador desse tipo de documento tem uma porção de privilégios: a bagagem não é examinada, não entra em filas das alfândegas, nem da migração. É o sonho de consumo dos trambiqueiros com negócios no exterior.

Fotomontagem de Toinho de Passira

Os passaportes diplomáticos concedidos aos filhos de Lula são ilegais.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha Online, Decreto do Passaporte Blog do Josias de Souza
Fontes do Itamaraty, indignadas, vazaram para a Folha de São Paulo que o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, forneceu dois passaportes diplomáticos a dois filhos de Lula. A emissão aconteceu a 2 dias do fim do mandato. Legalmente para obter o benefício, o presidente Lula deveria está no exercício do cargo e os filhos precisariam ser portadores de deficiência, ou terem, no ato da emissão, até 21 anos. O beneficiado Luís Cláudio tem 25 e, Marcos Cláudio, 39anos.
Regularmente passaporte diplomático é concedido a funcionários em missão diplomática, representando o país no exterior. As exceções para familiares do presidente, em exercício, servem para facilitar os trâmites da migração, quando esses descendentes acompanham o mandatário em suas viagens oficiais ao exterior.
A desculpa apresentada pelo Itamaraty é uma daquelas emendas que piora o soneto: Disseram que ambos já tinham o passaporte especial e tratava-se de uma renovação. Confirmaram que a ilegalidade vinha de longe e por isso deve prosseguir. Agora acrescentaram a excrescência de obter a renovação dos passaportes especiais irregulares, com validade além do mandato do presidente.
Na decisão de conceder os passaportes, segundo a Folha de São Paulo, o despacho de Celso Amorim determina que a expedição dos passaportes seja feitas "em caráter excepcional" e "em função de interesse do país" (?).
Pelo decreto que regula o passaporte diplomático, há uma lista de possíveis merecedores do documento: presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.
O artigo 1º do decreto diz o seguinte: "A concessão de passaporte diplomático ao cônjuge, companheiro ou companheira e aos dependentes das pessoas indicadas neste artigo será regulada pelo Ministério das Relações Exteriores".
No caso dos filhos, a norma seguida pelo Itamaraty segue critério da Receita Federal para a definição de dependente (21 anos ou portador de deficiência). Este entendimento consta do site da própria instituição. A validade do passaporte diplomático concedido aos dois filhos de Lula é de quatro anos, a contar da data de emissão. Assim, durante todo o governo de Dilma Rousseff, Luís Cláudio e Marcos Cláudio terão acesso a uma sucessão de privilégios de autoridades diplomáticas nos países com os quais o Brasil tem relação diplomática.
O passaporte diplomático dispensa vistos, mesmo nos países que o exigem e não custa um centavo para a "autoridade". (Um passaporte normal, para um brasileiro que não seja filho de Lula, custa em torno de R$ 190 para ser emitido).
Luís Cláudio é o filho caçula de Lula enquanto Marcos Cláudio é filho do primeiro casamento de Marisa Letícia, a ex-primeira-dama, e foi adotado por Lula.
A Folha de São Paulo também informou que a providência atendeu a um pedido de Lula que queria deixar os meninos cheios de privilégios, também durante todo o governo Dilma.
A oposição e o Ministério Público Federal precisam abrir procedimentos investigatórios para apurar a responsabilidade daqueles que determinaram a concessão irregular do documento diplomático. Isso é grave e deve gerar punições administrativas e penais aos responsáveis. Concomitantemente deve ser pedido ao poder judiciário que mande invalidar o documento, por ser irregular e desmoralizar a diplomacia brasileira.

Fotos: Celso Luiz/Diário do Grande ABC/AE e Ernesto Rodrigues/Agência Estado

BIZARRO- Luís Cláudio e Marcos Cláudio Lula da Silva, os “os diplomatas de araque”.
Não se pode compreender, nem permitir, que ao viajarem ao exterior de férias, por exemplo, os Lulinhas sejam tratados como alguém que esteja em missão diplomática, defendendo interesses do Brasil. Isso é uma burla, uma ilegalidade, uma falta de respeito para com os outros países.

28 de dez. de 2010

Um século de hipocrisia

Escrito por Rodrigo Constantino 

"É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: que admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola..." (Roberto Campos)

O arquiteto Oscar Niemeyer completou um século de vida sob grande reverência da mídia. Ele foi tratado como "gênio" e um "orgulho nacional", respeitado no mundo todo. Não vem ao caso julgar suas obras em si, em primeiro lugar porque não sou arquiteto e não seria capaz de fazer uma análise técnica, e em segundo lugar porque isso é irrelevante para o que pretendo aqui tratar.

Entendo perfeitamente que podemos separar as obras do seu autor, e julgá-los independentemente. Alguém pode detestar a pessoa em si, mas respeitar seu trabalho. O problema é que vejo justamente uma grande confusão no caso de Niemeyer e tantos outros "artistas e intelectuais". O que acaba sendo admirado, quando não idolatrado, é a própria pessoa. E, enquanto figura humana, não há nada admirável num sujeito que defendeu o comunismo a vida inteira.

Niemeyer, sejamos bem francos, não passa de um hipócrita. Seus inúmeros trabalhos realizados para governos, principalmente o de JK, lhe renderam uma bela fortuna. O arquiteto mamou e muito nas tetas estatais, tornando-se um homem bem rico. No entanto, ele insiste em pregar, da boca para fora, o regime comunista, a "igualdade" material entre todos. Não consta nas minhas informações que ele tenha doado sua fortuna para os pobres. Enquanto isso, o capitalista "egoísta" Bill Gates já doou vários bilhões à caridade. Além disso, a "igualdade" pregada por Niemeyer é aquela existente em Cuba, cuja ditadura cruel o arquiteto até hoje defende.

Gostaria de entender como alguém que defende Fidel Castro, o maior genocida da América Latina, pode ser uma figura respeitável enquanto ser humano. São coisas completamente contraditórias e impossíveis de se conciliar. Mostre-me alguém que admira Fidel Castro e eu lhe garanto se tratar ou de um perfeito idiota ou de um grande safado. E vamos combinar que a ignorância é cada vez menos possível como desculpa para defender algo tão nefasto como o regime cubano, restando apenas a opção da falta de caráter mesmo. Ainda mais no caso de Niemeyer.

Na prática, Niemeyer é um capitalista, não um comunista. Mas um capitalista da pior espécie: o que usa a retórica socialista para enganar os otários. Sua festa do centenário ocorreu em São Conrado, bairro de luxo no Rio, para 400 convidados. Bem ao lado, vivem os milhares de favelados da Rocinha. Artistas de esquerda são assim mesmo: adoram os pobres, de preferência bem longe.

Outro aclamado artista socialista é Chico Buarque, mais um que admira Cuba bem de longe, de sua mansão. E cobra caro em seus shows, mantendo os pobres bem afastados de seus eventos. A definição de socialista feita por Roberto Campos nos remete diretamente a estes artistas: "No meu dicionário, 'socialista' é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros".

Aquelas pessoas que realmente são admiráveis, como tantos empresários que criam riqueza através de inovações que beneficiam as massas, acabam vítima da inveja esquerdista. O sujeito que ficou rico porque montou um negócio, gerou empregos e criou valor para o mercado, reconhecido através de trocas voluntárias, é tachado de "egoísta", "insensível" ou mesmo "explorador" por aqueles mordidos pela mosca marxista. Mas quando o ricaço é algum hipócrita que prega aos quatro ventos as "maravilhas" do socialismo, vivendo no maior luxo que apenas o capitalismo pode propiciar, então ele é ovacionado por uma legião de perfeitos idiotas, de preferência se boa parte de sua fortuna for fruto de relações simbióticas com o governo. Em resumo, os esquerdistas costumam invejar aquele que deveria ser admirado, e admirar aquele que deveria ser execrado. É muita inversão de valores!

Recentemente, mais três cubanos fugiram da ilha-presídio de Fidel Castro. Eles eram artistas, como o cantor Chico Buarque, por exemplo. Aproveitaram a oportunidade e abandonaram o "paraíso" comunista, que faz até o Brasil parecer um lugar decente. Eu gostaria de aproveitar a ocasião para fazer uma proposta: trocar esses três "fugitivos" que buscam a liberdade por Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Luiz Fernando Verissimo, três adorados artistas brasileiros, defensores do modelo cubano. Claro que não seria uma troca compulsória, pois estas coisas autoritárias eu deixo com os comunistas, que abominam a liberdade individual. A proposta é uma sugestão, na verdade. Acho que esses três comunistas mostrariam ao mundo que colocam suas ações onde estão suas palavras, provando que realmente admiram Cuba. Verissimo recentemente chegou a escrever um artigo defendendo Zapata e Che Guevara. Não seria maravilhoso ele demonstrar a todos como de fato adora o resultado dos ideais dessas pitorescas figuras?

Enfim, Niemeyer completa cem anos de vida. Um centenário defendendo atrocidades, com incrível incapacidade de mudar as crenças diante dos fatos. O que alguém como Niemeyer tem para ser admirado, enquanto pessoa? Os "heróis" dos brasileiros me dão calafrios! Eu só lamento, nessas horas, não acreditar em inferno. Creio que nada seria mais justo para um Niemeyer quando batesse as botas do que ter de viver eternamente num lugar como Cuba, a visão perfeita de um inferno, muito mais que a de Dante. E claro, sem ser amigo do diabo, pois uma coisa é viver em Cuba fazendo parte da nomenklatura de Fidel, com direito a casas luxuosas e Mercedes na garagem, e outra completamente diferente é ser um pobre coitado qualquer lá. Acredito que esse seria um castigo merecido para este defensor de Cuba, que completa um século de hipocrisia sendo idolatrado pelos idiotas.

“Não precisamos de esquerda, nem de direita, precisamos mesmo é de mais honestidade e respeito pelas nossas instituições”

24 de dez. de 2010

FELIZ NATAL!

21 de dez. de 2010

J’ACUSE !!! (Eu acuso !)

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.